O governador Eduardo Leite sancionou, no último dia 27 de dezembro de 2019, a Lei 15.433, que altera a idade de ingresso no Ensino Fundamental, possibilitando o acesso a partir dos cinco anos de idade.

A deliberação contraria parâmetros nacionais e permite a entrada precoce de crianças que deveriam estar na educação infantil.

Buscando formas de barrar essa medida, o Conselho Estadual de Educação (CEED) convocou as entidades representativas que o integram para uma reunião ampliada, nesta quarta-feira (8).

Durante a abertura do encontro, a presidente do CEED, Sônia Maria Seadi Veríssimo da Fonseca, destacou a necessidade de uma ação conjunta de todas as esferas do ensino gaúcho para barrar a medida.

“É importante lembrar que a Lei não fala em sistema estadual, mas em sistema de ensino, ou seja, abrange todas as esferas, estadual, municipal, público e privado. A educação no Rio Grande do Sul será atingida como um todo”, disse Sônia.

A Lei, de autoria do deputado estadual Eric Lins (DEM), contraria uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), de agosto de 2018, que definiu que a matrícula no primeiro ano do ensino fundamental só pode ser feita se a criança tiver completado seis anos de idade, até o dia 31 de março do ano da matrícula.

Dessa forma, se ainda tiver cinco anos, a criança deve continuar na educação infantil até completar o critério.

A decisão do STF foi pautada pela Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB) e também levou em consideração as questões psíquicas e a unificação nacional da educação para definir a idade mínima para o ingresso no ensino fundamental.

Para a diretora do CPERS, Rosane Zan, a Lei é inexequível e desrespeita o aprendizado da criança.

“O CPERS já acionou a sua assessoria jurídica para buscar medidas legais para a inconstitucionalidade dessa medida. A sociedade em nenhum momento foi ouvida e as escolas não foram consultadas. O que tem que ser tutelado aqui é o interesse do aluno, na preservação do seu direito de ensino pleno”, enfatizou Rosane.

Simone Goldschmidt, ex-presidente do CPERS e representante do Sindicato no Conselho de Educação, alerta para os prejuízos pedagógicos que estes alunos sofrerão com a mudança.

“A educação infantil acabará perdendo um ano. Não foi realizado nenhum estudo pensando no aluno ou na capacidade das escolas de atender essa nova demanda. Por isso estamos aqui hoje, para tomar uma decisão conjunta, para que possamos acionar e discutir uma forma de evitar mais esse prejuízo à educação pública”, diz Simone.

Para ela, a lei foi sancionada pelo governador de forma apressada, mesmo com todas as manifestações contrárias.

Maria Cristina Conrad, 1ª vice-coordenadora da UNCME-RS, entidade que congrega os Conselhos Municipais de Educação de todo o Estado, afirma que o órgão é veemente contrário a decisão.

“Nós defendemos a infância e consideramos que o lugar de criança é na educação infantil. Essa medida vai desestruturar o ensino gaúcho e tirar um ano da educação delas, o que é uma falha grave. Se já há uma decisão do Conselho Nacional de Educação e do STF sobre a idade corte, por que o Rio Grande do Sul terá um encaminhamento contrário?”, questiona Conrad.

Para a pedagoga Margot Andras, representante do SINPRO/RS, a medida é um crime contra o desenvolvimento pedagógico infantil.

“Existe uma idade onde o letramento vem para a criança de uma forma natural, que é a partir dos sete anos. Hoje, nós já temos escolas que antecipam o ingresso para os seis anos, o que já é prejudicial”, enfatiza.

Margot garante que as consequências podem ser desastrosas para o desenvolvimento psíquico dessas crianças e até para a democracia nacional.

“Há toda uma questão neural que precisa ser considerada. O que essa medida vai causar daqui algum tempo são crianças com oito anos infelizes e sentindo-se incapazes. E há ainda a questão da constitucionalidade, o CNE definiu uma diretriz, se cada estado decidir fazer sua própria lei vamos virar um grande faroeste e os maiores prejudicados serão nossas crianças e nosso jovens”, destacou a pedagoga.

