“Se o governo apresentar para a Assembleia Legislativa uma proposta para alterar o plano de carreira ou a previdência da categoria, em 72 horas deflagraremos uma forte greve”, afirma a presidente do CPERS, Helenir Aguiar Schürer, destacando a principal decisão dos mais de três mil educadores(as) que participaram da Assembleia Geral do CPERS, realizada na tarde desta sexta-feira (27), em Porto Alegre.

Do contrário, caso o governo não encaminhe os novos ataques, a categoria mantém-se em estado de greve, acumulando forças para exigir reposição salarial e pagamento em dia dos salários e do 13º.

“Nós estamos no nosso limite”, explica Helenir. “Não é possível que nessas condições de miséria, o governo queira retirar mais do nosso contracheque. O que está posto, hoje, é uma reforma previdenciária que prejudicará a todos, inclusive aposentados, e um plano de carreira que vai acabar com os avanços da categoria. Não admitiremos”, conclui.

A construção da greve foi, recentemente, a principal orientação do X Congresso Estadual do CPERS, elaborada na Carta de Bento Gonçalves, em resposta ao arrocho de cinco anos enfrentado pelos trabalhadores(as) da educação.


A presidente do Sindicato também destacou a denúncia realizada pelo CPERS nesta semana, em coletiva de imprensa, sobre a intenção do governador de fechar 2 mil turmas, chegando ao total de 5 mil turmas e 480 escolas desativadas até o final de seu mandato. “A Secretaria de Educação nega esta informação, mas as escolas estão nos procurando para denunciar enturmações, multisseriações e fechamento de turmas. Para nós, o objetivo do governo é claro: enxugar e precarizar para usar a justificativa da privatização”, expôs.

Entre as deliberações da Assembleia, constam também a participação nas atividades de mobilização pela educação nos dias 2 e 3 de outubro, repúdio à implantação de escolas cívico-militares no estado e a realização de um ato estadual no dia do professor, 15 de outubro, com a inauguração de um acampamento na Praça da Matriz com o mote de reajuste salarial.

O conjunto das propostas aprovadas será divulgado na próxima segunda-feira (30). Além da pauta de mobilização, a Assembleia elegeu os representantes do CPERS para a próxima Plenária Intercongressual da CNTE. Ao todo, foram 31 eleitos de acordo a proporção de votos em cada uma das quatro chapas, conforme a relação abaixo:

Chapa 1: 648 votos | 17 representantes
Chapa 2: 281 votos | 8 representantes
Chapa 3: 145 votos | 4 representantes
Chapa 4: 64 votos | 2 representantes

Confira as mobilizações aprovadas:

 

  1. Construir a greve da categoria, discutindo recomposição salarial, 13º salário, pagamento de salário em dia e o não fechamento de turmas. Caso o governo apresente proposta de reformulação do(s) Plano(s) de Carreira e/ou Previdência, deflagrar a greve após 72 horas;
  1. Acompanhar, na Assembleia Legislativa do RS, a tramitação das emendas que buscam na LO 2020(Lei Orçamentária) o Piso Salarial para professores(as) e os mesmos reajustes aos(as) funcionários(as);
  1. Realizar Ato Estadual, no dia 15 de outubro, inaugurando a instalação do Acampamento da Educação na Praça da Matriz, que permanecerá até o final do ano letivo, com a realização de um Ato por mês e calendário de visitas às escolas organizado pelos(as) aposentados(as). O acampamento contará com a participação de 4 Núcleos por semana no sistema de rodízio, com o mote: Reajuste Já!. Realizar ações criativas e diversificadas. Sugestões: um café da manhã com “leite azedo”, um varal do desabafo(frases e depoimentos que resumam os sentimentos e cotidiano da categoria), etc;
  1. Somar-se as atividades de mobilização nos dias 02 e 03 de outubro;
  1. Somar-se as atividades em Defesa da Petrobras no dia 03 de outubro;
  1. Suspender o dia de paralisação mensal e utilizar este dia para realizar atividades de discussão nas escolas, aulas cidadãs, períodos reduzidos, mobilizações no entorno das escolas, etc;
  1. Acompanhar e pressionar nas Audiências Públicas da Subcomissão da Assembleia Legislativa que irão tratar da situação do IPE-Saúde, a implementação da autarquia e a melhoria do atendimento no Estado;
  1. Interceder junto à CNTE para que seja construída com outras Entidades de Servidores Públicos uma Plenária Nacional de emergência com representantes de sindicatos do funcionalismo público municipal e estadual com a finalidade de organizar uma grande luta nacional exigindo a retirada e a derrota da PEC Paralela (PEC Nº 133/2019 – Reforma da Previdência), ainda no Congresso Nacional;
  1. Acrescentar a pauta da Reforma da Previdência: pressão aos Senadores do Estado do RS para votarem contra a PEC 06/2019;
  1. Lutar Contra a Implementação de Escola Cívico-Militar no Rio Grande do Sul;
  1. Realizar Moção de Repúdio à vereadora Claudia Jardim (DEM) pela iniciativa de protocolar uma solicitação de instalação de Escola Cívico-Militar na cidade de Guaíba e todos os demais municípios onde houver este encaminhamento.

