Professores(as) e especialistas em educação da rede estadual, que trabalham ou moram em Porto Alegre, podem confeccionar ou renovar seu cartão TRI na sede do CPERS. O atendimento é de segunda a sexta-feira, das 9h às 17h, no Serviço de Atendimento ao Sócio (SAS).

Para solicitar a confecção de carteira nova, o usuário deve levar uma foto 3×4 colorida, cópia do RG e do CPF, comprovante de residência e cópia das informações que constam no Portal do Servidor (www.servidor.rs.gov.br), no link “meus dados”.

Não há cobrança de taxa para sócios. Para não sócios, o valor é de R$ 28. Aqueles que desejam emitir segunda via, precisam apresentar o RG – será cobrada a taxa de R$ 14, para sócios, e de R$ 28, para não sócios.

Para renovação, serão necessários RG, CPF, cópia da carteira escolar anterior e cópia das informações que constam no Portal do Servidor (www.servidor.rs.gov.br), no link “meus dados”.

Sócios não pagam pela renovação. Para não sócios, será cobrado o valor de R$ 28,00. Para renovação com emissão de cartão novo, a taxa é de R$ 14, para sócios, e de R$ 28, para não sócios.

Já para a 2º via do cartão, é preciso levar o CPF e a carteira do ano anterior. Será cobrado o valor de R$ 14, para sócios, e de R$ 28, para não sócios.

Mais informações pelo telefone (51) 3254-6000 ou pelo whatsapp (51) 9569-0465.

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Na tarde desta terça-feira (4) os diretores de escola do 2° Núcleo, Santa Maria, participaram do ciclo de debates sobre a nova matriz curricular imposta pelo governo Eduardo Leite (PSDB).

Os diretores(as) puderam conhecer quais os principais problemas causados pelas portarias 293 e 312/2019 e quais medidas estão sendo tomadas para impedir mais este ataque à gestão democrática das escolas estaduais. 

A diretora do Departamento de Educação do CPERS, Rosane Zan, destacou que as portarias estão sendo impostas de cima para baixo, à revelia do CEEd e das legislação estadual e nacional. 

“O CPERS não se faz só de lutas pelas questões salariais, mas também pelas questões pedagógicas. O projeto que está em curso é um projeto privatizante e de enxugamento. Neste momento, todos os diretores de escola precisam saber da importância e da força que têm, para combatermos essa Matriz que quer destruir o ensino público e de qualidade estadual”, disse Rosane. 

Selene Michelin, representando a CNTE, comentou como os recentes ataques em âmbito nacional, como o golpe e a Emenda Constitucional 95, têm impacto direto nas decisões que vêm sendo tomadas em nível estadual. 

“Durante 20 anos, período de congelamento dos gastos da União com despesas primárias, como a educação, teremos as mesmas escolas, com os mesmos recursos, e o que os governadores estão fazendo? Reformas que servem de moeda de troca e resultarão em terceirizações, demissões e a degradação da educação pública no Brasil” ressaltou Selene.

Saiba como receber notícias do CPERS pelo whatsapp

Para Michelin, as intenções do governo com a imposição desta nova matriz curricular são óbvias e precisam ser combatidas. 

“Se tem menos verba, eles acham que há necessidade de um novo ensino que gaste menos. Mas tudo que querem é diminuir a demanda para as universidades públicas, privatizar os currículos escolares e municipalizar o ensino fundamental. Precisamos conscientizar a comunidade escolar da gravidade da situação para que nossos alunos não estudem em uma escola privatizante, onde não se precisa mais pensar”, destacou. 

A diretora do CPERS, Sandra Regio, salientou que o momento de ataques é difícil, mas que as direções escolares precisam se manter firmes e resistir. 

“Essa reforma ataca os objetivos do ensino médio, diminui a carga horária das obrigatória e aumenta as optativas. Nossos alunos da escola pública terão menos condições de concorrer em vagas nas universidades. Esse desgoverno do Eduardo Leite que nos destruir, ou nos mantemos juntos ou não temos força de barrar os seus desmandos” enfatizou Sandra. 