Ao fim do encontro, após uma extensa discussão sobre o tema e as consequências da aplicação da Lei, as entidades presentes decidiram unir forças juridicamente para buscar medidas legais contra a medida e também já elaboraram e assinaram uma manifestação pública de repúdio a Lei 15.433/2019, que pode ser lida abaixo:

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🚨 ATENÇÃO CATEGORIA! 🚨

🔔 Mobilize-se para a Assembleia Geral do CPERS! Será na próxima terça-feira, 14, às 13h30.

Contate seu núcleo e participe:

1º Núcleo – Caxias do Sul – 54.3223.2431
2º Núcleo – Santa Maria – 55.3221.7262
3º Núcleo – Guaporé – 54.3443.1232
4º Núcleo – Cachoeira do Sul – 51.3722.3985
5º Núcleo – Montenegro – 51.3632 2654
6º Núcleo – Rio Grande – 53.3232.8685
7º Núcleo – Passo Fundo – 54.3313.2247
8º Núcleo – Estrela – 51.3712.1798
9º Núcleo – Santo Ângelo – 55.3312.3755
10º Núcleo – Santa Rosa – 55.3512.1564
11º Núcleo – Cruz Alta – 55.3322.3184
12º Núcleo – Bento Gonçalves – 54.3452.4775
13º Núcleo – Osório – 51.3663.1886
14º Núcleo – São Leopoldo – 51.3592.4968 / 51.37830812
15º Núcleo – Erexim – 54.3522.1637
16º Núcleo – São Borja – 55.3431.2647
17º Núcleo – Bagé – 53.3242.4122
18º Núcleo – Santa Cruz do Sul – 51.3713.1588
19º Núcleo – Alegrete – 55.3422.2944
20º Núcleo – Canoas – 3476.2656
21º Núcleo – Uruguaiana – 55.3412.2734
22º Núcleo – Gravataí – 3488.3712
23º Núcleo – Santana do Livramento – 55.3242.3654
24º Núcleo – Pelotas – 53.3225.2166
25º Núcleo – Lagoa Vermelha – 54.3358.2559
26º Núcleo – Frederico Westphalen – 55.3744.3441
27º Núcleo – Três Passos – 55.3522.1917
28º Núcleo – Soledade – 54.3381.1130
29º Núcleo – Santiago – 55.3251.2602
30º Núcleo – Vacaria – 54.3231.2308
31º Núcleo – Ijuí – 55.3332.9711
32º Núcleo – Taquara – 51.3542.1489
33º Núcleo – São Luiz Gonzaga – 55.3352.2859
34º Núcleo – Guaíba – 3480.3022
35º Núcleo – Três de Maio – 55.3535.1942
36º Núcleo – Cerro Largo – 55.3359.1440
37º Núcleo – Carazinho – 54.3331.3551
38º Núcleo – Porto Alegre – 3227.4143/3062.4146
39º Núcleo – Porto Alegre – 3221.2380
40º Núcleo – Palmeira das Missões – 55.3742.1373
41º Núcleo – São Gabriel – 55.3232.5860
42º Núcleo – Camaquã – 51.3671.5081

#éGUERRAéGREVE

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Nota do Comando de Greve do CPERS

A proposta apresentada nesta quarta-feira (8) pelo governo constitui-se em um flagrante ataque ao direito de greve.

O Piratini propõe o pagamento em folha suplementar dos salários cortados mediante o fim da greve e a recuperação das aulas.

Mas descontará, ao longo de seis meses, os dias parados do contracheque dos educadores(as). Mesmo após a recuperação.

Ou seja, o corte de ponto seria parcelado, ao invés de integral. Assim mantendo a penalização dos grevistas.

Diante do exposto, que não condiz com o pleito da categoria expresso no dia 20 de dezembro, convocamos nova Assembleia Geral para discutir com a base, a ser realizada na próxima terça-feira (14), às 13h30, no pátio do Colégio Candido José de Godoi. Até lá, a greve continua.

Após, a categoria decidirá.

Ressaltamos que, enquanto o governo desvia o foco e ganha tempo sem solucionar o impasse, articula a votação do pacote para o final de janeiro.

É preciso compreender este movimento do governo para fragilizar o Sindicato e a resistência, que se mostrou inquebrantável no último período.

Independente da situação da greve e da recuperação das aulas, estaremos em peso em Porto Alegre na semana da votação dos projetos. 

Sigamos fortes e mobilizados para evitar a destruição da escola pública. Avante educadores(as), de pé!

