Nós, do Fórum de Diretores e Diretoras de Escolas Estaduais da Região Sul do Rio Grande do Sul, nos manifestamos frente à escalada do vírus SARS-CoV-2, também conhecido como Coronavírus, agente causador da Covid-19.

De tempos em tempos nossa sociedade se depara com uma problemática sanitária e temos que dar respostas eficientes para minimizar as tragédias humanitárias. Assim, nós diretores e diretoras organizadores deste Fórum de Diretores, posterior às orientações da Organização Mundial da Saúde (OMS), ao decreto nº 55.115, do governador Eduardo Leite, e, finalmente, Mem Circular GAB/SEDUC/Nº 02/2020, do secretário estadual de educação, Faisal Karam, como também o desastroso vídeo divulgado e, precocemente, removido pelo secretário anteriormente citado, nos posicionamos frente esta conjuntura adversa:

Em primeiro lugar somos a favor da vida e nesse sentido TODA A VIDA IMPORTA. O que está colocado neste momento é que em nenhuma das orientações dos nossos gestores estaduais há a preocupação em respeitar as orientações da OMS quando exige que funcionários e equipes diretivas mantenham as escolas abertas dentro da normalidade.

Não estamos dentro da normalidade. Pessoas estão morrendo, Itália e China amargam enterrar seus mortos sem um funeral descente, recebendo somente as cinzas dos seus entes queridos sem uma despedida porque, neste momento, reuniões estão proibidas.

Não estamos dentro da normalidade. No Brasil temos 8.819 casos suspeitos, 291 casos confirmados e uma morte. Estes dados são maiores dos que os da Itália, posterior há 20 dias desde detectado o primeiro caso. Não podemos seguir os rumos da Itália, que esta lição seja aprendida.

Não estamos dentro da normalidade. Nossas escolas, nesse momento, não tem estrutura para receber a comunidade escolar em segurança e nem mesmo assegurar que equipes diretivas e funcionários não sejam infectados com o Coronavírus. Os parcos recursos recebidos pela autonomia financeira não possibilitam a compra em quantidade necessária de álcool gel, máscaras e materiais de limpeza para execução de higiene conforme orientação de três vezes ao dia e mãos higienizadas a cada contato com superfícies não higienizadas.

Não estamos dentro da normalidade. Oferecer alimentação aos estudantes em situação de vulnerabilidade social é uma ideia muito boa, mas não é funcional. Em primeiro lugar não respeita a orientação de evitar aglomerações, em segundo lugar, não nos chegaram os recursos da merenda, os extraordinariamente insuficientes R$ 0,36 (trinta e seis centavos) que as direções das escolas fazem milagres para garantir uma merenda decente para nossos estudantes, imaginemos garantir uma refeição fora dos tempos escolares para a população das nossas escolas que a cada dia que passa tem mais necessidades frente à crise do capitalismo, a destruição da economia do Rio Grande do Sul e do Brasil, dos explorados contratos de trabalho pós reforma trabalhista e do confisco das aposentadorias dos funcionários públicos. Caso o governo queira realmente alimentar a população em situação de vulnerabilidade deve executar um programa próprio para esta situação com distribuição de cestas básicas para esta parcela da população, neste cenário, desde que com estrutura para executar a demanda, somos parceiros do governo.

Não estamos dentro da normalidade quando nossos trabalhadores e nossas trabalhadoras em educação foram caloteadas e caloteados pelo governo estadual, Eduardo Leite (PSDB), quando não pagou os dias de greve recuperados e findado o ano letivo de 2019 acentuando o estado de vulnerabilidade econômica e social da categoria do magistério público estadual, fome e miséria tomam conta da categoria. O amargor do salário parcelado e atrasado e o endividamento junto ao Banrisul para o financiamento do próprio salário, o injusto arrocho salarial de cinco anos e seis meses sem reposição inflacionária nos proventos das famílias, o confisco do salário dos servidores inativos, o aumento na contribuição da previdência, a sobrecarga de trabalho devido a falta de recursos humanos nas escolas e o sucateamento das escolas e da educação trazem à superfície o quadro devastador e desolador em que nos encontramos e em que se encontra a Educação do Rio Grande do Sul.

Propomos:

-Fechamento total das escolas. Toda vida importa;

-Implementação de políticas assistenciais para as comunidades escolares em situação de vulnerabilidade social;

-Pagamento já dos(as) trabalhadores(as) em educação das aulas recuperadas pós greve.

