O CPERS Sindicato, através do seu Conselho Geral, vem a público manifestar total repúdio à política de cortes orçamentários imposta pelo governo Bolsonaro ao Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), que coloca em risco décadas de investimento em pesquisa e inovação no Brasil.

A situação dramática do principal órgão federal de fomento à produção científica coloca em dúvida o pagamento de bolsas já a partir de setembro. Vale notar que muitos dos profissionais que recebem as bolsas, da iniciação à pós-graduação, não têm outra fonte de remuneração. Há casos em que os auxílios representam a única forma de acesso de jovens ao Ensino Superior, bem como o sustento de suas famílias.

As universidades públicas respondem pela quase totalidade da pesquisa brasileira e por mais de 80% dos cursos de mestrado e doutorado do país. O impacto positivo da pesquisa científica nos diversos campos da atividade econômica e das políticas públicas é evidenciado por inúmeros casos de sucesso, como na saúde pública (a exemplo da prevenção e controle do Zika), no enorme crescimento na produção de grãos, em inúmeras inovações que melhoram a qualidade de vida dos brasileiros e na descoberta e exploração do Pré-sal.

Sem Ciência e Inovação não há futuro nem soberania, conforme demonstram de forma inequívoca as experiências internacionais. Além de impedir a formação de novas gerações de cientistas, a descontinuidade do financiamento desestabiliza pesquisas em andamento, efetivamente jogando no lixo recursos investidos durante décadas na produção acadêmica e científica.

O CPERS é um Sindicato de educadores(as), que trabalham diariamente para transformar em realidade o sonho de milhares de jovens da escola pública: acessar o Ensino Superior, produzir conhecimento e renda, trabalhar e construir as condições para uma vida melhor. Fechar esta porta para a emancipação econômica e social é condenar a nação ao subdesenvolvimento e ao obscurantismo.

Defendemos, de forma intransigente, a manutenção e ampliação dos investimentos públicos nas universidades, bolsas e órgãos de fomento. A ciência e a pesquisa são patrimônios nacionais e parte inseparável da solução para a crise em que o país se encontra.

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A EEEF Pinto da Rocha, de Santana do Livramento, garantiu sua inscrição na 4ª Mostra Pedagógica do CPERS com o projeto Robótica: Reciclando Eletrônicos. No trabalho, estudantes reutilizam componentes eletroeletrônicos que seriam descartados – com alto potencial de risco ao meio ambiente – para produzir carros, robôs e outros dispositivos.

A experiência passará pela fase regional no dia 18 de outubro e, se selecionado, integrará a Mostra Estadual que ocorre em Porto Alegre, com data a ser definida.

Os estudantes colocam a mão na massa para confeccionar os protótipos. Eles desenvolvem o projeto aplicando os conhecimentos adquiridos em sala de aula e através de tutoriais do YouTube que compõem as aulas práticas orientadas.

Segundo a professora orientadora do projeto, Sandra Canabarro, o objetivo do trabalho é conscientizar os alunos sobre a preservação do meio ambiente. “Eu procuro mostrar que eles podem usar as tecnologias a seu favor ao mesmo tempo em que preservavam a natureza, pois estão reutilizando objetos que são nocivos ao meio ambiente como pilhas, baterias, celulares, aparelhos de DVD e utilizando na fabricação de robôs e carros. Também mostro que também teremos como resultado oportunizar que outras crianças possam brincar e utilizar os protótipos desenvolvidos de uma forma diferente. E, desta forma, incentivamos os menores a reutilizar esses objetos retirando-os da natureza”, destaca.

“Tanto as escolas como os profissionais da educação seguem sendo anônimos e desvalorizados. Acredito que essa Mostra organizada pelo CPERS é uma forma de tirá-los deste anonimato. E para os nossos alunos é uma oportunidade para mostrarem os trabalhos que desenvolvem com tanta dedicação”, analisa a professora ao falar da importância da Mostra.

Sandra conta que sempre teve vontade de participar da iniciativa, mas não havia realizado a inscrição. “Este ano corri e já estamos devidamente inscritos”, comemora.