Abaixo, a proposta enviada pela Seduc:

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Durou pouco mais de 30 minutos a primeira reunião de negociação do Comando de Greve do CPERS com o governo do Estado, no fim da manhã desta terça-feira (7).

“Queremos ouvir o CPERS neste primeiro momento para que se possa chegar a uma definição ao longo da semana”, explicou o secretário da Educação, Faisal Karam, na abertura da mesa. Na prática, o pleito da categoria será levado a Eduardo Leite e, em 48 horas, uma nova audiência deve ocorrer com a presença do governador.

Em entrevista após a reunião, o secretário afirmou que a nova agenda com o Sindicato será nesta quarta-feira (8), às 11h. O CPERS aguarda comunicado oficial do governo para confirmar o horário.

A presidente Helenir Aguiar Schürer resumiu assim o resultado do encontro: “nos chamaram para perguntar o que qualquer aluno de 1º ano já sabe”.

Helenir refere-se ao fato de que a demanda do Sindicato é de amplo conhecimento público desde a Assembleia Geral do dia 19 de dezembro. Sem negociação dos dias parados, a greve continua.

“Nossa pauta é a garantia do pagamento do salário, a garantia de não punição dos grevistas e a observação da gestão democrática, sem abrir mão de cumprir os 200 dias letivos. A responsabilidade que sempre tivemos é de garantir o direito do aluno. Podemos brigar com o governo, mas nunca com os alunos”, ponderou.

O Comando também aproveitou a oportunidade de diálogo para reiterar o pedido de retirada dos projetos previstos para votação no final do mês.

Sensibilidade política

A agenda, convocada após pressão da categoria, contou também com a presença do chefe da Casa Civil, Otomar Vivian, a secretária de Planejamento, Leany Lemos, e o procurador-geral do Estado, Eduardo Cunha da Costa.

A reunião ganhou contornos tensos após intervenção do procurador, que desviou o debate para o campo jurídico ao afirmar que o governo cumpria a Lei ao cortar o ponto dos grevistas.

A fala gerou múltiplas manifestações de representantes do Comando de Greve, como Neida Oliveira, Alex Saratt e Rejane de Oliveira, para retomar a pauta essencial. O advogado Pedro Otávio Magadan, da assessoria jurídica do Sindicato, lembrou que a decisão do TJ foi em caráter liminar, quando o corte de ponto ainda não era um fato concreto.

“A legalidade do corte ainda será julgada pelo Pleno do Tribunal. Temos clareza nessa mesa que se trata de uma negociação de cunho político, que depende de um gesto sensibilidade do governo para com os alunos”, afirmou Pedro.

Os membros do Comando também lembraram que, fosse apenas uma questão de legalidade, o governo não deveria pagar os salários após o último dia útil do mês ou parcelar o 13º.

Otomar Vivian ficará encarregado de intermediar o debate nos próximos dias.

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Reunidos na noite desta segunda-feira (6), os conselheiros do CPERS decidiram realizar a deliberação sobre os próximos passos da luta após a reunião com o governo.

A intenção é debater as estratégias diante do novo cenário que se apresentará após a mesa de negociação, antecipada pelo Piratini para as 11h desta terça (7). 

Mesmo sem os encaminhamentos finais, os representantes dos 42 núcleos do CPERS realizaram uma avaliação dos 50 dias de greve.

Na abertura do encontro, a presidente do CPERS, Helenir Aguiar Schürer, destacou a importância da pressão da categoria para a realização da agenda de amanhã.

“Depois de diversas tentativas de buscar o diálogo, finalmente, teremos a oportunidade de negociar e, muito possivelmente, reverter o corte do ponto dos nossos colegas que já sofrem tanto, há tanto tempo, e ainda tiveram um final de ano angustiante diante da intransigência do governo”, destacou Helenir.

Os conselheiros destacaram a grandeza da greve, que segue forte e apresentando resultados.

“Vamos com a disposição de podermos construir um bom acordo de greve, que proteja a categoria do desconto, para que possamos ter forças para o segundo momento da nossa batalha, que é a votação do restante do pacote. Entre os dias 27 e 31 a guerra continua em Porto Alegre, não podemos desanimar”, reforçou a presidente. 

Informes do jurídico

Ainda durante o conselho, o advogado Pedro Otávio Magadan, representando a assessoria do Sindicato, o escritório Buchabqui e Pinheiro Machado, repassou informes importantes para a categoria.