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Nesta quarta-feira (18), a assessoria jurídica do CPERS ingressou com ação civil pública com pedido de liminar para assegurar que nem uma escola permaneça aberta durante o período de suspensão das aulas.


A decisão foi tomada após memorando enviado às escolas pelo Estado, orientando funcionários(as) e equipes diretivas a manter, em regime de revezamento, as instituições abertas mesmo com as aulas suspensas, atuando no administrativo e na distribuição de merenda.

“Esta é uma categoria já com a saúde fragilizada, hipertensa, sem salário em dia e que ainda sobrevive à injustiça do corte do ponto. Nossos funcionários de escola e equipes diretivas não serão a linha de frente do contágio”, reforçou a presidente do CPERS, Helenir Aguiar Schürer, após o anúncio do governo.

TODAS AS VIDAS IMPORTAM, GOVERNADOR!

▶Nossas vidas importam: orientação para as comunidades escolares

▶ Saiba como receber notícias do CPERS por whatsapp

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O CPERS comunica que, diante do quadro dramático de pandemia do coronavírus (Covid-19), o 4º Encontro Estadual dos Aposentados(as), que aconteceria nos dias 1º e 2 de abril, está suspenso. 

A decisão foi tomada seguindo orientações da Organização Mundial da Saúde e do Ministério da Saúde, que sugerem evitar aglomerações e, em especial, contato social próximo entre pessoas com mais de 60 anos.

O evento será reagendado de acordo com a evolução do cenário e assim que houver possibilidade de uma nova data divulgaremos em nossas redes. 

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Mobilização em rede, notícias em tempo real, vídeos e informações atualizadas da luta dos educadores(as) gaúchos. Mais de 10 mil professores(as) e funcionários(as) de escola já estão conectados à Rede CPERS, nosso canal de comunicação via whatsapp.

Para receber nossos conteúdos no seu celular, basta clicar no link do seu núcleo abaixo. Engaje-se e ajude a divulgar!

Núcleo 1 – Caxias do Sul
Núcleo 2 – Santa Maria
Núcleo 3 – Guaporé
Núcleo 4 – Cachoeira do Sul
Núcleo 5 – Montenegro
Núcleo 6 – Rio Grande
Núcleo 7 – Passo Fundo
Núcleo 8 – Estrela
Núcleo 9 – Santo Ângelo
Núcleo 10 – Santa Rosa
Núcleo 11 – Cruz Alta
Núcleo 12 – Bento Gonçalves
Núcleo 13 – Osório
Núcleo 14 – São Leopoldo
Núcleo 15 – Erechim
Núcleo 16 – São Borja
Núcleo 17 – Bagé
Núcleo 18 – Santa Cruz do Sul
Núcleo 19 – Alegrete
Núcleo 20 – Canoas
Núcleo 21 – Uruguaiana
Núcleo 22 – Gravataí
Núcleo 23 – Santana do Livramento
Núcleo 24 – Pelotas
Núcleo 25 – Lagoa Vermelha
Núcleo 26 – Frederico Westphalen
Núcleo 27 – Três Passos
Núcleo 28 – Soledade
Núcleo 29 – Santiago
Núcleo 30 – Vacaria
Núcleo 31 – Ijuí
Núcleo 32 – Taquara
Núcleo 33 – São Luiz Gonzaga
Núcleo 34 – Guaíba
Núcleo 35 – Três de Maio
Núcleo 36 – Cerro Largo
Núcleo 37 – Carazinho
Núcleo 38 – Porto Alegre Zona Norte
Núcleo 39 – Porto Alegre Zona Sul
Núcleo 40 – Palmeira das Missões
Núcleo 41 – São Gabriel
Núcleo 42 – Camaquã
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Integrando as atividades da Greve Geral da Educação, convocada pela CNTE para esta quarta-feira (18), o CPERS, em parceria com a ADUFRGS e outras sete entidades, promove uma aula pública via internet para debater o Coronavírus. 

Com o tema “O que a Universidade Pública tem a dizer sobre o Coronavírus?”, a bióloga molecular Ana Beatriz Gorini da Veiga (UFCSPA) e o Infectologista Luciano Zubaran Goldani (UFRGS) trarão informações sobre o que se sabe até o momento a respeito do vírus e o trabalho que as Universidades e Institutos de Pesquisas estão desenvolvendo para combatê-lo e evitar a sua propagação.

A aula pública será transmitida pelo facebook do CPERS, nesta quarta-feira (18), a partir das 9h30.

Promoção: CPERS – ADUFRGS-Sindical – SINPRO – CNTE – UNE – UEE – CUT – CTB – PROIFES-Federação.

