Atualizado nesta segunda-feira (25), 8ª dia de greve contra os projetos de Eduardo Leite, o levantamento do CPERS aponta o envolvimento de 1.533 escolas.

São 773 escolas totalmente paralisadas e 760 afetadas por adesão parcial.

Reunido pela segunda vez nesta tarde, o Comando de Greve realizou um balanço da primeira semana do movimento grevista e debateu as próximas ações de comunicação e mobilização.

Com amplo apoio social, atos de rua capilarizados em todo o Rio Grande do Sul, adesão maciça nos 42 núcleos e características inéditas, como a paralisação de escolas e municípios tradicionalmente avessos a greves, o grupo avaliou o período como extremamente positivo.

Há o consenso de que a greve se tornou maior do que um movimento a favor dos educadores(as). A sociedade compreendeu a gravidade da situação e abraçou a defesa da própria escola pública, se posicionando fortemente contra a injustiça de uma crise que recai sempre sobre os ombros da categoria.

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Reunido pela segunda vez na tarde desta segunda-feira (25), o Comando de Greve realizou um balanço da primeira semana do movimento grevista e debateu as próximas ações de comunicação e mobilização.

Com amplo apoio social, atos de rua capilarizados em todo o Rio Grande do Sul, adesão maciça nos 42 núcleos e características inéditas, como a paralisação de escolas e municípios tradicionalmente avessos a greves, o grupo avaliou o período como extremamente positivo.

Apesar da ameaça de corte de ponto do governador, a paralisação segue firme. A contagem de escolas mobilizadas passou de 1.514 na sexta para 1.533 nesta segunda.

“Eduardo Leite inflamou a categoria ao afirmar que esta é uma greve sem justificativa. Ora, com 47 meses de salários atrasados, cinco anos de congelamento e os piores salários do estado, ninguém tem mais legitimidade para fazer greve do que os educadores”, afirmou a presidente do CPERS, Helenir Aguiar Schürer.

O Sindicato ajuizou, hoje, mandado judicial pleiteando uma liminar para sustar os efeitos da medida arbitrária do governador.

Há o consenso de que a greve se tornou maior do que um movimento a favor dos educadores(as). A sociedade compreendeu a gravidade da situação e abraçou a defesa da própria escola pública, se posicionando fortemente contra a injustiça de uma crise que recai sempre sobre os ombros da categoria.

Entre os pontos de pauta, esteve a organização da Assembleia Geral desta terça-feira (26), às 13h30 na Praça da Matriz, que promete ser ainda maior do que o ato do último dia 14. O foco será manter a categoria mobilizada e o fomentar o crescimento do movimento, que já se dissemina por outras categorias e fora do Rio Grande do Sul.

O grupo também reiterou a importância de fortalecer o ato unificado da Frente de Servidores(as) Públicos (FSP/RS), marcado para as 16h, no mesmo local.

Na quinta-feira (28), o Comando de Greve orienta a organização de passeatas luminosas no início da noite em todos os núcleos, trazendo a comunidade escolar e populares para abraçar a escola pública.

Na sexta (29), ocorrerá 4ª Mostra Pedagógica Estadual, trazendo mais de 100 projetos desenvolvidos em sala de aula para apresentação pública na Praça da Matriz.

O Comando de Greve mantém a exigência de retirada da pauta da Assembleia dos projetos que atacam brutalmente os trabalhadores(as) em educação. Qualquer outra negociação parte desta premissa.

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No ano de 1999, a Organização das Nações Unidas (ONU) instituiu o dia 25 de novembro, como sendo o Dia Internacional da Não Violência Contra a Mulher, em homenagem as irmãs Pátria, Maria Teresa e Minerva Mirabal que foram torturadas e assassinadas nesta mesma data, em 1960, a mando do ditador da República Dominicana, Rafael Trujillo. As irmãs dominicanas eram conhecidas por “Las Mariposas” e lutavam por soluções para problemas sociais.

A história das irmãs Mirabal é tão emblemática que, desde 1981 a data de suas mortes se tornou, em toda a América Latina, um dia para marcar a luta das mulheres contra a violência.

Aqui no Brasil, o símbolo da luta pela proteção das mulheres contra a violência doméstica e familiar é Maria da Penha, que dá seu nome a Lei nº11.340/2006, ou a Lei Maria da Penha.

