Eduardo Leite (PSDB) publicou, nesta semana, um decreto vetando eventos públicos e viagens oficiais de integrantes do governo. Protegeu os seus, mas nada propôs para defender a vida dos estudantes e educadores(as) da rede estadual e suas famílias.

Diante do crescimento exponencial dos casos de coronavírus, a única medida imposta às escolas até o momento é a proibição de uso dos bebedouros, submetendo alunos(as) a condições desumanas em temperaturas próximas dos 40ºC.

São centenas de milhares convivendo diariamente em salas superlotadas e mal ventiladas, fatores agravados pelas políticas correntes de fechamento de turnos e turmas.

Muitas das escolas sequer receberam verbas para aquisição da merenda neste ano. Há casos em que faltam materiais básicos, como sabão e papel toalha.

São razões suficientes para duvidar da capacidade de suprir as instituições com álcool em gel e demais insumos dentro da necessária urgência.

Assim, cabe ao Estado dar exemplo e tomar medidas preventivas à altura da crise sem precedentes que atravessamos. Suspender as aulas imediatamente, garantindo a remuneração dos trabalhadores(as), e por tempo determinado, é a providência lógica a ser tomada.

A suspensão também seria uma oportunidade para o governo reorganizar e retomar o ano letivo suprindo as atuais carências da rede estadual. Faltam, hoje, mais de 1,5 mil educadores(as) nas escolas, de acordo com levantamento organizado pelo Sindicato.

Não pensamos apenas nos nossos estudantes, funcionários(as) e professores(as), mas no conjunto da população. É essencial estancar a velocidade de propagação do vírus, sob pena de levar o sistema de saúde ao colapso e à situação de calamidade observada em diversos países.

Suspender as aulas, como já demonstram outros estados, é uma questão de tempo. Cabe ao governador decidir quando tomará a decisão. Esperamos que não seja tarde demais para evitar o pior.

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por Candida Beatriz Rossetto*

No ano de 2009, por ocasião da gripe H1N1, o CNE foi consultado pela CNTE e entidades sindicais quanto à possibilidade de alteração do tempo do ano letivo e da carga horária. Naquele momento, houve o entendimento do respeito aos preceitos da LDB, porém adaptando-se às realidades locais. Hoje a situação se repete em uma perspectiva de maior gravidade, em face do aumento do número de casos e a disseminação global pelo coronavírus (Covid-19).

Várias produções científicas, o Ministério da Saúde e outros órgãos já se manifestaram pelas medidas necessárias para conter o avanço da contaminação. Uma das orientações é evitar aglomeração de pessoas. Ora, a escola é espaço de concentração, somada à precarização dos espaços de aula, superlotação e carência de material básico para a higienização básica.

Soa como piada o governo proibir o uso de bebedouros em meio a este caos e vulnerabilidade dos trabalhadores(as) em educação. Suspender as aulas em face do quadro da pandemia e da iminência de agravamento da situação é uma necessidade vital. E, se for preciso, deverá ser flexibilizado o cumprimento da carga horária e dias letivos.

O argumento do cumprimento dos 200 dias e das 800 horas como orientadora da manutenção das aulas é questionável. Somos defensores(as) ferrenhos do direito ao acesso, permanência e educação pública de qualidade para as crianças e adolescentes. Esta qualidade perpassa por condições de trabalho, formação e valorização, elemento de luta permanente dos trabalhadores(as). Também pressupõe o respeito ao currículo e projeto político pedagógico construído por cada comunidade escolar.

Infelizmente, vivemos um período em que o projeto ultraliberal prima pelo sucateamento e destruição da escola pública, cuja formação precarizada de estudantes está em execução no RS, atendendo aos ditames do mercado para a privatização da escola pública.

Hoje mais do que nunca nosso grito deve ser em defesa da revogação da EC 95, que congelou por vinte anos os investimentos nas áreas sociais, dentre elas a saúde e a educação, em defesa do SUS e da educação pública. Neste sentido, nossa Confederação (CNTE) e o CPERS Sindicato estarão no front, buscando as condições necessárias para a educação pública e de qualidade social, mas sobretudo pela defesa da vida.

