Uma professora de matemática traça duas linhas paralelas no quadro negro. A lousa é dividida em três partes iguais, mas a aula não é de geometria. Cada terço apresenta conteúdos de grades diferentes; 3º, 4º e 5º ano do Ensino Fundamental. A educadora se desdobra para evitar a dispersão dos mais de 50 estudantes e ministrar três aulas em uma.

A escola fica em Porto Alegre e figurou recentemente no noticiário gaúcho. Mas a cena se repete em toda a rede estadual. Passados seis meses do início do ano letivo, a crônica falta de profissionais tem levado um número alarmante de instituições a adotar o expediente da multisseriação – quando alunos de anos desiguais frequentam a mesma classe.

No meio rural, essa é a forma de organização predominante. Dada a baixa densidade habitacional, professores com formação específica atendem alunos de diversas idades no mesmo espaço, ligados pelo senso de comunidade próprio a quem vive no campo.

Já nas escolas urbanas, a multisseriação é uma anomalia do sistema. Trata-se de uma dupla violação da Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB). Primeiro, uma ofensa ao Art. 62, que limita a 30 o número de alunos por turma do 2º ao 4º ano. Depois, um completo desprezo pela carga horária mínima prevista no ano letivo, de 800 horas para o Ensino Fundamental.

Em 45 minutos de aula, cada estudante receberá apenas 15 de conteúdo adequado ao seu nível de escolaridade. Isso no cenário fantasioso de partilha perfeita do tempo, com uma educadora sobrecarregada e uma classe superlotada de crianças. Convém acrescentar que o atendimento personalizado às necessidades de cada estudante é em absoluto comprometido.

Nas últimas semanas, temos presenciado uma explosão nos casos de enturmação: quando turmas do mesmo ano são aglutinadas para poupar recursos humanos. Aqui, também, a qualidade e as particularidades de cada classe é deixada de lado. Alunos separados por dificuldade de relacionamento são obrigados a conviver no mesmo ambiente, e o educador que se vire para equilibrar os diferentes níveis de apropriação dos conteúdos.

Essas medidas favorecem a evasão escolar, criando um ciclo vicioso. O Estado não tem políticas para evitar a infrequência, e usa os números para justificar novas enturmações e multisseriações. A verve neoliberal celebra a queda no número de alunos como catalisadora da redução da máquina.

Disfarçado de “racionalização e otimização de custos”, o brutal enxugamento imposto pelo governo Leite sufoca a qualidade da educação, desestrutura a organização pedagógica, onera profissionais e, em última instância, prejudica o aprendizado.

Quando o IDEB gaúcho apresentar um desempenho aquém do desejado, não faltará quem responsabilize os educadores. Nós, apesar dos salários atrasados e congelados, fazemos a nossa parte. E o governo, quando fará a sua?

Helenir Aguiar Schürer é professora do Estado há mais de 30 anos e atual presidente do CPERS Sindicato

Quer receber as notícias do CPERS por whatsapp? Clique aqui!

 

[recent_post_slider design="design-3" limit="5" show_date="false" category="82" speed="3000" show_category_name="false" show_content="false" show_author="false" arrows="true" autoplay="true" media_size="full" dots="false"]

NOTÍCIAS


mais notícias

VÍDEOS

FOTOS

CAMPANHAS E PUBLICAÇÕES

Eduardo Leite desembarcou em Pelotas nesta quarta-feira (25) para inaugurar uma reforma custeada pela Prefeitura, mas acabou sendo lembrado que tem compromissos como governador.

Educadores(as) do 24º Núcleo do CPERS aguardaram o governador na saída do Ginásio Municipal Pelotense para dar o recado: não suportamos mais o descaso, os atrasos, a precarização e o salário congelado por quase cinco anos.

Mauro Rogério Amaral, diretor-geral do núcleo, falou a Eduardo Leite: “não podemos mais esperar. Não somos os causadores da crise e as verdadeiras causas não são atacadas”, conta.

Em resposta, constrangido pelas vaias e as câmeras da mídia local, Leite repetiu o discurso costumeiro: não tem dinheiro para pagar em dia, quanto mais para reajuste.

De acordo com Carla Cassais, tesoureira do 24º, o governador argumentou que estaria conversando com outros poderes, que ganham mais do que o Executivo. Também afirmou que está tomando providências para combater a sonegação e “trabalhando insistentemente” para colocar o pagamento em dia.

“Como sempre, ele não se comprometeu com nada”, avalia Mauro.

Os educadores(as) entregaram um documento a Eduardo Leite com as reivindicações da categoria. Leia a íntegra aqui.

A próxima sexta-feira (27) é dia de Assembleia Geral do CPERS. Educadores(as) de todo o estado estão convocados a construir os próximos passos da luta por dignidade e salários justos. A primeira chamada é às 13h, na Casa do Gaúcho, em Porto Alegre.

Quer receber as notícias do CPERS por whatsapp? Clique aqui!

[recent_post_slider design="design-3" limit="5" show_date="false" category="82" speed="3000" show_category_name="false" show_content="false" show_author="false" arrows="true" autoplay="true" media_size="full" dots="false"]

NOTÍCIAS


mais notícias

VÍDEOS

FOTOS

CAMPANHAS E PUBLICAÇÕES

Em uma das mais movimentadas etapas regionais da 4ª Mostra Pedagógica do CPERS, a Praça da República, no Centro de Ijuí, recebeu 16 trabalhos produzidos em nove escolas da região do 31º Núcleo.

O evento atraiu centenas de populares para apreciar e conhecer a riqueza das experiências pedagógicas trabalhadas no chão da escola.

Durante a abertura, estudantes do 9º ano da escola Centenário encenaram uma peça musical, relembrando os anos de chumbo da ditadura e em protesto contra a censura e a militarização do ensino.

Dienifer Martins, estudante do 9° ano da escola Centenário, foi uma das alunas participantes. “É muito importante para nós estar aqui hoje porque a gente batalhou muito para apresentar este trabalho na Mostra. As pessoas estão vendo o quanto a gente se esforçou para estar aqui e isso é muito gratificante”, pontuou. 

A professora Danieli de Oliveira Biolchi explica que o projeto – intitulado “A Literatura e a Música, os anos que seguiram 64” – tem o objetivo de abordar conteúdos de história do 9° ano para estimular o aprendizado dos alunos(as).

