A Frente de Servidores Públicos (FSP/RS), grupo que congrega mais de entidades das três esferas do funcionalismo, convoca um ato unificado para o dia 14 de novembro, em Porto Alegre.

As categorias realizam ato e assembleia unificada com concentração às 13h30, no Largo Glênio Peres.

A mobilização tenciona ser um marco inicial na luta conjunta contra os projetos de desmonte do Estado e destruição dos serviços públicos, capitaneados por Eduardo Leite no RS e Bolsonaro no país, além dos ataques nos municípios.

O CPERS disponibilizará transporte para educadores(as) e demais servidores(as) do interior. Contate o núcleo da sua região e marque presença!

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Leia mais:

– Erros, inconsistências e omissões: governo infla dados para justificar reformas
– Ato unificado no dia 14 de novembro marcará luta contra desmonte do serviço público
– Série de vídeos detalha os ataques do pacote desumano de Eduardo Leite
– Como o pacote de Leite afeta funcionários de escola, professores e aposentados
– Eduardo Leite quer destruir a carreira e economizar às custas dos educadores
– Nota técnica da assessoria jurídica do CPERS 
– Eduardo Leite quer que os professores paguem o próprio piso
– Pressão nos vereadores: baixe o modelo de moção de repúdio aos projetos
– Direções escolares se mobilizam contra ataques de Eduardo Leite
– Assine a carta das educadoras aposentadas contra os projetos de Eduardo Leite

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Nesta sexta-feira (1º), o CPERS realizou  Assembleia Geral Ordinária, às 10h, no 9º andar da sede do Sindicato.

Na ocasião, a presidente do CPERS, Helenir Aguiar Schürer, apresentou o relatório de atividades do período de maio de 2019 a outubro de 2019.

O tesoureiro Mauro Calliari e o contador Adriano Pauli apresentaram o balanço patrimonial e financeiro da entidade referente ao período de 01/01/2019 a 30/06/2019.

Na oportunidade, o balanço patrimonial foi aprovado por unanimidade.

Balanço Patrimonial

Demonstrativo Financeiro

 

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Mais de 500 diretores(as) e vice-diretores(as) de escola de 200 municípios do Rio Grande do Sul assinaram o manifesto online disponibilizado pelo CPERS. O texto repudia as propostas de Eduardo Leite para as carreiras da educação e as alterações na Previdência Estadual, e declara apoio integral à greve da categoria.

“Nós trabalhamos com amor, carregamos a escola pública nas costas, fazemos o possível e o impossível para realizar um bom trabalho e dar condições adequadas para nossos estudantes. Mas não vamos abrir mão da nossa dignidade.”

Leia a carta abaixo e deixe sua assinatura!

Carta dos diretores(as) e vice-diretores(as) de escola da rede estadual a Eduardo Leite

Nós, diretores(as) e vice-diretores(as) de escola da rede estadual do Rio Grande do Sul, nos dirigimos ao governador Eduardo Leite para expressar total repúdio às propostas de alteração do Plano de Carreira do Magistério, do Estatuto dos Servidores e da Previdência Estadual.

É impensável que o Estado, após cinco anos promovendo uma brutal política de arrocho, queira cortar mais fundo na carne dos educadores e educadoras, aposentados e na ativa. O governo pretende destruir a carreira, prorrogar o arrocho salarial por anos, retirar direitos e confiscar o dinheiro dos aposentados que recebem menos.

Ora, estamos há 46 meses sem receber em dia, com os salários congelados há cinco anos, com o valor da gratificação de direção estagnado há 9 anos, em situação de miséria e escolhendo entre comer e pagar as contas. Se a política de contenção de gastos com recursos humanos resolvesse os problemas do Estado, o Rio Grande do Sul já estaria distante do abismo

Mas Eduardo Leite quer aplicar o mesmo remédio amargo, testado e reprovado múltiplas vezes. É irracional sacrificar o presente e o futuro do Rio Grande do Sul em nome de uma eterna crise fiscal, sem apresentar qualquer solução alternativa. Sobre os ombros de quem recebe os menores salários recairá a conta da má gestão, das desonerações fiscais bilionárias, da sonegação de grandes empresas e dos privilégios dos altos salários.

