Na manhã desta quarta-feira (20), terceiro dia da Greve dos educadores(as), o 2º vice-presidente Edson Garcia e as diretoras do CPERS, Rosane Zan e Alda Bastos, conduziram uma aula pública com estudantes e trabalhadores(as) do Colégio Parobé. Em pauta, as consequências desastrosas do pacote de Eduardo Leite para a escola pública.

Os presentes debateram os pontos mais críticos do projeto que visa alterar as carreiras da categoria, como o ajuste zero por tempo indeterminado, fim das gratificações e vantagens, fim das vantagens temporais (triênios, quinquênios e avanços) e fim da incorporação de gratificações para a aposentadoria. “A greve é o nosso último recurso, tentamos de todas as formas o diálogo com  Eduardo Leite, falamos do nosso repúdio aos seus projetos. Mas de nada adiantou, agora é guerra, agora é greve”, concluiu.

A diretora Alda agradeceu o apoio de todos presentes e destacou a importância da união de educadores(as), estudantes e comunidade escolar. “Professores, funcionários de escola, estudantes, pais e a comunidade escolar tem que estar unidos neste momento para termos força de barrar esse pacote. Esse pacote que é a destruição da escola pública.”

Rosane também falou da 4ª Mostra Pedagógica, que será realizada no próximo dia 29, das 9 às 18h na Praça da Matriz. Nesse dia serão expostos mais de 100 projetos que foram selecionados em 32 núcleos do Sindicato.  “O governador está convidado para a Mostra. Vamos mostrar quem faz a educação pública deste estado. Que mesmo com esses 47 meses de salários atrasados fazemos o nosso melhor dentro da escola”, concluiu Rosane.

“Agradecemos o carinho e a presença de todos. Temos muitos alunos que têm mais consciência que muito adulto da importância e significado da nossa luta. Não deixaremos passar esse pacote que retira nossos direitos e acaba com os nossos sonhos”, destacou o 2º vice-presidente do CPERS, Edson Garcia, agradecendo a presença dos estudantes e colegas de escola onde leciona.

Estudantes, vereadores e servidores unidos na luta pela Educação Pública

O estudante Pedro Possas do 2º ano do Colégio Parobé falou em nome de todos estudantes da instituição prestando apoio e carinho à luta dos trabalhadores em educação. “Estamos aqui para dizer que nós apoiamos os professores e funcionários de escola. Estamos juntos na luta, a luta de vocês é a nossa luta. A escola pública é nossa e não vamos permitir a destruição dela.”

“A greve e luta dos professores é muito importante. Eu quero ser professora, e acho importante lutar pela educação pública neste momento. Espero que o movimento fique ainda mais forte. Precisamos de força e união”, destacou a estudante do Colégio Parobé, Carolina Alves.

“Nós alunos temos que lutar juntos, sem os professores não somos ninguém.  Sem professores e estudantes o Rio Grande do Sul não cresce. A educação pública é prioridade”, frisou a estudante do Colégio Parobé, Raquel Barbosa.

A estudante Cássia Piedade também apoia a luta dos educadores. “É válida e justa greve dos professores, é um absurdo o que o governador está fazendo com eles. É ruim só ser no final do ano, mas mesmo assim eu apoio.”

Os vereadores de Santa Maria, Alexandre Vargas, Jorge Trindade, Adelar Vargas e Marion Mortari também passaram pelo acampamento para levar solidariedade e apoio para os professores e funcionários de escola.  A Câmaras de Vereadores de Santa Maria aprovou nesta terça-feira (19) por unanimidade a Moção de Repúdio às alterações no Plano de Carreira do Magistério, no Estatuto dos Servidores(as) e na Previdência do Estado. Até este momento 140 cidades gaúchas já debateram e aprovaram moções de apoio aos educadores(as).

Representantes da Organização sindical que congrega os trabalhadores da extinta Caixa Econômica Estadual do Rio Grande do Sul (Sindicaixa), do Sindicato dos Servidores Públicos do Estado do Rio Grande do Sul (Sindsepe RS) e da Federação dos Trabalhadores na Agricultura no Rio Grande do Sul (Afagro) passaram pelo acampamento para comunicar que a partir de terça-feira (26) os educadores terão companhia na praça, pois essas três categorias também entrarão em greve.