“Foi desenvolvido um estudo sobre os 21 anos de ditadura em sala de aula, com obras que falam sobre o período, além de depoimentos em filmes. Também não teria como não falar sobre as músicas, que expressavam a opinião das pessoas e o que elas acreditavam, neste momento de grande supressão de direitos”, disse.

Danieli afirma que os estudantes produziram e montaram toda a parte musical do trabalho, que expressa o que eles aprenderam sobre o conteúdo. Para ela, o resultado foi surpreendente e gratificante.

“Você vê que os alunos construíram um aprendizado real, que o conhecimento compartilhado não foi superficial. Isso é muito importante para a gente como professor”, conclui.

Para a presidente do CPERS, Helenir Aguiar Schürer, o evento é uma forma de mostrar à sociedade que, apesar das dificuldades enfrentadas por educadores(as), o trabalho realizado na escola pública é inspirador.

“Nós podemos observar a qualidade dos projetos apresentados. Os professores e alunos trouxeram o que há de melhor nas escolas da região e mostraram para a população uma nova visão do ensino público gaúcho”, destacou.

Teresinha Mello, diretora do 31° Núcleo, afirma que a mostra estimula o aprendizado e a troca de conhecimento, evidenciando a cada ano a qualidade dos projetos produzidos pelas escolas: “Os professores ficam contentes de vir para a praça com os alunos, que se sentem lisonjeados por participar do evento. Nesta 4ª edição, a gente consegue ver a maturidade dos trabalhos apresentados”.

Para a coordenadora do Departamento de Educação do CPERS, Rosane Zan, a atividade no 31º Núcleo trouxe um diferencial: pela primeira vez nesta edição, os trabalhos foram apresentados em praça pública.

Rosane destacou ainda que todos os projetos exibidos na ocasião abordaram temáticas importantes de transformação social.

“A gente pode perceber a questão da cidadania e da inclusão muito bem colocadas, além do debate sobre a ditadura para entendermos o processo de democracia nas escolas”, explicou. 

Projetos selecionados:

Ensino Fundamental Anos Iniciais
1º LUGAR
Projeto – OFICINAS DE DESENHO E PINTURA EM TELA – OLHARES DIVERSOS SOBRE O MESMO OBJETO – E FUND- ANOS INICIAIS
Orientadora: MARLI MARLENE OTT
EscolaEstadualEnsinoFundamental São Geraldo /IJUI

Ensino Fundamental Anos Finais
1º LUGAR
Projeto:- A LITERATURA E A TECNOLOGIA ALIADAS AO ESTUDO DA SEGUNDA GUERRA MUNDIAL – E FUND (ANOS FINAIS)
Orientadoras: DANIELI DE OLIVEIRA BIOLCHI e MARLENESCHNEIDER
Escola Estadual do Ensino fundamental Chico Mendes –IJUI –

2º Lugar
Projeto: A LITERATURA E A MÚSICA: OS ANOS QUE SEGUIRAM 64 –E FUND – ANOS FINAIS
Orientadoras: DANIELI DE OLIVEIRABIOLCHI e MARLI SALETE DA COSTA SCHIAVO
Escola Estadual Ensino Fundamental Centenário /IJUI –

Ensino Médio
1º Lugar
Projeto : RECONSTRUINDO HISTÓRIAS – ENSINO MÉDIO
Orientadora: ADRIANA DOS SANTOS KUMPEL e FABIANI JULIANI BRUM
Escola Estadual Ensino Médio Ruy Barbosa –IJUI

2º Lugar
Projeto:RECREIO TEMÁTICO- ENSINO MÉDIO
Orientadora: NAIRANA SCWINGEKEL
Escola Técnica Estadual 25 de Julho – IJUI

Educação Jovens e Adultos (EJA)
Projeto:PESQUISA NA EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS-ED. DE JOVENS E ADULTOS
Orientadora: ELAINE MAI e MARIVANI DALLA ROSA
Escola Estadual de Ensino de Médio Ruy Barbosa –IJUI

Educação Profissional
1º Lugar
Projeto:CONHECIMENTO E TECNOLOGIA NA CONSTRUÇÃO DA AUTONOMIA: VIVÊNCIAS PEDAGÓGICAS ATRAVÉS DA ROBÓTICA NA ETE 25 DE JULHO – ED. PROFISSIONAL
Orientadoras: LEILA CRISTINA FIGUR e MARISTELALUISA STOLZ BRIZZI
Escola Técnica Estadual 25 de Julho

2º Lugar
Projeto: A PESQUISA COMO PRÍNCIPIO PEDAGÓGICO: ESPAÇO DE INVESTIGAÇÃO E PRODUCÃO DO CONHECIMENTO NO COTIDIANO DA ESCOLA – ED. PROFISSIONAL
Orientadora: ROSMARI MARODIN GOBO
Instituto Estadual de Educação Guilherme Clemente Koehler

 

 

 

Inscrições para a 4ª Mostra Pedagógica

Atenção educadores(as), ainda dá tempo de se inscrever para a 4ª Mostra Pedagógica do CPERS, que estão sendo realizadas nos 42 núcleos do Sindicato de setembro a novembro. As inscrições podem ser feitas com até cinco dias de antecedência do evento.

Os trabalhos selecionados nas etapas regionais participarão da Mostra Pedagógica Estadual que ocorrerá na capital em data a ser definida. As experiências selecionadas na estadual serão compiladas em uma publicação especial.

Inscreva-se e participe desta importante atividade que visa valorizar os professores(as), funcionários(as) e a educação pública estadual.

[recent_post_slider design="design-3" limit="5" show_date="false" category="82" speed="3000" show_category_name="false" show_content="false" show_author="false" arrows="true" autoplay="true" media_size="full" dots="false"]

NOTÍCIAS


mais notícias

VÍDEOS

FOTOS

CAMPANHAS E PUBLICAÇÕES

Enquanto o Estado se abstém de promover políticas para entender e evitar a evasão escolar, educadores(as) vão além das suas atribuições e dão bons exemplos. É o caso da orientadora Gina Marques, do Colégio Estadual Julio de Castilhos, o popular Julinho.

