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Na sequência da enorme demonstração de força da categoria nas ruas, na última terça, o Comando de Greve do CPERS reuniu-se nesta quarta-feira (11) para debater os próximos passos da luta dos educadores(as) gaúchos.

Faltando seis dias para o início da votação dos projetos de Eduardo Leite, a análise é de que a categoria permanece mobilizada e de pés firmes na greve, deflagrada no dia 18 de novembro.

Com a base completamente fragmenta na Assembleia Legislativa, anúncio de greve da Polícia Civil e aquartelamento da Brigada Militar, o cerco se fecha e Eduardo Leite corre contra o tempo para rearticular apoio ao pacote.

A próxima semana será decisiva para assegurar a rejeição às medidas de destruição da educação e dos serviços públicos.



Caso o governador não retire o pacote, os deputados(as) devem começar a apreciação dos projetos no dia 17, terça-feira. Mas o debate deve se estender até o dia 19.

Será preciso redobrar as forças e protagonizar uma das maiores mobilizações da história de Porto Alegre.

A estratégia passa pela convocação de Assembleia Geral da categoria no primeiro dia (17), às 13h, e mobilização permanente na Praça da Matriz ao longo dos três dias.

Educadores(as) devem se preparar para passar a noite acampados(as) e não recuar até a vitória.



Ainda na manhã do dia 17, diversas marchas devem tomar a capital em direção ao centro dos três poderes do Estado, parando a cidade.

Os três dias (17, 18 e 19) são, portanto, de buscar adesão total. Mesmo quem não puder vir a Porto Alegre deve fazer sua parte, ajudando a fechar escolas e parar o Rio Grande do Sul.



Outras deliberações do Comando de Greve dizem respeito à necessidade de reforçar a pressão nas Câmaras de Vereadores e lideranças locais para intervirem junto aos deputados, bem como novas estratégias de comunicação para dialogar com a sociedade.

Educadores(as) de todo o estado devem entrar em contato com os seus núcleos para garantir presença em Porto Alegre ao longo da semana:

1º Núcleo – Caxias do Sul – 54.3223.2431
2º Núcleo – Santa Maria – 55.3221.7262
3º Núcleo – Guaporé – 54.3443.1232
4º Núcleo – Cachoeira do Sul – 51.3722.3985
5º Núcleo – Montenegro – 51.3632 2654
6º Núcleo – Rio Grande – 53.3232.8685
7º Núcleo – Passo Fundo – 54.3313.2247
8º Núcleo – Estrela – 51.3712.1798
9º Núcleo – Santo Ângelo – 55.3312.3755
10º Núcleo – Santa Rosa – 55.3512.1564
11º Núcleo – Cruz Alta – 55.3322.3184
12º Núcleo – Bento Gonçalves – 54.3452.4775
13º Núcleo – Osório – 51.3663.1886
14º Núcleo – São Leopoldo – 51.3592.4968 / 51.37830812
15º Núcleo – Erexim – 54.3522.1637
16º Núcleo – São Borja – 55.3431.2647
17º Núcleo – Bagé – 53.3242.4122
18º Núcleo – Santa Cruz do Sul – 51.3713.1588
19º Núcleo – Alegrete – 55.3422.2944
20º Núcleo – Canoas – 3476.2656
21º Núcleo – Uruguaiana – 55.3412.2734
22º Núcleo – Gravataí – 3488.3712
23º Núcleo – Santana do Livramento – 55.3242.3654
24º Núcleo – Pelotas – 53.3225.2166
25º Núcleo – Lagoa Vermelha – 54.3358.2559
26º Núcleo – Frederico Westphalen – 55.3744.3441
27º Núcleo – Três Passos – 55.3522.1917
28º Núcleo – Soledade – 54.3381.1130
29º Núcleo – Santiago – 55.3251.2602
30º Núcleo – Vacaria – 54.3231.2308
31º Núcleo – Ijuí – 55.3332.9711
32º Núcleo – Taquara – 51.3542.1489
33º Núcleo – São Luiz Gonzaga – 55.3352.2859
34º Núcleo – Guaíba – 3480.3022
35º Núcleo – Três de Maio – 55.3535.1942
36º Núcleo – Cerro Largo – 55.3359.1440
37º Núcleo – Carazinho – 54.3331.3551
38º Núcleo – Porto Alegre – 3227.4143/3062.4146
39º Núcleo – Porto Alegre – 3221.2380
40º Núcleo – Palmeira das Missões – 55.3742.1373
41º Núcleo – São Gabriel – 55.3232.5860
42º Núcleo – Camaquã – 51.3671.5081

 

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Em meio à agenda de lutas desta terça-feira (10), representantes das forças que compõem o Comando de Greve do CPERS foram recebidos pelo presidente da Assembleia Legislativa, Luís Augusto Lara (PTB), no início da tarde.