A violência que as mulheres trabalhadoras enfrentam em todas as esferas de suas vidas é cruelmente silenciada ou dissimulada por meio de preconceitos. Desde a escola, até os locais de trabalho a mulher é obrigada a conviver com o assédio e a subestimação. A violência de gênero ocorre nos mais variados espaços, públicos e privados, e não é só agressão física, é também psicológica e moral. Ela está presente em todos os espaços da nossa sociedade, com o agravante de que homens e mulheres reproduzem esses discursos e práticas, inseridos pela cultura nos diversos espaços por onde transitam.

É sabido que, apenas a criação de mecanismos legais não é suficiente para a redução dos índices de violência contra a mulher, por se tratar de um problema complexo, exigindo medidas conectadas em diversos níveis do Poder Público, por meio de políticas públicas, e da sociedade civil.

Importante lembrar que, apesar da Lei Maria da Penha ter sido um avanço, não garante de fato a punição ao agressor, assim como não garante os serviços essenciais à mulher que sofre agressão, como: casas de abrigo, creches, assistência médica e psicológica, centros de Referência com profissionais capacitados e estabilidade remunerada no emprego.

Em 2010, com a finalidade de ampliar o combate à violência contra as mulheres, foi criada a “ONU Mulheres”, instituição humanitária com sede em Nova York e responsável pela defesa dos direitos humanos das mulheres na ONU.

A maioria das mulheres continua sendo vítima de violência dentro de casa e são poucas aquelas que buscam uma Delegacia da Mulher. Infelizmente, inúmeras são aquelas que alegam não ter feito nada. As mulheres no Brasil vivem em constante situação de risco, mas para a mulher negra ou parda existe um perigo ainda maior, pois o racismo e suas consequências potencializam o risco de lesão e morte para mulheres negras e pardas em relação às brancas.

É preciso lutar contra todas as formas de opressão, pois o machismo, o racismo, o capacitismo, a LGBTfobia são responsabilidades de todas(os). O enfrentamento às múltiplas formas de violência contra as mulheres é uma luta de todas nós que queremos respeito aos direitos e condições mais dignas e justas para as mulheres.

Neste 25 de novembro, a força de Minerva, Patria e María Teresa se faz sentir. A luta de 25 de novembro diz respeito a uma causa humanitária! Uma vida sem violência é direito da mulher, é dever do Estado e uma demanda da sociedade!

Departamento de Gênero e Diversidade do CPERS

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Artigo de Helenir Aguiar Schürer*, publicado em 23/11 na ZH

Mais de 10 mil educadores abandonaram a rede estadual desde 2014. São profissionais que não se aposentaram. Saíram do chão da escola por óbito, dispensa ou opção. Os dados são da Secretaria da Fazenda, compilados pelo Dieese. Não é de se surpreender.

Sobrevivemos a cinco anos de massacre. Nosso poder de compra foi reduzido em mais de 1/3 desde o último reajuste, corroído pelo inflação. Estamos há 47 meses com os salários parcelados e atrasados, sem dinheiro para ir trabalhar, acumulando empréstimos e escolhendo entre comer e pagar as contas.

Enquanto padecemos, bancos registram lucros recordes, grandes empresas recebem o benefício da sonegação premiada e obtêm isenções fiscais bilionárias. Fecham-se escolas para abrir prisões.

Neste cenário, o governador nos oferece o mesmo remédio amargo, testado e reprovado múltiplas vezes. Mais arrocho, extermínio de direitos, congelamento salarial por tempo indeterminado e confisco de dinheiro dos aposentados. Quem tem menos paga cada vez mais para sustentar a injustiça.

Não há qualquer novidade na tentativa de reforma, se não a dimensão da crueldade. Ao incorporar vantagens ao salário básico, o governo mascara o pagamento do piso nacional. Trata-se de uma farsa contábil. Se os projetos passarem, quem pagará o piso no Rio Grande do Sul será o próprio trabalhador da educação, sem receber um centavo a mais.

Eduardo Leite prometeu tornar a carreira mais atrativa. Na prática, projeta uma diferença salarial de 7% entre o profissional com Ensino Médio e o educador com Doutorado. No plano atual, o crescimento é de 100% no básico. Quem, em sã consciência, vai ingressar no magistério ou buscar qualificação com esse descalabro? Não somos escravos.

Enviamos, no prazo determinado pelo governo, documento elencando as razões para a rejeição do pacote. Não tivemos respostas ou convite para dialogar. O mesmo já havia ocorrido neste ano, quando, após iniciar uma mesa de negociações para tratar da pauta salarial, o Piratini abandonou o diálogo e passou a ignorar ofícios do CPERS solicitando a retomada.

