Na noite dessa quinta-feira (9), o CPERS realizou a live “Na Luta Contra as PPPs: quais as verdades que o governo quer esconder?”, transmitida pelo YouTube e divulgada nas redes sociais do Sindicato. Com o objetivo de aprofundar o debate sobre o projeto das Parcerias Público-Privadas (PPPs) de governo Eduardo Leite (PSD) e Gabriel Souza (MDB) que prevê a venda de 98 escolas estaduais, a live buscou dar conta dos aspectos políticos, econômicos e pedagógicos dessa proposta.
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A transmissão, que contou com a mediação do jornalista Nando Gross, teve a participação da presidenta do CPERS, Rosane Zan, do 1° vice-presidente, Alex Saratt, da economista do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE), Anelise Manganelli, e do advogado do Sindicato, Marcelo Fagundes.
Além das perguntas enviadas previamente pelos 42 núcleos do CPERS e que foram respondidas pela mesa, a live contou com a participação da categoria via chat, que, com muita revolta, se fez presente com questionamentos e comentários sobre o tema das PPPs.

A presidenta do CPERS, Rosane Zan, reforçou a seriedade do momento que estamos enfrentando e fez uma avaliação sobre o papel das instituições de ensino na vida das pessoas. Para ela, “nós temos que entender o que significa para nós a escola pública. Não é só nosso local de trabalho onde ministramos nossas aulas, a escola é muito mais do que isso, é um espaço da comunidade escolar, da vida dos jovens, que aprendem, que convivem e constroem sonhos e perspectivas de vida”.

Também presente na live, o 1° vice-presidente do CPERS, destacou o aspecto coletivo que tomou conta dessa luta. Para Alex, “a luta contra as PPPs poderia ter se tornado uma luta isolada, as escolas que fossem atingidas se mobilizariam e o restante da categoria não se engajaria, mas pelo contrário, há um acúmulo de consciência e uma noção de conjunto da nossa categoria e do nosso Sindicato, entendendo que onde se vende uma, se vendem 98, se vendem as demais”.

Trazendo para o debate os aspectos econômicos das propostas das PPPs, a economista do DIEESE, Anelise Manganelli, questionou a postura do governo neste projeto. Segundo ela, “o governo tenta emplacar que tem vantagem econômica, e o que nós vimos é que isso não se confirma por uma série de questões”. Dentre esses pontos que precisam ser apresentados pelo Estado, Anelise destacou que os mandatários precisariam comprovar que há eficiência na utilização dos recursos públicos, que o Rio Grande do Sul terá condições de fiscalizar essas PPPs, que é necessário comprovar transparência nesta decisão de parceria, que é preciso comprovar a divisão dos riscos com a concessionária e comprovar a vantajosidade econômica. Segundo ela, nenhuma dessas questões é atendida no modelo proposto por Eduardo Leite (PSD) e Gabriel Souza (MDB).
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Marcelo Fagundes, advogado do Sindicato, deu um panorama de como estão as ações judiciais sobre as PPPs e assegurou que a entidade está operando em várias frentes para buscar barrar a concessão deste patrimônio gaúcho que são as escolas. Além dessas batalhas jurídicas, Marcelo se posicionou sobre a demissão e contratação de educadoras(es) pelas concessionárias. Sobre quem atualmente é contratado pelo Estado, Marcelo afirma que, “esses contratados serão demitidos e, além disso, podem ser contratados com salário menor. Esse é o cuidado que temos que ter”.
Essa live foi mais uma da série de mobilizações do CPERS neste combate ferrenho que vem sendo travado em defesa do que é público e patrimônio de todas(os) as(os) gaúchas(os), a educação estadual do Rio Grande do Sul. Seguimos firmes, com uma Assembleia Geral decisiva marcada para esta sexta-feira (10), com primeira chamada às 10h, para decidir sobre a deflagração de dois dias de greve, nas próximas duas quintas-feiras, 16 e 23. Participe dos próximos passos da luta contra as PPPs, contate seu Núcleo e mobilize-se!
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