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Com pompa e medalha de mérito da Brigada Militar, o secretário Faisal Karam anunciou recentemente a adesão do Rio Grande do Sul ao programa de escolas cívico-militares criado pelo governo Bolsonaro.

Trata-se de mais um aceno do governo Eduardo Leite ao PSL, partido do presidente e do deputado estadual Tenente Coronel Zucco, entusiasta do modelo e autor da proposta.

Sem projetos para atacar os reais problemas da educação,
Leite se curva ao autoritarismo e compromete a autonomia das escolas, a gestão democrática e recursos do Estado em um projeto inútil e demagogo.

O programa institui a presença de oficiais da reserva ou brigadianos reformados no interior das instituições para “resgatar princípios como disciplina, ordem e valorização dos símbolos da pátria”.

Não há problemas em formar fileiras para cantar o hino nacional. Mas o fetiche da disciplina cívica não salvará jovens das drogas ou da violência urbana. Nem elevará o nível de ensino. Lugar de militar é na caserna e de policial é na rua.

Escola é para quem tem formação para educar, não para reprimir.


Foto: CGN / DF

Desvio de função

Além da função “disciplinar” caberá aos militares atuar na área psicossocial, identificando problemas familiares de estudantes e situações que possam “influenciar no aprendizado e convivência”. São atribuições para as quais o oficialato não tem qualquer formação.

Por estudo e experiência, monitoria e supervisão são atividades natas de quem educa.

Trocar o giz pelo coturno é um desrespeito com a categoria. A mensagem por trás do projeto é clara: a culpa da “desordem” e da “indisciplina” é dos professores e funcionários(as).

Alçado do anonimato à cadeira na Assembleia pelo bolsonarismo, Zucco soube surfar a onda do pânico moral e da cruzada contra a educação como poucos.



O militar acredita em fábulas, como a existência de doutrinação ideológica imposta por educadores(as), e já escreveu que “a permissividade em sala de aula está produzindo uma legião de jovens incapazes”.

É mais um expoente da sombria inversão de narrativa que criminaliza quem trabalha no chão da escola, ainda mais cruel quando se considera as condições de miséria da categoria no Rio Grande do Sul.

Com um mentor intelectual desta envergadura, não resta dúvidas de que as escolas “cívico-militares” serão ricas em episódios de censura, ingerência na gestão pedagógica e perseguição aos trabalhadores(as).

Programa onera o Estado

O investimento anunciado pelo governo federal – de R$ 1 milhão por escola – será destinado ao salário dos oficiais da reserva. É o Estado que precisará bancar uniformes e a qualificação dos espaços.

Caso opte por brigadianos reformados, a destinação dos recursos se inverte. Em todo caso, o projeto onera os cofres públicos em um contexto de crise financeira e sucateamento da educação.

Como de costume na gestão Eduardo Leite, há dinheiro para tudo, menos para quem mais precisa.