O projeto já participou da Mostra de Robótica Educacional Livre promovida pela 19º Coordenadoria Regional de Educação (CRE), onde foi premiado.

Os 42 núcleos do CPERS realizarão mostras regionais de setembro a novembro, e educadores(as) devem se inscrever com até cinco dias de antecedência ao evento.

Para se inscrever, basta preencher o formulário aqui. Os anexos (como documentos, trabalhos por escrito ou em powerpoint, fotos e vídeos) devem ser enviados para o e-mail mostracpers@gmail.com

Cronograma das etapas regionais

10/09 – Cerro Largo
11/09 – Santa Rosa
12/09 – Três de Maio
13/09 – Santo Ângelo
17/09 – São Luiz Gonzaga
18/09 – São Borja
19/09 – Cruz Alta
24/09 – Palmeira das Missões
25/09 – Ijuí
26/09 – Frederico Westphalen
27/09 – Três Passos
01/10 – Carazinho
02/10 – Passo Fundo
03/10 – Erechim
04/10 – Lagoa Vermelha
08/10 – Vacaria
09/10 – Caxias do Sul
11/10 – Guaporé
11/10 – Estrela
15/10 – São Gabriel
16/10 – Alegrete
17/10 – Uruguaiana
18/10 – Livramento
22/10 – Bagé
23/10 – Rio Grande
24/10 – Pelotas
25/10 – Camaquã
29/10 – Santiago
30/10 – Santa Maria
31/10 – Cachoeira do Sul
01/11 – Santa Cruz
05/11 – 38º Porto Alegre
05/11 – 39° Porto Alegre
05/11 – Gravataí
06/11 – Canoas
06/11 – Guaíba
07/11 – São Leopoldo
07/11 – Soledade
08/11 – Osório
08/11 – Montenegro
12/11 – Bento Gonçalves
12/11 – Taquara

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Nesta sexta-feira (30), milhares de estudantes do Rio Grande do Sul tomaram as ruas da capital em defesa do meio passe, contra o parcelamento dos salários dos educadores(as) e os cortes na educação. Escolas de todo o Rio Grande do Sul se uniram à mobilização, organizada pela Umespa, UEE-Livre e UGES.

O prefeito Nelson Marchezan, o governador Eduardo Leite e o presidente Jair Bolsonaro foram lembrados durante toda a manifestação. Marchezan quer tirar o meio passe dos estudantes, Leite parcela e atrasa os salários dos(as) professores(as) e sucateia a educação e Bolsonaro protagoniza múltiplos ataques à área, incluindo cortes que ultrapassam a ordem de R$ 5 bilhões.

A manifestação começou com concentração às 8h em frente ao Colégio Júlio de Castilho. “Hoje não é só um dia normal de manifestação, é o dia de lutar pelo meio passe, por nossos professores e pela educação pública”, afirmou o representante do Grêmio do Julinho, Homero Bailar.

“Faltam professores, o mato está pelo pescoço tomando conta da escola e a estrutura do colégio está comprometida. E Eduardo Leite não repassa as verbas necessárias para a manutenção da escola”, reclama o presidente do Grêmio da Escola Estadual Vila Lobos, Leonardo Balsamo.

O estudante Pedro Feltrin, do Instituto Federal de Educação Campus Alvorada, destacou os cortes do governo federal e prometeu luta. “Se esse governo é o governo das armas, nós seremos a geração dos livros”, afirmou.

“Estamos hoje nas ruas para derrotar Marchezan, Leite e Bolsonaro. Vamos mostrar que a juventude unida tem força. Vamos derrotar os inimigos da educação”, declarou o estudante Giovane Culau, presidente da União da Juventude Socialista.

“O prefeito quer tirar o nosso meio passe, o governador atrasa salários, tira a comida do prato dos nossos professores e fecha escolas. Nossos professores estão pedindo dinheiro emprestado para se alimentar e poder dar aula. Não vamos permitir que isso continue. Vamos lutar até o fim”, declarou o estudante Maicon Silva, da escola Rubem Berta.