Alan Patrick Buzzatti, diretor da EEEF Profª Edna May Cardoso e representante do Fórum de Diretores de Santa Maria, frisou que o perfil do governo é autoritário e precisa ser combatido.

“Leite quer impôr uma matriz que não conversa com a realidade das nossas escolas, a Seduc não está homologando turmas e enxugando nossos recursos, essas ações nos exigem uma retomada da luta e muita resistência”, salientou Alan. 

Simone Goldschmidt, ex-presidente do CPERS e atual representante do sindicato no CEEd, destacou que a nova matriz não só fere e desconhece legislação nacional e estadual, mas faz parte de um grande esquema para o desmantelamento da escola pública.

“Avaliando as Portarias e tudo o que vem acontecendo, percebemos que tudo foi muito bem planejado. O sistema capitalista precisa se expandir e agora estão de olho no público. A direita prega isso, o Estado mínimo, mas qual é o papel do Estado na nossa vida? Eles querem lucrar com a escola pública e é isso que a gente vem falando há tanto tempo”, ressaltou Simone. 

Ao fim do encontro, ficou encaminhado que os diretores se organizarão para denunciar a situação no MP da região e à comunidade local.

Leia a orientação do CPERS para as direções escolares.

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O IPE Saúde solicita que os segurados acessem o site do IPE e atualizem seus dados cadastrais neste endereço, dentro do menu “Serviços para o Segurado”.

A atualização, segundo o Instituto, garante o recebimento de comunicações via telefone, SMS, e-mail e correspondência, incluindo informações sobre o lançamento de consultas, exames e procedimentos.

Para isso, basta marcar a opção “Quero receber informações via SMS sobre o uso do IPE Saúde”.

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O CPERS realizou nesta segunda-feira (3), em Porto Alegre, o primeiro encontro de um ciclo de debates com diretores de escolas para discutir a matriz curricular imposta pelo governo Eduardo Leite (PSDB). 

A diretora do Departamento de Educação, Rosane Zan, abriu o encontro ressaltando a importância da discussão do tema para que as escolas consigam barrar a implantação das Portarias 293 e 312/2019, que ferem severamente a gestão democrática das instituições de ensino gaúchas. 

“Conseguimos marcar já para a próxima semana uma audiência com o Ministério Público para tratar da ilegalidade das Portarias.  Sabemos que essas mudanças não são só no RS, mas por aqui as diretrizes que saem da Seduc vem de cima para baixo e constantemente desrespeitam a gestão democrática das escolas.”, comunicou Rosane.

O encontro contou com a presença de diretores, vices, professores, pais e representantes de conselhos escolares de 15 escolas de Porto Alegre e região metropolitana. 

A conselheira estadual de educação, Marli Silva, enfatizou em sua fala o desrespeito da Seduc com o importante papel que o Conselho Estadual de Educação possui no cenário estadual. 

“O CEEd é o órgão normatizador e fiscalizador da educação pública estadual, ele regula a questão pedagógica das escolas. Ao lançar as Portarias 293 e 312, o governo ignora a autonomia do Conselho para normatizar. E vale ressaltar que mesmo os colegas representantes do executivo no CEEd, votaram a favor do parecer 03, que pede a revogação das portarias à Seduc”, declarou Marli.

Marli ainda ressalta, “enquanto escolas, vocês precisam entender o quão são responsáveis pelos currículos, o quanto a gestão democrática é fundamental para o futuro do ensino público estadual”. 

Dulce Delan, também conselheira do CEEd, coloca em questão o afastamento da Seduc das vivências diárias das escolas e o quanto essa realidade afeta nas decisões impostas pelo órgão. 

