Primeira semana de “Distanciamento Controlado” no RS tem recorde de mortos


Desde o primeiro óbito, o RS levou trinta e dois dias para registrar 37 mortes por Covid-19.

É o mesmo número contabilizado, agora, em sete dias, entre 11 e 17 de maio. Estamos morrendo quase cinco vezes mais rápido.

Em relação à semana anterior, trata-se de um aumento de 19,2% no número de mortes confirmadas.

Apesar da curva ascendente, o governo flexibilizou o isolamento na região de Lajeado, com uma incidência de casos por habitante comparável à dos estados do Norte.

No modelo de Distanciamento Controlado de Eduardo Leite (PSDB), não existem regiões classificadas como de alto ou altíssimo risco. Tudo parece estar bem, sob controle.

No dia 13, quando da divulgação dos dados da 3ª fase da pesquisa da UFpel, o reitor Pedro Hallal afirmou que Passo Fundo necessitava de um “olhar especial”.

Mas os protocolos da Secretaria de Planejamento não identificaram necessidade de alteração na cor da bandeira.

Nesta segunda, quando a cidade contou mais duas mortes, a Prefeitura liberou o funcionamento de academias e outros serviços.

Em Porto Alegre, a orla do Guaíba virou um símbolo do descaso com o isolamento social.

Apesar dos acertos no início da pandemia, Eduardo Leite (PSDB) parece ter cedido às pressões das federações empresariais e apologistas da morte.

Experimentar um modelo recém criado e nunca testado, em um estado que sequer divulga o número de testes já realizados, é brincar com as nossas vidas. É, como já dissemos, um irresponsável salto no escuro. 

A tragédia ronda o Rio Grande do Sul. Não há testes. Não há controle. Não há segurança. Não queremos ser cobaias de estratégias de flexibilização. Queremos viver.

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