Critérios escusos

Nesta quarta-feira (2), veio a público o primeiro alvo selecionado para o experimento de militarização. Trata-se da EEEM Alexandre Zattera, de Caxias do Sul.

Estranhamos.

De acordo com o governo federal, com a Seduc e com o próprio deputado Zucco, dois critérios seriam utilizados na definição das escolas: vulnerabilidade social e baixo desempenho no Ideb.

A Alexandre Zattera é uma escola de qualidade acima da média. No índice em questão, está entre as dez melhores instituições estaduais de Caxias. No Rio Grande do Sul, supera a maioria dos educandários.



A vulnerabilidade social é uma característica da maior parte do alunado da rede pública, mas não é especialmente destacada em Caxias, cidade que figura no topo de índices como o IDH e o Idese.

No Atlas da Violência, o município da Serra ocupa a 15ª posição no ranking gaúcho de homicídios.

Por outro lado, a cidade é a que mais votos concedeu ao deputado Zucco, excetuando a capital. Outro dado preocupante: a escola na mira dos militares é conhecida por ter trabalhadores(as) engajados na luta sindical.

Resta saber se haverá diálogo real com a comunidade escolar ou se o modelo será, como sugeriu Bolsonaro, imposto de cima para baixo, à revelia do resultado da consulta.

Em reportagem do Pioneiro, a diretora ilustra – de forma inadvertida – a ineficácia do modelo. Afirma que 10 alunos já foram assaltados a caminho da escola em uma mesma noite.

Ora, é na rua, portanto, que as forças de segurança pública devem estar. Com patrulhamento permanente, fora dos portões da escola e do processo de ensino-aprendizagem.

Miguel Arroyo, professor emérito da UFMG, sintetizou o problema em entrevista recente: “as escolas militares têm bons resultados para formar militares, mas não são os melhores exemplos para formar cidadãos com valores de democracia e de igualdade.”

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Representantes da 1ª Coordenadoria Regional de Educação (CRE) estiveram na manhã desta quinta (3) no CE Cândido José de Godoi, na capital, para verificar a estrutura da escola e tentar justificar o fechamento de três turmas – uma de cada ano do Ensino Médio – e enturmar os estudantes. No local, o grupo encontrou uma escola organizada e que tem como consenso o repúdio à medida imposta pela Secretaria Estadual de Educação (Seduc).

Após conhecer espaços como salas de aula e laboratórios, a coordenadora regional da 1ª CRE, Hilda Liana Silva Diehl, juntamente com os demais integrantes da coordenadoria, reuniu-se com a equipe diretiva e docente da escola. No local, ouviram de professores e estudantes algumas das razões pelas quais a enturmação é extremamente prejudicial à aprendizagem e também as sérias consequências que isso trará como a superlotação de turmas.

O diretor da instituição, Mário Antônio da Silva, entregou aos representantes da CRE um abaixo-assinado sobre a climatização das salas de aula e também um documento oficiado pelo Ministério Público sobre a mesma questão. Segundo ele, na última terça-feira foi realizado um monitoramento das temperaturas nas salas de aula e nos demais ambientes da instituição. “Chegou a 36 graus em uma sala sem nenhum aluno. Considerando que cada corpo humano corresponde a uma lâmpada de 100 wats, imagina o caldeirão que fica com 30 estudantes, por exemplo. Temos situações de alunos e de professores que devido às altas temperaturas vomitam, passam mal, desmaiam”, explicou.

Os estudantes também entregaram um abaixo-assinado em repúdio a enturmação.

Outra preocupação exposta foi a situação dos alunos com necessidades especiais, que deveriam ser atendidos em salas de recursos, espaço que a escola não possui. “Se enturmarem, isso será um sofrimento psicológico muito grande para eles”, expôs o diretor.