“Só quem está no chão da escola sabe da realidade. No RS, 90% das escolas não têm acesso a internet. Por exemplo, na escola que eu trabalho realizamos uma avaliação e custará mais de R$ 5 mil para a instalação, mas o governo nos repassa R$ 3 mil por mês. As portarias desrespeitam mais do que as leis, mas o nosso dia a dia, por isso precisamos brigar, porque estamos engessados para começar o ano letivo”, enfatiza Dulce. 

A advogada Juliane Leal, representando a assessoria jurídica do CPERS, apresentou quais caminhos legais estão sendo tomados para evitar a implantação da matriz. 

“Entramos com a ação no MP, por este ser o órgão estatal que defende os interesses de um coletivo na sociedade. Ele é o grande guardião dos nossos alunos. A reunião na próxima semana vai nos dar as diretrizes para fazer a justiça, porque a legislação apresentada pela Seduc, em formato de Portarias, não é consistente, principalmente, por desrespeitarem a legislação estadual e nacional em vigor”, ressaltou a advogada. 

Durante o encontro os representantes das escolas trocaram experiências e relataram quais medidas estão tomando para tentar barrar as imposições do governo estadual nas suas instituições. 

A vice-diretora da EEEM Cândido Godói, Clarice Dal Médico, apresentou alguns itens das Portarias que serão extremamente prejudiciais à gestão pedagógica das escolas. 

“A transformação da língua estrangeira para caráter optativo e a alteração dos períodos de cinquenta para sessenta minutos são apenas alguns dos pontos que precisam ser destacados. Precisamos de um movimento de pais, avós professores e funcionários contra essas imposições, porque elas vão afetar diretamente no aprendizado dos nossos alunos”, destacou Clarice. 

O diretor do CPERS, Cássio Ritter, destacou que a organização das escolas é essencial neste momento.  “O Eduardo Leite já deixou claro que quer fechar escolas, temos que organizar as nossas bases escolares para resistir contra o seu enxugamento”, disse. 

Neiva Lazzarotto, vice-diretora do Colégio Estadual Emílio Massot, enfatizou, “esse governo ignora as questões pedagógicas, nós ficamos sabendo do futuro das nossas instituições por sistemas, isso não pode continuar”.

Ao fim do encontro, os educadores(as) presentes traçaram alguns encaminhamentos como: mobilizar as escolas para que se organizem para ingressar com ações próprias no MP e traçar meios de orientação para que as mesmas resistam  e não aceitem esse processo.

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Não há paz para professores(as) e funcionários(as) de escola.

A sexta-feira (31) foi marcada por uma enxurrada de dúvidas sobre o contracheque disponibilizado pelo governo do Estado no sistema de recursos humanos (RHE).

Além do corte de ponto de grevistas – que deixou muitos trabalhadores(as) sem receber um centavo apesar da recuperação das aulas -, o governo alterou a forma de apresentar os proventos no demonstrativo, criando novas áreas e dividindo seções existentes.

Clique aqui para receber notícias do CPERS por whatsapp

Muitos relatam ter sofrido desconto mesmo sem terem participado do movimento paredista.

Nesta segunda, o CPERS enviou à Secretaria da Fazenda uma solicitação de reunião para esclarecer o caos deflagrado pela fala de transparência do Estado.

Ainda não há qualquer comunicado oficial por parte do governo sobre as alterações.

Consideramos o silêncio mais um desrespeito com quem trabalha há cinco anos sem receber em dia e acabou de perder direitos com a aprovação do pacote de Eduardo Leite (PSDB).

O Sindicato comunicará a categoria assim que houver novidades.

Corte de ponto

Nosso processo contra o corte de ponto continua aguardando o julgamento do pleno do TJ.

Seguimos pressionando por celeridade nos trâmites do tribunal. Mas, como a justiça tarda, o CPERS tem buscado alternativas, como cobrar dos parlamentares para que pressionem por uma mudança de postura do governo.

É simples: recuperamos os dias letivos. Queremos nossos salários!

