Prédio de escola em Mormaço corre risco de desabamento


Nesta sexta-feira (2), a #CaravanaPelaDemocracia do CPERS visitou escola da região do 28° Núcleo do CPERS, em Soledade, para conversar com a categoria sobre os projetos em disputa nas próximas eleições, mas também para conferir de perto a situação das escolas.

Durante a passagem pela única instituição estadual de ensino de Mormaço, os dirigentes se confrontaram com a preocupante situação de precariedade. Desde 2020, um dos prédios da EEEM Joaquim Gonçalves Ledo está interditado devido às enormes rachaduras nas paredes e no piso. 

Conforme avaliação da Coordenadoria de Obras Públicas da região, o prédio precisa ser demolido pelo risco à integridade física dos educadores(as), estudantes e comunidade escolar.

“A demanda é para demolir e reconstruir, pois o prédio pode cair a qualquer momento. Para demolir, o orçamento é de R$ 57 mil. O governo prometeu que enviaria esses recursos, mas até agora nada. E ainda nem foi feito o projeto para a construção do prédio novo”, relata o diretor da escola, Adilson Kuhn. 

A estrutura comprometida abrigava três salas de aula, sala de professores(as), auditório e banheiros. Com a interdição, foi preciso readaptar espaços.

“Uma turma foi para o laboratório de ciências, outra para o laboratório de informática, acabamos ficando sem esses espaços importantes para o dia a dia da escola. As reuniões com os pais ocorrem no saguão. Além disso, ficamos com apenas dois banheiros para toda escola”, detalha o diretor. 

Ao entrar no espaço interditado, a secretária-geral do CPERS, Suzana Lauermann, ficou chocada com  o tamanho das rachaduras. “É assustador e, ao mesmo tempo, revoltante ver essa situação. O risco é eminente. Não dá para admitir a falta de uma ação imediata do governo. Vamos seguir acompanhando e pressionando para a rápida solução desse grave problema”, afirmou.

Para o CPERS, o sucateamento das escolas estaduais – comprovado pelas Caravanas do Sindicato – aliado à política de enxugamento de matrículas, turnos e escolas, evidencia a intenção do governo: precarizar para abrir mercado ao ensino privado, priorizando interesses do empresariado, e não da comunidade.

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