A greve é o último recurso de qualquer categoria, única alternativa ao esgotamento da negociação. É um grito de socorro para salvar a escola pública e os sonhos de milhões de gaúchos que dependem de uma educação gratuita e de qualidade. Resistimos para não deixar de existir.

*Presidente do CPERS/Sindicato e professora da rede estadual há 33 anos

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Devido atos realizados em todo o estado nesta sexta-feira (22), a atualização do levantamento do CPERS junto aos seus 42 núcleos ficou prejudicada. Ainda assim, houve aumento no número de escolas afetadas pela greve.

São 768 escolas totalmente paralisadas e 746 afetadas por adesão parcial. Entre as parciais, há diversas instituições que operam com apenas 5% dos quadros.

A greve da educação ganhou um reforço de peso ao fim desta primeira semana de paralisação. A escola Maria Dulcina, de Nonoai, que possui mais de mil alunos, decretou greve hoje. Os 80 profissionais, entre professores e funcionários, que atendem a escola, cruzaram os braços na luta por seus direitos.

Mobilização

A próxima Assembleia Geral da categoria está marcada para a terça-feira (26), às 13h30, na Praça da Matriz. O dia também será de ato unificado da Frente de Servidores Públicos (FSP), às 16h no mesmo local.

Na segunda, o Comando de Greve volta a se reunir para realizar o balanço da primeira semana.

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Acossado pela dimensão da greve e ampla adesão da comunidade escolar e sociedade, o governador recorre ao arbítrio.

A ameaça de cortar o ponto de educadores(as) paralisados a partir da próxima segunda-feira é inócua, pois carece de respaldo legal.

O STF já definiu, em julgamentos em 2006 e 2007, que a autorização do corte de ponto conforme a Lei Geral da Greve (7.783/89) não se estende aos casos em que houver atraso salarial.

Tanto é assim, que o TJRS nunca falhou em aplicar o entendimento do STF (mandados de injução 670 e 672) e sempre concedeu liminar proibindo a medida pleiteada pelo Executivo.

Como é de amplo conhecimento público, Eduardo Leite pagará a folha de outubro em dezembro – um recorde. Não tem data para quitar os próximos meses e tampouco pagará o 13º em dia, condenando a categoria a novos empréstimos.

São 47 meses de salários parcelados e atrasados, à revelia da Lei e da moralidade.

A tentativa de desmobilizar o movimento, aproveitando a janela do fim de semana para instaurar o medo e confundir educadores(as), sairá pela culatra.

Sem responder a qualquer reivindicação dos grevistas, após apresentar um pacote de medidas que extermina direitos, confisca dinheiro de aposentados e não oferece qualquer perspectiva de recuperação das nossas vultuosas perdas salariais, Eduardo Leite dobra a aposta na violência contra quem trabalha no chão da escola.

Registramos, ainda, a cruel ironia de cortar um ponto que a categoria não sabe quando será pago. Por fim, cabe questionar ao governador como pretende recuperar as aulas do calendário letivo após descontar a folha.

Esta é uma greve por direitos e pela própria existência da escola pública. Uma greve diferente, marcada por atos de rua e adesão maciça de pais e estudantes. Não será uma ameaça vazia que nos fará recuar. Não somos escravos para seguir trabalhando de graça.

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Em mais uma demonstração de enraizamento da greve em todo o estado, 16 Coordenadorias Regionais de Educação (CREs) amanheceram bloqueadas nesta sexta-feira (22).

As CREs são órgãos públicos vinculados à Secretaria da Educação (Seduc), responsáveis por gerir os recursos humanos e operacionalizar as políticas da pasta nas mais de 2 mil escolas do estado.

O funcionamento dos prédios foi inviabilizado pelos manifestantes, que interditaram a entrada com cadeados e correntes.

Com gritos de ordem e cartazes em repúdio ao pacote do Executivo, e pedindo respeito aos direitos históricos da categoria, os grupos chamaram atenção para as consequências dos ataques do governo. Na maioria das regiões, as Coordenadorias acabaram dispensando os funcionários ainda no turno da manhã.

Na 1ª CRE, a professora e funcionária da coordenadoria, Janaina Quiroga, pegou o microfone e aderiu ao movimento. “Nós não estamos lutando por férias. Estamos lutando para que os meus netos, os filhos dos nossos alunos tenham escola de qualidade e gratuita!”, afirmou.

