Educadores(as) de Santo Ângelo, São Luiz Gonzaga e Carazinho participaram das plenárias desta quinta


Esclarecer, orientar e mobilizar a categoria para barrar a aprovação da Reforma da Previdência (PEC 06/2019) e debater a Pauta de Reivindicações, com destaque para a questão salarial. Este é o objetivo das plenárias que estão sendo realizadas pelo CPERS desde o dia 27 de fevereiro, que seguem até 5 de abril, percorrendo os 42 Núcleos do Sindicato.

Hoje, educadores(as) dos Núcleos de Santo Ângelo (9º), São Luiz Gonzaga (33º) e Carazinho (37º) ouviram as explicações da assessoria jurídica do CPERS, representada pelos advogados do escritório Buchabqui e Pinheiro Machado, sobre os impactos da Reforma à categoria.

O aumento do tempo de contribuição e de idade, além da drástica diminuição nos valores das aposentadorias foram ressaltados como algumas das graves consequências aos(as) professores(as) e funcionários(as) de escola.

Além da abordagem geral sobre os riscos da proposta, o público foi orientado a procurar a orientação jurídica disponibilizada em todos os 42 Núcleos do Sindicato para análise específica de cada caso.

Antecedendo às plenárias, foram realizadas visitas às escolas das regiões de abrangência dos Núcleos. O contato direto com a base permitiu que fossem ouvidas as principais demandas dos(as) educadores(as) e reforçou-se a importância da necessária mobilização frente aos ataques contra direitos da categoria.

Reflexão sobre a pauta salarial

O segundo momento das plenárias ressaltou a importância do debate sobre a pauta salarial da categoria.

A dificuldade para prover o sustento básico vem se agravando entre a categoria. Essa triste realidade é explicada pelo descaso do governo com os(as) educadores(as) demonstrado através dos 39 meses de salários atrasados e parcelados, pelo parcelamento do 13º, pelos mais de quatro anos sem reajuste e reposição da inflação e pelo congelamento das progressões de carreira. Além disso, para que o governo cumpra a Lei do Piso, atualmente é necessário um reajuste de 102,9%.

No dia 12, às 13h, a categoria reúne-se em Assembleia Geral, na Casa do Gaúcho, em Porto Alegre, para deliberar sobre as próximas mobilizações, com foco na questão salarial. Após o término, os(as) educadores seguem para a Praça da Matriz, às 16, tendo como objetivo a realização da Assembleia Popular que contará com a presença de pais, alunos e comunidades escolares.

“Vivemos momentos de incessantes ataques a direitos historicamente conquistados. Temos uma grande batalha pela frente. Por isso, é essencial a participação de todos e todas, para fazermos uma grande assembleia e mostrar a força da nossa aguerrida categoria”, conclamou a presidente do CPERS, Helenir Aguiar Schürer.

 

 

 

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