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O segundo dia de paralisação da educação gaúcha teve ao menos 1.176 escolas afetadas. Por todo o estado, foram registradas manifestações de apoio à greve dos educadores e em defesa da educação.

Com cartazes, aulas abertas e muita conversa, alunos, professores, funcionários e pais demonstraram que a luta vai ser forte.

Eduardo Leite passará. A escola pública fica. Maior e cada vez mais forte!

Confira as imagens e vídeos desse TSUNAMI de solidariedade e se emocione conosco:

Palmeira das Missões

Caçapava do Sul

CIEP, Dom Pedrito

EEEM Reynaldo Affonso Augustin, Teutônia

Escola Frei Plácido, de Bagé

Escola São Gabriel, de Ametista do Sul

Escola Senador Pasqualini, de Dom Pedrito

Escola Tubino, de Porto Alegre

Na EEEM Uruguaiana, de Uruguaiana, os alunos do turno da manhã decidiram fazer “greve” eles mesmos e motivaram professores a aderir à paralisação. Valeu, gurizada!

Abraço a escola Frei Plácido, de Bagé

Homenagem dos alunos da escola Professor Pedro Beno Bohn, de Venâncio Aires

Alunos das escolas Carlos Kluwe e Justino Quintana, no caminho para encontrar a mobilização da Frei Plácido, em Bagé

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O Dia da Consciência Negra, comemorado nesta quarta-feira (20), será, mais uma vez, um dia de luta em todo o país. O CPERS convoca a categoria a participar da Marcha Independente Zumbi Dandara, que terá concentração às 17h em frente ao Mercado Público, na capital, e dos demais atos que serão realizados nos núcleos do sindicato.

A data homenageia Zumbi, um africano que nasceu livre, mas foi escravizado aos seis anos de idade. Mais tarde ele seria o líder do Quilombo dos Palmares. Zumbi morreu em 20 de novembro de 1695. Em mais de mil municípios, a data é feriado. Em 2011 a presidente Dilma Roussef sancionou a Lei 12.519/2011 que oficializa a data.

A marcha tem o objetivo de chamar a atenção da sociedade para a situação da população negra do país e para a necessidade de continuar o fortalecimento das políticas públicas de reparação.

“O estado brasileiro segue perseguindo e matando indígenas e quilombolas, pessoas pobres e pretas, como a jovem Ágatha, de apenas oito anos, ou como o mestre Moa e Marielle Franco, ambos lutadores das causas sociais. Nosso objetivo é resgatar o passado para refletir sobre o presente e juntos lutarmos por um futuro melhor para todos nós. Construa a marcha em seus locais de trabalho, moradia e estudo. Vamos juntos dizer não ao genocídio da juventude negra e a intolerância com os povos tradicionais de matriz africana”, diz trecho da nota divulgada pela  Frente Negra contra o Genocídio do Povo Negro, responsável pela organização do evento.

Acampamento da Resistência sediará roda de conversa sobre racismo e o Dia da Consciência Negra

Nesta quarta-feira (20), às 16h, no Acampamento da Resistência (na Praça da Matriz), será realizada uma Roda de Conversa sobre Racismo e o Dia da Consciência Negra. Logo após, às 17h, o grupo irá se somar a Marcha Independente Zumbi – Dandara.

O CPERS acredita que o caminho para acabar com a discriminação racial é a educação. “É nosso dever, enquanto educadores e educadoras, promover o debate e a desconstrução do racismo, do preconceito e da discriminação, e também cumprir efetivamente a Lei 10.639, que inclui a história e cultura dos africanos e afro-brasileiros nos currículos escolares”, destaca o segundo vice-presidente do Sindicato e coordenador estadual do Coletivo de Igualdade Racial e Combate ao Racismo do CPERS, Edson Garcia.

O Coletivo foi criado com o objetivo de fortalecer a luta contra todas as formas de discriminação e racismo. “Vamos continuar lutando contra toda forma de violência e discriminação racial, por uma sociedade mais justa e igualitária, com oportunidades e direitos para todos”, afirma Garcia.

Após a concentração haverá caminhada que iniciará às 19h em direção ao Largo Zumbi dos Palmares. O encerramento está previsto para às 21h.

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Levantamento realizado pelo CPERS nesta terça-feira (19), junto a 37 dos 42 núcleos do Sindicato, aponta que pelo menos 601 instituições de ensino já aderiram totalmente à mobilização e 575 atendem parcialmente, com severa falta de educadores(as).

