CPERS exige calendário de vacinação e repudia manobra que inclui educação no sistema de cogestão


Enquanto governos estaduais e municipais Brasil afora apresentam planos e iniciam a vacinação de seus profissionais da educação, o Rio Grande do Sul fica para trás. Sobra discurso, falta ação no Piratini.

Nesta quinta (22), o CPERS reiterou a exigência de um calendário completo de imunização, protocolando um ofício junto ao gabinete do governador Eduardo Leite (PSDB).

A inércia do Estado tem colocado os educadores(as) em alerta. Mesmo sem planos concretos para vacinar a categoria, o Estado manobrou para incluir a educação no sistema de cogestão, abrindo a possibilidade de reabertura de escolas nas cidades em que os prefeitos adotarem protocolos de bandeira vermelha.

Com o decreto publicado na madrugada, Leite cede mais uma vez à pressão de interesses privados em detrimento do direito à vida. O CPERS espera que a liminar conquistada na Justiça seja preservada e respeitada, e mantém a posição quanto ao alto risco do ambiente escolar.

Sob qualquer parâmetro científico, as taxas de transmissão comunitária no Rio Grande do Sul permanecem muito acima do aceitável e não permitem flexibilizações de forma segura.

Nesta sexta, o Sindicato discutirá o tema em Conselho Geral, bem como a mobilização da categoria para resistir a qualquer tentativa de retomada precoce. Também aguardamos respostas e ações do Estado quando ao calendário de vacinação dos educadores.

Consideramos a ampla imunização dos trabalhadores(as) da educação, mais recursos humanos, físicos e financeiros para as escolas e estratégias de testagem, rastreamento e monitoramento dos casos como condicionantes mínimos de um retorno seguro às aulas presenciais.

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