Quanto ao PLC 503, aprovado em dezembro e que altera o regime da Previdência Estadual, o advogado lembrou que a assessoria buscará ingressar com uma Ação Direta de Inconstitucionalidade e informou que outras entidades também já se organizam nesse sentido e, juridicamente, buscam unir forças para reverter a situação.

Pedro também orientou os diretores de núcleos que estão recebendo relatos de impedimento de pedidos de aposentadoria pelas CREs. “Recebemos a informação que algumas coordenadorias estão se negando a aceitar o recebimento dos pedidos, constitucionalmente eles não podem se negar a receber. Ressaltamos, quem cumpriu os requisitos antes da aprovação da lei pode se aposentar com as regras antigas”, reforçou. 

O Conselho volta a se reunir às 14h, no salão de atos do Sindicato.

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Texto originalmente publicado no Extra Classe

O Conselho Estadual de Educação (CEEd-RS) emitiu parecer no qual solicita à Secretaria Estadual de Educação (Seduc) a revogação das portarias 293 e 312/2019, que tratam da organização curricular dos níveis de ensino fundamental e médio da rede pública estadual e dos resultados de avaliação de aprendizagem.

Acesse a íntegra do parecer aqui

Em relação à organização curricular, entre outras considerações, o colegiado manifesta a “expectativa de que seja estabelecido diálogo com as escolas e com os parceiros do regime de colaboração, para que o território gaúcho possa construir o Referencial Curricular Gaúcho (RCG) do Ensino Médio, a fim de subsidiar a sua implementação conforme dispõe a legislação vigente”.

Já em relação aos indicadores de aprendizagem, alerta que a portaria 312 “desconsidera, dentre outras normativas, a Lei estadual nº 10.576, de 14 de novembro de 1995, e suas alterações, (Lei da Gestão Democrática).

O CPERS já se manifestou em diversas ocasiões contrariamente ao texto da BNCC, aprovado de forma açodada e por um Conselho Nacional de Educação adulterado pelo governo Temer.

Saiba mais aqui.

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O CPERS informa que todos os serviços da sede e dos núcleos do Sindicato – como os alojamentos e o Serviço de Atendimento ao Sócio – voltam a operar normalmente nesta segunda-feira (6), com o término do período de férias coletivas dos funcionários(as).

O Comando de Greve manteve-se mobilizado e em atividade durante todo o recesso. Hoje o Conselho Geral do CPERS reúne-se a partir das 18h30 para debater a conjuntura e definir as próximas estratégias da mobilização da categoria.

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Pedágio solidário na Esquina Democrática, pressão no Piratini e reunião para debater os rumos da luta em janeiro foram as atividades que marcaram o primeiro encontro do Comando de Greve do CPERS em 2020, neste dia 2.

O grupo esteve no Palácio Piratini no início da tarde para reivindicar uma agenda com Otomar Vivian, chefe da Casa Civil. A intenção era antecipar a reunião de negociação marcada para o dia 10, com a pauta da negociação da recuperação de aulas e o pagamento dos grevistas que tiveram os salários cortados.

Sem a presença de Vivian, o comando foi recebido por Luciano Machado, assessor do gabinete do governador. O Piratini ficou de dar retorno à demanda nesta semana.

“Nós reiteramos que os nossos alunos, pais, professores e funcionários estão à disposição de reiniciar o ano letivo. O único, hoje, que ainda demonstra não ter a disposição de reiniciar é o governador do estado quando corta o salário e marca uma reunião para o dia 10 de janeiro, dificultando o início do ano de 2020”, afirmou a presidente do CPERS, Helenir Aguiar Schürer. 

A persistência em penalizar educadores(as) coloca em risco a conclusão do ano letivo e a formação de milhares de estudantes. A retomada das aulas depende apenas do governo, mediante acordo de greve assinado entre as partes. 

Pedágio Solidário

Antes, dezenas de professores(as) e funcionários(as) protestaram contra o corte de ponto dos servidores(as) em greve e o pacote de Eduardo Leite. Na Esquina Democrática, coração da capital, educadores(as) distribuíram panfletos e arrecadaram alimentos e dinheiro para auxiliar grevistas que tiveram seus salários cortados.