Entre as parciais, muitas escolas funcionam com apenas 5% dos quadros.

O CPERS estima que cerca de 70% dos trabalhadores da educação engajaram-se na greve. “É um movimento crescente. Como muitas das escolas paredistas são as maiores de suas regiões, o percentual da categoria que cruzou os braços é seguramente mais elevado”, afirma a presidente Helenir Aguiar Schürer.

Diversas escolas ainda realizam reuniões para deliberar a participação na greve ao longo desta terça-feira, e a tendência é de novas adesões durante a semana.

No levantamento, faltam os dados referentes aos núcleos de Gravataí, Santana do Livramento, Ijuí, Taquara e Palmeira das Missões.

Mobilização

A próxima Assembleia Geral da categoria está marcada para a terça-feira (26), às 13h30, na Praça da Matriz.

Na segunda, o Comando de Greve volta a se reunir para realizar o balanço da primeira semana de greve e discutir as ações de mobilização.

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A greve

A greve foi deflagrada após o protocolo na Assembleia Legislativa, por parte do governo Eduardo Leite, do pacote que ataca duramente os trabalhadores(as) em educação.

Em pauta, salário em dia, reajuste imediato e a derrubada dos projetos de destruição da escola pública.

Trata-se do mais amplo e profundo ataque já realizado aos educadores(as) da rede estadual.


Os projetos preveem o extermínio de direitos e vantagens, fim da incorporação de gratificações na aposentadoria, um brutal achatamento da carreira e o congelamento de salários por tempo indeterminado, além da taxação de aposentados(as) que ganham menos.

Leia mais:

– Tire suas dúvidas sobre o direito à greve e a efetividade
– Quem votar não volta: pressione os deputados da base de Eduardo Leite a rejeitarem os projetos
– Mais de 100 Câmaras de Vereadores já aprovaram moções de repúdio aos projetos do govenro
– Saiba tudo sobre o pacote desumano de Eduardo Leite

 

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Apesar da ampla gama de partidos que compõem a base de Eduardo Leite, uma crescente mobilização de vereadores(as) sinaliza que o governo pode ter dificuldades para aprovar seus projetos na Assembleia Legislativa.

Até esta terça-feira (19), Câmaras Municipais de 106 cidades gaúchas já debateram e aprovaram moções de apoio aos educadores(as) ou de repúdio às alterações no Plano de Carreira do Magistério, no Estatuto dos Servidores(as) e na Previdência do Estado.

Muitos dos Legislativos locais que votaram a favor da categoria têm a maioria de suas cadeiras ocupadas por vereadores(as) de legendas aliadas ao governo.

Exemplo recente é Caxias do Sul, onde a moção foi aprovada por 19 votos a zero com o apoio de siglas como PSB, PTB, PP, PSD, MDB e Solidariedade. As moções são encaminhadas à Assembleia Legislativa e podem pesar na janela das eleições municipais de 2020.

O texto modelo utilizado pelos núcleos do CPERS – que se articulam com estudantes e pais para pressionar as casas – destaca seis pontos a serem considerados pelos vereadores(as) e aponta para o risco de fechamento de escolas e os efeitos nas economias locais.

Clique aqui para baixar o modelo de moção

“Tais projetos levarão, inevitavelmente, à queda de qualidade do ensino prestado nas escolas da rede estadual do nosso município. Também há de se considerar os efeitos do aprofundamento do arrocho salarial na economia local e na subsistência das famílias de professores e funcionários de escola que escolheram a nossa cidade para trabalhar, viver e sonhar”, afirma o documento.

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Relação de municípios que já aprovaram moções de apoio aos educadores(as) ou repúdio aos projetos de Leite:

Atualizado às 14h53 de 20 de novembro com o total de 148 cidades

  1. Água Santa
  2. Ajuricaba
  3. Alegrete
  4. Alpestre
  5. Alvorada
  6. Arroio dos Ratos
  7. Arroio Grande
  8. Barão
  9. Barão do Triunfo
  10. Barra do Quaraí
  11. Barra Funda
  12. Bento Gonçalves
  13. Boa Vista das Missões
  14. Boa Vista do Buricá
  15. Bom Retiro do Sul
  16. Boqueirão do Leão
  17. Bossoroca
  18. Brochier
  19. Butiá
  20. Cachoeira do Sul
  21. Cachoeirinha
  22. Caibaté
  23. Caiçara
  24. Camaquã
  25. Camargo
  26. Campinas do Sul
  27. Capão do Cipó
  28. Capão do Leão
  29. Carazinho
  30. Carlos Barbosa
  31. Caxias do Sul
  32. Cerro Largo
  33. Charqueadas
  34. Chiapetta
  35. Chuí
  36. Cruz Alta
  37. Dois irmãos das Missões
  38. Eldorado do Sul
  39. Encruzilhada do Sul
  40. Engelho Velho
  41. Entre Ijuís
  42. Erechim
  43. Erval Seco
  44. Estação
  45. Estância Velha
  46. Esteio
  47. Estrela
  48. Faxinal do Soturno
  49. Fazenda Vila Nova
  50. Feliz
  51. Flores da Cunha
  52. Frederico Westphalen
  53. Garibaldi
  54. General Câmara
  55. Giruás
  56. Gravataí
  57. Guaíba
  58. Harmonia
  59. Horizontina
  60. Ijuí
  61. Iraí
  62. Itaqui
  63. Itatiba do Sul
  64. Lagoa Vermelha
  65. Lajeado
  66. Linha Nova
  67. Maçambará
  68. Maratá
  69. Marcelino Ramos
  70. Mariano Moro
  71. Minas do Leão
  72. Montenegro
  73. Morro Redondo
  74. Muitos Capões
  75. Nova Bassano
  76. Nova Boa Vista
  77. Nova Hartz
  78. Nova Petrópolis
  79. Nova Prata
  80. Novo Barreiro
  81. Novo Hamburgo
  82. Novo Machado
  83. Osório
  84. Paim Filho
  85. Palmeira das Missões
  86. Palmitinho
  87. Paraíso do Sul
  88. Paulo Bento
  89. Pirapó
  90. Piratini
  91. Portão
  92. Porto Lucena
  93. Porto Xavier
  94. Protásio Alves
  95. Quaraí
  96. Rio Grande
  97. Rio Pardo
  98. Rolante
  99. Rondinha
  100. Roque Gonzáles
  101. Rosário do Sul
  102. Sananduva
  103. Santa Cruz do Sul
  104. Santa Maria
  105. Santa Rosa
  106. Santa Vitória do Palmar
  107. Santana da Boa Vista
  108. Santana do Livramento
  109. Santiago
  110. Santo Ângelo
  111. Santo Antônio das Missões
  112. Santo Cristo
  113. São Borja
  114. São Francisco de Assis
  115. São Francisco de Paula
  116. São Gabriel
  117. São Jerônimo
  118. São João da Urtiga
  119. São Leopoldo
  120. São Luiz Gonzaga
  121. São Nicolau
  122. São Paulo das Missões
  123. São Pedro da Serra
  124. São Pedro das Missões
  125. São Pedro do Butiá
  126. São Sebastião do Caí
  127. São Sepé
  128. São Vicente do Sul
  129. Sapiranga
  130. Sarandi
  131. Seberi
  132. Silveira Martins
  133. Soledade
  134. Tapejara
  135. Tapes
  136. Taquara
  137. Teutônia
  138. Três de Maio
  139. Três Passos
  140. Triunfo
  141. Tuparendi
  142. União da Serra
  143. Vacaria
  144. Vale Real
  145. Venâncio Aires
  146. Veranópolis
  147. Viamão
  148. Vila Maria
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A greve dos educadores, iniciada nesta segunda-feira (18), em repúdio ao pacote desumano do governo Eduardo Leite, que ataca brutalmente direitos históricos da categoria, recebe, a todo momento, manifestações de apoio.

Entidades representativas do funcionalismo público gaúcho, que também serão atingidas pelos projetos do Executivo e que compõem a Frente dos Servidores Públicos, universidades federais e sindicatos de professores municipais são algumas das que enviaram manifestações de solidariedade ao magistério púbico estadual.

Já no primeiro dia de greve, os 42 núcleos do CPERS contabilizaram a adesão de milhares de educadores. A tendência é a de que nos próximos dias a paralisação cresça ainda mais fazendo com que se consolide como uma das maiores greves da trajetória de lutas do sindicato.