As aulas à distância para a educação básica não devem ser uma constante como os neoliberais apontam e executam nos seus projetos, mas podem ser utilizadas neste caso de necessidade pública, desde que com planejamento e qualidade pedagógica. O burocratismo não pode se sobrepor às necessidades vitais dos membros da comunidade escolar.

Por educação de qualidade social a todos os estudantes! Pelo respeito à comunidade escolar! Pela vida das crianças, adolescentes e trabalhadores(as) em educação!

*Candida Beatriz Rossetto é professora de história aposentada e secretária-geral do CPERS 

Leia também:

▶ CPERS defende suspensão imediata das aulas para conter avanço do coronavírus

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O último dia do II Encontro Estadual de Funcionários(as) da Escola, que ocorre desde ontem em Bento Gonçalves, iniciou com a força da apresentação da dança do grupo de aposentadas Dança é Vida – Seja Feliz, de Cachoeira do Sul.

Na sequência, o público acompanhou o painel “A valorização da educação e dos educadores funcionários como condição para o reconhecimento da profissão”, ministrado pelo representante da Secretaria Executiva da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), José Valdivino Moraes.

Como construir uma história, qual o papel da educação na sociedade e a importância da formação foram alguns dos pontos abordados pelo palestrante.

“Temos que avançar na carreira através da formação técnica. O professor tem que ter a formação para fazer o concurso, quem sabe um dia a gente alcance este patamar? Este encontro é muito importante, principalmente neste momento em que o governo tenta incessantemente retirar direitos. Os debates realizados proporcionam o entendimento desta conjuntura e vão além, destacam a importância da organização da luta dos funcionários, criando novas perspectivas e buscando o fortalecimento da resistência”, destacou.

“Nosso trabalho é eminentemente pedagógico, pois vai desde preparar o ambiente escolar até o olhar mais atento aos alunos. Um abraço em um aluno que esteja passando por uma dificuldade faz muita diferença. Os professores, por atenderem um grande grupo ao mesmo tempo, muitas vezes não conseguem ter esse olhar. Ajudamos muito na parte afetiva dos estudantes. Em sala de aula eles são dos professores, em outros ambientes são nossos”, observou.

Após debate sobre a apresentação de Moraes, os advogados Marcelo Fagundes e Rodrigo Seben, da assessoria jurídica do CPERS, representada pelo escritório Buchabqui e Pinheiro Machado, realizou o painel Parecer sobre as Alterações Legislativas.

Fagundes iniciou explicando que não foi aprovado nenhum reajuste ou subsídio aos funcionários porque não estava em discussão na Assembleia Legislativa, no final do ano, o plano de carreira dos funcionários. “Será que é bom discutirmos o plano de carreira dos funcionários com o governo Eduardo Leite?”, indagou.

A partir disso, expôs detalhadamente como a aprovação do pacote do governo interfere na vida dos funcionários e as novas regras para a aposentadoria.

Após a explanação, os advogados esclareceram as dúvidas dos educadores e lembraram que a assessoria jurídica realiza atendimento nos núcleos do CPERS e, nessas ocasiões, é possível avaliar e orientar caso a caso.

“É a educação pública que forma os filhos da classe trabalhadora, por isso é imprescindível que façamos a análise dos projetos dos partidos, o que defendem e votar consciente. Temos uma tarefa muito grande, precisamos dizer não a Eduardo Leite, mostrar nossa força e resistência”, conclamou a diretora do Departamento dos Funcionários de Escola do CPERS, Sônia Solange Viana.

Resistência, respeito e valorização

Cerca de 500 funcionários de escola debateram, durante os dias do evento, as demandas desta importante parcela da categoria ressaltando a importância da valorização, da formação, do reconhecimento como educadores e da permanente luta por seus direitos.

Para Carmen Aguiar, funcionária de escola aposentada, o Encontro oportunizou que os educadores expusessem suas dúvidas e receios, além de receberem orientações importantes. “Pudemos colocar como nos sentimos nas escolas. Muitos colegas se calam por medo. Aqui encontramos, além de estímulo, orientação sobre como nos colocar e nos fazer respeitar”, relatou.

Pela primeira vez participando do Encontro, a funcionária de escola do 29º núcleo (Santiago), Geanine Bolzan Cogo, disse que sai do evento mais fortalecida. “Tivemos uma troca muito rica nestes dois dias. Percebemos que muitas vezes o sufoco que a gente passa na escola é o meso que o colega enfrenta. Foi muito gratificante ver que tudo que falamos no chão da escola foi exposto aqui nos painéis e debates. Todo funcionário de escola deveria participar desta iniciativa”, destacou.