Em pauta, o pacote de Eduardo Leite, a ser apreciado em regime de urgência na próxima semana, a partir do dia 17.

Lara reforçou que está, assim como o conjunto da casa, atento às manifestações da categoria e dos servidores(as), e demonstrou preocupação com o andamento dos trabalhos. O presidente já havia se manifestado, na última semana, sobre o desejo de retirar o regime de urgência para dar mais tempo ao debate.



“Embora eu tenha ajudado a formar este governo, meu mandato é independente. Garanto que se ele colocar o projeto como está, vai haver problemas”, enfatizou.

A presidente do CPERS reiterou as críticas da categoria às medidas propostas pelo governo. “Querem retroceder para antes de 1974, quando a maioria dos professores tinha somente o Ensino Médio. O Plano de Carreira garantiu que buscássemos qualificação, e hoje temos orgulho de ter um dos mais elevados índices do Brasil de pós-graduados na carreira”, disse.


“A realidade é que o governador quer acabar com a escola pública e abrir mercado para o capital. E vai começar acabando com a nossa carreira”, complementou.

O comando também questionou Lara sobre a possibilidade de retirada do pacote da pauta, a principal reivindicação da categoria. A medida só pode ser tomada pelo próprio governador. Lara pontuou: “o meu movimento nesse momento é o que está dentro das minhas possibilidades, o movimento de pedir para desacelerar, para que parem e pensem”.


Helenir também pediu um posicionamento de Lara sobre a possível retirada do pedido de urgência na votação do pacote. Nesse momento, o presidente da Casa pediu a presença de Carlos Eugenio Grapiglia Cezar, Superintendente do Legislativo.

Carlos lembrou que mesmo que o governo retire o pedido de urgência, os projetos ainda podem ir para a pauta de janeiro. 

“Tirar a urgência não nos garante. Precisamos barrar esse pacote”, afirmou Helenir.

Lara garantiu compreender a situação e disse estar ciente das dificuldades. “Essa reforma do estado está recaindo sobre uns com maior peso do que outros. Cadê as demais categorias e os demais poderes?”, disse.

O Comando reforçou que é importante a oportunidade de diálogo com a casa, janela que Eduardo Leite nunca colocou à disposição da categoria. Mas deixou claro que a principal pauta dos educadores(as) – reajuste da inflação acumulada desde 2014 e salário em dia -, foi atropelada e ignorada pelo governador.

Ao fim da reunião, o presidente informou que pretende mediar uma conversa entre o CPERS e o Executivo. “Todos os meus esforços estarão voltados para retomar esse diálogo e solucionar o impasse. Eu vou chamar o chefe da Casa Civil neste primeiro momento e quero estar presente nas negociações”, disse.


 

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A presidente do CPERS, Helenir Aguiar Schürer, recebeu na tarde desta terça-feira (10), a Medalha da 55ª Legislatura da Assembleia, no Salão Júlio de Castilhos da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul.

A deferência foi proposta pelo deputado Zé Nunes (PT), como homenagem à história de vida da presidente, mas também como consideração a luta dos educadores(as) em defesa da escola pública e da educação de milhões de gaúchos.

“A Helenir é a representação de grande parte desta categoria. Ela poderia estar em casa neste momento, desfrutando dos seus filhos e dos seus netos, mas ela escolhe continuar na luta, ela escolhe estar nas ruas, ela escolhe enfrentar a agressividade de parte da polícia, ela escolhe liderar num dos momentos mais sombrios para a educação aqui no Rio Grande do Sul”, enfatizou o deputado.

Emocionada em sua fala de agradecimento, Helenir dedicou a homenagem a cada um e cada uma dos que chamou de seus colegas de luta.