Logo após, os manifestantes seguiram em caminhada até a Secretaria Estadual de Educação (Seduc), passando pela Prefeitura de Porto Alegre. No pátio da Seduc, o Batalhão de Operações Especiais (BOE) estava posicionado para impedir a entrada dos manifestantes.

Em frente ao local, o grupo cobrou do governo os 45 meses de salários parcelados e atrasados dos servidores, a falta de educadores(as), o fechamento de escolas e a ausência de investimentos.

O coordenador do Departamento de Juventude do CPERS, Daniel Damiani, relatou o quadro caótico em que se encontra a educação pública estadual, exemplificando com situações como o fechamento de turnos e turmas, enturmações, falta de professores e funcionários, estrutura física precária e contratação de educadores(as) por tempo determinado, que trabalham há meses sem receber.

Damiani também frisou que a categoria está sem reajuste salarial há quase 5 anos.  “Nós precisamos nos unir cada vez mais, professores, funcionários, estudantes e pais. Porque o que está acontecendo na geração de vocês com os governos Sartori e Leite, que representam o mesmo projeto, é a mesma coisa. É um desmonte tremendo das escolas públicas. A luta de vocês pelo meio passe é pelo direito de frequentar a escola.”

“Estão enturmando as turmas e ignorando o fato que tem uma evasão enorme dos estudantes, que estão abandonando a escola porque a passagem de ônibus de Porto Alegre está muito cara. Então essa luta de vocês pelo meio passe é, na verdade, pelo direito de estudar. E o que o governo faz com quem está abandonando a escola? Ele comemora, porque aí ele enturma e fecha escolas”, observou Daniel.

“Estamos cansados de chegar na sala de aula e ver nossos professores sem dinheiro para comer, sem sequer o dinheiro da passagem para trabalhar. Vemos estas situações na escola Rubem Berta, onde os professores já pediram dinheiro no sinal para se alimentar, para pagar consultas e ir ao médico. Então, estamos aqui hoje justamente para defender nossos professores. Sem esquecer de denunciar os absurdos cortes que Bolsonaro está fazendo na educação. Estamos aqui hoje para construir a resistência”, declarou Vitória Cabreira, presidente da União Metropolitana dos Estudantes Secundários de Porto Alegre (Umespa).

Secretário assume compromisso de não demitir contratados(as)

Enquanto os estudantes finalizavam a manifestação em frente à Seduc, a presidente da Comissão de Educação da Assembleia Legislativa, deputada Sofia Cavedon (PT), reuniu-se com o secretário Faisal Karam, que, segundo ela, assumiu o compromisso de não realizar demissões em massa de contratados(as) no fim do ano.

Também participaram da audiência com a Seduc o deputado Sebastião Mello (MDB) e representantes dos deputados Issur Koch (PP) e Fernando Marroni (PT).

Dando continuidade a luta pelos direitos dos educadores(as) contratados, o CPERS realiza na próxima terça-feira, dia 03,  Ato Estadual, na Praça da Matriz, a partir das 10h.

O objetivo é pressionar deputados(as) para que aprovem a emenda parlamentar ao PL 392/2019, que autoriza o Poder Executivo a realizar a contratação emergencial de 5 mil professores(as) e sinaliza para a realização de concurso público a partir de 2020. Protocolada pela Comissão de Educação da Assembleia Legislativa, a emenda propõe garantir a manutenção dos atuais contratos emergenciais até que sejam substituídos por nomeados.

O CPERS defende o teor da emenda, bem como a realização imediata de concursos públicos.

Os núcleos do CPERS disponibilizarão ônibus para a capital. Contate o seu e mobilize-se!

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Esta semana, o Sindicato dos Trabalhadores da Educação de Alagoas (SINTEAL) realizou o V Encontro Estadual dos(as) Funcionários(as) da Educação. O evento, realizado no auditório do Sindicato dos Bancários, teve como tema “Gestão Só Democrática” e homenageou, in memoriam, Jocilene Barboza dos Santos (Jô), primeira mulher funcionária da educação a ser eleita presidenta de uma entidade classista no Brasil. A entidade em questão era o Sindicato dos Trabalhadores no Ensino Público de Mato Grosso (SINTEP). O evento contou com a participação da diretora do Departamento dos(as) Funcionários(as) de Escola do CPERS, Sônia Solange Viana.

