Educadores realizam ato em Caxias, cidade do governador Sartori


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Centenas de professores e funcionários de escola realizaram Ato Estadual nesta sexta-feira, dia 1º, às 13 horas, na praça Dante Alighieri (rua Sinimbu, s/nº). A mobilização teve o objetivo de pressionar o governo Sartori (PMDB) para que negocie, de fato, com a categoria, além de denunciar a toda à sociedade o descaso do governo com os educadores e a educação pública gaúcha.
Com a participação de representantes de centrais sindicais, sindicatos, alunos e a comunidade escolar a atividade ressaltou para a população caxiense a precariedade da educação pública, na cidade de moradia do governador José Ivo Sartori.

Governo Sartori não tem a Educação Pública como prioridade
A secretária executiva da CNTE, Candida Beatriz Rossetto ressaltou as ameaças do governo Sartori e as lutas constantes da categoria. “Hoje mais uma vez estamos nas ruas, nosso local de luta pela educação pública. Vamos permanecer firmes lutando contra esse governo que não dialoga e não respeita os educadores”, afirmou.
A vice-presidente do CPERS e representante da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do RS (CTB), Solange Carvalho, falou da importância da unidade da categoria nesse momento da greve. “Estamos hoje aqui exigindo que o governador realmente abra a mesa de negociação. Que apresente propostas concretas para a categoria”, salientou.
A Intersindical e a CSP Conlutas reforçaram a importância da unidade dos Sindicatos para a luta contra o governo Sartori.
A presidente do CPERS, Helenir Aguiar Schürer relatou que o governo Sartori diz não poder atender as reivindicações da categoria porque o Estado está em crise, mas não entende como um governo que não consegue pagar os servidores públicos gasta 18 bilhões com incentivos fiscais para empresas. Helenir destacou que o CPERS junto com o Sindicato dos Engenheiros irão pedir uma auditória das empresas que recebem incentivos fiscais do governo do Rio Grande do Sul. “Se somos atacados com parcelamentos e zero de reajuste salarial, onde o Sartori estiver estará uma bandeira do CPERS, um educador cobrando as nossas reivindicações e cobrando a vergonha na cara desse governo”,afirmou.
No final do ato os educadores trancaram a rua Sinimbu por 8,16 minutos em protesto ao reajuste aprovado pelos deputados na Assembleia Legislativa para o judiciário.

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