“Esta não é uma medalha para a Helenir, esse é um reconhecimento da luta de toda a nossa categoria. Daqueles e daquelas que lutam pela educação pública, daqueles que lutam para barrar projetos que resultarão na privatização da escola pública. Eu fico emocionada, após a belíssima caminhada que fizemos pela manhã e agora receber esse reconhecimento à luta, à resistência, à coragem dos educadores desse estado”, enunciou Helenir.

Zé Nunes reforçou também que os educadores(as) gaúchos são exemplo de luta e de resistência e declarou total apoio a categoria. “Esse é um projeto com a consolidação do atraso. Ele termina com a possibilidade de que jovens possam contribuir para que o Rio Grande do Sul se desenvolva”, disse.

Com a casa lotada por representantes da direção central do CPERS, por educadores que foram levar carinho a presidente, representantes parlamentares e da Frente dos Servidores Públicos, Helenir confessou: “Esta medalha nos incentiva a continuar a luta com cada vez mais força, porque seremos sempre uma pedra no sapato de qualquer governo que mexer com a educação pública e os educadores gaúchos”.

A Medalha da Legislatura tem limite de uma honraria por semestre, de forma não cumulativa. A escolha dos agraciados é de responsabilidade dos deputados.

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Em mais um dia histórico da greve da educação e da luta do funcionalismo público, Porto Alegre foi tomada por dezenas de milhares pessoas na manhã desta terça-feira (10).

Aos gritos de “retira!”, uma multidão, matizada de bandeiras douradas, inúmeras faixas e cartazes, enfrentou o sol forte da capital e desaguou da Praça da Matriz pelas ruas do Centro, culminando em um ato unificado diante da Secretaria da Fazenda do Rio Grande do Sul.

“Aqui, nesta Praça, está presente o futuro do Rio Grande do Sul. Somos milhares que representam milhões de gaúchos. É um levante que não se viu em lugar algum do Brasil, com o apoio da sociedade e de todos que se permitem sonhar”, afirmou a presidente do CPERS, Helenir Aguiar Schürer.

Eduardo Leite, como nos demais atos em frente ao Piratini, fez questão de não comparecer. Viajou a Brasília com os recursos públicos que diz faltarem para a educação.



“Pode comprar a passagem para o dia 17, governador. Estaremos aqui novamente, e não sairemos da Matriz até derrubar o pacote”, finalizou Helenir, referindo-se à data prevista para o início da votação dos projetos.


Em frente à caixa forte do Estado, guardada pelo Batalhão de Choque da BM, servidores(as) se revezaram nas críticas ao pacote desumano de Eduardo Leite e ao arrocho interminável imposto a quem trabalha para servir os gaúchos.



Eram professores(as), funcionários(as) de escola, estudantes secundaristas e universitários,  técnicos agrícolas, servidores da saúde, das obras, do planejamento, do DAER, do Judiciário e diversas outras categorias, unidos para derrubar as propostas do governo.



Famílias inteiras se deslocaram do interior para defender seus direitos. Élica Cavaleiro, servente da EEEF Coronel Gervasio, trouxe os dois filhos, estudantes da rede pública, para a manifestação.



“Sou contratada e vim para lutar também pelos direitos dos concursados. É agora ou nunca. Se a gente não vai pra rua, quem vai garantir a escola pública dos meus filhos?”, questiona.



Muitos vieram pela primeira vez, como a estudante Laura Paulata, da escola Ponche Verde, de Crissiumal. “Estou impressionada pela quantidade de pessoas unidas com o mesmo propósito. Essa não é uma luta só de quem educa, é de todos nós”, conta.



Gilka Munari e Lucia Langassner, aposentadas de Encruzilhada do Sul, são presença constante nos atos. “Nós viemos em todas as mobilizações até aqui. E vamos até o fim. Se pararmos agora, será o fundo do poço”, argumenta Gika.


A greve do magistério atravessa sua quarta semana, acumulando vitórias nas ruas e nas redes. Mais de 1.500 escolas permanecem afetadas total ou parcialmente, consolidando uma das maiores mobilizações das últimas décadas.