A abertura do evento contou com a apresentação do grupo coral SINTEAL em Canto e da apresentação musical da servidora Wilma, que trabalha como merendeira na rede pública. Através de vídeo, a ex-senadora Fátima Cleide, que dedicou o seu mandato para a causa dos trabalhadores(as) da educação deu as boas-vindas aos(as) educadores(as). Um dos grandes projetos de lei de sua autoria foi o reconhecimento dos(as) trabalhadores(as) de escolas públicas como profissionais da educação.

A mesa inaugural contou com a participação da presidente do SINTEAL, Consuelo Correia, que abordou a importância do encontro na atual conjuntura do país. “É importante que a gente se una para debater, refletir e lutar, ainda mais no cenário nacional colocado no pós-golpe. Somos protagonistas dessa luta pela defesa da educação no país”, declarou. Ao lado de Consuelo, compuseram a mesa, o presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), Heleno Araújo, o professor da UFAL, César Nonato; a diretora do Departamento dos(as) Funcionários(as) de Escola do CPERS, Sonia Solange Viana; a presidente estadual da CUT-AL, Rilda Alves; a diretora da secretaria de assuntos municipais do SINTEAL, Darcir Acioli e a diretora da secretaria de funcionários do SINTEAl, Renildes Ramos.

Sônia falou sobre a importância do reconhecimento e da profissionalização dos(as) funcionários(as), defendeu a  implementação do plano de carreira e relatou o trabalho feito pelo departamento que coordena. “Recentemente realizamos encontros regionais com os funcionários de escola para informar e conscientizar sobre como é importante conhecerem seus direitos e perceberem como são essenciais no funcionamento das escolas e na luta corporativa e de classes”, observou.

Ao longo do dia, temas como o plano de cargos e carreira, piso salarial, profissionalização, valorização e respeito, condições de trabalho e visibilidade foram discutidos com a participação de vários nomes importantes no cenário da educação estadual e nacional, como o presidente da CNTE, o professor Milton Canuto, especialista em gestão da educação; o professor Luiz Antônio Costa, oordenador geral do Programa Profuncionário; a secretária de Políticas Educacionais do SINTEP/MT, Guelda Andrade e o engenheiro Paulo César, do CEREST/Maceió.

Os painéis do V Encontro de Funcionários(as) proporcionaram o debate de temas como Mudança no mundo do trabalho e reflexos na vida do(a) trabalhador(a), Desprofissionalização e Negação de Direitos, Adoecimento Profissional e Gestão Democrática. Ao final do evento, foram sorteados alguns livros para os(as) trabalhadores(as) que participaram do evento.

Fotos: Divulgação SINTEAL

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Na manhã desta quinta (29), a EEEF João Ribeiro, de Novo Hamburgo, sediou encontro com profissionais de seis escolas da cidade, promovido pelo Comitê de Contratados do 14º Núcleo do CPERS.

Por todo o estado, educadores(as) contratados buscam se organizar para enfrentar a conjuntura de ataques do governo Eduardo Leite. O cenário de crescente desrespeito com o segmento, o receio de demissões, a indignação com os contratos por tempo determinado – de março a dezembro – e a expectativa de realização de concurso público movimentam a categoria.

Na última terça, o Encontro Estadual de Contratados trouxe à capital educadores(as) de todas as regiões do estado. As mobilizações e denúncias do Sindicato têm apresentado resultados, como a recente promessa de Eduardo Leite de agilizar o pagamento de quem ingressa na rede – e fica até seis meses sem receber o primeiro salário – e o envio de Projeto de Lei sinalizando a realização de concurso público e a contratação emergencial de 5 mil novos professores(as).

Na próxima terça (3), o CPERS realiza um ato estadual a partir das 10h na Praça da Matriz. A intenção é pressionar os deputados pela aprovação da emenda da Comissão de Educação que assegura o concurso ainda em 2019, bem como a manutenção dos atuais contratos até a nomeação pelo novo certame.