Gina contatou pessoalmente 128 alunos com problemas de frequência para compreender os motivos por trás do afastamento. Mais do que mapear as razões, a iniciativa possibilitou a reversão de alguns casos. A pesquisa identificou que o elevado preço da passagem de ônibus é o principal catalisador da evasão, com 34 alunos justificando as faltas por insuficiência de recursos para arcar com o transporte até a escola.

“Nossos alunos vêm de muito longe pois não há vagas no bairro onde residem. Por isso eu acho que a questão não é fechar escolas, como quer o governo, mas sim abrir. Se o estudante não tem dinheiro para passagem e passa dificuldades para chegar até a escola, são altas as chances de ele desistir e não querer mais estudar”, enfatiza Gina.

Gina também ressalta o alto número de estudantes que relatam doença, ansiedade e depressão. Foram entrevistados 21 alunos nestas condições. Na escola, existem casos de alunos que estudam em domicílio em razão de ataques de pânico e até tentativa de suicídio. “Esses alunos não tem uma perspectiva de futuro. O que vão ser quando crescer? Estão tirando todos os direitos deles”, questiona a orientadora.

Sem política, governo corta

Para a diretora do colégio, Maria Berenice Alves, a falta de uma política pública que dê suporte aos estudantes e evite a evasão é uma das razões para os altos números.

“Aqui nós recebemos alunos de tudo quanto é canto, Canoas, São Leopoldo, Novo Hamburgo, Camaquã… nos últimos anos perdemos muitos deles. Por mais que a causa seja a falta de dinheiro, o estudante precisa se sentir acolhido, mas cortando recursos das escolas o governo não permite isso”, argumenta Maria Berenice.

“A única política que o governo Leite conhece é a da tesoura”, afirma o diretor do CPERS, Daniel Damiani. Em razão da redução do número de estudantes, a Seduc orientou neste mês o fechamento de nove turmas. “O governo olha os números e nem sequer procura conhecer os motivos. A evasão é celebrada, pois facilita o projeto de enxugamento da máquina pública”, explica.

A infrequência serve como justificativa para enturmações sem qualquer diálogo com a comunidade, à revelia da realidade dos estudantes e dos educadores(as). “Nós temos duas turmas de terceiro ano com muita dificuldade de convivência e relacionamento. Se enturmar como é que vai ser o dia a dia desses alunos? Ninguém nos questionou sobre isso”, conta Gina.

O CPERS tem denunciado a súbita explosão de casos de enturmações e multisseriações, bem como fechamento de escolas em toda a rede. Em coletiva na última segunda, o Sindicato comunicou a imprensa sobre a existência de planos para fechar até 5 mil turmas e implantar turno único em 480 instituições, reduzindo drasticamente a capacidade de atendimento da rede estadual.

Somente em Porto Alegre, na última semana, além do Julinho, as escolas Emílio Massot, Santos Dumont, Padre Reus,  e Cândido Godói foram comunicadas pela Seduc sobre a ordem de reduzir turmas. Já na escola Alvarenga Peixoto, a orientação é para unir as turmas de 6º e 7º ano do EJA, a chamada multisseriação – quando alunos de níveis diferentes de escolaridade têm aulas na mesma classe.

Apesar da tendência de queda no número de estudantes da rede estadual ao longo dos anos, 2019 aponta para uma possível reversão na tendência. De acordo com o próprio governo, 30 mil estudantes a mais se matricularam na rede para o atual ano letivo.

O CPERS defende que o Estado estude a fundo o problema da evasão escolar antes de recorrer a soluções tecnicistas e altamente prejudiciais à qualidade do ensino. “Tudo isso significa uma brutal ruptura do processo de ensino e aprendizagem”, comenta a presidente Helenir Aguiar Schürer. “Quando o IDEB gaúcho apresentar um desempenho aquém do desejado, não faltará quem responsabilize os educadores. Nós, apesar dos salários atrasados e congelados, da desvalorização e do descaso, fazemos a nossa parte. E o governo, quando fará a sua?”, conclui.

Abaixo, apresentamos os dados completos da pesquisa sobre evasão levantados pela orientadora educacional.

 

[recent_post_slider design="design-3" limit="5" show_date="false" category="82" speed="3000" show_category_name="false" show_content="false" show_author="false" arrows="true" autoplay="true" media_size="full" dots="false"]

NOTÍCIAS


mais notícias

VÍDEOS

FOTOS

CAMPANHAS E PUBLICAÇÕES

Os Encontros Regionais dos Aposentados(as) iniciam na próxima quarta-feira (2), em Guaporé (3º Núcleo). Além dos educadores(as) da região, o evento irá contemplar também os aposentados(as) de Bento Gonçalves, Soledade e Vacaria. A iniciativa será realizada na Sociedade XV de Novembro (Av. Silvio Sanson, 2005), a partir das 8h.

Após receber os educadores(as) com um café da manhã, haverá uma intensa programação ao longo do dia. Atividades culturais, apresentação dos corais de Guaporé e do 12º Núcleo, informações e orientações disponibilizadas pela assessoria jurídica do advogados do CPERS, palestras e a apresentação dos grupos inscritos no concurso de danças estão entre as atividades que serão realizadas.

Sob a coordenação do Departamento dos Aposentados(as) do Sindicato, os Encontros têm como objetivo apresentar a política do CPERS para esta significativa parcela da categoria, levar informações sobre questões importantes como a reforma da previdência e destacar a necessária luta contra os ataques dos governos Leite e Bolsonaro, além de propiciar palestras sobre os cuidados com a saúde e um momento de confraternização entre os(as) educadores.

Dando continuidade aos desafios que vem propondo desde que assumiu a coordenação do Departamento, a diretora Glaci Weber lançou para a edição deste ano o Desafio das Danças Folclóricas do Brasil. Cada núcleo é desafiado a apresentar um estilo de dança, definido através de sorteio.

“Nos nossos encontros os aposentados irão confraternizar e sairão fortalecidos para a luta contra os governos de Eduardo Leite e Bolsonaro. Mas, também queremos oferecer um pouco de alegria e entusiasmo através do desafio da dança. Tenho certeza que quem foi nos encontros passados não irá perder esse”, destaca Glaci.