A categoria reivindica a retirada do pacote da pauta da Assembleia Legislativa – que extermina direitos e condena educadores(as) a um brutal achatamento salarial – e o pagamento em dia do funcionalismo, conforme promessas de campanha de Eduardo Leite.

Além do CPERS, estão em greve desde o dia 26 os trabalhadores(as) representados pelo Sindsepe, Afagro, Assagra, Agefa, Sindicaixa, Seasop, Apog e Sintergs.



A próxima semana será definidora e a categoria deve se mobilizar para permanecer na praça a partir do dia 17.


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O CPERS/Sindicato manifesta seu apoio à causa dos cobradores de ônibus de Porto Alegre, ameaçados por um projeto de lei do Executivo que retira esses profissionais dos ônibus em determinados horários e não prevê contratação de novos trabalhadores nos próximos anos. 

A proposta, protocolada com regime de urgência na Câmara Municipal de Vereadores, deve ser votada nos próximos dias e agravará ainda mais a situação do transporte público da capital dos gaúchos. 

Este projeto é mais uma prova da submissão do prefeito Nelson Marchezan Jr. às vontades do empresariado local, em detrimento do bem-estar dos trabalhadores municipais e dos porto-alegrenses. 

Seguindo os desmandos dos empresários, no último ano o prefeito extinguiu diversas linhas e horários noturnos, dificultando a mobilidade dos cidadãos e reduzindo postos de trabalho na cidade. 

Porto Alegre já opera com a passagem de ônibus mais cara entre as capitais do Brasil e oferece para seus usuários um transporte com automóveis defasados, sem ar condicionado e muitas vezes superlotados. 

Ressaltamos que os cobradores são muito mais do que meros “entregadores de troco”, aprovar esse projeto será uma afronta ao lado humano da profissão, visto que seu trabalho agrega o cuidar dos passageiros e a sociabilidade desse ambiente de mobilidade. 

Para o CPERS, a extinção desta profissão é mais um reflexo do projeto neoliberal que toma conta do Brasil e do mundo, que visa o lucro a qualquer custo, ao invés da qualificação e valorização dos profissionais. Repudiamos qualquer medida que ataque o serviço público e seus trabalhadores. 

Até onde irá a ganância? Quais outros postos de trabalhos serão atacados para que lucrem com o nosso adoecimento e empobrecimento? Não aceitaremos calados.

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Nesta quinta-feira (5), professores(as) e funcionários(as) de escola dos núcleos de Santigo, São Borja, Alegrete, Uruguaiana e São Luiz Gonzaga participaram do Encontro Regional dos Aposentados, em Santiago. A iniciativa fecha com chave de ouro a etapa regional da atividade, que iniciou em outubro deste ano e abrangeu os 42 núcleos do CPERS.

Na ocasião, os educadores acompanharam a explicação detalhada sobre o pacote do governo Eduardo Leite, que prevê alterações significativas no Plano de Carreira, na Previdência e no Estatuto dos Servidores (Lei 10.098). O advogado Douglas Ambrozi, da assessoria jurídica do CPERS, representada pelo escritório Buchabqui e Pinheiro Machado, frisou que as medidas atingirão de forma brutal os direitos da categoria, historicamente conquistados. “Os aposentados que recebem a partir de um salário mínimo passarão a pagar alíquotas que podem chegar a 16,32% de seus salários. Todos serão penalizados com as medidas previstas no pacote”, explicou.

Diante do exposto por Ambrozi, a diretora do Departamento dos Aposentados do Sindicato, responsável pela organização dos encontros, Glaci Weber, lembrou da trajetória de lutas do CPERS e salientou a garra característica dos educadores. “Se nem na ditadura militar nos curvamos, não será agora que faremos isso. Nossa greve segue forte e recebendo o importante apoio da sociedade, que está vendo todo o descaso com que este governador trata os educadores. Seguiremos firmes, fortes e unidos até que este pacote de maldades seja derrubado”, afirmou.

Ao longo do dia, os aposentados também participaram de atividades como palestras sobre a importância dos cuidados com a saúde, meio ambiente e estética feminina. A diretora do departamento administrativo do CPERS, Sandra Terezinha Severo Régio, animou o público com uma dinâmica sobre saúde corporal, colocando todos para dançar.