Jucemar Gonçalves da Costa, diretor do 4º núcleo (Cachoeira do Sul) destacou a palestra sobre assédio moral como um dos momentos marcantes do Encontro. “Isso ocorre muito nas escolas. Na hora da palestra percebi a troca de olhares entre colegas, que reconheciam comportamentos que enfrentam no dia a dia e que não sabiam que configuravam como assédio moral. Foi um encontro muito esclarecedor e motivador”, relatou.

No final do encontro, Sônia leu um documento que sintetiza os principais encaminhamentos do evento e que serão encaminhados para as instâncias deliberativas do CPERS.

O encerramento ocorreu com a bela apresentação de dança do grupo Venute D´Itália, composto pelas aposentadas do 12º núcleo (Bento Gonçalves).

“Muito obrigada por este encontro maravilhoso que realizamos. O CPERS é cada um de vocês, juntos sempre seremos mais fortes”, agradeceu Sônia.

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Nesta quinta e sexta-feira (13), o CPERS recebeu três novas doações de alimentos para a campanha de auxílio a trabalhadores(as) que tiveram os salários cortados por Eduardo Leite (PSDB).

Na quinta, o Sindicato recebeu a contribuição do Sindiserf.

Na manhã desta sexta, a aposentada do Grupo Sempre Ativas, Goretti Grossi entregou os alimentos arrecadados pelo técnico e coordenador do grupo de corrida Percorrer, Leonardo Ribas.

Já à tarde, foi a vez do Sindicato dos Trabalhadores do Judiciário Federal e do Ministério Público da União do Rio Grande do Sul (Sintrajufe/RS) doar 115 cestas básicas.

A ação que já fez a diferença na mesa de muitas famílias de professores(as) e funcionários(as) de escola, tem o objetivo de arrecadar cestas básicas e recursos para adquirir alimentos, a serem doados a quem necessita.

Até o momento já foram entregues 296 cestas para educadores(as) de todo Rio Grande do Sul.

COMO FUNCIONA

1. Se você pode ajudar ou precisa de ajuda, comece preenchendo o formulário no fim desta página

2. Para solicitar cestas básicas, é necessário ser sócio(a) do CPERS e não ter conseguido sacar o 13º e/ou ter sofrido corte de ponto em razão da greve

3. Cestas básicas podem ser entregues diretamente nos 42 núcleos do CPERS (clique aqui e confira as cidades e endereços) ou na sede do Sindicato na capital (Av. Alberto Bins, 480)

4. As doações em dinheiro podem ser depositadas na seguinte conta, criada exclusivamente para este fim: Banco Banrisul (Código: 041) / Ag: 0100 / Conta: 064241800-7 / CNPJ: 92.908.144/0001-69 / Beneficiário: CPERS/Sindicato

5. Os educadores(as) que necessitam de auxílio serão contatados pelo CPERS quando da disponibilidade de cestas básicas para combinar a retirada

6. Ao fim da campanha, as cestas básicas que não forem entregues serão doadas para instituições de caridade e as doações em dinheiro serão destinadas ao fundo de greve.

 

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Começou nesta quinta-feira (12) a 2ª edição do Encontro Estadual de Funcionários de Educação. O evento, realizado em Bento Gonçalves, segue até esta sexta e objetiva valorizar o importante trabalho realizado por estes profissionais no chão da escola. A iniciativa é a culminância dos encontros regionais realizados no decorrer de 2019 nos 42 núcleos do Sindicato.

O Coral dos educadores do 12º núcleo (Bento Gonçalves) deu início às atividades do dia. Logo após, a diretora do Departamento dos Funcionários de Escola do CPERS, Sônia Solange Viana, destacou que somente a luta dos educadores vai impedir que os ataques aos direitos históricos da categoria avancem. “Além de mexer em nossa carreira, o governo ainda faz descontos em cima do nosso salário, que é pago com atraso todos os meses. Estamos aqui firmes e fortes para dizer que ninguém vai nos derrubar”, enfatizou.