Soma-se ao desrespeito com os trabalhadores(as) o congelamento – por mais de seis anos – dos repasses da autonomia financeira, já há muito insuficientes para arcar com a luz, água, telefone, internet, material de expediente e produtos de limpeza. Nossas escolas se encontram desamparadas e com graves problemas estruturais, sem previsão de atendimento.

Este é um projeto de morte, cruel e nocivo ao desenvolvimento das atividades escolares. Um pacote de medidas desumanas, que prejudica a gestão, o projeto pedagógico, os trabalhadores, os pais e o aprendizado dos estudantes.

Nós trabalhamos com amor, carregamos a escola pública nas costas, fazemos o possível e o impossível para realizar um bom trabalho e dar condições adequadas para nossos estudantes. Mas não vamos abrir mão da nossa dignidade.

Se Eduardo Leite insistir em seu projeto nefasto, a greve da categoria contará com nosso apoio total e irrestrito. Não aceitaremos retroceder e perder direitos. O limite já foi ultrapassado.

Avante educadores(as), de pé!

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– Eduardo Leite quer destruir a carreira e economizar às custas dos educadores
– Nota técnica da assessoria jurídica do CPERS 
– Eduardo Leite quer que os professores paguem o próprio piso
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– Direções escolares se mobilizam contra ataques de Eduardo Leite
– Assine a carta das educadoras aposentadas contra os projetos de Eduardo Leite

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Hoje o dia foi de demonstração de apoio e carinho aos educadores(as) gaúchos que seguem na luta no Acampamento da Resistência.

Além das tradicionais atividades, como o sinetaço e o almoço coletivo, nesta sexta-feira (1°), alunos da EEEFM Eng. Ildo Meneghetti, de Porto Alegre, somaram forças aos educadores(as), à direção central e aos núcleos de Cachoeira do Sul, Santiago, Santa Maria e São Gabriel que seguem acampados na Praça da Matriz.

A professora de espanhol e representante do sindicato na escola, Patricia Mazzoca, diz que o objetivo da visita era, além de levar carinho aos acampados, dar uma aula pública aos alunos do ensino médio e tentar uma agenda na Assembleia Legislativa, para protocolar um abaixo-assinado de apoio aos educadores e contra o pacote de desmonte da educação.

As aulas públicas foram realizadas na Praça mesmo e ministradas pelos professores de história da Ildo Meneghetti, Ranir dos Santos Rodrigues e Helena Bonetto.

A diretora do CPERS, Sandra Regio, responsável pelo almoço de hoje, ressaltou a importância da visita dos alunos e o apoio deles a causa dos educadores(as). “Precisamos que a comunidade entenda a real situação. Querem tirar o pouco que temos. Espero que cada vez mais alunos, assim como os do Ildo Meneghetti perceberam, é a educação pública que está em jogo”, ressaltou.

Instalado no Dia do Professor, o Acampamento da Resistência é o marco inicial da greve, a ser deflagrada se Eduardo Leite enviar os projetos de mudança no Plano de Carreira ou na Previdência Estadual. Ao longo desta semana, as atividades são mantidas pelos núcleos de Cachoeira do Sul, Santiago, Santa Maria e São Gabriel.

Abaixo-assinado de apoio aos educadores e contra o pacote de desmonte da educação

Após a aula pública no Acampamento, portando cartazes e frases de luta, os alunos conseguiram ser recebidos pela coordenadora da Comissão de Educação da AL, Rose Freitas, e pelo assessor, Luis Almeida.

“O abaixo assinado foi uma iniciativa dos alunos após uma aula-cidadã realizada na escola. Eles se sensibilizaram com a nossa condição de miserabilidade e entenderam que deveriam se somar a nossa luta”, afirma a professora Patricia.

