Às vésperas de uma das etapas mais polêmicas do projeto de privatização da educação pública no Rio Grande do Sul, o leilão de 98 escolas estaduais, o CPERS pode deflagrar dois dias de greve para barrar o avanço das Parcerias Público-Privadas (PPPs).
A decisão será tomada nesta sexta-feira (10), durante Assembleia Geral Extraordinária da categoria, na Praça da Matriz, em Porto Alegre.
Com primeira chamada às 10h e segunda às 10h30, a Assembleia terá pauta única: deliberar sobre a deflagração de greve nos dias 16 e 23 de julho.
No dia 16 de julho, empresas interessadas apresentarão suas propostas para assumir a gestão de serviços das escolas. Uma semana depois, em 23 de julho, está previsto o leilão das unidades na Bolsa de Valores, em São Paulo.
O projeto representa um dos maiores ataques já promovidos contra a educação pública gaúcha ao transformar instituições de ensino, espaços de formação, cidadania e desenvolvimento social em ativos negociados sob a lógica do mercado financeiro.
Em vez do governo Eduardo Leite (PSD) e Gabriel Souza (MDB) ampliar investimentos diretos na rede pública, valorizar profissionais da educação e garantir melhores condições de ensino, o Executivo opta por destinar R$ 4,5 bilhões de reais a contratos de longa duração com empresas privadas.
A resposta será com mobilização coletiva, porque educação é direito — não mercadoria. E escola pública não deve ser tratada como ativo financeiro. Contate seu Núcleo e mobilize-se!
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