Helenir Aguiar Schürer, presidente do CPERS, salientou o essencial trabalho desenvolvido pelos funcionários. “Vocês são fundamentais nas escolas. Aproveitem este encontro, pois aqui terão informação, que é o que nos instrumentaliza para a luta”, destacou.

“Hoje, aqui, estamos nos fortalecendo, pois formação é fortalecimento e resistência, essenciais neste momento difícil que estamos enfrentando”, destacou o segundo vice-presidente do CPERS, Edson Garcia.

A diretora do 12º núcleo, Juçara Borges, lembrou dos avanços já conquistados pelos funcionários. “Quando eu comecei no estado eu não assinava o mesmo ponto dos professores e nem usava a mesma sala que eles. Tivemos conquistas muito significativas, mas ainda temos muito a avançar”, observou.

Representantes do 2º núcleo do CPERS (Santa Maria), subiram ao palco para homenagear a incansável educadora Gleide Fagundes Vieira, que faleceu recentemente.

Análise sobre a conjuntura destaca o papel dos educadores na resistência

Uma detalhada análise sobre a conjuntura política foi apresentada por Helenir, pelo secretário de funcionários(as) da educação da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), José Carlos Bueno Prado – Zezinho, e pelo presidente da CUT/RS e diretor adjunto de assuntos jurídicos do SINPRO/RS, Amarildo Pedro Cenci.

“Será que o Leite é pior que o Sartori ou ele está no quinto ano do mesmo projeto? Isso que estamos vivendo é a continuidade do estado mínimo, que repudia a educação pública”, explicou Helenir.

Ela também destacou que foi a força da luta dos educadores que impediu que o pacote do governo fosse ainda mais danoso à categoria. “Podíamos ter perdido tudo, mas aí vocês entraram em cena e fizeram uma greve histórica, além da pressão nas Câmaras de Vereadores. Tivemos, durante a greve, o apoio de 315 Câmaras”, exaltou.

“Queremos que seja colocado no plano de carreira dos funcionários um índice de reajuste. Por isso, vamos novamente pressionar as Câmaras”, afirmou.

Ela frisou ainda que o governo pretende, até o final do mandato, fechar cinco mil turmas e 480 escolas. “Isso demonstra o tanto de luta que temos pela frente, junto com a comunidade escolar”.

“No próximo dia 18 estaremos em frente ao Piratini e convidaremos todos os deputados a irem conosco exigir do governo que reverta o corte do ponto dos educadores”, conclamou.

Consciência política para impedir a retirada de direitos

“Voto não tem preço, tem conseqüência. Não fizemos o debate necessário e o Brasil acabou elegendo Bolsonaro”, foi assim que Zezinho iniciou sua fala no debate.

“Chegamos a um ponto em que ou lutamos ou lutamos. Se não, a tendência é que nas salas de aula tenhamos uma televisão e uma pessoa, que não será educador, para conduzir os trabalhos”, explicou.

E foi enfático ao frisar que os funcionários nunca devem se ver como coitadinhos. “Não somos tapetinhos. Somos educadores! Nos tornamos coitadinhos quando deixamos que nos tratem assim. Seja quem for que quiser tratar vocês assim, digam: eu sou tão educador quanto vocês”.

Amarildo expôs fatores que representam os sintomas da crise financeira e ressaltou que o setor produtivo, os serviços públicos e o Estado são reféns da ditadura dos acionistas. “Estamos diante de um ferrenho ataque aos serviços públicos e do sucateamento das carreiras. Temos que defender emprego e salário a todos”, alertou.

“Vocês fizeram uma grande greve e mostraram que a educação pública não aceita ser sucateada. Educação para todos os trabalhadores é o que temos de mais importante para o bem social”, finalizou.

No encerramento das atividades da manhã, houve a apresentação dos projetos elaborados pelos funcionários de escola que participaram da 4ª Mostra Pedagógica Estadual do CPERS.

Assédio moral e a valorização dos funcionários foram os temas que pautaram a tarde

Com a apresentação do espetáculo Marias, o grupo de aposentadas do 24º núcleo (Pelotas) iniciou as atividades da tarde.

Na seqüência, a secretária de políticas educacionais do SINTEP/MT, Guelda Cristina de Oliveira Andrade, apresentou o painel Construção do Conceito Funcionários como Educadores e Como Romper com a Barreira da Individualidade Social.