“Além do problema de carga horária dos professores, principalmente dos contratados, que terão de se deslocar ainda mais para completar sua carga horária, nós não temos condições de atender turmas com mais de 30 alunos, que já é muito. A preocupação é ainda maior quando se trata dos nossos alunos com necessidades especiais. Não tem como aprenderem dessa forma. Precisaríamos, na verdade, de turmas menores”, explicou a professora de Literatura, Português e Artes, Juliana Terra.

“Não levam em conta nenhum critério pedagógico. Se ocorrer a enturmação teremos turmas superlotadas sem a mínima condição para que isso ocorra, inclusive sem climatização. A qualidade do ensino decai à medida que não se leva em conta que nesta faixa etária há o sentimento de pertencimento ao grupo. Quando se desmancha uma turma o processo de ensino fica extremamente prejudicado”, destaca o professor de História, Rogério Rolim.

A dirigente estadual do CPERS, Sonia Solange Viana, que acompanhou a visita da CRE à escola, destacou que o Sindicato vem acompanhando os inúmeros casos de enturmações e multisseriações que ocorrem em todo o estado. “Temos um mapeamento sobre esta situação. Esperamos que os educadores e os estudantes não sejam ainda mais prejudicados. Não é possível penalizar ainda mais quem já vive uma situação de miserabilidade e descaso”, ressaltou.

Mesmo diante dos apelos, CRE confirma enturmação

Enquanto a reunião ocorria na sala dos professores, os alunos lotaram o saguão da escola e munidos de cartazes que diziam não à enturmação aguardaram a saída dos representantes da CRE.

Ao final da reunião, os representantes do Estado passaram pelo protesto dos estudantes que pediam respeito à educação entoando palavras de ordem como “tem para banqueiro, tem para ladrão, só não tem para a educação”, “eu não quero enturmação porque de cheio já basta o busão”, sem dialogar com nenhum aluno.

“Enturmar, ainda mais agora no final do ano letivo, é um absurdo. Isso pode gerar o desemprego dos professores e turmas superlotadas. Não tem nenhuma condição de lotarem as turmas, passamos muito mal com o calor. Isso sem falar nos colegas com necessidades especiais, pois eles precisam de um grupo fixo para se sentirem seguros”, observou a estudantes do primeiro ano, Mariana Gerard da Silva.

O estudante Pedro Emílio dos Santos passava pelo corredor empurrando um carrinho cheio de maçãs e oferecendo aos colegas como merenda. A função realizada por ele deveria ser feita por uma merendeira, que a escola não tem. “A gente acaba se organizando para ajudar, porque amamos a nossa escola e os professores já estão sobrecarregados”, afirmou.

Além da falta de merendeira a escola está sem secretária e bibliotecário.

Mesmo diante dos relatos de alunos e professores, a coordenadora regional da 1ª CRE confirmou que a enturmação deve ocorrer ainda este ano. “Disse que nos prendermos na questão das altas temperaturas nas salas de aula é um argumento muito fraco para que a enturmação não ocorra”, afirmou o diretor da escola.

No final da tarde desta terça, a direção da instituição deverá reunir-se com representantes da Seduc e da Comissão de Educação da Assembleia Legislativa em mais uma tentativa de sensibilizar o governo para que a enturmação não se concretize.

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Nesta quarta-feira (2), a comunidade rural de Campestre Alto, São Pedro da Serra, obteve uma vitória na luta para evitar o fechamento da EEEF Guilherme Appel, escola do campo que atende mais de 20 alunos.

Em audiência pública convocada pela Promotoria de Justiça Regional, educadores e moradores da comunidade, acompanhados de lideranças comunitárias e da direção do 14º Núcleo do CPERS, demonstraram contrariedade à intenção de encerrar as atividades.

O CPERS tem denunciado a intensificação do desmonte da rede estadual em localidades rurais. Por ser a referência de socialização, o fechamento de uma escola do campo significa, muitas vezes, a morte da comunidade.

A mobilização levou os representantes do Estado presentes a assumirem o compromisso de pleitear a manutenção da escola junto ao secretário Faisal Karam.

“É um resultado positivo para uma comunidade extremamente participativa e preocupada com o seu futuro e com a garantia de educação de qualidade para os seus filhos”, comenta o diretor-geral do 14º Núcleo, Luiz Henrique Becker.