O CPERS agradece a todas as importantes manifestações de apoio que vem recebendo, pois elas são fundamentais para fortalecer a justa luta contra o desmonte da escola pública e os direitos dos educadores gaúchos

NOTA DO DCE-UFSM EM APOIO À GREVE DO MAGISTÉRIO ESTADUAL DO RS

 Na última quinta-feira (14), em Assembleia da categoria docente do estado do Rio Grande do Sul, as professoras e os professores estaduais decidiram paralisar suas atividades contra o novo pacote de maldades protocolado pelo governador Eduardo Leite.

O pacote de Leite desmonta o funcionalismo público do estado, atacando, especialmente, a categoria docente, somando forças com o atraso e congelamento salarial. Nossos professores e nossas professoras não aguentam mais!

Por isso, a partir desta segunda-feira (18), a resposta da categoria é GREVE! Uma ferramenta fundamental para a conquista e garantia de direitos básicos da classe trabalhadora.

Todo nosso apoio ao magistério estadual do Rio Grande do Sul que recebe parcelado há 5 anos e sofre com as políticas de desmonte do funcionalismo público estadual!

Se Leite quer guerra,

Ele terá GREVE!

Ceprolsindicato

Nossos colegas professores do Estado do RS merecem nosso total apoio! Segue, de forma sintética, os ataques reunidos no pacote de propostas de Eduardo Leite. Confira:

Professores(as)

-Fim do Plano de Carreira;

-Reajuste ZERO por tempo indeterminado;

-Todas as gratificações e vantagens passam a integrar o básico do nível/classe correspondente;

-Criação de parcela autônoma com a “sobra” das vantagens acima do básico. Este valor não será reajustado;

-Fim das vantagens temporais (triênios, quinquênios e avanços);

-Fim da incorporação de gratificações para a aposentadoria;

-Aumento da contribuição para a aposentadoria;

-Aumento do tempo de contribuição e redução dos proventos conforme Reforma da Previdência nacional;

-Redução das férias remuneradas para 30 dias;

-Difícil acesso apenas para escolas do campo;

-Redução da gratificação de permanência de 50% para 10%;

-Fim do abono de falta para participação em atividades sindicais;

-Redução nos adicionais de unidocência, classe especial e penosidade;

-Fim das convocações e substituição por contratos.

Funcionários de escola (alterações na Lei 10.098);

-Fim das vantagens temporais (triênios e quinquênios);

-Fim da incorporação de gratificações para a aposentadoria (como as de direção e insalubridade);

-Aumento do tempo de contribuição e redução dos proventos conforme Reforma da Previdência nacional;

-Aumento da contribuição para a aposentadoria;

-Difícil acesso apenas para escolas do campo;

-Redução ou extinção do abono permanência;

-Fim do abono de falta para participação em atividades sindicais;

-Reajuste ZERO por tempo indeterminado.

 Aposentados(as);

-Quem recebe a partir de um salário mínimo passará a contribuir com alíquotas que chegam até a 16,32% do salário;

-Professores(as) aposentados também terão todas as gratificações e vantagens integradas ao básico. Qualquer valor acima do piso do nível/classe correspondente será transformado em parcela autônoma que não sofrerá reajustes;

-Reajuste ZERO por tempo indeterminado

Contratados(as):

-Como a referência de hora-aula é o salário do concursado, os contratados(as) também terão os salários congelados por tempo indeterminado;

-Legaliza a demissão de contratados em licença-saúde;

-Exclui o segmento das regras relativas à licença-saúde, gestante, adotante e paternidade com remuneração;

-Retirada dos contratados o direito ao abono família, mesmo se enquadrados na nova faixa de renda.

SINDJUS:

Começa nesta segunda-feira (18) a greve dos professores decretada na Assembleia Geral do CPERS, na última quinta, 14.

O Sindjus-RS, com as demais entidades que compõem a Frente dos Servidores Públicos, participou do grande Ato conjunto do funcionalismo nas ruas da capital, culminando na Praça da Matriz. Os educadores gaúchos, com baixíssima remuneração e salários parcelados e congelados há meses, serão os maiores prejudicados por esse pacote nefasto. Além de mudanças drásticas no plano de carreira do magistério, conquista histórica da categoria, os professores serão impactados por modificações para todo o funcionalismo, como o fim dos adicionais por tempo de serviço e o corte da incorporação de gratificações na aposentadoria.