Os selecionados nos encontros regionais participarão da etapa final que será realizada durante o Encontro Estadual dos Aposentados(as), nos dias 1º e 2 de abril de 2020. O local e o horário do evento ainda serão definidos.

Os Encontros Regionais seguem até o dia 27 de novembro, abrangendo os 42 núcleos do Sindicato.

“Convidamos todos e todas educadores aposentados a participarem. Procurem os seus núcleos e inscrevam-se para participar”, conclama Glaci.

Confira as orientações, organize seu grupo e participe:

-Cada Núcleo ensaiará um grupo ou mais de dança. Se houver mais de um grupo inscrito, o Núcleo deverá fazer uma prévia e selecionar um para se apresentar no Encontro Regional;

-Cada grupo deverá contar com, no máximo, oito dançarinos(as);

-Em caso de substituição de dançarinos do grupo classificado para a etapa estadual, o Departamento Estadual dos(as) Aposentados(as) deverá ser avisado com antecedência;

-Todos os grupos dançarão o ritmo sorteado no seu grupo de origem;

-Cada apresentação deverá ter, no máximo, dez minutos;

-A classificação se dará nos Encontros Regionais e uma dança, por regional, será classificada para o Encontro Estadual dos(as) Aposentados(as);

-A dança que for classificada para o Encontro Estadual deverá conservar as mesmas características do Encontro Regional;

-Os grupos serão avaliados de acordo com os seguintes quesitos:

-Popularidade;

-Originalidade;

-Figurino;

-Ritmo;

-Criatividade;

-Expressão corporal;

-Sincronismo;

-Evolução;

-Presença cenográfica;

-Integração (harmonia com o grupo)

Cronograma dos Encontros Regionais com os ritmos de danças sorteados por grupo:

02/10: Guaporé (Guaporé, Bento Gonçalves, Soledade e vacaria)

Dança: Catira

09/10: Ijuí (Ijuí, Cruz alta, Palmeira das Missões e Santo Ângelo)

Dança: Frevo

16/10: Erechim (Erechim, Lagoa Vermelha, Passo Fundo e Carazinho)

Daça: Xaxado

23/10: Cachoeira do Sul (Cachoeira do Sul, Santa Cruz do Sul, Santa Maria, São Gabriel e Santana do Livramento)

Dança: Carimbó

30/10: Pelotas (Pelotas, Rio Grande, Camaquã e Bagé)

Dança: Bumba meu Boi

12/11: Caxias do Sul (Caxias do Sul, Estrela, Montenegro, Taquara e São Leopoldo)

Dança: Danças Tradicionais do RS

13/11: Três de Maio (Três de Maio, Três Passos, Frederico Westphalen, Cerro Largo e santa Rosa)

Dança: Fandango Gaúcho

20/11: 38º e 39º Porto Alegre (Porto Alegre, Gravataí, Osório, Canoas e Guaíba)

Dança: Maracatú

27/11: Santiago (Santiago, Uruguaiana, São Borja e São Luiz Gonzaga)

Dança: Samba ou Roda de Samba

 

[recent_post_slider design="design-3" limit="5" show_date="false" category="82" speed="3000" show_category_name="false" show_content="false" show_author="false" arrows="true" autoplay="true" media_size="full" dots="false"]

NOTÍCIAS


mais notícias

VÍDEOS

FOTOS

CAMPANHAS E PUBLICAÇÕES

O 40º núcleo do CPERS (Palmeira das Missões) realizou nesta terça-feira, dia 24, a 4ª Mostra Regional Pedagógica. Durante a tarde, estudantes e professores(as) expuseram seus projetos no Sindicato dos Municipários (Simpam) da cidade.

O diretor do núcleo, Joel da Silva Oliveira, deu as boas-vindas para os estudantes e educadores(as) presentes, e destacou a importância da participação na Mostra. “Este é um dos espaços onde os trabalhadores em educação juntamente com os educandos podem mostrar à sociedade gaúcha um pouco daquilo que se desenvolve nas escolas públicas, em tempos onde os gestores responsáveis pelas escolas públicas agridem e tentam o desmonte e a precarização do serviço público, especialmente na educação pública. Este espaço é onde pode se fazer o contraponto e mostrar que na escola se constrói, cria, e auxilia na construção do sabe”, afirmou.

A coordenadora do Departamento de Educação do CPERS, Rosane Zan falou sobre o momento difícil pelo qual a educação passa com a desvalorização dos professores(as) e funcionários(as) de escola e o descaso com a educação pública. Rosane destacou o que escreveu Fabrício Carpinejar  em sua coluna na Zero Hora, no mesmo dia – Que um educador(a) sempre será melhor que o Google. Porque mesmo que erre ainda consegue fazer graça do seu erro. “O educador é um humanizador, e faz com amor ofício de ensinar, por isso merece ser valorizado”, concluiu Rosane.

Empolgação, entusiasmo e domínio do assunto não faltaram nas apresentações dos projetos. Alimentação, inclusão, tecnologia e direito humano foram alguns dos assuntos abordados pelos trabalhos selecionados que participarão da etapa estadual da 4º Mostra Pedagógica em Porto Alegre.

Para se inscrever basta acessar o site do Sindicato, ver quando a Mostra estará em sua região e preencher o formulário.

Projetos selecionados:

Nível Profissionalizante

1° lugar:  “Recursos didáticos adaptados para a inclusão escolar”.  Escola: Instituto Estadual Borges do Canto – Palmeira das Missões-RS
Professora Orientadora: Estela Mari Santos Simões da Silva.
Alunos participantes: Camila Fernandes Castanho; Rafaela Borelli Plagens; Ana Clara Blavose.

2° lugar: ” Cantinho da matemática: Um recurso pedagógico para os anos iniciais do ensino fundamental”.
Escola: Instituto Estadual Borges do Canto – Palmeira das Missões-RS
Professora Orientadora: Estela Mari Santos Simões da Silva.
Alunos participantes: Caroline Fanton Machado; Eduarda Rodrigues do Nascimento; Larissa Gerlach Zantti.

Nível Ensino Médio:
1° lugar “A tecnologia na vida das pessoas com deficiência física”.
Escola: E.E.E.B. Antônio João Zandoná – Barra Funda-RS
Professora Orientadora: Cyntia Castoldi Destri e Karine Piaia.
Alunos: Danieli Bassani; João Paulo Gnoatto; Luana Beal Gnoatto; Vitor dos Santos Baruff.