“O encontro mais uma vez demonstrou a força dos educadores do CPERS aposentados que estão sempre nas mobilizações e nas lutas e fazendo o embate necessário ao governo do estado”, salientou o diretor do núcleo de Santiago, Leandro Wesz Parise.

O Desafio de Danças Folclóricas do Brasil, proposto pelo Departamento dos Aposentados aos núcleos do Sindicato, foi o ponto alto do Encontro. Os ritmos definidos para o Núcleo, através de sorteio, foram o samba e o samba de roda.

Após análise dos jurados foram classificados para o Encontro Estadual, que ocorre em abril do próximo ano, os grupos dos núcleos de Santiago e Uruguaiana.

 

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Texto do escritor e colunista Juremir Machado da Silva, publicado no Correio do Povo em 06/12/19

Todo dia, quando o sol se põe, eu penso nos professores que trabalham nas escolas estaduais do Rio Grande do Sul e sinto meu coração disparar. Eu penso nessas mulheres e homens que ganham pouco, trabalham muito, enfrentam dificuldades enormes e são chamados por levianos e insensatos de privilegiados. Penso no massacre que o pacote de reformas do governo pretende consumar e me sinto devastado pela impotência. Que posso fazer? Penso nesses funcionários públicos recebendo salários atrasados há 50 meses, esses aposentados que contam os dias, as horas, os pilas e escondem o rosto para não chorar.

Todo dia, quando o sol de põe, como no poema de Kerouac, eu penso em nossa gente e me digo na solidão da janela para a avenida engarrafada: nada mais legítimo do que esta greve do magistério. Fiz o dever de casa, li as propostas do governo, estudei as críticas feitas a elas, ouvi deputados, concluí que as perdas para os professores ao longo da carreira são acachapantes. Ao final, um professor ganhará R$ 3.800,00. É muito pouco para quem tem a mais nobre missão. Mais triste ainda é ver o projeto ser apresentado como um ganho para o magistério.

Eu penso nos pais e alunos que, neste mês de dezembro, sonham com a conclusão do ano escolar e com as férias e me pego balbuciando: compreendam. Eu mesmo não compreendo, porém, uma coisa: por que o governo não vem para o debate público com os professores? Por que não manda seus secretários exporem-se ao contraditório enfrentando, por exemplo, o Cpers? Todo dia, quando o sol se põe, eu me vejo repetindo: é muito fácil fazer planilhas e adotar estratégias que evitam o debate preferindo as articulações de bastidores e as manobras parlamentares. Não direi que é covardia por não me permitir uma palavra grosseira em relação ao governo de um jovem elegante como Eduardo Leite. Direi que é uma escolha errada, triste, injusta e inepta. Se debatesse, talvez o próprio governo pudesse compreender o tamanho do estrago que fará.

O Natal aproxima-se, eu penso, quando o sol se põe, na insegurança de todos esses mestres que perderão parte do pouco que ganham. Triênios e quinquênios não são privilégios, mas formas encontradas para melhorar ao longo do tempo remunerações insuficientes. Enquanto magistrados, procuradores, funcionários da Fazenda e outros nababos ganharem muito por não serem tantos quanto os professores e os policiais, eu direi ao crepúsculo: sociedade injusta, incompetente, incapaz de encontrar soluções inteligentes para os seus problemas, refém de empresas poderosas que não querem pagar seus impostos e vivem de incentivos imorais amealhados sob chantagem.

Todo dia quando o sol se põe eu penso na tal lei Kandir, aquela que tendo prometido ressarcimento às unidades federativas nunca o fez plenamente. A União beneficia-se com as exportações. Os Estados, que ficam sem o ICMS, ganham o quê? A noite cai enquanto eu me digo sem medo da grandiloquência típica da solidão: retire o projeto, governador, dê paz aos professores neste final de ano, receba os seus representantes, envie seus secretários para debates, promova a discussão, construa uma reforma que possa ser aceita por todos.

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Nós, professores(as) e funcionários(as) de escola da rede estadual do Rio Grande do Sul, pedimos a sua atenção e apoio.

Estamos há cinco anos com os salários congelados e há 48 meses sem receber em dia, amargando perdas que representam mais de 1/3 do poder de compra.

Somos mais de 150 mil educadores(as) na ativa e aposentados(as). Com nossos familiares, chegamos a milhões afetados pela política de destruição da escola pública.