Os educadores gaúchos estão em greve por tempo indeterminado desde a última segunda-feira (18).

Desde então, cresce diariamente, em todo o Estado, o apoio à luta dos professores e funcionários de escola. Já são mais 1.500 instituições afetadas em todo o estado.

Até o momento, mais de 170 municípios já aprovaram a moção de apoio à categoria. Estudantes e pais também estão fortalecendo o movimento através de caminhadas, atos e mobilizações.

Em Frederico Westphalen e Alpestre os próprios estudantes fecharam as escolas e decretaram greve em defesa da educação pública e dos educadores gaúchos.

Na próxima terça-feira (26), conforme definido pelo Comando de Greve, ocorre a Assembleia Geral de mobilização com toda a categoria, às 13h30, na Praça da Matriz. Às 16h, haverá ato unificado da Frente de Servidores Públicos (FSP/RS), no mesmo local.

CREs fechadas:

Canoas
Carazinho
Caxias do Sul
Cruz Alta
Estrela
Gravataí
Ijuí
Livramento
Osório
Palmeira das Missões
Passo Fundo
Pelotas
Porto Alegre
Rio Grande
São Leopoldo
Santa Cruz do Sul

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Moradores de dezenas de municípios gaúchos foram surpreendidos, nesta quinta-feira (21), por atos de rua em apoio à greve da educação.

O dia foi histórico, com registro de mais de 1.500 escolas paralisadas total ou parcialmente, novas adesões e centenas de manifestações espontâneas organizadas no seio das comunidades escolares.

Em Porto Alegre, pela manhã, ao menos seis ato simultâneos com milhares de estudantes e educadores(as) pararam o trânsito em diversas regiões da capital.

Na Zona Sul, treze escolas percorreram um trajeto de 2km e bloquearam a Avenida Cavalhada. Na Zona Norte, mais de 30 escolas realizaram caminhadas até o Triângulo da Assis Brasil.

No Parcão, ícone de manifestações da direita, estudantes também se mobilizaram em atos pela manhã e pela tarde. No interior, foram incontáveis as mobilizações e manifestações de apoio.

O CPERS acompanhou as mobilizações ao longo do dia em suas redes sociais. Acesse para conferir:

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Confira imagens do levante da educação em todo o estado:

Porto Alegre

Arroio do Meio

São Luiz Gonzaga

Em Camaquã, terra da ex-professora de Eduardo Leite, o pequeno Dudu entrega uma maçã envenenada para sua mestre.

Estrela

Arroio do Meio

Porto Alegre – Zona Sul

Estudantes na Câmara de Vereadores de Caxias do Sul

Alunos da escola Rafaela Remião, de Porto Alegre, decretam greve

Pantano Grande

Itaqui 

Condor

Pelotas

Cachoeirinha

Alunos de Frederico Westphalen e Alpestre fecharam escolas e decretaram greve eles mesmos

Três de Maio

Porto Alegre – Zona Norte

Santa Maria

São Martinho 

Charqueadas 

São Sepé

Portão

São Lourenço do Sul

Erechim 

Novo Hamburgo

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O comando de greve do CPERS definiu, dentro do calendário de lutas para os primeiros dias de greve, a realização de Assembleia Geral de mobilização com toda a categoria na terça-feira (26), às 13h30, na Praça da Matriz.

A participação de cada um é FUNDAMENTAL para mostrar a força da greve. Vamos pressionar Eduardo Leite e seus deputados. NINGUÉM AGUENTA MAIS O DESCASO COM A EDUCAÇÃO.

Mobilize-se! Chame pais e estudantes. Contate seu núcleo do CPERS e VENHA A PORTO ALEGRE!

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A atualização do levantamento do CPERS junto aos seus 42 núcleos revela que o número de escolas paralisadas total ou parcialmente nesta quinta-feira (21) ultrapassou a marca de 1.500. Um crescimento de 77 instituições relação aos dados de quarta.

São 764 escolas totalmente paralisadas e 741 afetadas por adesão parcial. Entre as parciais, há diversas instituições que operam com apenas 5% dos quadros.

Mobilização

A próxima Assembleia Geral da categoria está marcada para a terça-feira (26), às 13h30, na Praça da Matriz. O dia também será de ato unificado da Frente de Servidores Públicos (FSP), às 16h no mesmo local.

Na segunda, o Comando de Greve volta a se reunir para realizar o balanço da primeira semana.

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