 

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A Rede de Apoio aos Educadores do Rio Grande do Sul segue arrecadando cestas básicas e recursos para adquirir alimentos a serem doados a quem trabalha no chão da escola.

Queremos agradecer a todos(as) que de alguma forma já ajudaram a amenizar, ao menos um pouco, o sofrimento dos trabalhadores(as) grevistas que tiveram os salários cortados de forma cruel e autoritária pelo governo Eduardo Leite (PSDB).

Recebemos alimentos, cestas básicas, dinheiro, mas acima de tudo carinho e solidariedade de todo o Rio Grande do Sul e também de outros estados. 

Somando a campanha lançada pelo CPERS e a iniciativa da ADUFRGS, já foram mais de R$ 12,1 mil em recursos doados para serem revertidos em cesta básica.

Até a publicação desta matéria, recebemos também um total de 172 pedidos de auxílio de educadores(as). Destes, mais de 130 já foram atendidos em todo o estado. Se você ainda não foi contatado, em breve, receberá uma ligação com informações do local de retirada da sua cesta.

Além da campanha oficial iniciada em janeiro, diversos núcleos do CPERS já haviam promovido iniciativas semelhantes de solidariedade, totalizando outras 103 cestas doadas.

Se você ainda não fez o pedido da sua cesta básica, basta preencher o formulário abaixo com os seus dados. 

E se você não doou, corre que ainda dá tempo!

Banco Banrisul

Código: 041 / Ag: 0100 / Conta: 064241800-7

CNPJ: 92.908.144/0001-69

Beneficiário: CPERS/Sindicato

Pessoas que enviaram ajuda em dinheiro (os nomes divulgados foram previamente autorizados): 

  1. Arlene Pires
  2. Flávio Sacco dos Anjos
  3. Nádia Velleda Caldas
  4. Marialice Rangel Perroud
  5. Lucas Ramos Vieira
  6. Renato Lenzi
  7. sergio gadini 
  8. Carla Viviane Wottrich 
  9. Leandra Andrade
  10. Marcia Balreira de Souza 
  11. Ricardo Dias de Souza 
  12. Fagner iohara Xavier Azeredo 
  13.  Maria Alice Bello Fallavena
  14. CARMEM JANETE CORREA DA CUNHA
  15. Magda Arian Kettl
  16. Sandro Ouriques dos Santos
  17. Juliana Maia Kettl
  18.  Daniel Schneider
  19. Márcia Ondina Vieira Ferreira

No fim de 2019, já havíamos pedido apoio para arcar com os custos da alimentação de educadores que estavam acampados na Praça da Matriz, resistindo contra o pacote de Eduardo Leite (PSDB). Abaixo, deixamos o nosso agradecimento às entidades que nos ajudaram neste período de arrecadação:

  • Simpa
  • Senergisul
  • ASPGE/RS
  • Simpro
  • MST

COMO FUNCIONA A REDE DE APOIO AOS EDUCADORES GAÚCHOS

  1. Se você pode ajudar ou precisa de ajuda, comece preenchendo o formulário no fim desta página
  2. Para solicitar cestas básicas, é necessário ser sócio(a) do CPERS e não ter conseguido sacar o 13º e/ou ter sofrido corte de ponto em razão da greve
  3. Cestas básicas podem ser entregues diretamente nos 42 núcleos do CPERS (clique aqui e confira as cidades e endereços) ou na sede do Sindicato na capital (Av. Alberto Bins, 480)
  4. As doações em dinheiro podem ser depositadas na seguinte conta, criada exclusivamente para este fim: Banco Banrisul (Código: 041) / Ag: 0100 / Conta: 064241800-7 / CNPJ: 92.908.144/0001-69 / Beneficiário: CPERS/Sindicato
  5. Os educadores(as) que necessitam de auxílio serão contatados pelo CPERS quando da disponibilidade de cestas básicas para combinar a retirada
  6. Ao fim da campanha, as cestas básicas que não forem entregues serão doadas para instituições de caridade e as doações em dinheiro serão destinadas ao fundo de greve.
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artigo de Valdete Moreira*

No Congresso Nacional do PSDB no final de 2019, o governador do RS, Eduardo Leite afirmou em seu pronunciamento que “o PSDB tem compromisso com valores e princípios e deles não abro mão. É um partido que tem a convicção que promove iniciativas e propostas para melhorar a vida de todos os brasileiros.”