O governo Leite projeta uma economia de R$ 17 bilhões em 10 anos com esse pacote. Ao mesmo tempo, temas como a dívida pública ilegal e inconstitucional e as isenções fiscais bilionárias que não geram desenvolvimento econômico para o Estado seguem inalteradas. É evidente que verdadeiro privilegiado não é o servidor público, que tem sido visto como o vilão pelos governos. Mas seguiremos na luta e na resistência contra essa série de ataques sem precedentes. Fizemos 52 dias de greve no Judiciário e saímos vitoriosos desse grande movimento. Seguimos mobilizados para lutar contra os projetos que visam acabar com os direitos dos servidores públicos e precarizar ainda mais o serviço público prestado sobretudo à população que mais necessita do estado.

 “O professor é meu amigo, mexeu com ele mexeu comigo!”

Seção Sindical ANDES/UFRGS

A Seção sindical do ANDES-SN na UFRGS se solidariza com os(as) professores(as) do magistério público estadual que hoje entram em greve. As(os) docentes estaduais trabalham sob as mais diversas situações, mesmo tendo seu salário parcelado há 47 meses.

Agora, na véspera do final do ano letivo, o governador Eduardo Leite apresenta um pacote que retira direitos da carreira docente. Ainda, na proposta do governo, serão os educadores os mais prejudicados. Não é justo, nem necessário que os docentes paguem as contas das sonegações e incentivos fiscais.

Em defesa da educação pública!

Diretoria da Seção Sindical da ANDES-SN na UFRGS

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Reunido pela primeira vez na tarde desta segunda-feira (18), o Comando de Greve realizou um balanço do início do movimento grevista e debateu as próximas ações de comunicação e mobilização.

Composto por 30 integrantes – 16 dirigentes do campo político da direção central e 14 das forças de oposição -, o grupo avaliou positivamente a resposta da categoria.

Com ampla adesão nos 42 núcleos já nesta segunda e centenas de escolas anunciando paralisação para os próximos dias, a tendência é que o movimento se consolide como uma das maiores greves dos 74 anos de história do CPERS.

“Não são apenas nossos empregos e nossas carreiras que estão em jogo”, comenta a presidente do CPERS, Helenir Aguiar Schürer. “É a própria existência da escola pública.”

Os presentes também acordaram um calendário de lutas para os próximos oito dias, incluindo realização de Assembleia Geral de mobilização com toda a categoria já na terça-feira da próxima semana (26), às 13h30, na Praça da Matriz.

Confira as orientações:

1. A primeira semana deve ser dedicada ao diálogo com a sociedade e ampliação e fortalecimento da greve junto à categoria
2. Produção e distribuição massiva de materiais voltados à sociedade em geral, denunciando a miséria da categoria, a intenção do governo em acabar com a escola pública e pedindo apoio ao movimento grevista
3. Dia 20 de novembro: formação de colunas do CPERS para participação nas atividades do Dia da Consciência Negra em todos os 42 núcleos
4. Dia 22 de novembro – Marcha da Educação: caminhada até as CREs nos núcleos do CPERS para entrega de documento exigindo do governo a retirada dos projetos
5. Dia 26 de novembro – Assembleia Geral de Mobilização, às 13h30, na Praça da Matriz

O CPERS segue
apurando a adesão em todo o estado. Muitas escolas que não fecharam as portas nesta segunda realizaram reuniões ao longo do dia e decidiram por paralisar nesta terça e quarta-feira.


CE Eng. Paulo Chaves, Maratá

Em algumas regiões, a adesão é de 100%, como no núcleo de Soledade. Em São Luiz Gonzaga, a adesão é de 95%. Em Erechim, 41 das 81 escolas já fecharam as portas total ou parcialmente. Em Santa Cruz do Sul, apenas uma escola se manteve aberta.


EEEM Comedador Eduardo Secco, Sertão Santana

No núcleo de Montenegro, 10 das 22 escolas também aderiram. Em Porto Alegre, ao menos 30 escolas pararam totalmente já nesta segunda. Chama atenção a paralisação de escolas que tradicionalmente não aderem a manifestações, como o colégio Tiradentes, de Passo Fundo.


EEEF Dr. Jorge Guilherme Moojen, Montenegro

A greve foi deflagrada após o protocolo na Assembleia Legislativa, por parte do governo Eduardo Leite, do pacote que ataca duramente os trabalhadores(as) em educação.

Em pauta, salário em dia, reajuste imediato e a derrubada dos projetos de destruição da escola pública.

Trata-se do mais amplo e profundo ataque já realizado aos educadores(as) da rede estadual.