Os estudantes conseguiram reunir cerca de 1.200 assinaturas entre alunos, pais e a comunidade da Restinga. 

Em dos trechos da chamada do abaixo-assinado os alunos reforçam que estão na luta junto aos educadores, “a precarização do trabalho dos educadores, além de atingir suas vidas pessoais, também atinge a educação como um todo”.

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– Ato unificado no dia 14 de novembro marcará luta contra desmonte do serviço público

– Série de vídeos detalha os ataques do pacote desumano de Eduardo Leite

– Como o pacote de Leite afeta funcionários de escola, professores e aposentados

– Eduardo Leite quer destruir a carreira e economizar às custas dos educadores

– Nota técnica da assessoria jurídica do CPERS 

– Eduardo Leite quer que os professores paguem o próprio piso

– Pressão nos vereadores: baixe o modelo de moção de repúdio aos projetos

– Direções escolares se mobilizam contra ataques de Eduardo Leite

– Assine a carta das educadoras aposentadas contra os projetos de Eduardo Leite

Confira a agenda de mobilização para as próximas semanas de Acampamento da Resistência

 

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Na manhã desta sexta-feira (1°), a etapa regional da 4ª Mostra Pedagógica do CPERS ocorreu no 18º Núcleo (Santa Cruz).

Estudantes e professores(as) expuseram seus projetos no pátio da escola Polivalente. Meio ambiente, alimentação saudável, setembro amarelo e empreendedorismo foram alguns dos assuntos abordados nos 13 projetos inscritos.

Na abertura da atividade, a diretora do núcleo, Cira Maria Gassen Kaufmann, deu as boas-vindas aos presentes e falou sobre a satisfação de ver a inscrição de tantos projetos na mostra.

“Professor tem olhos infinitos, infinita tudo que olha e ensina o amor. Li esta frase aqui na escola e na hora percebi que ela traduz o trabalho dos professores, pois mostra que os educadores vão além de seus olhos, pensam o fazer pedagógico com humanização e o processo de sociabilização com o mundo. Agora pergunto, como é que pode tanto descaso com a nossa categoria? Não garantem o direito básico de recebermos nossos salários em dia e de forma integral e proporcionar a estrutura necessária nas escolas”, analisou a coordenadora do departamento de educação do CPERS, Rosane Zan.

Nos dias 28 e 29 de novembro ocorre, em Porto Alegre, a etapa estadual da Mostra Pedagógica, onde serão expostos todos os trabalhos selecionados nos núcleos do sindicato.

Para participar da Mostra, basta se inscrever basta preencher o formulário abaixo. Os anexos (como documentos, trabalhos por escrito ou em powerpoint, fotos e vídeos) devem ser enviados para o e-mail mostracpers@gmail.com

Projetos selecionados:
Modalidade: Ensino Fundamental Séries Iniciais
1º lugar
Projeto: Salvem as Abelhas
EEEF Afonso Martins Rohlfes

2º lugar
Projeto: A história da minha família
EEEF Bruno Agnes.

Modalidade: Ensino Fundamental Séries Finais
1º lugar
Projeto: Erva Mate
EEEF Afonso Martim Rohlfes

2º lugar
Projeto: Alimentação Saudável
EEEF Afonso Martim Rohlfes

Modalidade: Ensino Médio
1º lugar
Projeto: Meio Ambiente – Tecnologia – humanidade – Empreendedorismo
EEEM Nossa Senhora da Esperança.

2º lugar
Projeto: A Arte Salva
EEEM Vera Cruz

Modalidade: Ensino Técnico
1º lugar
Projeto: Sobre alimentação vegetariana em restaurante comercial
EEEM Willy Carlos Froelich

2 º lugar
Projeto: Alimentação saudável para cães
EEEM Willy Carlos Froelich

      

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Em coletiva de imprensa no CPERS nesta sexta-feira (1º), a Frente de Servidores Públicos (FSP/RS) denunciou a falta de transparência do governo Eduardo Leite na abordagem dos dados previdenciários, além de explicitar erros e omissões presentes no documento elaborado pelo Estado para justificar as alterações propostas no Regime Próprio.