O governo fala em crise. Mas já estamos pagando, junto com você, por esta crise há anos

Ao invés de consumir nos estabelecimentos das nossas cidades e fazer girar a economia local, precisamos arcar com intermináveis juros e empréstimos para sobreviver.

É um círculo vicioso que mantém a economia gaúcha deprimida, reduz as receitas do Estado e, ao invés de melhorar, apenas aprofunda a crise.

Nosso Rio Grande, e o seu comércio, só têm a ganhar com servidores(as) bem pagos e valorizados.

Por isso precisamos da sua ajuda. Abrace a greve da educação. Se possível, fixe uma mensagem na vitrine da loja.

Seremos eternamente gratos e o seu estabelecimento será recomendado pelos educadores(as) a toda a comunidade escolar, bem como nas redes sociais do CPERS/Sindicato.

Você pode contar conosco. Queremos contar contigo. Essa luta é de todos nós!

Clique aqui para baixar a carta e o modelo de cartaz

 

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Em visita ao CPERS na tarde desta quarta-feira (4), representantes da direção do Sinpro/RS, entidade que representa os professores do ensino privado do Rio Grande do Sul, entregaram uma carta de apoio a causa dos educadores estaduais.

Os diretores Cecília Faria, Marcos Fuhr e Cássio Bessa, foram recebidos pela presidente do CPERS, Helenir Aguiar Schürer e formalizaram repúdio aos constantes ataques de Eduardo Leite à escola pública.

“Estamos todos juntos nesta causa, porque Eduardo Leite não está somente atacando a escola pública, ele ataca a educação gaúcha como um todo. Com seu pacote, ele comprometerá ainda mais o interesse pela atividade docente, empobrecendo o processo educativo da escola pública. Não podemos permitir.”, enfatizou o diretor Marcos Fuhr.

Para Helenir, o apoio que o CPERS vem recebendo é fundamental para fortalecer a justa luta dos educadores gaúchos.

“Essas manifestações demonstram que a greve extrapolou os muros das escolas e sensibilizou toda a sociedade sobre a nossa realidade. O governo quer tirar o pouco que temos e parece não se importar com o aprofundamento da nossa miséria. Receber o apoio de vocês nos fortalece para seguirmos firmes na luta”, declarou Helenir.

Além da carta, a instituição vem abertamente declarando repúdio aos constantes ataques de Eduardo Leite à educação pública estadual, desde a semana passada um spot de rádio vem rodando nas principais rádios do estado e um anúncio foi publicado no jornal Correio do Povo.

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Até esta quinta-feira (5), Câmaras Municipais de 307 cidades gaúchas já debateram e aprovaram moções de apoio aos educadores(as) ou de repúdio às alterações no Plano de Carreira do Magistério, no Estatuto dos Servidores(as) e na Previdência do Estado.

Muitos dos Legislativos locais que votaram a favor da categoria têm a maioria de suas cadeiras ocupadas por vereadores(as) de legendas aliadas ao governo.

O texto modelo utilizado pelos núcleos do CPERS – que se articulam com estudantes e pais para pressionar as casas – destaca seis pontos a serem considerados pelos vereadores(as) e aponta para o risco de fechamento de escolas e os efeitos nas economias locais.

Clique aqui para baixar o modelo de moção

“Tais projetos levarão, inevitavelmente, à queda de qualidade do ensino prestado nas escolas da rede estadual do nosso município. Também há de se considerar os efeitos do aprofundamento do arrocho salarial na economia local e na subsistência das famílias de professores e funcionários de escola que escolheram a nossa cidade para trabalhar, viver e sonhar”, afirma o documento.

A indignação é tanta, que todo dia chegam novas moções. Na segunda-feira (2) foi a vez da câmara municipal de Chuvisca assinar por unanimidade a moção de repúdio ao pacote e em apoio a causa dos educadores(as) estaduais.