2° lugar
“Direito de asilo é direito humano”.
E.E.E.B. Antônio João Zandoná – Barra Funda-RS
Professora Orientadora: Cyntia Castoldi Destri e Karine Piaia.
Alunos: Gessle Dyessica da Silva; João Basílio Rossetto de Quadros e Liegi Marcotto.

Nível Séries Iniciais – Ensino Fundamental:
“Que seu remédio seja seu alimento e que seu alimento seja seu remédio’.
E.E.E.B. Antônio João Zandoná – Barra Funda-RS
Professora Orientadora: Maria de Lourdes Mossmann
Alunos: Ana Carolina Strack; Andriele Eduarda da Silva Kaempfer; Frederico Pedro Debona; Isabelly Pacheco de Vargas; Luiz Eduardo Kaspery Zandoná; Maria Luisa Rossatto Manfro; Miguel Colet Lorini; Miguel Hanauer; Vinicius Pimmel Zini.

Nível : EJA – Educação de Jovens e Adultos:
“PANC’s – Do mato para o prato”
E.E.E.B. Antônio João Zandoná – Barra Funda-RS
Professora Orientadora: Zaila Salete Zandoná Blaun.
Alunos: Angelina Selli; Marcia Favretto; Rosa Pacheco; Ironita Ré; Marilurdes Mottin; Marli Alves; Marlene dos Santos; Ana Maria Zandoná;  Juraci Demarco; Luana dos Santos; Marilene Selli; Nelma Rossetti; Odete Nardini; Rotides Gelain; Terezinha Rupolo; Marineuza Mozer.

[recent_post_slider design="design-3" limit="5" show_date="false" category="82" speed="3000" show_category_name="false" show_content="false" show_author="false" arrows="true" autoplay="true" media_size="full" dots="false"]

NOTÍCIAS


mais notícias

VÍDEOS

FOTOS

CAMPANHAS E PUBLICAÇÕES

Em coletiva de imprensa realizada na tarde desta segunda-feira (23), dirigentes do CPERS, ADUFRGS, AFAGRO, Semapi, Sindicaixa, Sindjus-RS, Sindipers, Sindsepe/RS, Sinpro/RS e Sindsaúde expuseram a situação de miserabilidade do funcionalismo público gaúcho devido ao aprofundamento da política de arrocho salarial e ataque adireitos imposta pelo governo Eduardo Leite. Na ocasião, foi entregue à imprensa uma carta assinada em conjunto pelas entidades, que também aborda o cenário nacional com críticas à atuação de Bolsonaro e os cortes na educação.

Há 45 meses, o funcionalismo do Rio Grande do Sul sofre as duras consequências dos salários atrasados e parcelados. Os juros dos empréstimos aos quais necessitam recorrer para sobreviver acumulam mês após mês. Para piorar a situação, a última reposição salarial foi realizada em novembro de 2014. Ou seja, já são quase cinco anos sem um centavo de reajuste.

Três situações recentes foram pontuadas como exemplares das reais intenções do governo e do parlamento gaúcho: os honorários de sucumbência, as emendas parlamentares e a venda das ações do Banrisul.

“O governo, ao destinar os honorários de suncumbência das ações, está abrindo mão destes recursos. Os procuradores do estado praticam advocacia sem risco. Se perdem as ações, nada ocorre com eles, continuam recebendo seus altos salários. Enquanto isso, o Rio Grande do Sul tem mais de 15 milhões de servidores que ganham menos de um salário mínimo”, observou o diretor do Sindcaixa, Érico Corrêa.

A presidente do CPERS, Helenir Aguiar Schürer, classificou as emendas parlamentares como a institucionalização da compra de votos no Estado. “Enquanto aguardamos que o governo responda as nossas justas reivindicações, é liberado um milhão para que os deputados aprovem emendas que interessam ao Executivo. Para nós, isso é uma imoralidade”, destacou.

Os dirigentes lembraram da reunião chamada pelo presidente da Assembleia Legislativa, Luis Augusto Lara (PTB) para tratar da venda das ações do Banrisul, apontada como solução para pagar em dia o funcionalismo público.

“É importante esclarecer que recebemos o convite na quinta-feira no final da tarde, sendo que a reunião era na sexta pela manhã, e sem mencionar a pauta. De qualquer forma, não participaríamos, pois o CPERS tem posição. Somos totalmente contra a privatização e não aceitamos medidas paliativas. A venda das ações possibilitaria pagar em dia os salários durante um mês ou dois, mas logo voltaríamos a situação em que estamos hoje. Patrimônio público não se doa. Isso é crime de lesa-pátria”, salientou Helenir.

“Lara tem que explicar por que fez um convite seletivo, pois não foram convidadas todas as entidades representativas dos servidores. Vamos lutar para manter o Banrisul como um banco público. Há outras soluções. O Rio Grande do Sul, em 2018, concedeu 9,7 bilhões em isenções fiscais, enquanto professores e demais servidores estão sendo humilhados com parcelamento e atrasos de salários”, detalhou o coordenador geral do Sindjus/RS, Fabiano Marranghello Zalasar que, na oportunidade, informou que a categoria entrará em greve a partir desta terça-feira (24).

“Estamos há cinco anos com nossos salários congelados, o que representa mais de 80% de perdas salariais. Também repudiamos a extinção do cargo de oficial escrevente”, explicou Zalasar sobre algumas das razões que levaram a deflagração da greve.

Frente une forças para garantir direitos

Os representantes das entidades frisaram preocupação com o futuro e a manutenção de direitos históricos. Extinção dos planos de carreira, reforma da previdência, privatizações, precarização dos serviços e das relações de trabalho e cortes significativos na educação são alguns dos exemplos das ameaças ao funcionalismo.