Filipe Leiria, auditor público externo do Tribunal de Contas do Estado e secretário geral da União Gaúcha em Defesa da Previdência Pública (UG), foi taxativo: “o governo já dispõe de simulações do impacto da reforma, mas não submete os dados ao conselho do IPE-Prev. Eles falam em diálogo, mas nos seus próprios termos. É um diálogo com assimetria de informações, que não são submetidas à sociedade e nós temos que acreditar”.

O auditor participou de reunião com os secretários da Casa Civil e da Fazenda na noite de quinta, convocada pelo governo após o envio de parecer da UG apontando erros de matemática financeira, duplas contagens e pressupostos questionáveis na base de cálculo do déficit.

“Nós disponibilizamos os nossos números e esperamos que o governo faça o mesmo”, afirmou. Entre os questionamentos consta a superestimação do déficit atuarial, calculado com base em normas defasadas e com diversas omissões. As projeções desconsideram, por exemplo, a utilização de taxa de juros (previstas nas portarias MPS 464/2018 e ME/SP 17/2019) e a consequente capitalização dos recursos do fundo.

“Somente isso reduziria o déficit acumulado pela metade, de R$ 375 bilhões para aproximadamente R$ 188 bilhões, mesmo considerando os parâmetros do governo”, explica.

Do que o governo tem medo?

A presidente do CPERS, Helenir Aguiar Schürer, destacou a falta de transparência: “o que o governo tem a esconder quando não mostra suas simulações nem mesmo à instância legalmente responsável por avalizar as projeções? Do que eles tem medo?”, perguntou.

Além da denúncia, os representantes do funcionalismo voltaram a criticar a política de arrocho que recai sobre os mais baixos salários do Estado. “Sem medo de errar, posso afirmar que o que o governo está fazendo é um confisco no salário dos aposentados”, falou Helenir, referindo-se à cobrança de alíquotas previdenciárias sobre inativos que ganham acima de um salário mínimo.

Para ilustrar a gravidade do ataque, uma aposentada que, hoje, recebe um básico R$ 2.000, passará a pagar R$ 140 para o Regime após uma vida toda de contribuição. Enquanto isso, a arrecadação do Estado cresceu 5,32% no 1º semestre, enquanto a inflação registrou alta de pouco mais de 2%.

“Que crise é essa em que os só os pobres precisam pagar? Os professores(as) não têm mais nada a ser retirado dos contracheques”, desabafou a presidente.

Josué Martins, presidente do CEAPE-Sindicato, também criticou as premissas do projeto. “A realidade é que os projetos não visam colocar o Rio Grande do Sul no rumo do desenvolvimento, como diz a propaganda. É para assegurar recursos para continuar pagando a dívida pública”, afirmou.

Já Érico Corrêa, presidente do Sindicaixa, lembrou que a política de Leite não é nova. “Esse filme é muito velho. Governos tentam jogar nos ombros dos servidores todo o custo da crise. É inaceitável que botem um projeto na Assembleia para resolver os problemas do Estado com mais arrocho”.

Ato unificado no dia 14

Além da coletiva, A Frente de Servidores Públicos discutiu em reunião os encaminhamentos para o ato do dia 14 de novembro. A intenção é unir servidores(as) das três esferas e todas as categorias.

Lançada oficialmente em coletiva durante o ato do dia 15, a Frente de Servidores Públicos (FSP/RS) congrega mais de 20 entidades representativas do funcionalismo gaúcho, bem como centrais sindicais.

Diante da iminência do protocolo dos projetos de Eduardo Leite na Assembleia Legislativa, a proposta de reforma administrativa de Bolsonaro e as políticas de desmonte a nível municipal, a intenção é superar a mobilização histórica que reuniu mais de 30 mil servidores(as) em 2015 e paralisou o governo Sartori.