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Relação de municípios que já aprovaram moções de apoio aos educadores(as) ou repúdio aos projetos de Leite

Atualizado às 15h50 de 13 de dezembro com o total de 317 cidades:

  1. Água Santa
  2. Ajuricaba
  3. Alecrim
  4. Alegrete
  5. Alegria
  6. Alpestre
  7. Alto Feliz
  8. Alvorada
  9. Amaral Ferrador
  10. Anta Gorda
  11. Antônio Prado
  12. Aratiba
  13. Arroio do Meio
  14. Arroio do Tigre
  15. Arroio dos Ratos
  16. Arroio Grande
  17. Arvorezinha
  18. Bagé
  19. Barão de Cotegipe
  20. Barão do Triunfo
  21. Barra do Guarita
  22. Barra do Quaraí
  23. Barra do Ribeiro
  24. Barra Funda
  25. Benjamim Constant do Sul
  26. Bento Gonçalves
  27. Boa Vista das Missões
  28. Boa Vista do Buricá
  29. Boa Vista do Incra
  30. Bom Jesus
  31. Bom Princípio
  32. Bom Retiro do Sul
  33. Boqueirão do Leão
  34. Bossoroca
  35. Braga
  36. Brochier
  37. Butiá
  38. Caçapava do Sul
  39. Cachoeira do Sul
  40. Cachoeirinha
  41. Caibaté
  42. Caiçara
  43. Camaquã
  44. Camargo
  45. Campestre da Serra
  46. Campinas do Sul
  47. Campo Bom
  48. Campo Novo
  49. Campos Borges
  50. Candiota
  51. Canela
  52. Canguçu
  53. Canoas
  54. Canudos do Vale
  55. Capão da Canoa
  56. Capão do Cipó
  57. Capão do Leão
  58. Capela de Santana
  59. Carazinho
  60. Carlos Barbosa
  61. Carlos Gomes
  62. Casca
  63. Catuípe
  64. Caxias do Sul
  65. Centenário
  66. Cerrito
  67. Cerro Grande
  68. Cerro Largo
  69. Charqueadas
  70. Charrua
  71. Chiapetta
  72. Chuí
  73. Chuvisca
  74. Ciríaco
  75. Colorado
  76. Condor
  77. Constantina
  78. Cristal do Sul
  79. Cruz Alta
  80. Cruzeiro do Sul
  81. David Canabarro
  82. Dois Irmãos das Missões
  83. Dois Lajeados
  84. Dom Pedrito
  85. Eldorado do Sul
  86. Encantado
  87. Encruzilhada do Sul
  88. Engelho Velho
  89. Entre Ijuís
  90. Erechim
  91. Erval grande
  92. Erval Seco
  93. Esmeralda
  94. Estação
  95. Estância Velha
  96. Esteio
  97. Estrela
  98. Fagundes Varela
  99. Farroupilha
  100. Faxinal do Soturno
  101. Faxinalzinho
  102. Fazenda Vila Nova
  103. Feliz
  104. Flores da Cunha
  105. Floriano Peixoto
  106. Fontoura Xavier
  107. Fortaleza dos Vales
  108. Frederico Westphalen
  109. Garibaldi
  110. Garruchos
  111. Gaurama
  112. General Câmara
  113. Getúlio Vargas
  114. Giruás
  115. Gramado
  116. Gramado dos Loureiros
  117. Gravataí
  118. Guaíba
  119. Guaporé
  120. Guarani das Missões
  121. Harmonia
  122. Herval
  123. Horizontina
  124. Ibarama
  125. Ibirubá
  126. Igrejinha
  127. Ijuí
  128. Ilópolis
  129. Imigrantes
  130. Independência
  131. Ipiranga
  132. Iraí
  133. Itaára
  134. Itacurubi
  135. Itaqui
  136. Itatiba do Sul
  137. Jaboticaba
  138. Jacutinga
  139. Jacuizinho
  140. Jaguarão
  141. Jaguari
  142. Jaquirana
  143. Jari
  144. Júlio de Castilhos
  145. Lagoa Vermelha
  146. Lajeado
  147. Lajeado do Bugre
  148. Lavras do Sul
  149. Linha Nova
  150. Maçambará
  151. Maratá
  152. Marau
  153. Marcelino Ramos
  154. Mariano Moro
  155. Marques de Souza
  156. Mata
  157. Mato Castelhano
  158. Minas do Leão
  159. Montauri
  160. Montenegro
  161. Mormaço
  162. Morro Redondo