Os projetos preveem o extermínio de direitos e vantagens, fim da incorporação de gratificações na aposentadoria, um brutal achatamento da carreira e o congelamento de salários por tempo indeterminado, além da taxação de aposentados(as) que ganham menos.

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– Tire suas dúvidas sobre o direito à greve e a efetividade
– Quem votar não volta: pressione os deputados da base de Eduardo Leite a rejeitarem os projetos


EEEM Professora Aglae Kehl, Guaíba


Ato em General Câmara


EEEM Érico Veríssimo, Erechim


EEEM Professor Carlos Lorea Pinto, Rio Grande (grevistas com piquete na entrada da escola)


CE Florinda Tubino Sampaio, Porto Alegre


EEEM Emilio Alves Nunes, Herveiras

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A Constituição Federal, em seu artigo 9º, e a Lei nº 7.783/89, asseguram o direito de TODO TRABALHADOR à greve: contratados(as), funcionários(as) de escola e professores(as) efetivos ou em estágio probatório.

Não aceite pressões ou intimidações. Lute pelos seus direitos!

PERGUNTAS FREQUENTES

▶ Qual a duração da greve?

– A categoria decide em Assembleia Geral o início e o término da greve.

Como ficará minha efetividade? E a recuperação de aulas?

– Direções devem organizar um ponto paralelo. Existe um prazo de seis meses para a retificação de efetividade, e as direções podem aguardar o acordo de greve para negociação sem punições. A recuperação de aulas também será definida de acordo com a negociação da coordenação grevista.

▶ Sou diretor(a) de escola e quero parar, mas há professores(as) que não vão aderir à greve. O que devo fazer?

– Como qualquer trabalhador, o diretor(a) e o vice-diretor(a) têm direito a cruzar os braços. Contate a assessoria jurídica do CPERS para tirar dúvidas a respeito do procedimento mais adequado: (51) 3073-7512.

▶ Sou contratado(a), posso parar?

– Pode e deve! Na última greve, o governo ameaçou demitir grevistas, mas o CPERS ganhou uma liminar que assegurou a permanência dos contratados na rede, graças à garantia constitucional.

▶ Estou em estágio probatório, posso parar?

– Sim. A garantia de greve se estende a todo trabalhador(a), independente da situação do vínculo.

▶ Meus colegas de escola não vão parar, mas eu gostaria de aderir à greve. Posso?

– Sim. A garantia de greve se estende a todo trabalhador(a), mesmo que seus colegas não participem do movimento.

▶ Não sou filiado(a) ao CPERS. Posso parar?

– Sim. A garantia de greve se estende a todo trabalhador(a), independente da filiação sindical. Mas o CPERS somos todo nós. Filie-se para fortalecer a luta em defesa da escola pública e ter direito a voz e voto nas atividades e mobilizações. Clique aqui para saber mais.

Mobilize-se! A próxima Assembleia Geral será na terça-feira (26), às 13h30 na Praça da Matriz. Contate seu núcleo e participe!

▶ Outras dúvidas podem ser sanadas junto à Assessoria Jurídica do CPERS no núcleo da sua região.

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Coluna da Claudia Tajes* na Folha de São Paulo de segunda-feira 18/11/2019

Professores em liquidação

Eles custam pouco e dá para parcelar a perder de vista

É tempo de Black Friday, também conhecida por aqui como Black Fraude, e dessa vez não vamos só fazer de conta que as TVs, os iPhones e os videogames baixaram de preço. Neste ano, vamos oferecer uma nova categoria, realmente rebaixada e remarcada: os professores. Baratinhos, baratinhos. E ainda dá para parcelar.

Aconteceu no Rio Grande do Sul, mas também é a realidade de boa parte do país. O governador e gato Eduardo Leite deixou um pacote com uma bomba dentro para os servidores estaduais e foi-se, em viagem financiada pela Fundação Lemann, discutir políticas públicas na Universidade Columbia. Premiar os bons meninos é prática desde que o mundo é mundo.

Enquanto o governador voava as tranças para um ambiente bem mais calmo e controlado que a praça da Matriz, na frente do seu palácio, desde sempre palco de protestos dos servidores, os professores fizeram o que lhes cabia: protestaram. Se o pacote molotov de Mr. Governor puniu todo o funcionalismo, terminou por liquidar de vez o magistério. Plano de carreira, aposentadoria, tira logo esses acessórios para diminuir o preço. É tempo de Black Friday ou não?