 

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Nesta quarta-feira (02), o 3º Núcleo do CPERS (Guaporé) sediou o primeiro dos nove encontros Regionais dos Aposentados(as), que iniciam hoje e seguem até o dia 27 de novembro. Centenas de educadores(as) de Guaporé, Bento Gonçalves, Soledade e Vacaria lotaram o salão da Sociedade XV de Novembro para acompanhar atividades culturais, palestras e informações repassadas pela assessoria jurídica do Sindicato.

“Nós ficamos muito felizes em ter a oportinidade de sediar este encontro e também oferecer aos nossos aposentados, que ajudaram a construir muito do que temos hoje, momentos de lazer, cultura e confraternização, além de informações importantes”, disse o diretor do 3º Núcleo, Alexandre Zanluchi ao dar as boas vindas ao público.

“Na conjuntura atual em que vivemos, termos os nossos aposentados, que tiveram papel importantíssimo em nas nossas grandes conquistas, presentes aqui hoje, é muito significativo. Em nossos encontros trazemos a poesia, a dança e a cultura, mas também destacamos a importância da luta. As atividades ervem para nos distrair, nos alegrar, mas também para nos dar coragem para fazermos as mobilizações necessárias por respeito aos nossos direitos”, frisou a diretora do Departamento dos(as) Aposentados(as) do CPERS, Glaci Weber.

A diretora do Departamento de Cultura do Sindicato, Alda Bastos Souza, destacou a importância das atividades culturais aos(as) aposentados(as) e a importância desta parcela da categoria. “Nos honra muito disponibilizarmos encontros como esse aos nossos colegas aposentados(as) que tanto contribuíram e contribuem nas ações que realizamos para impedir que os ataques dos governos avancem”.

Logo após, a professora Bertolina Emília Miotto declamou a poesia Ao professor Aposentado, de autoria da educadora Cecília Pagnoncelli Rodrigues Pereira, e que integra o livro Maturidade em Belos Versos. A obra reúne mais de 60 poesias de autoria dos aposentados sócios do Sindicato.

Na seqüência, as educadoras Maria Ieda dos Santos e Maria Helena Gonçalves Pinto, do grupo As Poetisas, de Soledade, declamaram a poesia Somos todos e todas Poetas.

O badalo da sineta em frente ao Palácio Piratini representa o choro de milhares de educadores(as)

Rosane Zan, diretora do Departamento de Educação do CPERS falou sobre a importância das ações do sindicato diante da conjuntura política atual.

Ela ressaltou que na última assembleia geral do CPERS, realizada no dia 27, foi aprovado que se o governador Eduardo Leite enviar para a Assembleia Legislativa uma proposta para alterar o plano de carreira ou a previdência da categoria, em 72 horas a categoria deflagrará uma forte greve.

“Hoje já saiu na imprensa que o governo pretende sim alterar o nosso plano. Nós vamos dizer ao governo que não aceitaremos, de forma alguma, a retirada de nenhum direito. Temos certeza que vocês estarão lado a lado engrossando as fileiras da nossa resistência”, frisou Rosane, que lembrou de outra importante decisão da Assembleia, a realização de um ato estadual no dia do professor, 15 de outubro, com a inauguração de um acampamento na Praça da Matriz destacando a exigência do reajuste salarial.

“O badalo da sineta em frente ao Palácio Piratini contém um choro, o choro de milhares de educadores que não suportam mais tantos ataques e a situação de miserabilidade a que estão sendo submetidos”, frisou.

Dando seqüência as atividades, a terapeuta holística, Neusa Maria Zanela, falou sobre Cura e Magia com Ervas. Em seguida, os(as) aposentados(as) acompanharam a apresentação do Coral KantArt, de Guaporé, que encerrou as atividades da manhã.

O advogado Marcelo Fagundes, da assessoria jurídica do CPERS, representada pelo escritório Buchabqui e Pinheiro Machado, explicou sobre as perdas salariais da categoria. “Seria necessário um reajuste de 28,78% só para que vocês voltassem a ter o mesmo poder de compra de 2014”, disse.