“A presença de cada um é fundamental. O momento é de mostrar força e arrancar compromissos do governo, pois a sociedade está se mostrando sensível às dificuldades da categoria e ao descaso com quem educa”, explica Luiz Henrique Becker, diretor geral do 14º Núcleo. O núcleo está construindo um abaixo-assinado em todas as cidades de abrangência para fortalecer a disputa pela renovação de contratos e agilizar a abertura de concurso.

A presidente do CPERS, Helenir Aguiar Schürer, também participou do evento, e defendeu a necessidade de pressionar Eduardo Leite para garantir o ingresso com estabilidade na rede antes que o governo ataque e remova direitos e benefícios da categoria. “O Ministério Público já apontou: o governo precisa se manifestar em até 60 dias sobre a situação do concurso. Até deputados da base do governo apoiam a emenda. Não podemos perder essa oportunidade, e queremos estar dentro da Seduc para discutir o formato e os critérios de avaliação desse concurso”, ressaltou Helenir.

A presidente do CPERS também defendeu a importância dos concurso para sanar a própria crise do Estado. “Para onde vai o desconto da aposentadoria de um contratado? Para o INSS. É dinheiro que poderia estar fortalecendo a previdência estadual e o IPE”, conta.

O advogado Marcelo Fagundes, representando o escritório Buchabqui e Pinheiro Machado, lembrou da impossibilidade de efetivar contratados. “Alguém acredita que Bolsonaro vai enviar uma PEC ao Congresso para botar mais gente com estabilidade no serviço público? Com esse governo e o Congresso que temos, é mais fácil ocorrer o contrário”, explica, lembrando do projeto de autoria do senador Lasier Martins (PSD-RS), que já tramita e pretende acabar com a estabilidade do funcionalismo.

Por fim, Cássio Ritter, da direção central do CPERS, falou sobre a importância da filiação ao Sindicato para fortalecer a luta, bem como sobre o papel dos Representantes de Escola. O site do CPERS tem um espaço dedicado a explicar a relevância e os procedimentos para que cada escola do estado tenha seu próprio representante junto à entidade.

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A Reforma do Ensino Médio (Lei 13.415/2017) sobre a qual a BNCC atuará, impõe enormes retrocessos aos(as) educadores(as) e à sociedade. A mercantilização e a privatização, fomentadas pela Reforma, caminham em sintonia com a Emenda Constitucional nº 95, que congela por 20 anos os investimentos públicos em políticas sociais e os recentes cortes na educação que já apresentam resultados negativos nas entidades federais.

Para que a categoria possa fazer o contraponto a esses ataques, destacando o respeito ao currículo debatido no chão da escola, o CPERS disponibiliza materiais produzidos sobre a BNCC e o Referencial Curricular Gaúcho (RCG).

Panfleto

O CPERS elaborou um panfleto para a consulta rápida de educadores(as). O material traz os principais contrapontos defendidos pelo Sindicato, resguardando a gestão democrática e a autonomia das escolas para desenvolverem seus projetos político-pedagógicos.

Baixe aqui o panfleto sobre o dia D.

Consideramos imprescindível que a base se aproprie do debate e das alterações curriculares, que terão profundas consequências para a educação e a escola pública como um todo.

Artigo

Leia aqui artigo da presidente do CPERS, Helenir Aguiar Schürer, publicado em 2018 sobre o tema.

Revista Retratos da Escola da CNTE

Base nacional comum: Projetos curriculares em disputa

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A pesquisadora Maria Raquel Caetano, doutora em Educação pela UFRGS, defende a união dos(as) educadores(as) pela REVOGAÇÃO IMEDIATA da proposta de BNCC e da Reforma do Ensino Médio. A docente participou de uma roda de conversa promovida pelo Departamento de Educação.

Demissão em massa de professores(as), educação para o mercado e aprofundamento das desigualdades. Confira a crítica do professor e ex-deputado federal, Carlos Abicalil, à Base Nacional Comum Curricular e à Reforma do Ensino Médio.

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O governo Eduardo Leite anunciou, no início da tarde desta quinta-feira (29), o calendário de pagamento da folha de agosto, confirmando o 45º mês de salários atrasados e parcelados.