“A educação acontece em todos os espaços da escola. Nós produzimos educação o tempo todo, individualmente e de forma coletiva. Se eu não tenho convicção de que sou educadora como vou convencer o outro?”, questionou.

Ao apresentar a trajetória dos funcionários em busca de formação, destacou “temos que ir rompendo com a invisibilidade no dia a dia através da nossa atuação. Uma das ferramentas para que isso ocorra é a formação, um dos pilares do plano de carreira”, ressaltou.

Fomentar a oferta de cursos técnicos profissionalizantes, realizar censo dos funcionários da educação, implantar imediatamente políticas de formação e garantir, onde não houver, planos de carreira e piso nacional foram algumas das urgências colocadas por Guelda.

A diretora e coordenadora do Coletivo de Funcionários da APP Sindicato/PR, Nádia Beatriz Brixner, apresentou o tema Funcionários(as) em Foco – as redes sociais a serviço da educação. “Temos um grande desafio que é como utilizar as redes sociais para conseguirmos nos comunicar de forma efetiva. Há três anos fazemos um debate no Facebook chamado funcionários em foco, que fala especificamente sobre a pauta dos funcionários com linguagem simples, direta e objetiva”, relatou.

Na seqüência, Zezinho falou sobre assédio moral no trabalho, explicando os tipos existentes e destacando a importância de saber reconhecer atos que configuram essa situação e ao identificá-los denunciar ao sindicato. “Comportamentos, gestos e escritas constantes que causem sentimento de humilhação e inferioridade são classificados como assédio moral e devem ser combatidos”, alertou.

O dia encerrou com a confraternização dos participantes e momento cultural.

Nesta sexta-feira (13) ocorre o último dia do Encontro com atividades que iniciam às 8h30.

 

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O Diário Oficial publicou a lista dos funcionários(as) de escola que tiveram alteração de nível.

As mudanças atingem cerca de 90 profissionais e têm vigência retroativa a contar do dia 1º de janeiro.

Confira abaixo a lista completa e em caso de dúvidas, entre em contato com o nosso SAS (51 3254.6000) ou diretamente com o escritório Buchabqui e Pinheiro Machado  (51 3073.7512).

Você pode conferir a análise preliminar das alterações na vida funcional e na carreira dos educadores(as) gaúchos, na cartilha elaborada pelo CPERS a partir dos projetos aprovados pelo governo Eduardo Leite (PSDB) em dezembro e janeiro.

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Lançada no dia 2 de março, a edição de 2020 do Levantamento de Necessidades das Escolas já conta com a participação de 414 escolas da rede (cerca de 17% do total de instituições estaduais).

A pesquisa, realizada em formulário online e preenchida por diretores(as), trabalhadores(as), pais e estudantes, contabiliza a falta de 1.433 professores(as), funcionários(as) de escola e especialistas.

  • Falta de professores(as): 633
  • Falta de funcionários(as): 510
  • Falta de especialistas: 290

Entre as disciplinas mais prejudicadas, estão língua estrangeira (com 96 vagas em aberto), português (65) e matemática (63).

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O caso da língua estrangeira, particularmente, depõe contra a capacidade de gestão e planejamento do governo. A obrigatoriedade do espanhol na rede pública foi aprovada em 2018 na Assembleia Legislativa e o Estado teve o ano letivo de 2019 inteiro para antecipar o problema.

Além da falta de recursos humanos, o levantamento também documenta carências estruturais, políticas de enxugamento e outras dificuldades enfrentadas pelas escolas da rede. Confira alguns dados.

  • 149 escolas relatam bibliotecas fechadas ou inexistentes
  • 111 escolas relatam problemas estruturais ou obras pendentes
  • 111 relatam laboratórios de informática fechados ou inexistentes
  • 31 sofrem fechamento de turnos
  • 48 também sofrem enturmações
  • 37 relatam turmas multisseriadas
  • 33 denunciam insuficiência na merenda escolar
  • 36 relatam falta de insumos básicos para limpeza e manutenção
  • 22 escolas ameaçadas de fechamento
  • 20 sofrem com o fechamento da EJA

Participe e ajude a divulgar:

 

 

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Com 59 anos completos nesta terça-feira (10), a EEEF Padre Theodoro Amstad faz parte da história da Vila do IAPI, bairro fundado na década de 50 e considerado um patrimônio cultural de Porto Alegre.