“Os ataques aos nossos direitos fizeram com que reorganizássemos esta Frente. Precisamos esclarecer a população: o Brasil não está em crise devido aos servidores. Este grupo jamais assinaria a carta para vender as ações do Banrisul, pois estaríamos vendendo uma ilusão. Concordamos que o projeto político atual é uma continuidade do governo Sartori”, destacou Helenir, lembrando que nesta sexta-feira (27), a categoria irá deliberar, em assembleia geral, na Casa do Gaúcho, sobre as próximas mobilizações em defesa do pagamento dos salários em dia e pela reposição salarial. “Leite disse que era apenas uma questão de fluxo de caixa, então que organize este fluxo e comece imediatamente a nos pagar em dia”, afirmou.

“Este grupo já enfrentou o pacote de maldades do Sartori, que também colocava os servidores como causadores da crise financeira do estado. A sociedade precisa perguntar ao governador qual o projeto de desenvolvimento que ele tem para o Estado, quais os investimentos que ele traz toda vez que visita outros países”, ressaltou a diretora do Semapi, Maria Helena de Oliveira.

CPERS denuncia intenção do governo de cortar turmas e turnos na rede de educaçaõ

Na ocasião, além do manifesto das entidades por justiça salarial, o CPERS denunciou as metas do governo Eduardo Leite para o enxugamento da rede estadual de educação.

Em 2019, o Estado pretende fechar 2 mil turmas. Seriam 5 mil até o fim da gestão. Há, também, a previsão de implantar turno único em 480 escolas. Nas últimas semanas, têm crescido as denúncias recebidas pelo Sindicato sobre o fechamento de escolas, municipalizações, enturmações e multisseriações.

“A LDB é clara, cada aluno tem direito a 800 horas aula. Como vão gozar deste direito quando têm, na mesma sala de aula, duas ou três séries diferentes? Para nós, estas ações acabam tirando nossos alunos de dentro das salas de aula, fomentando a evasão e abrindo a possibilidade de perdê-los para o tráfico, por exemplo”, frisou Helenir.

Ela também expôs que o governo pretende fechar as quatro escolas abertas do Estado e dezenas de escolas do campo, além de transformar uma escola de Novo Hamburgo em presídio.

“Precisamos chamar atenção dos pais que muitas vezes desconhecem seus direitos e os de seus filhos. Fazemos esta denúncia porque tudo isso significa uma brutal ruptura do espaço pedagógico oferecido aos nossos estudantes”, afirmou.

Confira a íntegra da carta

Carta dos servidores(as) públicos estaduais do Rio Grande do Sul

 

Os servidores públicos estaduais passam por uma situação dramática. Amargamos, por 45 meses, a humilhação de pagar juros para receber o próprio salário, atrasado ou parcelado, à revelia da legalidade e da moralidade.

Contamos cinco anos sem qualquer reposição salarial, com perdas inflacionárias superiores a ⅓ do poder aquisitivo desde novembro de 2014, data do último reajuste.

Acumulamos dívidas com o Banrisul e outras instituições financeiras.

A conjuntura que se avizinha é sombria: nossos direitos trabalhistas e previdenciários são ameaçados. Eduardo Leite quer alterar planos de carreira, reduzir salários e cortar ainda mais fundo na carne de quem presta serviços básicos à população.

Bolsonaro implementa uma política de cortes sucessivos ao orçamento da educação, atingindo todos os níveis de ensino, bem como a pesquisa e a produção científica brasileira.

Alinhado ao plano nacional, o governador aprofunda a velha fórmula neoliberal: arrocho, precarização dos serviços e das relações de trabalho, benesses a privilegiados, ataque brutal a servidores, privatizações, sucateamento das instituições e mercantilização dos serviços públicos.

Na política, a ênfase é no “toma lá dá cá” com sua base parlamentar. Assim, governa com tranquilidade a serviço do grande capital e contra a cidadania.

Três fatos recentes aumentam a indignação dos servidores e demonstram claramente o caráter deste governo e também de setores do parlamento gaúcho.

  1. HONORÁRIOS DE SUCUMBÊNCIA: É simplesmente inaceitável o rateio destes valores para os procuradores. Estes profissionais praticam a “advocacia sem risco”. Não têm despesas e recebem excelentes salários para defender o Estado. Se perderem as ações, nada acontece. No êxito, se apropriam de valores substanciais que chegam a duplicar seus vencimentos. Um verdadeiro escândalo frente à situação de miséria do funcionalismo.
  2. EMENDAS PARLAMENTARES: um deboche do governador para com os trabalhadores. Sem reajustes, com pagamentos atrasados, comprando o próprio salário, assistimos ao governo fazer um agrado aos deputados, destinando R$ 55 milhões para que estes pratiquem clientelismo em suas bases. Isto ofende a dignidade dos mais de quinze mil servidores que recebem o básico abaixo do salário-mínimo.
  3. VENDA DE AÇÕES DO BANRISUL: O presidente da Assembleia Legislativa, até então considerado um aliado do funcionalismo, atuou como linha auxiliar do governo na tentativa de vender o patrimônio do Estado. De forma seletiva, convocou algumas entidades para legitimar a operação financeira com ações do Banrisul, posteriormente cancelada.Aproveitando-se do contexto de salários atrasados, querem usar os servidores como avalistas de negociatas com o mercado. Não aceitamos este papel, pois a solução apresentada é paliativa e lesiva ao Estado a médio e longo prazo. Não ataca os problemas estruturais e sacrifica o futuro para custear o presente.

O povo gaúcho já viveu esta experiência. Com o pretexto de sanar um déficit que atravessa décadas, o governo Eduardo Leite insiste em remédios amargos, testados à exaustão e consistentemente reprovados.

Há 20 anos, Britto inaugurou o experimento neoliberal no Rio Grande do Sul. Vendeu patrimônio e renegociou a dívida, anunciando a salvação das contas públicas. Como resultado, afundou o Estado em uma crise interminável. Da mesma forma, Sartori legou o maior rombo dos últimos 16 anos após quatro anos de arrocho sem precedentes.

Enquanto isso, a arrecadação do estado cresce ano a ano acima da inflação. Somente no primeiro quadrimestre de 2019, as receitas aumentaram em R$ 4 bilhões. Os gastos em publicidade e os repasses a empreiteiras crescem. Problemas estruturais, como as isenções fiscais concedidas sem qualquer transparência – somando quase R$ 10 bi ao ano – são negligenciados.

Há um distanciamento cada vez maior entre prioridades orçamentárias definidas pela política e a prioridade constitucional do salário como verba alimentícia.