A partir da aprovação do pacote, professor com ensino médio, 40 horas, ganha o piso de R$ 2.557. Só não vai gastar em bobagem, por favor. Com pós-graduação, mestrado ou doutorado, pode atingir incríveis R$ 3.887,30. No papel, porque há 47 meses o salário dos servidores estaduais vem sendo parcelado no Rio Grande do Sul.

Quem comprou um Celta em 48 prestações já vai quitar o possante, enquanto que os funcionários acumulam consignado em cima de consignado, sem prazo para ver o fim do carnê.

Mas o diabo sabe para quem aparece. Se em lugar de alfabetizar crianças ou ensinar matemática o jovem, lá no início da vida, escolher a Brigada Militar, já arranca com R$ 4.689,27. Salário de cadete. Quando chegar a coronel, vai perceber R$ 27.919,16. Aí a expressão faz sentido, até dá para perceber que o salário entrou. Nada contra quem ganha melhor. O problema é essa repartição desigual da miséria, não tem dinheiro para todos, então passa um troco para os professores e não se incomoda com as tropas.

Professor só fica gritando na frente do palácio. As tropas, nunca se sabe. Moral da história: hoje em dia, nos outrora orgulhosos pampas, um coronel vale por 7,18 professores com doutorado. Não poderia existir retrato melhor do país.

*Claudia Tajes é escritora e roteirista. Tem 11 livros publicados. Em novembro, lança a novela ‘Macha’

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SE É GUERRA, É GREVE!

Estamos em greve por salário em dia, reajuste já e nem um direito a menos!

Sabemos das dificuldades e das consequências de uma greve para a organização familiar, mas esperamos contar com a compreensão e apoio de cada pai, cada mãe e cada aluno.

Nós trabalhamos com amor, carregamos a escola pública nas costas, fazemos o possível e o impossível para realizar um bom trabalho e dar condições adequadas para nossos estudantes. Mas não vamos abrir mão da nossa dignidade.

Eduardo Leite nos massacra. Além de aprofundar a política de atrasos e congelamento salariais, o governador quer acabar com o pouco que nos resta, atacando nossos direitos, nossas carreiras e nossos sonhos.

O governo fala em crise. Mas já estamos pagando por esta crise há muitos anos.

Os gaúchos sobrevivem com alguns dos custos mais elevados do país na gasolina, no gás, na água e na alimentação. Os impostos aumentaram, mas amargamos perdas no poder de compra superiores a 30%.

Nossas escolas estão sucateadas e faltam recursos humanos, pois muitos não conseguem resistir à sobrecarga de trabalho e à humilhação de escolher entre comer e pagar as contas.

Enquanto isso, bancos têm lucros recordes, empresas deixam de pagar bilhões em impostos e os privilégios dos altos salários continuam intocados.

Quem tem menos paga cada vez mais para sustentar a injustiça.

Tentam fazer da penúria dos educadores(as) um modelo para o trabalhador precarizado: dócil e servil, vitimado por uma crise fiscal insolúvel e sem alternativas fora da agenda neoliberal.

Somos usados para convencer a sociedade a aceitar qualquer medida, por mais virulenta que se apresente.

Mas a crise não é nossa, é do projeto neoliberal. A crise é o próprio projeto.

Por trás deste projeto está a intenção de acabar com a escola pública e os sonhos de milhões de gaúchos. Querem privatizar o ensino e cobrar das famílias a conta do acesso à educação. Não vamos deixar que isso aconteça.

Não há saída possível fora da mobilização coletiva. É tempo de redobrar as forças e as esperanças.

“Como programa”, escreveu Paulo Freire, “a desesperança nos imobiliza e nos faz sucumbir no fatalismo onde não é possível juntar as forças indispensáveis ao embate recriador do mundo”.

Por isso lutaremos, também no sentido freiriano, “com raiva, com amor, sem o que não há esperança”.

As sementes estão plantadas. Será uma greve maciça, entre as mais importantes da história da categoria. Nossas armas serão a mais firme e insubmissa resistência.

Nossa causa é justa e esperamos contar com o apoio de toda a sociedade. Lutaremos pelos nossos e pelos seus direitos. Pelo futuro da sua e das nossas famílias.

Nem uma escola aberta, nem um direito a menos.

Avante educadores, de pé!

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