  163. Muitos Capões
  164. Muliterno
  165. Mussum
  166. Não-Me-Toque
  167. Nicolau Vergueiro
  168. Nova Bassano
  169. Nova Boa Vista
  170. Nova Esperança do Sul.
  171. Nova Hartz
  172. Nova Palma
  173. Nova Petrópolis
  174. Nova Prata
  175. Nova Ramada
  176. Nova Roma do Sul
  177. Nova Santa Rita
  178. Novo Barreiro
  179. Novo Hamburgo
  180. Novo Machado
  181. Osório
  182. Palmeira das Missões
  183. Palmitinho
  184. Panambi
  185. Pântano Grande
  186. Paraíso do Sul
  187. Parobé
  188. Passa Sete
  189. Passo do Sobrado
  190. Passo Fundo
  191. Paulo Bento
  192. Paverama
  193. Pedro Osório
  194. Pejuçara
  195. Pelotas
  196. Picada café
  197. Pinhal
  198. Pinhal da Serra
  199. Pinheiro Machado
  200. Pinto Bandeira
  201. Pirapó
  202. Piratini
  203. Pontão
  204. Ponte Preta
  205. Portão
  206. Porto Lucena
  207. Porto Xavier
  208. Progresso
  209. Protásio Alves
  210. Putinga
  211. Quaraí
  212. Quatro Irmãos
  213. Redentora
  214. Rio Grande
  215. Rio Pardo
  216. Riozinho
  217. Roca Sales
  218. Roca Sales
  219. Rodeio Bonito
  220. Rolante
  221. Ronda Alta
  222. Rondinha
  223. Roque Gonzales
  224. Rosário do Sul
  225. Salto do Jacuí
  226. Sananduva
  227. Santa Bárbara do Sul
  228. Santa Clara do Sul
  229. Santa Cruz do Sul
  230. Santa Maria
  231. Santa Maria do Herval
  232. Santa Rosa
  233. Santa Tereza
  234. Santa Vitória do Palmar
  235. Santana da Boa Vista
  236. Santana do Livramento
  237. Santiago
  238. Santo Ângelo
  239. Santo Antônio das Missões
  240. Santo Antônio do Palma
  241. Santo Augusto
  242. Santo Cristo
  243. São Borja
  244. São Domingos do Sul
  245. São Francisco de Assis
  246. São Francisco de Paula
  247. São Gabriel
  248. São Jerônimo
  249. São João da Urtiga
  250. São José das Missões
  251. São José do Norte
  252. São Leopoldo
  253. São Luiz Gonzaga
  254. São Martinho
  255. São Martinho da Serra
  256. São Nicolau
  257. São Paulo das Missões
  258. São Pedro da Serra
  259. São Pedro das Missões
  260. São Pedro do Butiá
  261. São Pedro do Sul
  262. São Sebastião do Caí
  263. São Sepé
  264. São Valentim
  265. São Valentim do Sul
  266. São Valério do Sul
  267. São Vicente do Sul
  268. Sapiranga
  269. Sapucaia do Sul
  270. Sarandi
  271. Seberi
  272. Serafina Corrêa
  273. Sério
  274. Sertão Santana
  275. Severiano de Almeida
  276. Silveira Martins
  277. Soledade
  278. Tabaí
  279. Tapejara
  280. Tapes
  281. Taquara
  282. Taquari
  283. Tenente Portela
  284. Teutônia
  285. Tiradentes do Sul
  286. Travesseiro
  287. Três Arroios
  288. Três Cachoeiras
  289. Três Coroas
  290. Três de Maio
  291. Três Palmeiras
  292. Três Passos
  293. Trindade do Sul
  294. Triunfo
  295. Tucunduva
  296. Tupanciretã
  297. Tupandi
  298. Tuparendi
  299. União da Serra
  300. Unistalda
  301. Uruguaiana
  302. Vacaria
  303. Vale do Sol
  304. Vale Real
  305. Vale Verde
  306. Valentim do Sul
  307. Vanini
  308. Venâncio Aires
  309. Vera Cruz
  310. Veranópolis
  311. Vespasiano Correia
  312. Viadutos
  313. Viamão
  314. Vila Lângaro
  315. Vila Maria
  316. Vista Alegre do Prata
  317. Vista Gaúcha
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