É preciso reagir. As entidades abaixo exigem respeito aos direitos de quem trabalha para o povo gaúcho. Nossa dignidade não está à venda. Reivindicamos salários em dia, reposição da inflação acumulada dos últimos cinco anos e manutenção das nossas conquistas históricas.

ADUFRGS, AFAGRO, CPERS, SEMAPI, SINDICAIXA, SINDJUS/RS, SINDPERS,  SINDSEPE/RS e SINPRO/RS.

[recent_post_slider design="design-3" limit="5" show_date="false" category="82" speed="3000" show_category_name="false" show_content="false" show_author="false" arrows="true" autoplay="true" media_size="full" dots="false"]

NOTÍCIAS


mais notícias

VÍDEOS

FOTOS

CAMPANHAS E PUBLICAÇÕES

Enquanto o secretário Faisal Karam anunciava investimentos para a implantação de escolas cívico-militares no Rio Grande do Sul, os reais problemas da educação batiam à porta da sua Secretaria, longe dos holofotes da mídia.

Estudantes do Colégio Estadual Emílio Massot, de Porto Alegre, mobilizados contra o fechamento de uma de 3º ano do Ensino Médio, caminharam da escola até a Seduc na manhã desta quinta-feira (19) para entregar ao governo um manifesto pelo direito à educação e contra a enturmação.

O anúncio da medida do governo surpreendeu a comunidade escolar nesta semana. Está em curso uma nova fase do projeto de enxugamento da rede estadual de educação. Em poucos dias, o CPERS recebeu diversas denúncias de casos semelhantes: turmas fechadas e redistribuição dos estudantes em outras turmas (a chamada enturmação), com redução de carga horária de professores(as) para realocação em outras escolas.

Somente em Porto Alegre, nesta semana, além da Emílio Massot, as escolas Santos Dumont, Padre Reus, Júlio de Castilhos (Julinho) e Cândido Godói foram comunicadas pela Seduc sobre a ordem de reduzir turmas. Já na escola Alvarenga Peixoto, a orientação é para unir as turmas de 6º e 7º ano do EJA, a chamada multisseriação – quando alunos de níveis diferentes de escolaridade têm aulas na mesma classe.

“Nós teremos que enfrentar salas superlotadas e os professores terão diminuição de carga horária, além de, futuramente, demissões. Não queremos isso, vamos fazer de tudo para que não ocorra”, enfatizou a aluna Paloma Barbosa, antes do encontro na Seduc, onde os estudantes foram recebidos pela diretora-adjunta do Departamento de Planejamento e a secretária-adjunta, Ivana Flores.

Para o Estado, os estudantes são pouco mais do que números no sistema de gestão da rede. A Seduc justifica a medida pela redução observada nas turmas ao longo do ano.

“No que diz respeito à legislação, turmas do ensino médio podem ter de 35 a 40 alunos. Isto é um aposto legal. É o que acontece com todas as escolas e é uma diretriz do governo”, enfatizou Neri Barcelos, diretora-adjunta do Departamento de Planejamento da Seduc.

Para a comunidade escolar, trata-se de uma ação arbitrária, que desconsidera os motivos da evasão escolar e os vínculos entre alunos, causando uma descontinuidade no processo de ensino-aprendizagem.

A diretora da escola, Cirlânia Souza, explica que recebeu com surpresa a determinação. Além do transtorno administrativo envolvido no remanejo dos estudantes, a raiz do problema é ignorada. “Hoje, por exemplo, nós temos alunos com casos de depressão que estão retornando à escola após dois meses de afastamento. O professor não conseguirá dar a atenção que esse aluno precisa, ele poderá ser até invisibilizado em razão da correria do dia a dia. Uma turma cheia dificulta essa interação”, argumenta.

“Se ocorre infrequência ou ausência de colegas é devido às dificuldades financeiras enfrentadas por nossas famílias”, diz um trecho da carta entregue à Seduc.

O CPERS defende que, antes de tomar medidas administrativas como esta, a Seduc deve estudar as causas e pensar políticas para evitar a evasão escolar. “O governo olha números de alunos infrequentes e nem sequer procura conhecer os motivos. Não há política alguma para tratar o tema. Pelo contrário, a evasão é celebrada pelo governo, pois facilita o projeto de enxugamento da máquina pública. É um absurdo”, observa Daniel Daminani, da direção central do CPERS.

A secretária-adjunta de Educação, Ivana Flores, ressaltou que “é feito um estudo dentro das capacidades físicas da sala de aula. É algo para 2020, em que será feito todo um estudo de fluxo, um cálculo por metro quadrado. Quem define isso é a CRE, de acordo com a legislação”.

A estudante Nicole Moura contesta. “Independente do que eles dizem, sabemos da nossa realidade, pois somos nós que estamos na escola e sabemos o que vivemos. Na teoria é tudo muito bonito, mas na prática só nós sabemos como funciona. Vamos continuar buscando que respeitem nossos direitos”, disse.

A Seduc promete um retorno aos alunos até a próxima terça-feira (24 de setembro) e uma visita da 1ª CRE para avaliar a estrutura da escola, mas não especificou uma data.


[recent_post_slider design="design-3" limit="5" show_date="false" category="82" speed="3000" show_category_name="false" show_content="false" show_author="false" arrows="true" autoplay="true" media_size="full" dots="false"]

NOTÍCIAS


mais notícias

VÍDEOS

FOTOS

CAMPANHAS E PUBLICAÇÕES

Com o objetivo de valorizar os(as) educadores(as) e mostrar a riqueza das experiências pedagógicas produzidas no chão da escola, a etapa regional da 4ª Mostra Pedagógica do CPERS chegou, nesta terça-feira (17), no 33º Núcleo – São Luiz Gonzaga.

Estudantes e professores(as) lotaram o Centro de Artes Lucas Franco Lima, onde foram apresentados os 16 projetos inscritos. Os trabalhos abrangem seis escolas da região e abordam diversos assuntos como empoderamento feminino, cultura afro-brasileira, educação ambiental, poesia e artes.

