Plenárias sobre projetos de Eduardo Leite intensificam força para a greve


Conhecer e debater as consequências do pacote desumano de Eduardo Leite, foi essa a atividade de professores(as) e funcionários(as) de escola da EEEF Ayrton Senna da Silva em Porto Alegre.

“Leite vai pagar o piso como? Com o nosso dinheiro. O aumento vai sair dos nossos direitos já adquiridos. Vamos ficar uns 10 ou 15 anos sem aumento. Eu entendo que esse projeto acaba com a nossa carreira. Em 26 anos de magistério nunca pensei em ver um projeto assim, ele acaba completamente com a nossa perceptiva profissional”, afirma Edson Garcia, 2º vice-presidente do CPERS.

Os projetos incluem o fim de vantagens temporais (triênios e quinquênios), aumento do tempo de contribuição, difícil acesso apenas para as escolas do campo, ataques à organização sindical e taxação de aposentados(as) que recebem um centavo acima do salário mínimo, sem prever qualquer compensação, além do congelamento dos salários de toda a categoria por anos.

“Temos que reproduzir o que vimos aqui. Falar com os colegas, com pais. Precisamos do apoio da comunidade escolar. Leite ainda não é mal visto pela sociedade. Por isso, precisamos denunciar sua crueldade com a educação pública em todos os cantos do Rio Grande do Sul”, conclui.

O advogado Márcio Rosa, da assessoria jurídica do CPERS, explicou os principais pontos dos projetos que atacam a categoria. “Em 30 anos de serviços tem um escalonamento, os educadores vão adquirindo direitos, que levam para aposentadoria. O que não vai mais acontecer se esse projeto passar”, afirmou.

“O governo vai retirar todas as gratificações e vantagens e incorporar no básico. O pagamento do Piso será retirado do próprio bolso dos educadores”, concluiu.

O diretor da Escola Ayrton Senna, Adroaldo Machado Ramos expôs sua preocupação com o pacote de Leite. “Sou aposentado, mas também me preocupo, sei que as mudanças atingem todos nós. Queremos saber e conhecer esse projeto”, destacou.

Para Dumara Aguirre, professora aposentada, tanto o prefeito Nelson Marchezan quanto Eduardo Leite querem privatizar a educação pública. “Os dois se juntaram para acabar com a educação, para privatizar. O projeto deles é que os custos não saiam dos impostos e sim das empresas e empresários.”

“Do jeito que está indo não vai mais ter professor. Ninguém mais vai querer lecionar com salários defasados e sem nenhum direito garantido”, afirmou Kátia Lanner, diretora da EEEF Luiz de Azambuja Soares.

Logo após, Edson e Marcio deslocaram-se para mais uma plenária, desta vez no CE Glicério Alves, no bairro Belém Novo, zona sul da capital.

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Leia mais:

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