No que depender de Eduardo Leite (PSDB), entretanto, a escola não passará disso: história.

“É uma morte lenta”, conta a coordenadora Patrícia Festugato, que dedicou 21 anos da sua vida à instituição. Ela descreve um processo de enxugamento iniciado em 2016, quando o governo Sartori (MDB) determinou o fechamento do turno da tarde.

“Agora, a Seduc não direcionou novas matrículas e deixou a escola sem o 6º ano. As famílias ficam nessa incerteza de turmas, sem saber como vai ser o próximo ano letivo, com medo de fechamento. É uma tática para fechar a escola por falta de procura”, afirma Pati, como é chamada nos corredores da Padre Theodoro.

São contínuos os esforços para asfixiar a instituição, que conta com excelente espaço físico e condições estruturais invejáveis para o padrão da rede estadual.

Em 2018, o governo incluiu a escola em uma lista de 10 instituições a serem fechadas. Em dezembro do último ano, Pati foi chamada à Seduc. Lá, foi informada: a escola deveria encerrar as atividades.

Ao saber da notícia, a comunidade escolar se mobilizou, organizou um abaixo-assinado e garantiu uma sobrevida à Theodoro. No entorno, estudantes e educadores(as) distribuem panfletos, faixas e usam as redes sociais para divulgar as vagas na escola e aumentar o número de matrículas.

“Me dói muito ver a situação que estamos. Foi aqui que fiz a minha vida profissional”, destaca. “Estou sobrecarregada, cansada, não tive férias. Fiquei organizando tudo para que a escola não fechasse. Mas não vamos desistir”, conclui a educadora, que assumiu interinamente o posto de diretora após a ocupante do cargo se aposentar no final de 2019, como muitas fizeram na corrida contra o tempo gerada pelo pacote de Eduardo Leite.

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Educadores(as) trazem alimentos de casa para garantir a merenda

Como oficialmente não há direção, os recursos para a merenda e insumos básicos não são repassados pelo governo. “Ainda temos alguns alimentos estocados do ano passado, mas os professores e funcionários trazem de casa para ajudar no lanche. Até eu ajudo com o que posso”, conta a merendeira Maria Marinho, carinhosamente apelidada de Tia Laura pelos alunos.

“Essa escola é a minha primeira casa, pois passamos mais tempo aqui. Somos uma família e a gente se conhece pelo olhar. Eu não arredo o pé daqui. Serei a última a apagar a luz se a escola fechar”, reflete.

O amor à casa e o vínculo com a comunidade é o que mantém viva a disposição de resistir.

“Estamos fazendo de tudo para ajudar, desde cuidar da limpeza do pátio até dar apoio para os professores. É lastimável. O governo quer privatizar e tirar a educação da sua responsabilidade”, frisa o presidente do Conselho Escolar e pai de aluno, Marcus Vinícius Dellegrave.

Contra o descaso, a perseverança. “Vamos fazer um pomar para as crianças e os alimentos serão usados na merenda, temos um projeto de fazer uma sala ao ar livre. Como não temos incentivo do governo estamos pensando em realizar um almoço para arrecadar fundos para a escola. Precisamos ajudar a pagar as contas”, projeta.

“Costumo dizer para a Pati: quem sabe essa não é uma chance para a escola recomeçar, se reinventar? Lutaremos até o último suspiro”, conclui.

“É uma escola que tem toda a infraestrutura pra acolher centenas de estudantes e proporcionar uma educação de qualidade. Te pergunto o que o governo vai colocar aqui? Um posto policial?”, questiona Sueli Maria da Silva Gonçalves, 73 anos, que leciona história e geografia há 16 no educandário.

A professora de Ciências, Cláudia Monteiro, sonha em oferecer atividades no turno inverso. “Temos estrutura, vamos trazer os jovens pra escola no turno inverso, tirá-los da frente do computador, da televisão e até das ruas, incentivando novas matrículas. A comunidade escolar quer essa escola aberta. Nossa comunidade é presente não permitirá que nossas portas se fechem”, compartilha.