Catira foi o estio de dança apresentado no Encontro

Um dos momentos mais empolgantes do Encontro foi a apresentação dos quatro grupos de dança, representando cada núcleo participante do Encontro, no Desafio das Danças Folclóricas do Brasil. Os ritmos foram definidos através de sorteio. Ao 3º Núcleo coube a apresentação do estilo Catira, dança em que o ritmo musical é marcado pela batida dos pés e mãos dos dançarinos.

O grupo escolhido para representar o 3º Núcleo no Encontro Estadual dos(as) Aposentados(as), que ocorre em abril do próximo ano, foi o das aposentadas de Guaporé.

Após o Desafio de Danças, a orientadora educacional Rosani Quevedo ministrou a palestra Auto estima nas Nuances da Vida.

Para encerrar o dia, que iniciou e encerrou com alegria, houve a apresentação do coral do 12º Núcleo – Bento Gonçalves.

O próximo encontro dos(as) aposentados(as) ocorre no dia nove, em Ijuí.

Confira a agenda completa:

09/10: Ijuí (Ijuí, Cruz alta, Palmeira das Missões e Santo Ângelo)

Dança: Frevo

16/10: Erechim (Erechim, Lagoa Vermelha, Passo Fundo e Carazinho)

Daça: Xaxado

23/10: Cachoeira do Sul (Cachoeira do Sul, Santa Cruz do Sul, Santa Maria, São Gabriel e Santana do Livramento)

Dança: Carimbó

30/10: Pelotas (Pelotas, Rio Grande, Camaquã e Bagé)

Dança: Bumba meu Boi

12/11: Caxias do Sul (Caxias do Sul, Estrela, Montenegro, Taquara e São Leopoldo)

Dança: Danças Tradicionais do RS

13/11: Três de Maio (Três de Maio, Três Passos, Frederico Westphalen, Cerro Largo e santa Rosa)

Dança: Fandango Gaúcho

20/11: 38º e 39º Porto Alegre (Porto Alegre, Gravataí, Osório, Canoas e Guaíba)

Dança: Maracatú

27/11: Santiago (Santiago, Uruguaiana, São Borja e São Luiz Gonzaga)

Dança: Samba ou Roda de Samba

 

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Demonstrando completa falta de articulação no Legislativo, Fabio Ostermann (Novo), autor da PEC 276 – que extingue a recém criada licença-capacitação – esteve entre os deputados que retiraram o quórum da votação do projeto nesta terça-feira (1º), na Assembleia Legislativa.

Ostermann, que recebe salário de R$ 25 mil (sem atrasos) e recentemente chamou educadores(as) de “privilegiados”, demonstrou confiança ao longo do dia na aprovação da emenda. Mas se esqueceu de combinar com os colegas.

A própria base do governo rachou na apreciação da proposta, e prevendo uma possível virada da oposição, deputados do PP, PSL, PSD, PL, MDB, PSB, DEM e PTB retiraram o quórum para evitar a votação.

Representantes da direção do CPERS passaram a tarde dialogando com as bancadas. O projeto deve voltar à pauta na próxima semana.

Em março, a casa havia aprovado a extinção da licença-prêmio e sua substituição pela licença-capacitação. Agora, Ostermann e seus aliados querem retirar dos educadores(as) o direito a se qualificar por três meses a cada cinco anos.

Querem cortar ainda mais fundo na carne do Executivo, que já amarga cinco anos de salários congelados e 46 meses de atrasos na folha.

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A direção central do CPERS recebeu, na manhã desta terça-feira (1º), o diretor da EEEF Ayrton Senna, Adroaldo Machado Ramos. Em pauta, estratégias para reverter o processo de sucateamento e barrar a constante ameaça de encerramento das atividades da instituição.