Em seu discurso, amplamente divulgado pela mídia hegemônica, o jovem governador falava sobre o Estado e sua responsabilidade com a vida das pessoas, a garantia do emprego, do sustento e da renda. Além de defender a democracia e o diálogo como modelos para a governança do RS. No entanto, Leite mentiu, foi desonesto e se mostra o mais desumano e cruel governador que o RS já teve a partir da assinatura da Constituição Federal.

Eduardo Leite age com irresponsabilidade, pois não consegue governar o RS e nem mesmo atender às necessidades da geração atual sem comprometer as gerações futuras. Pouco sobrará do estado após a passagem do PSDB pelo governo.

Há milhares de educadoras e educadores de todo o Estado que receberam o contracheque em branco. As professoras e professores, funcionárias e funcionários, e equipes diretivas têm feito um excelente trabalho, com aulas recuperadas, mantendo seu compromisso com a comunidade e cumprindo a lei.

Mas a Lei em nosso país tem partido e tem lado; seu rigor só é aplicado para avançar sobre o direito das trabalhadoras e trabalhadores. A justiça só enxerga o patrão, a justiça é injusta!

Nossa categoria é formada majoritariamente por mulheres e as desigualdades entre nós e os homens se dão em vários níveis: nas jornadas de trabalho que acumulamos, no enfrentamento ao machismo e sexismo, na falta de oportunidades para qualificação profissional, por sermos as mães e avós que cumprem sozinhas com a tarefa dos cuidados no lar.

Depois de cinco anos sem reajuste e com 50 meses de salários atrasados e parcelados, a única garantia que temos é a da miséria. E para nós, MULHERES, mães, provedoras de família que não recebemos salários, as dificuldades chegam antes. 

Encarar o prato sem comida, a panela vazia e a fome é difícil! A humilhação não nos poupa e o sentimento de impotência aumenta dia após dia, pior ainda é quando temos que enfrentar o machismo e a opressão. Essa vulnerabilidade é aproveitada ainda mais pelos abusadores e machistas assediadores.

Nós, mulheres que ousamos levar uma vida independente, sofremos com a desigualdade nos salários. Com um rendimento menor e sem estímulo para seguirmos em nossos estudos, é bem maior a nossa evasão em cursos de formação, sejam eles de graduação ou pós-graduação . Desistir é uma possibilidade que sempre nos oferecem. E como é fácil nos descartar.

Nosso lugar no mundo fica restrito à casa e ao trabalho. 

Nas universidades sempre tivemos um rendimento melhor que o dos homens. Nosso desempenho acadêmico só é menor quando sofremos a pressão do exercício das múltiplas funções. Nossas alunas testemunham as dificuldades e os problemas que enfrentamos, pelos olhares nos fortalecemos porque entre nós somos capazes de compreender a dificuldade de ser mulher e de lutar pelos nossos direitos.

No entanto, quando se fala do sistema educacional e dos problemas, somos nós, as mulheres, as primeiras a serem citadas nos índices de afastamentos e nos casos de saúde mental. Mas, na formulação das políticas públicas para a educação ou no debate sobre planos de carreira e previdência, nunca somos lembradas, não somos ouvidas, não contribuímos porque lá estão eles, os homens, sempre os homens, decidindo sobre as nossas vidas. Sempre os homens prontos para pôr em cheque nossa saúde psicológica ao nos ver em cargos de liderança ou frente a atos que exigem coragem ( quando não nos colocam à frente para garantir segurança para eles).