“Será um marco para uma nova fase de lutas contra a destruição dos serviços públicos”, explica Helenir. Para tanto, as entidades e centrais envolvidas convocarão assembleias e atos durante a manhã em diferentes pontos de concentração. Às 13h30, o funcionalismo gaúcho se encontra no Largo Glênio Peres, seguindo em marcha até o Palácio Piratini.

Integram a FSP/RS: ADUFRGS, AFAGRO, AFOCEFE-Sindicato, ASSUFRGS, CEAPE-Sindicato, CPERS, CTB/RS, CUT/RS, INTERSINDICAL, FETRAFI, SEMAPI, SENERGISUL, SIMPE-RS, SINASEFE, SINDIÁGUA, SINDICAIXA, SINDJUS/RS, SINDPERS, SINDSEPE/RS, SINDISERF/RS SINPRO/RS, SINTERGS e SINTRAJUFE-RS

 

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Desde que o governo Eduardo Leite apresentou o conteúdo dos projetos que visam alterar o Plano de Carreira, a Previdência e o Estatuto dos Servidores (Lei 10.098), a direção central do CPERS está respaldando a categoria através de plenárias que expõem as duras consequências destas medidas. O objetivo é preparar professores e funcionários de escola para deflagrar uma forte greve, 72 horas após o pacote ser protocolado na Assembleia Legislativa, conforme decisão da Assembleia Geral realizada em 21 de outubro.

A iniciativa percorre o Estado e, através do diálogo com os educadores e as comunidades escolares, detalha os ataques que integram o pacote do governo. Entre as medidas previstas estão o fim de vantagens temporais e da incorporação de gratificações, o aumento do tempo de contribuição, o congelamento dos salários de toda a categoria por anos e o difícil acesso apenas para escolas do campo. Além disso, aposentados que recebem um centavo a mais do que o salário mínimo, passarão a pagar alíquotas que podem chegar a 16,32% de suas remunerações.

Nesta quinta-feira (31), no município de David Canabarro, região do 7º núcleo (Passo Fundo) a escola IEE Assis Brasil foi sede da plenária. Na ocasião, além dos professores e funcionários da instituição, também participaram educadores das escolas de Ciríaco, Muliterno, São Domingos e Vanini.

Também na noite de ontem, a iniciativa ocorreu no Instituto de Educação Julia Billiart e na escola Aloisio Hoffer, localizadas no município de Chapada, pertencente ao 37º núcleo (Carazinho).

Hoje, foi a vez das escolas Zandona e Sao João  Batista, de Novo Barreiro, região do 40º núcleo  (Palmeira das Missões) receber a plenária.

Além das plenárias, a direção também está realizando visita às escolas. Nestas ocasiões, é possível conversar mais de perto com a base da categoria e colocar que o momento exige, mais do que nunca, unidade e forte mobilização.

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– Mais de 200 diretores de escola assinam manifesto contra os projetos de Eduardo Leite

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“Eu vivi dois momentos dentro dessa categoria, o primeiro de grandes vitórias através da luta dos educadores. Hoje vivo um momento adverso, o de perda de direitos, mas que ainda assim conta com muita luta”, afirma a professora aposentada, Dina Marilú Machado Almeida, de Cachoeira do Sul.

Ela foi a responsável pela alimentação de quem passou pelo Acampamento da Resistência nesta quinta-feira (31). Sempre animada, apesar dos constantes ataques, ela ressalta que é somente através da luta e da resistência que a valorização se torna possível.

“Seguimos na luta para garantir os direitos que já conquistamos, porque basta um governo que não tenha uma visão em defesa da educação para que sejamos atacados violentamente, exatamente como está acontecendo agora”, afirma Dina, que compõe a direção do núcleo de Cachoeira do Sul.

Durante o dia, as educadoras de Cachoeira do Sul, Santiago, Santa Maria e São Gabriel realizaram diversas atividades, como uma oficina de cartazes e uma roda de composição para embalar e inspirar a resistência.