A historiadora e servidora da Cultura, Estela Machado, prestou sua solidariedade. “A gente também está na luta por melhores condições e por serviços públicos de qualidade. No final do mês retomaremos nossa greve também, estamos juntos no movimento”, disse.

Este é o segundo pedágio solidário promovido em Porto Alegre, que arrecadou em torno de R$ 1 mil,  valor que representa o dobro da ação anterior, realizada no dia 30. Com o dinheiro, são comprados alimentos não perecíveis para montar cestas básicas e auxiliar educadores(as) que estão passando por necessidades. 

Após o movimento no Piratini, o Comando de Greve se reuniu para debater as estratégias de ação até a próxima semana. O Conselho Geral do CPERS será convocado para o dia 6, próxima segunda-feira, a fim de discutir o acordo de greve e a mobilização para a possível votação do pacote no final do mês.

Caso o Piratini mantenha a reunião para o dia 10, o comando também deliberou pela realização de ato estadual da categoria para pressionar pelo acordo.

Relembre as propostas aprovadas na Assembleia do dia 20

  1. Manter a greve para negociar o pagamento do salário e suspende-la após acordo assinado que condiciona a recuperação das aulas ao pagamento dos dias parados. Respeito à autonomia das escolas na construção do calendário de recuperação das aulas;
  2. Visita às escolas e plenárias nas regiões dos(as) deputados(as) da base do governo;
  3. Assembleia Geral, no caso de ser convocada sessão extraordinária da Assembleia Legislativa;
  4. Panfletagem em espaços de aglomeração de pessoas nos núcleos, fazendo a denúncia do pacote de Leite e sua retirada, bem como a defesa da escola pública e do serviço público;
  5. Campanha de denúncia contra o governo Leite que articula a privatização da escola pública estadual através da Fundação Lemann e outras organizações;
  6. Elaborar estudo e organizar a categoria para resistir ante a imposição da nova matriz curricular;
  7. Denunciar os partidos e deputados(as) que votaram a favor do PLC 503 e fortalecer a pressão e vigilância sobre os mesmos, considerando a posição destes em relação aos demais projetos do pacote;
  8. Reafirmar nossa posição contrária à municipalização das escolas públicas estaduais.
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Colegas, neste momento em que o governo tenta intimidar a categoria para retornar às aulas e acabar com a greve sem negociação, é importante reafirmar:

 Só retornaremos após a negociação dos dias parados! Não é hora de recuar. O que garante nossa capacidade de negociação é justamente a manutenção da categoria na posição de greve.

 No dia 30, de acordo com o secretário da Educação, funcionários(as) da Fazenda e do Planejamento retornam do recesso. A partir desta data, o Comando de Greve pode ser chamado para negociar. Caso contrário, faremos uma nova auto-agenda na Seduc no dia 2.

 Cabe esclarecer que todas as medidas judiciais cabíveis para suspender o corte de ponto já foram tomadas. A Assessoria Jurídica do CPERS ingressou com recurso no TJ para garantir o direito ao salário. O tribunal está em recesso até o dia 21 de janeiro e não podemos contar com um desfecho rápido do julgamento do Pleno.

 Portanto a categoria precisa se manter mobilizada nas ruas e nas comunidades escolares para demonstrar que não aceitaremos este ataque cruel ao direito mais fundamental: o de lutar por nossos direitos.

 É importante que os CPMs e os Conselhos Escolares enviem e-mails e pressionem a SEDUC, a Casa Civil, os vereadores(as) e deputados(as) para que o governo negocie o acordo de greve.

 Repudiamos o tratamento dado aos educadores(as) e servidores(as) pelo governo Leite em pleno período festivo. Quem presta serviços à população do nosso estado – que honra seus compromissos e paga seus impostos – está sem salário enquanto sonegadores(as) celebraram um farto natal e, provavelmente, terão um próspero ano novo.

 A nós cabe lutar para preservar nossos direitos duramente conquistados. Seguimos mobilizados para derrotar o pacote e defender a própria existência da escola pública.

 Apesar do recesso dos funcionários(as) do CPERS, o Comando de Greve as direções dos Núcleos seguem ativos e à disposição da categoria através do contato direto. Qualquer novidade quanto à negociação será comunicada imediatamente.

🔔 Comando Estadual de Greve do CPERS, 27/12/2019.

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