O Magistério Público Estadual do Rio Grande do Sul agoniza. A arrecadação de cestas básicas para alimentar os filhos das trabalhadoras e trabalhadores em Educação é de um constrangimento sem fim. Uma mãe trabalhadora nessa condição é o maior exemplo da agressividade de uma sociedade marcada pelo capitalismo violento e opressor, é uma marca invisível na sociedade machista e patriarcal do nosso tempo.

Não nos resta dúvidas que a opção de nos deixar sem salário foi uma escolha. Foi uma ofensiva para atingir quem ousou lutar. Quem ousou liderar frentes de ataque ao governo. Porque fomos nós que desorganizamos a base do governo, que fechamos as ruas, que lideramos as marchas, que abrimos assembleias, que apanhamos, que fomos chamadas de loucas, que fomos violentadas no psicológico, que mantivemos os acampamentos e as caminhadas ao longo destes meses todos. Diante do perigo, somos nós as primeiras a se levantar. E isso causa medo e o medo causa ataques, sejam eles covardes e machistas, sejam eles de imaturidade e infantilidade. 

 

Dedico este texto para todas as trabalhadoras em Educação do Rio Grande do Sul, mulheres fortes, militantes e guerreiras que ousaram enfrentar um sistema patriarcal e machista, que existe bem antes do capitalismo, na luta em defesa da educação em todos os espaços, no Sindicato, na escola, na sociedade e pela garantia do direito do acesso amplo, democrático e universal à escola pública e ao conhecimento. 

*Valdete Moreira integra a direção central do CPERS/Sindicato e coordena o Departamento de Formação Política e Sindical

 

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A diretoria do CPERS, através do seu Departamento de Educação, entrou com pedido de audiência no Ministério Público para tratar da ilegalidade das Portarias 293 e 312/2019 que decretaram alterações profundas na matriz curricular da rede pública estadual.

As alterações impostas por Eduardo Leite (PSDB), além de ferir a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB) e a Gestão Democrática das escolas, interferem no direito dos alunos ao acesso à educação básica. 

Confira a nota do CPERS defende revogação da nova matriz curricular

Para aprofundar o debate e orientar as direções escolares quanto ao tema, o CPERS promove a partir da próxima semana um ciclo de debates. 

Receba notícias do CPERS por whatsapp

O primeiro será realizado em Porto Alegre, na próxima segunda-feira (03), no Auditório do CPERS (Av. Alberto Bins, 480, 9° andar), a partir das 16h. Na terça-feira (04), o encontro acontece em Santa Maria, na escola Maria Rocha (R. Conde de Porto Alegre, 795).

Ambos contarão com a presença da assessoria jurídica do Sindicato e das Conselheiras do CEED. 

Compareça e prepare-se para resistir às imposições de um governo que prioriza o enxugamento das escolas e do ensino, em detrimento da qualidade da educação pública e da gestão democrática.

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Para marcar o 50º mês de salários parcelados, Eduardo Leite (PSDB) “adiantou o atraso”.

A folha começa a ser quitada nesta sexta (31). Mas só para quem não teve os salários cortados de forma cruel e autoritária por conta da greve.

O pleno do Tribunal de Justiça ainda vai julgar o recurso do CPERS para garantir o pagamento dos dias recuperados sem descontos.

Seguimos pressionando por celeridade nos trâmites do tribunal. Mas, como a justiça tarda, o CPERS tem buscado alternativas, como cobrar dos parlamentares para que pressionem por uma mudança de postura do governo.

É simples: recuperamos os dias letivos. Queremos nossos salários!

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Nesta quarta-feira, dia 29 de janeiro, comemora-se o dia Nacional da Visibilidade Trans no Brasil – data que, desde 2004, marca a luta por direitos sociais da população de travestis e transexuais.

A data foi criada na ocasião do lançamento de uma campanha nacional elaborada por lideranças do movimento de pessoas trans, em parceria com o Programa Nacional de DST/Aids, do Ministério da Saúde. A Campanha lançada à época foi: “Travesti e respeito: já está na hora dos dois serem vistos juntos”.