Juçara Leonardi, professora aposentada, visita a escola quase diariamente para oferecer auxílio e carinho. “Meu amor à escola é muito grande. Trabalhei ainda no prédio antigo, nós recebíamos mais de 200 alunos. Fiquei muita admirada com essa tentativa de fechamento, um prédio maravilhoso, com uma estrutura exemplar. Aqui as professoras e funcionárias se doam para a escola e para os alunos.  Me machuca muito ver tudo isso que está acontecendo.”

Ajude o CPERS a defender a sua escola

Contar histórias como a da EEEF Theodoro Amstad e denunciar o descaso do governo Eduardo Leite (PSDB) só é possível com a sua participação. A comunidade escolar preencheu o levantamento de necessidades do CPERS e foi contatada pela equipe de comunicação para produzir a reportagem.

Faça a sua parte, preencha o formulário abaixo e ajude o Sindicato a defender a sua escola!

 

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Conforme deliberação do Conselho Geral do CPERS na última sexta-feira (6), a rede estadual deve aderir à greve geral da educação convocada pela CNTE para o dia 18 de março.

A categoria realizará um ato estadual às 15h, na Praça da Matriz, voltado à denúncia do autoritarismo do governo Eduardo Leite (PSDB), que insiste na manutenção no corte de ponto de grevistas.

Às 18h, haverá ato unificado com as demais entidades e representações sindicais na Esquina Democrática.

Corte de ponto

São mais de 27 mil educadores(as) que já recuperaram as aulas e encerraram o ano letivo, prestando o serviço para o qual foram nomeados e contratados. Não obstante, seus salários foram cortados como forma de retaliação ao movimento.

“O corte é uma medida meramente punitiva, que desconsidera a situação de miséria imposta pelo próprio Estado a quem trabalha no chão da escola” explica a presidente do CPERS, Helenir Aguiar Schürer. 

Diante da intransigência do Piratini, o CPERS espera contar com o apoio de deputados(as) de oposição e da base governista para exigir respostas do Estado e pressionar por uma mudança de postura.

“O objetivo do governo é um só: usar os educadores de exemplo para sufocar a resistência e a luta coletiva”, conclui Helenir, referindo-se à expressão “pedagógica”, utilizada pelo governador para caracterizar a medida.

Embora o mérito legal do corte ainda esteja em disputa no Tribunal de Justiça, a gravidade da situação exige soluções urgentes.

▶ Na Assembleia, CPERS cobra apoio de líder do governo para reverter corte de salários
 Contra o corte de ponto: modelo de moção para pressionar vereadores
▶ O contracheque de fevereiro e o autoritarismo de Eduardo Leite 
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Na tarde desta terça-feira (10), o CPERS visitou a EEEF Gabriela Mistral para falar sobre as mudanças na vida funcional da categoria a partir dos projetos aprovados em dezembro e janeiro no governo Eduardo Leite (PSDB). 

A presidente do Sindicato, Helenir Aguiar Schürer, acompanhada do advogado Márcio Rosa, da assessoria jurídica do CPERS, esclareceu dúvidas de professores(as) e funcionários(as) da escola. 

Um dos pontos abordados foi a questão do corte no ponto de educadores(as) grevistas. Helenir ressaltou que o CPERS tem lutado em todas as frentes para reverter a situação. Além do processo que corre na justiça desde novembro, a entidade tem se articulado para reverter a situação no campo político. 

“A função do sindicato é defender a categoria. Temos a preocupação de cuidar da vida funcional e da educação. Estamos conversando com cada deputado para pressionar Eduardo Leite a devolver o dinheiro descontado da greve. Não vamos arredar um milímetro deste compromisso”, disse a presidente.

Na ocasião, Helenir e Márcio esmiuçaram as alterações provocadas pelos projetos nas carreiras e na aposentadoria dos educadores(as), dialogando com a cartilha disponibilizada pelo CPERS. Acesse a cartilha aqui.

O advogado Márcio Rosa esclareceu dúvidas como a incorporação de gratificações, vantagens temporais, aposentadoria, alteração de níveis e difícil acesso. Para casos específicos, a categoria deve entrar em contato com o jurídico da entidade pelo telefone (51) 3073-7512 ou email atendimento@buchabqui.adv.br.

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A partir do dia 17 deste mês, o CPERS precorrerá todo o estado para dialogar com a categoria sobre as mudanças. O cronograma completo será divulgado em breve. Contate seu núcleo para participar.

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