Contra o descaso do governo, pais e alunos ocupam escola Tuiuti, em Gravataí


Cansados de esperar providências do governo para resolver os graves problemas na estrutura da instituição, pais e estudantes da Escola Estadual de Ensino Médio Tuiuti, em Gravataí, ocuparam a instituição para exigir providências do governo. No ano passado, o forro de uma das salas de aula da escola desabou.  Desde então, alunos estudam em locais improvisados como a biblioteca, a sala de informática e o espaço multimídia. Uma vez por semana há revezamento destes espaços entre os estudantes, prejudicando de forma significativa o processo de aprendizagem.

Mas os problemas da escola, que é uma das maiores do município e atende a mais de mil alunos, não param por aí. Na estrutura com mais de 40 anos, há tomadas e locais que dão choque ao encostar, rachaduras e ameaças de mais desabamentos.

O simples ato de acender ou apagar as luzes do local, tornou-se um perigo. Ao fazer isso, as crianças levam choque, o mesmo acontece quando as funcionárias limpam os vidros da instituição.

A escola também estava sem professores nas disciplinas de Filosofia, Sociologia e Espanhol desde o início do ano letivo. Na quarta-feira, a direção da escola recebeu a notícia de que

“Se os prédios da escola têm a mesma idade e nunca sofreram uma reforma estrutural existe a grande possibilidade de acontecer um novo desabamento ou outro acidente. Sem estrutura física adequada, sem professores e espaços importantes como a biblioteca fica bem difícil falarmos em qualidade da educação”, desabafa a diretora da instituição, Geovana Rosa Affeldt.

Toda a precariedade do local e os consequentes riscos à integridade física dos(as) alunos(as) e educadores(as) foi relatada continuamente à 28ª Coordenadoria Regional de Educação (CRE), que chegou a interditar o prédio em que houve o desabamento e liberar uma obra emergencial sem licitação. Porém, desde o final do ano passado, por questões burocráticas, mais nenhuma providência foi tomada para resolver a grave situação da escola.

Desde terça-feira (18), quando iniciou a ocupação, os pais dos alunos ficam na escola, recebem todos(as) os(as) estudantes e realizam atividades. Os professores vão até a instituição diariamente, ficam em frente ao local, cumprem e registram seus horários.

Eles afirmam que só sairão do local quando o governo garantir que serão realizadas todas as reformas necessárias na escola e ocorrer o retorno do funcionamento da biblioteca e da licitação do bar, que corresponde a 40% da verba da manutenção da instituição.

O CPERS está atento à toda situação e prestando o apoio necessário à comunidade escolar.

Hoje pela manhã estivemos na escola e conversamos com pais, alunos e professores. Confira:

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