De acordo com o grupo Transrevolução (RJ), a expectativa de vida de uma pessoa travesti ou transexual brasileira gira em torno dos 35 anos, enquanto que a da população média é de 74,6 anos, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Os levantamentos mais recentes sobre a população trans foram realizados pela Organização Não Governamental (ONG) Transgender Europe (TGEU), a partir da visibilidade de notícias relacionadas a pessoas trans, em parceria com ONGs e coletivos de vários países, incluindo instituições brasileiras como a Associação das Travestis e Transexuais (ANTRA), a Rede Trans Brasil (RedeTrans) e o Grupo Gay da Bahia (GGB).

De acordo com dados levantados pela ANTRA, 163 pessoas trans foram assassinadas em 2018. São mortes quase sempre cruéis e essas vidas brutalmente ceifadas carregam uma simbologia que reforça ainda mais a exclusão e a discriminação – pois é, ao mesmo tempo, o extermínio de uma pessoa e ainda a mensagem social da não aceitação das diferenças.

O Brasil se mantém no posto de País que mais mata transexuais do mundo, segundo levantamento da ONG TGEU .

As dificuldades das pessoas transexuais costumam se iniciar na família, desde tenra infância, com a vigilância e a punição para que se adaptem ao comportamento tido como ideal para o seu sexo anatômico.

A falta de aceitação, acolhimento e respeito, além do preconceito no ambiente escolar geram obstáculos para o bom aproveitamento da educação formal e alto índice de evasão escolar entre as transexuais. O abandono escolar se torna, assim, uma forma de evitar os sofrimentos vivenciados na escola. De acordo com dados da RedeTrans, cerca de 82% das mulheres transexuais e travestis abandonam o ensino médio entre os 14 e os 18 anos.

A baixa escolaridade decorrente desse contexto, somada aos estigmas e à vulnerabilidade social dessa população, traz como consequência uma grande dificuldade para sua inserção no mercado de trabalho formal, especialmente, em cargos que exigem maior qualificação. Frequentemente, as dificuldades de colocação no mercado de trabalho são relacionadas pelas próprias transexuais ao fato de terem abandonado os estudos precocemente.

A partir das constatações dos desafios vivenciados pelas transexuais durante a sua infância e adolescência, é possível perceber que a não aceitação, as pressões e as discriminações vivenciadas no contexto familiar e escolar – além de dificultar que as transexuais usufruam o direito à educação formal – representa ainda a diminuição e até mesmo o impedimento de colocação profissional na sua vida adulta.

Entre os principais marcos da conquista de direitos desta população estão a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de reconhecer o direito a alteração do gênero e prenome sem a necessidade de autorização judicial ou cirurgia de readequação sexual, a retirada da transexualidade da lista de transtornos mentais da Classificação Internacional de Doenças (CID), da Organização Mundial da Saúde (OMS), e a presença e vitória de mulheres trans na corrida eleitoral, fortalecida pela decisão do TSE de permitir o uso do nome social para candidatos e eleitores transgêneros. E, ainda, a criminalização da Transfobia, ocorrida em 2019, também mediante decisão do STF.

As conquistas também contrastam com a violência e com a exclusão vivenciada por boa parte da população trans no País.

Já é passado o momento em que a sociedade possa entender que, uma identidade de gênero diferente do sexo biológico, não deva ser empecilho para que os indivíduos se desenvolvam plenamente, dando condições para que todas e todos tenham uma adequada inserção no meio social.

O CPERS Sindicato, desde 2018, por meio do Departamento de Gênero e Diversidade, é apoiador da causa LGBT e vem promovendo atividades e desenvolvendo materiais para dar suporte aos educadores com o objetivo de inserir essa importante temática na luta sindical.

É preciso fazer das nossas escolas, ambientes seguros e livres do preconceito!

 

Departamento de Gênero e Diversidade

CPERS/Sindicato

 

 

 

 

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