Neste mês, a primeira faixa será paga somente no dia 10 de setembro para quem recebe até R$ 1.100,00. No dia 11, serão quitados os salários de quem recebe até R$ 2.500,00

Quem recebe acima de R$ 2.500 líquidos terá os salários quitados pelo sistema de parcelas. A primeira será depositada dia 13 de setembro no valor de R$ 1.500. O próximo pagamento será de R$ 1.000, dia 18 de setembro. Uma nova parcela será paga dia 10 de outubro no valor de R$ 2.500. O saldo dos salários, para a quitação total da folha, será depositado no dia 11 de outubro.

No próximo dia 2, educadores(as) voltam a paralisar escolas em todo o Rio Grande do Sul. Conforme deliberação da última Assembleia Geral, a categoria deve cruzar os braços no primeiro dia útil de cada mês posterior a um novo atraso salarial.

A pauta de reivindicação da categoria exige reposição emergencial de 28,78%, pagamento em dia e realização de concursos públicos para professores(as) e funcionários(as) de escola.

O que pedimos é o mínimo: reposição da inflação acumulada desde 2014, respeito e prioridade para a educação.

No dia 27 deste mês, o CPERS protocolou um pedido de inspeção extraordinária das contas do Estado no TCE, questionando a continuidade da política de atraso, parcelamento e congelamento salarial apesar do crescimento das receitas.

No dia 26, foram protocoladas emendas ao PPA para integralizar o piso, garantir concursos e 35% da receita para a educação.

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Conforme deliberado no Conselho Geral do CPERS, realizado no último dia 27, na próxima terça-feira (03), ocorrerá o Ato Estadual em Defesa dos(as) Contratados(as), pela não demissão, por concurso público e reajuste salarial. A manifestação ocorrerá na Praça da Matriz a partir das 10 horas.

O objetivo é pressionar os(as) deputados(as) para que aprovem a emenda parlamentar ao projeto de lei PL 392/2019 que  autoriza o Poder Executivo a realizar a contratação emergencial de 5 mil professores(as) e sinaliza para a realização de concurso público a partir de 2020. Protocolada pela Comissão de Educação da Assembleia Legislativa, presidida pela deputada Sofia Cavedon, a emenda propõe garantir a manutenção dos atuais contratos emergenciais até que sejam substituídos por nomeados.

O CPERS defende o teor da emenda, bem como a realização imediata de concursos públicos.

“A previsão de concurso está aí, mas não podemos esperar até 2020 e correr o risco de que o próximo ano letivo comece novamente com a falta de professores e funcionários. Somente uma reação forte e unificada poderá fazer com que nossos direitos sejam respeitados e tenhamos dignidade”, observa a presidente do Sindicato, Helenir Aguiar Schürer.

Os núcleos do CPERS disponibilizarão ônibus para trazer os(as) educadores(as) à capital. Para participar, professores(as) e funcionários(as) de escola devem entrar em contato com seu respectivo núcleo.

Todos à luta!

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O dia 29 de agosto foi estabelecido, durante o 1º Seminário Nacional de Lésbicas (Senale), em 1996, como o Dia Nacional da Visibilidade Lésbica. Desde então, agosto vem se tornando cada vez mais um mês dedicado a eventos e comemorações voltados a esse público tão esquecido e invisibilizado durante o ano todo.

Importante lembrar que a organização lésbica no Brasil surgiu no início de 1979 dentro do incipiente Movimento Homossexual Brasileiro (MHB), mais precisamente no grupo Somos de São Paulo.

O objetivo desta data é chamar atenção para problemas e particularidades compartilhadas especificamente por mulheres lésbicas, tanto na sociedade quanto dentro do movimento LGBTI. Alguns desses temas são a lesbofobia, o machismo, a invisibilidade na sociedade e o acesso adequado a serviços de saúde, educação e emprego.