A 1ª Vice-presidente do CPERS, Solange Carvalho, relembra que mesmo com todas as dificuldades que a categoria enfrenta, a categoria se mantém firme na luta e na esperança de dias melhores.

“Seguimos firmes aqui na Praça da Matriz porque enquanto tivermos disposição para lutar, há esperança na vitória”, ressalta Solange.

Para a funcionária de escola, Vera Loremi de Lima Melego, de Santiago, participar das atividades do Sindicato é garantir que seus direitos sejam respeitados.

“Atuo no estado desde 1992 e posso afirmar, eu lutei pelo plano de carreira dos funcionários e por nossos direitos e hoje estou aqui para lutar para que esses direitos sejam mantidos em sua integralidade”, afirma Vera.

A luta dos educadores(as) gaúchos segue ganhando apoiadores.

Nesta quinta foi a vez dos deputados estaduais Sofia Cavedon e Valdeci Oliveira, da vereadora de Santa Maria, Celita da Silva e do presidente da Federação Democrática dos Sapateiros do RS, João Batista Xavier da Silva, visitarem o espaço e manifestar solidariedade.

Instalado no Dia do Professor, o Acampamento da Resistência é o marco inicial da greve, a ser deflagrada se Eduardo Leite enviar os projetos de mudança no Plano de Carreira ou na Previdência Estadual. Ao longo desta semana, as atividades são mantidas pelos núcleos de Cachoeira do Sul, Santiago, Santa Maria e São Gabriel.

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– Ato unificado no dia 14 de novembro marcará luta contra desmonte do serviço público
– Série de vídeos detalha os ataques do pacote desumano de Eduardo Leite
– Como o pacote de Leite afeta funcionários de escola, professores e aposentados
– Eduardo Leite quer destruir a carreira e economizar às custas dos educadores
– Nota técnica da assessoria jurídica do CPERS 
– Eduardo Leite quer que os professores paguem o próprio piso
– Pressão nos vereadores: baixe o modelo de moção de repúdio aos projetos
– Direções escolares se mobilizam contra ataques de Eduardo Leite
– Assine a carta das educadoras aposentadas contra os projetos de Eduardo Leite

 

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Até o fim da tarde desta quinta (31), mais de 400 diretores(as) e vice-diretores(as) de escola de 130 municípios do Rio Grande do Sul assinaram o manifesto online disponibilizado pelo CPERS. O texto repudia as propostas de Eduardo Leite para as carreiras da educação e as alterações na Previdência Estadual, e declara apoio integral à greve da categoria.

“Nós trabalhamos com amor, carregamos a escola pública nas costas, fazemos o possível e o impossível para realizar um bom trabalho e dar condições adequadas para nossos estudantes. Mas não vamos abrir mão da nossa dignidade.”

Leia a carta abaixo e deixe sua assinatura!

Carta dos diretores(as) e vice-diretores(as) de escola da rede estadual a Eduardo Leite

Nós, diretores(as) e vice-diretores(as) de escola da rede estadual do Rio Grande do Sul, nos dirigimos ao governador Eduardo Leite para expressar total repúdio às propostas de alteração do Plano de Carreira do Magistério, do Estatuto dos Servidores e da Previdência Estadual.

É impensável que o Estado, após cinco anos promovendo uma brutal política de arrocho, queira cortar mais fundo na carne dos educadores e educadoras, aposentados e na ativa. O governo pretende destruir a carreira, prorrogar o arrocho salarial por anos, retirar direitos e confiscar o dinheiro dos aposentados que recebem menos.

Ora, estamos há 46 meses sem receber em dia, com os salários congelados há cinco anos, com o valor da gratificação de direção estagnado há 17 anos, em situação de miséria e escolhendo entre comer e pagar as contas. Se a política de contenção de gastos com recursos humanos resolvesse os problemas do Estado, o Rio Grande do Sul já estaria distante do abismo

Mas Eduardo Leite quer aplicar o mesmo remédio amargo, testado e reprovado múltiplas vezes. É irracional sacrificar o presente e o futuro do Rio Grande do Sul em nome de uma eterna crise fiscal, sem apresentar qualquer solução alternativa. Sobre os ombros de quem recebe os menores salários recairá a conta da má gestão, das desonerações fiscais bilionárias, da sonegação de grandes empresas e dos privilégios dos altos salários.

