
Em uma audiência marcada pelo descaso do secretário da Fazenda, Giovani Feltes, que se comprometeu em participar da reunião agendada para hoje com os educadores e não compareceu, o Comando de Greve do CPERS apresentou, na manhã desta terça-feira, as reivindicações da categoria. Na ocasião, foram destacadas questões como o fim do parcelamento dos salários, a manutenção do Plano de Carreira e do Difícil Acesso, o repúdio ao PL044, IPE solidário, reajuste imediato dos percentuais de 2015 e deste ano (13,01% e 11, 36% respectivamente), o pagamento do Piso e a regularização dos repasses para as escolas.
Enquanto a audiência ocorria, centenas de professores e estudantes realizavam manifestação em frente a Seduc em defesa dos educadores e da qualidade da educação pública.
Em uma reunião que durou cerca de uma hora e meia e contou, além de Biolchi, com a presença do secretário interino de Educação, Luis Antônio Alcoba de Freitas, foi apresentado o mesmo discurso que o governo adota há um ano e meio para tentar justificar a falta de investimentos na educação pública gaúcha: a crise financeira do Rio Grande do Sul.
As respostas para o atraso dos repasses das verbas da merenda foram, mais uma vez, atribuídas as questões burocráticas da eleição de diretores. A questão salarial não teve nenhuma análise ou apresentação de proposta por parte do governo.
Diante do pedido de retirada do PL044, o qual prevê a entrega das escolas para organizações sociais, Biolchi comprometeu-se apenas em não encaminhar o pedido de urgência a Assembleia Legislativa.
Sobre o IPE solidário e o Plano de Carreira do Magistério houve muita conversa e nenhuma garantia efetiva de que não haverá retrocessos.
O Comando de Greve do CPERS afirmou que só irá reunir-se novamente com o governo se houver reposta as reivindicações apresentadas através de propostas efetivas e a presença do secretário Feltes. “A reunião de hoje só ocorreu porque na última sexta-feira, após a nossa Assembleia Geral, dissemos que não sairíamos do Piratini enquanto não marcassem a data desta audiência. Mas não queremos ouvir intenções, queremos propostas concretas. O tempo que levará para termos uma nova audiência demonstrará o interesse do governo em resolver a greve dos educadores e as ocupações das escolas. Nossa greve cresce a cada dia e já são 36 instituições ocupadas pelos estudantes. Nossa mobilização só aumenta e conta, cada vez mais, com o apoio de toda a comunidade escolar. Agora, está nas mãos do governo”, afirmou a presidente do CPERS, Helenir Aguiar Schürer.
Ao final da reunião, o Comando de Greve manifestou a preocupação com a segurança dos estudantes que estão realizando a ocupação das escolas e exigiu que o governo garanta a integridade dos mesmos. Foi solicitado que a Seduc formalize uma orientação a Brigada Militar para que não use a truculência contra os alunos, o que foi acatado pelo secretário interino de Educação.




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