Vale ressaltar que a visibilidade não vai fazer com que pessoas que não sejam lésbicas se tornem lésbicas, mas pode ajudar a fazer com que mulheres que poderiam passar todas as suas vidas insatisfeitas e infelizes por não conhecerem sua verdadeira sexualidade ou não conseguirem admiti-la, nem para si mesmas, encontrem apoio e espaço para viver suas vidas de forma mais plena e verdadeira.

As primeiras referências escritas sobre amor entre mulheres remontam à Grécia Antiga. A palavra lésbica vem do latim lesbius e originalmente referia-se somente aos habitantes da ilha de Lesbos, na Grécia. Lesbos foi um importante centro cultural onde viveu a poetisa Safo, entre os séculos VI e VII a.C., muito admirada por seus poemas sobre amor e beleza, em sua maioria dirigidos às mulheres. Por esta razão, o relacionamento sexual entre mulheres passou a ser conhecido como lesbianismo ou safismo.

Em uma cultura dominada pelos homens, Safo criou, para as mulheres, um espaço e um tempo para a criação – não de filhos – e sim, de cultura e é uma das poucas vozes femininas cujo trabalho sobreviveu desde a antiguidade, apesar de ter sido silenciada pelo tempo, pela censura e até mesmo pela história.

Desde os períodos mais remotos da história da humanidade, as mulheres são invisibilizadas e excluídas do espaço público, contudo, a organização das mulheres sempre influenciou nos rumos da história. Desta maneira, o controle à sexualidade das mulheres se expressa na falta de atendimento à saúde, nos estupros corretivos, assassinatos, espancamentos, que nem chegam aos noticiários.

Os direitos sexuais e reprodutivos são uma forte demanda das mulheres lésbicas. A invisibilização destas pessoas é perpetuada nos debates e nas políticas públicas referentes a direitos sexuais e reprodutivos, que tendem a refletir normas sociais heteronormativas.

De acordo com publicação recente do Escritório do Alto Comissariado da ONU para os Direitos Humanos (ACNUDH) e do Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA), os serviços, planos e políticas de saúde sexual e reprodutiva normalmente não consideram as especificidades da população LGBTI, reproduzindo atos discriminatórios ao reforçarem a heteronormatividade, negarem serviços básicos e fazendo perguntas invasivas.

Além disso, diretrizes de educação sexual muitas vezes não contemplam relações entre mulheres, cujo afeto é, também, insuficientemente presente na mídia, nos meios de comunicação e em outras manifestações culturais. Esses fatores tornam ainda mais frágil a proteção de mulheres lésbicas contra doenças sexualmente transmissíveis e à violência sexual. Sem acesso a informação adequada, mulheres lésbicas e bissexuais continuam a manter relações sexuais sem o uso de métodos preventivos.

Assim, sofrem cotidianamente por serem desviantes ao padrão heteronormativo. Muitas vezes, a lesbofobia se manifesta por meio da violência sexual. Exemplos recorrentes são o estupro corretivo, o estupro conjugal e ainda, os casamentos forçados.

Para a Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH), a violência contra essas mulheres geralmente não é denunciada porque muitas vezes ocorre em ambientes privados, como nas famílias, ou por tomarem a forma de violências interseccionais, isto é, que são produzidas pelo acúmulo de formas diversas de desigualdades – de gênero, raça, etnia, classe, entre outras.

Em 2018, o Dossiê sobre Lesbocídio no Brasil, primeiro relatório nacional sobre o tema, realizado por pesquisadoras da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), apontou que 49 mulheres foram vítimas desse tipo de violência no país.

Crimes de violência contra LGBT’s

Os crimes de violência contra LGBT’s matam diariamente no Brasil e não há uma lei que julgue estes atos. Contra as mulheres lésbicas, a homofobia somada ao machismo faz vítimas como Luana Barbosa, Brenda Lemos, Laís Rodrigues, Dayane Ramos dentre tantas outras. Não podemos nos calar por nem um minuto, apesar de vivermos em um momento político intenso e conflituoso, em que os movimentos sociais em constante atividade se chocam com ondas conservadoras imensas.