“A mostra é idealizada para mostrar que apesar de todas as adversidades enfrentadas, como cortes de verbas e baixos salários, os educadores dedicam-se a oferecer uma educação de qualidade, pois sabem de sua importância para o desenvolvimento da sociedade. Apesar de realizarem trabalhos significativos dentro dos espaços escolares, infelizmente a mídia hegemônica não dá visibilidade. E esse é um dos papeis da Mostra, ampliar o conhecimento sobre o que se produz dentro da escola pública, mostrar a dedicação dos professores e estudantes”, analisa o diretor do núcleo de São Luiz Gozaga, Joner Alencar Marchi Nascimento.

Para a coordenadora do Departamento de Educação do CPERS, Rosane Zan, hoje foi um dia especial, pois a iniciativa estava em sua terra natal. “Ao observar os trabalhos aqui em São Luiz Gonzaga, percebo que apesar de mal remunerados e, muitas vezes, responsabilizados injustamente pelo fracasso da educação, a categoria resiste e continua apaixonada pelo trabalho de educar. É muito gratificante ver tantos trabalhos aqui da minha região”, afirma.

Rosane ainda completa “Paulo Freire diz aos educadores para que não descuidem de sua missão de educar, nem desanimem diante dos desafios, nem deixem de educar as pessoas para serem “águias” e não apenas “galinhas”. Pois, se a educação sozinha não transforma a sociedade, sem ela, tampouco, a sociedade muda.”

Inscrições para a 4ª Mostra Pedagógica do CPERS

Para participar da 4ª Mostra basta inscrever-se no site do CPERS com até cinco dias de antecedência do evento em sua região. Os projetos e trabalhos mais significativos terão lugar na etapa estadual da Mostra Pedagógica, que ocorrerá em Porto Alegre em data a ser definida. As experiências selecionadas também serão compiladas em uma publicação especial.

Projetos selecionados: 

Categoria: Séries iniciais do ensino fundamental
Projeto: abelhas: elas fazem mel não o mal
Escola Estadual de Ensino Fundamental Amalia Germano de Paula – São Luiz Gonzaga

Categoria: Series finais do ensino fundamental
Projeto: livro na caixa
Instituto Estadual Rui Barbosa – São Luiz Gonzaga

Categoria: Ensino médio
Projeto: compartilhando ideias sobre identidade de gêneros
Instituto Estadual de Educação Professor Osmar Poppe – São Luiz Gonzaga

Categoria: Educação profissional
Projeto: adubos biológicos: seus benefícios químicos, físicos e biológicos Escola Técnica Estadual  Achilino de Santis  – Santo Antônio das Missões

Cronograma das etapas regionais

10/09 – Cerro Largo
11/09 – Santa Rosa
12/09 – Três de Maio
13/09 – Santo Ângelo
17/09 – São Luiz Gonzaga
18/09 – São Borja
19/09 – Cruz Alta
24/09 – Palmeira das Missões
25/09 – Ijuí
01/10 – Carazinho
01/10 – Frederico Westphalen
02/10 – Passo Fundo
02/10 – Três Passos
03/10 – Erechim
04/10 – Lagoa Vermelha
09/10 – Caxias do Sul
10/10 – Vacaria
11/10 – Estrela
15/10 – São Gabriel
16/10 – Alegrete
17/10 – Uruguaiana
18/10 – Livramento
22/10 – Bagé
23/10 – Rio Grande
24/10 – Pelotas
25/10 – Camaquã
29/10 – Santiago
30/10 – Santa Maria
31/10 – Cachoeira do Sul
01/11 – Santa Cruz
05/11 – 38º Porto Alegre
05/11 – 39° Porto Alegre
05/11 – Gravataí
06/11 – Canoas
06/11 – Guaíba
07/11 – São Leopoldo
07/11 – Soledade
08/11 – Osório
08/11 – Montenegro
12/11 – Bento Gonçalves
12/11 – Taquara
12/11 – Guaporé

[recent_post_slider design="design-3" limit="5" show_date="false" category="82" speed="3000" show_category_name="false" show_content="false" show_author="false" arrows="true" autoplay="true" media_size="full" dots="false"]

NOTÍCIAS


mais notícias

VÍDEOS

FOTOS

CAMPANHAS E PUBLICAÇÕES

Tranquilidade para trabalhar, viver e educar. Após um árduo processo de mobilização e pressão, educadores(as) contratados emergencialmente conquistaram a garantia de continuidade na rede estadual até, pelo menos, o final de 2020.

A conquista abrange todos os cargos da rede estadual de educação: professores(as), funcionários(as), especialistas e técnicos(as) agrícolas, e inclui contratados por tempo determinado (de março a dezembro).

A medida integra o PL 392/2019, aprovado por 50 votos a zero na tarde desta terça-feira (17), junto de emenda parlamentar que envolveu ampla articulação entre o CPERS, a Comissão de Educação da Assembleia e demais deputados(as).

O texto final autoriza o governo a prorrogar todos os contratos vigentes, além de sinalizar para a realização de concurso público até 2021 e permitir a contratação de novos 5.020 professores(as) temporários.

Pela terceira semana consecutiva, educadores(as) de todo o estado compareceram à Praça da Matriz e lotaram as galerias da casa do povo para pressionar pela votação do projeto.

Desde o início do ano, o CPERS denuncia a crueldade do modelo de contratos por tempo determinado, o assédio aos trabalhadores ameaçados de demissão e a falta crônica de profissionais nas escolas.

“Nossa mobilização já havia levado o governo a assumir o compromisso de não demitir contratados. Agora transformamos a promessa em Lei e asseguramos a realização de concurso público para todos os cargos, incluindo professores, especialistas e funcionários de escola”, afirma a presidente do CPERS, Helenir Aguiar Schürer.

O último concurso para especialistas – segmento que inclui orientadores(as) e supervisores(as) – foi realizado no governo Collares, há três décadas.

“Estamos felizes por todos que vão poder desenvolver seu trabalho com tranquilidade e passar um natal melhor com suas famílias, com o emprego assegurado”, conclui Helenir.

[recent_post_slider design="design-3" limit="5" show_date="false" category="82" speed="3000" show_category_name="false" show_content="false" show_author="false" arrows="true" autoplay="true" media_size="full" dots="false"]

NOTÍCIAS


mais notícias

VÍDEOS

FOTOS

CAMPANHAS E PUBLICAÇÕES