Soma-se ao desrespeito com os trabalhadores(as) o congelamento – por mais de seis anos – dos repasses da autonomia financeira, já há muito insuficientes para arcar com a luz, água, telefone, internet, material de expediente e produtos de limpeza. Nossas escolas se encontram desamparadas e com graves problemas estruturais, sem previsão de atendimento.

Este é um projeto de morte, cruel e nocivo ao desenvolvimento das atividades escolares. Um pacote de medidas desumanas, que prejudica a gestão, o projeto pedagógico, os trabalhadores, os pais e o aprendizado dos estudantes.

Nós trabalhamos com amor, carregamos a escola pública nas costas, fazemos o possível e o impossível para realizar um bom trabalho e dar condições adequadas para nossos estudantes. Mas não vamos abrir mão da nossa dignidade.

Se Eduardo Leite insistir em seu projeto nefasto, a greve da categoria contará com nosso apoio total e irrestrito. Não aceitaremos retroceder e perder direitos. O limite já foi ultrapassado.

Avante educadores(as), de pé!

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– Série de vídeos detalha os ataques do pacote desumano de Eduardo Leite
– Como o pacote de Leite afeta funcionários de escola, professores e aposentados
– Eduardo Leite quer destruir a carreira e economizar às custas dos educadores
– Nota técnica da assessoria jurídica do CPERS 
– Eduardo Leite quer que os professores paguem o próprio piso
– Pressão nos vereadores: baixe o modelo de moção de repúdio aos projetos
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– Assine a carta das educadoras aposentadas contra os projetos de Eduardo Leite

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Reconhecimento, valorização, defesa dos direitos, união e resistência contra os projetos de Eduardo Leite.

O salão da Sociedade Ginástica de São Leopoldo ficou lotado nesta quinta (31) com funcionários(as) de escola das cidades de abrangência do núcleo, bem como de Canoas e Montenegro, para o Encontro Regional realizado pela direção central.

Luiz Henrique Becker, diretor-geral do 14º Núcleo, saudou os visitantes exemplificando a importância dos funcionários(as) para a luta e o funcionamento das instituições. “Em uma escola da região, os professores resolveram não aderir à greve, mas os funcionários sim. Sabem quanto tempo a escola ficou aberta? Somente um dia. Isso mostra o quanto é importante o trabalho de vocês dentro da escola. Sem os funcionários as escolas não funcionam”, afirmou.

A diretora Sônia Solange Viana, coordenadora do Departamento de Funcionários(as), apresentou um histórico da trajetória de lutas do segmento e a importância da qualificação e do reconhecimento profissional. “Nosso objetivo é fazer com que os funcionários se reconheçam como educadores de fato, fundamentais para o processo de ensino-aprendizagem e para o funcionamento das escolas, conhecendo e exercendo seus direitos”, explicou.

Sônia também falou sobre os projetos de Eduardo Leite para a categoria: “é um projeto de morte. As medidas propostas vão destruir o funcionalismo e a escola pública, atacando o direito à educação e o acesso a serviços públicos gratuitos e de qualidade”, destacou.

A presidente do CPERS, Helenir Aguiar Schürer, pontuou a importância dos funcionários dentro das instituições. “Vocês são a porta da frente da escola, quem recebe os alunos e os pais. Os funcionários têm maior contato e afinidade com os estudantes. Sem vocês as escolas não funcionam.”

Helenir fez uma breve análise da conjuntura estadual frisando a importância do voto consciente. “O que estamos vivendo agora é consequência dos nossos votos. O Eduardo está no quinto ano do mesmo projeto de político. Ele já pegou as estratégias de privatização e destruição do serviço público andando. Está trilhando um caminho pronto”, falou.