Todas as pessoas, da juventude à classe trabalhadora, deveriam estar preocupadas com o momento atual. Quem não está preocupado, é porque certamente não está prestando atenção. Mas mulheres, lésbicas e demais LGBTs precisam estar ainda mais preocupados, porque além da retirada de direitos, o discurso e a prática do atual governo pode também ser uma questão de vida ou morte. O Brasil, que já era o país onde mais se matava LGBT, continua sendo, e agora, com o discurso legitimador do presidente.

Apesar do mapeamento da violência lesbofóbica, realizado a partir de pesquisas acadêmicas, não há estatísticas oficiais que mostrem a extensão do problema, pois há uma série de entraves que impedem o registro e a notificação das mais distintas formas de violência. De acordo com os estudos, as dificuldades estão na ausência de institucionalização do sistema de registros e notificações de mortes e das modalidades de violências de forma pública, assim como a falta de capacitação e preparo dos agentes do Estado para tratar o tema.

Por mais que não se produzam dados sobre a violência lesbofóbica, a realidade é extremamente hostil para as mulheres que amam mulheres. Se por um lado são motivo de “nojo”, por outro são hiperssexualizadas e fetichizadas. A opressão vem de cedo, já na regra que aprendemos ainda crianças de que meninas gostam de meninos, daí vem a dificuldade de aceitar o desvio dessa regra e a rejeição da família. Nas ruas são violentadas, no trabalho, assediadas e em todos os lugares, invisibilizadas.

Segundo a Revista Brejeiras, “ser mulher e desejar uma mulher, amar os cheiros, os gostos, as texturas e as curvas de uma mulher é considerado por muitos como um atentado aos pudores das estruturas patriarcais. E ser lésbica é ser tudo isso e mais, é preferir mulher, é dizer não ao desejo masculino, é uma vida que quebra protocolo, é um sexo que não cabe em modelo algum, que rompe com o binarismo ativo/passivo, é viver em um mundo em que ser mulherzinha não é defeito, é dizer que mulheres são confiáveis, é não esperar ser salva por um príncipe, é enfrentar precariedade e redistribuir capital, é revolução.”

O apagamento – ou invisibilidade – dentro do próprio movimento de Lésbicas, Gays, Bissexuais e Transexuais (LGBT), o machismo e a violência estão entre os obstáculos que o Dia Nacional da Visibilidade Lésbica, comemorado hoje (29), tenta enfrentar.

O dia de hoje marca a luta permanente das mulheres lésbicas por uma sociedade com igualdade de direitos e respeito. Tornou-se uma data de defesa, organização e luta por políticas públicas específicas e para o reconhecimento de cidadania de mulheres lésbicas, enquanto mulheres que pagam impostos, trabalham, estudam, votam, têm filhos e contribuem para o desenvolvimento de nosso país.

Nesse dia tão importante para as mulheres lésbicas, o CPERS/Sindicato segue lutando pela defesa dos direitos básicos do ser humano, o direito ao próprio corpo. Considerando que o direito de ser respeitado pela sua orientação sexual, como um direito tão sagrado quanto todos os outros.

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Um mês após denúncia do CPERS, Eduardo Leite recuou e pediu agilidade no pagamento de contratados(as). Muitos trabalham desde março sem receber.

Em entrevista ao programa Timeline desta quarta, da Rádio Gaúcha, o governador afirmou que todos os vencimentos atrasados serão pagos com correção monetária.

“Determinei à Seduc e à Seplag que possam identificar esses casos todos e dar celeridade para garantir a remuneração adequada a essas pessoas que estão contratadas justamente para suprir a falta de professor. Serão todos remunerados pelo período que trabalharam, com a devida correção. Estou demandando a secretaria que agilize esse processo para garantir a justa remuneração para quem está trabalhando”, afirmou.

Em todo o estado, educadores(as) trabalham por até seis meses sem receber o primeiro salário. 

Pior: quando a folha é quitada, os profissionais recebem os salários acumulados e caem nas faixas mais elevadas do imposto de renda. Alguns têm o desconto de um mês de trabalho no contracheque.

A reportagem do CPERS e a coragem de educadores(as) que aceitaram se expor levou o tema à mídia, com repercussão no SBT e na RBS no início de agosto, e no Diário Gaúcho nesta semana.

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