A Ayrton Senna é uma das quatro Escolas Abertas do estado, entidades da rede estadual que prestam atendimento especializado a crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade. São jovens órfãos, residentes em abrigos ou com necessidades especiais, com dificuldades de adaptação ao ensino regular, e que encontram nas escolas abertas um espaço de afeto e socialização.

“É um alunado que não tem casa”, explica o diretor. “A escola é onde eles enxergam uma referência de lar, e a professora é a referência de carinho e cuidado que eles não têm fora da instituição”, conclui”.

O CPERS tem denunciado a intenção do governo Eduardo Leite em fechar as escolas abertas – duas em Porto Alegre e duas em Cruz Alta e Santa Maria -, como parte do projeto de enxugamento e redução da rede estadual de educação.

Embora o Estado não tenha oficializado o encerramento das atividades, as direções informam que as CREs não respondem aos pedidos para suprir a crescente falta de recursos humanos, impedem a abertura de novas turmas e dizem que o modelo está com os dias contados.

Com o sucateamento, o diretor afirma que a escola depende de ONGs e do engajamento de toda a comunidade no entorno para oferecer o mínimo de condições aos estudantes, como refeições e materiais.

Dadas as necessidades especiais dos estudantes, as salas têm um número reduzido de alunos. “Eu tenho uma turma com dez alunos e cinco são autistas. Para o Estado, não importa. Acham que as turmas são muito pequenas. Eles são tratados como números”, desabafa Adroaldo.

Para a presidente do CPERS, Helenir Aguiar Schürer, as escolas realizam um trabalho de ressocialização que interessa a toda a sociedade, pois acolhe crianças que estariam nas ruas e poderiam, de outra forma, serem aliciadas para a criminalidade.

A gente, que está no chão da escola, consegue enxergar para além da chamada. Temos uma relação de afetividade com cada estudante, que vai muito além da contabilidade da Secretaria de Educação”, explica. “A sociedade que tanto se queixa da segurança não pode abandonar quem mais precisa da escola aberta”, conclui Helenir.

Na próxima quinta (3), Adroaldo e a direção da EEEF Vila Cruzeiro do Sul, também de Porto Alegre, debaterão o tema em audiência pública na Câmara de Vereadores a partir das 14h. No dia 29, representantes das quatro escolas serão recebidos na Comissão de Educação da Assembleia Legislativa.

O CPERS apoiará o transporte das comunidades escolares para participarem da agenda e pressionar a Seduc a rever a política de desmonte.

Ao término da reunião, Adroaldo, que há anos havia se desfiliado do CPERS, assinou uma nova ficha de sócio. “Juntos somos muito mais fortes para resistir”, celebra.

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O CPERS elaborou um panfleto para atualizar a categoria sobre a pauta salarial, apresentando números sobre a defasagem e indicando as fontes de receita que demonstram: dinheiro há, o que falta – como disse Eduardo Leite em campanha – é priorizar o pagamento e organizar o fluxo de caixa.

O material também aborda as ações do Sindicato para reverter o brutal arrocho que se estende desde novembro de 2014, como o pedido de inspeção extraordinária nas contas do Estado protocolado no TCE.

Veja abaixo ou faça o download aqui. Debata o material com seus colegas e a comunidade escolar. Vamos construir uma greve maciça para revindicar o que é nosso por direito!

Lembre-se: no dia 15, Dia do Professor e data do pagamento da primeira faixa salarial, faremos um grande ato estadual na Praça da Matriz para lembrar o governador das suas obrigações. Salário em dia e reajuste já!

A educação não pode mais esperar.

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“A escola não é um balaio onde cada dia entra uma pessoa. Temos uma construção dentro da sala de aula que deve ser respeitada porque ela reflete diretamente no aprendizado do aluno. É um desrespeito com a educação, em um amplo sentido, mas também com o processo pedagógico”, destacou o segundo vice-presidente do CPERS e do conselho escolar do Colégio Parobé, professor Edson Garcia, ao denunciar à Comissão de Educação da Assembleia Legislativa, nesta manhã, a ordem da 1ª Coordenadoria Regional de Educação (CRE) para que sejam enturmadas turmas do primeiro e terceiro ano do ensino médio e também do ensino técnico da escola. A instituição é a primeira escola técnica industrial do país, com mais de cem anos e 3,9 mil alunos.