Ao falar dos projetos de Leite, Helenir destacou que todos serão atingidos, incluindo funcionários e aposentados. “São projetos que pretendem levar os educadores a abandonarem o magistério”.

Helenir lembrou também que, se Leite mandar os projetos para votação no recesso escolar, haverá luta. “Eduardo esqueceu de conversar com Sartori. Em 2015, ele mandou os piores projetos nesse período. Nós enfrentamos cavalos, balas e bombas e não conseguiram aprovar nem uma PEC.”

“Todos esses ataques só nos levam para um caminho, a greve.  Nós faremos uma grande greve, mas fulminante para acabar com esse governo. Se passar esse projeto nós passaremos a ser miseráveis. Então colegas, se encham de coragem e vamos resistir e fazer a luta”, conclamou a presidente.

Pablo Henrique Santos, diretor-geral do 20º Núcleo, também convocou a categoria à luta e reiterou a importância da unidade para barrar os projetos.

A força da categoria

No inicio da tarde foi a vez do advogado Marcelo Fagundes, da assessoria jurídica do CPERS, explanar sobre o pacote desumano de Leite.

Marcelo lembrou que o governo também ataca a organização sindical. “O governo está mexendo com os sindicatos, ele não quer mais ceder os educadores para o Sindicato, ou seja, ninguém mais vai continuar recebendo do Estado se estiver na direção central ou na direção dos núcleos. Também quer retirar a participação em atividades sindicais (PAS). Se o projeto passar, quem participar de alguma atividade do sindicato vai levar falta e ser descontado. Ele quer acabar com os sindicatos, acabar com a luta.”

O advogado ressaltou os principais pontos que atacam os funcionários de escola: fim das vantagens temporais (triênios e quinquênios), fim da incorporação de gratificações para a aposentadoria (como as de direção e insalubridade), aumento do tempo de contribuição e redução dos proventos conforme Reforma da Previdência nacional, aumento da contribuição para a aposentadoria, difícil acesso apenas para escolas do campo, redução ou extinção do abono permanência, fim do abono de falta para participação em atividades sindicais e reajuste ZERO por tempo indeterminado. “É o maior ataque de todos os tempos”, finalizou Marcelo.

O diretor estadual da Central Única dos Trabalhadores do RS, Marcelo Machado Carlini fez uma análise da conjuntura enumerando as ofensivas de Eduardo Leite contra o funcionalismo. “Leite não está preocupado que com esses projetos diversos educadores não vão querer mais lecionar. O projeto dele é acabar com o funcionalismo público e privatizar os serviços”, ressaltou.

Carline convocou os educadores(as) para o Ato unificado da Frente de Servidores Públicos no dia 14 de novembro.

As entidades e centrais envolvidas convocarão assembleias e atos durante a manhã em diferentes pontos de concentração. Às 13h30, o funcionalismo gaúcho se encontra no Largo Glênio Peres, seguindo em marcha até o Palácio Piratini. “Dia 14, mais de 20 entidades estão chamando para a luta. Queremos colocar mais de 40 mil trabalhadores nas ruas. Esse será o dia para enchermos as ruas de Porto Alegre. Dia de lutar pelos nossos direitos.”

Durante o encontro, 12 funcionárias de escola associaram-se ao CPERS, mostrando força e coragem para lutar contra o governo Leite.

“O encontro foi esclarecedor. Estamos passando por um momento complicado, onde não chegam até nós as informações corretas. Vou sair hoje daqui com muito conhecimento sobre os nossos direitos e sobre a grande luta que temos que travar com o governo para não deixar que esses projetos passem”, afirmou a nova sócia do CPERS, a merendeira de escola Tuane Silva.

Já Rejane Lainos, também nova sócia, explica que sempre teve vontade de se associar e nunca teve oportunidade. “Conheço o CPERS há mais de 30 anos, antes de entrar para o estado. Já fui em várias manifestações e hoje com esses ataques do governo vejo a importância de estar junto de quem lute e defenda nossos direitos”, destaca.

 

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