“Nessa altura do ano chamaram a direção da escola para informar este absurdo. Muitas turmas não tinham professor de Português até pouco tempo. Como é que vamos admitir uma enturmação com turmas que tiveram aulas desta disciplina e outras não?”, questionou Garcia.

Ele também ressaltou uma questão essencial para o desenvolvimento dos estudantes, os grupos de afinidade. “Temos efetivamente três meses de aula e nesse período os alunos têm que se readaptar. Eles demoram muito a criar laços e agora têm que se readaptar novamente? Muitos entram em depressão, infelizmente muito comum nessa faixa etária”, alertou.

Além das consequências para os estudantes, o educador frisou como a enturmação afetará os professores(as), pois além de ministrarem aulas para um grupo bem maior, correrão o risco de ter que buscar outras escolas para trabalharem. “Professores e funcionários terão suas cargas horárias reduzidas e precisarão procurar outras instituições, reorganizar suas vidas”, salientou.

“No último dia 25 realizamos uma assembleia com pais e alunos e criamos uma comissão para resistir à enturmação. Os alunos dos terceiros anos já escolheram paraninfos e fizeram camisetas. É uma situação particularmente complicada para eles. Além disso, cada turma é uma turma, cada aluno aprende de um jeito. É um risco muito grande para o aprendizado”, destacou o aluno do 2º ano e membro do conselho escolar do Parobé, Pedro Possa.

Ele também explicou que o Parobé não tem estrutura para turmas de 40 alunos. “Nossas salas de aula têm 28 metros quadrados. Colocar 40 alunos em um espaço desses é impensável”, observou.

“Isso é muito grave, pois além de desmanchar turmas quase no final do ano letivo estão pressionando os professores. Muitos ficarão desempregados. E as enturmações estão ocorrendo em outras escolas como o Irmão Pedro e o Cândido Godói. O que está ocorrendo hoje vai refletir no ano que vem e as consequências serão enormes”, destacou o vice-presidente do conselho escolar do Parobé, segmento pais, Eduardo Fonseca.

Daniel Damiani, membro da direção central do CPERS, ressaltou que o Sindicato recebe quase que diariamente denúncias de enturmação nas escolas e vem acompanhando de perto estas situações. “A solução apresentada pelo governo para a falta de professores é enturmar e reaproveitar os educadores. E os 5 mil contratos que vieram para suprir essa demanda? O que a Seduc vem fazendo é criar sucessivamente situações conturbadas. No colégio Julinho foi realizada uma pesquisa sobre as causas da evasão, coisa que o governo não fez. A maior parte não vai às aulas por falta de dinheiro para passagem. Mexer numa turma no final do ano letivo é dar mais um motivo para os alunos evadirem”, expôs.

Após ouvir os relatos, a presidente da Comissão de Educação, deputada Sofica Cavedon (PT), afirmou que irá buscar uma audiência com o secretário Faisal Karan. “Além disso, já temos agendada para a próxima quarta-feira uma reunião com o Ministério Público Estadual. Eles precisam se manifestar sobre o fechamento de turmas a essa altura do ano. É uma situação inconcebível”, afirmou.

 

Confira os relatos de representantes da comunidade escolar do Parobé:

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De acordo com deliberação da Assembleia Geral de sexta-feira (27), as escolas devem ter liberdade para organizar atividades alusivas às datas de não pagamento, suspendendo orientação anterior para cruzar os braços no 1º dia útil de cada mês.

O CPERS sugere a realização de períodos reduzidos, debates sobre a pauta salarial, aulas cidadãs e atividades no entorno das escolas.

O governo Eduardo Leite anunciou nesta segunda (30) que a folha de setembro começará a ser quitada apenas no dia 15 de outubro. É o maior período sem pagamento já registrado desde o início dos atrasos, que já somam 46 meses desde o governo Sartori.

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