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O pronunciamento do secretário da educação, Faisal Karam, veiculado no início da noite desta segunda (16), deixou a todos nós estarrecidos.

No vídeo, posteriormente retirado do ar, Faisal defendia a permanência de professores(as) e funcionários(as) na escola mesmo com as aulas presenciais suspensas.

Como o material foi excluído da página do governo no Facebook, queremos crer que o vídeo não passou de um erro grosseiro.

Nesta terça (17), foi publicado no Diário Oficial do Estado o decreto Nº 55.118, cuja única instrução às instituições de ensino consta no artigo 5º:

“Ficam suspensas, a contar de 19 de março de 2020, pelo prazo de quinze dias, prorrogáveis, as aulas presenciais no âmbito do Sistema Estadual de Ensino, devendo a Secretaria da Educação estabelecer plano de ensino e adotar as medidas necessárias para o cumprimento das medidas de prevenção da transmissão do COVID-19 (novo Coronavírus) determinadas neste Decreto.“

Aos agentes públicos, o art. 2º, em seu inciso I, recomenda “que os servidores desempenhem suas atribuições em domicílio, em regime excepcional de teletrabalho, na medida do possível e sem prejuízo ao serviço público.”

Na ausência de mais esclarecimentos, orientamos que as escolas reúnam seus Conselhos Escolares e discutam o melhor procedimento para cada instituição, respeitando as distintas realidades locais, a autonomia escolar e a necessidade de preservação da vida neste período delicado.

Em todo o mundo, países confinam seus cidadãos e impõem duras medidas restritivas à circulação de pessoas. Há consenso científico de que o isolamento social é a única alternativa para deter a pandemia.

Se a intenção é não prejudicar estudantes que têm na merenda escolar, reconhecidamente, a refeição mais importante do dia, o governo pode organizar a doação dos gêneros alimentícios diretamente às famílias.

Se a intenção é realizar tarefas pedagógicas em casa, qual a necessidade de condenar professores(as) e funcionários(as) a passarem o dia na escola?

Não faz sentido manter os trabalhadores(as) da educação vulneráveis, frequentando desnecessariamente espaços coletivos e expondo-se diariamente no deslocamento até o local de trabalho.

Cabe lembrar que esta é uma categoria já imensamente fragilizada por anos de salários congelados e atrasados, que ainda sobrevive à injustiça do corte do ponto da greve apesar dos dias letivos recuperados.

Não há burocracia ou norma que se sobreponha à preservação da vida.

O CPERS defende que professores(as) e funcionários(as) protejam seu bem-estar e procedam de acordo com o decreto, não comparecendo às escolas.

Nossas vidas importam, governador.

▶ CPERS requer não punição de quem suspender aulas antes de quinta

▶ Saiba como receber notícias do CPERS por whatsapp

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Ajude o CPERS a defender a sua escola!

Em 2019, a 1ª edição do Levantamento de Necessidades ajudou o Sindicato a identificar e denunciar inúmeros problemas da rede estadual, subsidiando reportagens e a atuação sindical e forçando o poder público a dar respostas.

Nesta nova edição, queremos ampliar a voz de quem trabalha no chão da escola e mapear a real situação da rede e suas carências. Participe e ajude a divulgar!

▶ Saiba como receber notícias do CPERS por whatsapp

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Após o anúncio, no início da tarde, da suspensão das aulas na rede estadual a partir de quinta-feira (19), a direção do CPERS protocolou ofício junto à Casa Civil e à Secretaria da Educação reiterando o pedido de imediata paralisação das atividades e requerendo outras providências.

As medidas solicitadas incluem a não penalização dos educadores(as) e estudantes que faltarem às aulas já a partir desta segunda, melhores condições de higienização das escolas, a remuneração adequada dos trabalhadores(as) e o pagamento dos salários cortados em virtude da greve, tendo em vista as despesas mais elevadas das famílias para se protegerem do coronavírus.

O ofício foi entregue pela 1ª vice-presidente do CPERS, Solange Carvalho, o 2º vice-presidente Edson Garcia e pela secretária geral do Sindicato, Candida Rosseto.

Confira as exigências

– Que, diante da gravidade dos fatos, o governo não penalize educadores(as) e estudantes que não comparecerem ao espaço escolar a contar desta segunda-feira (16);

– Que o governo assegure a devida remuneração durante o período de suspensão dos dias letivos, sem adiantamento de férias ou do recesso escolar;

– Que, durante o recesso, o governo envide esforços no sentido de equipar adequadamente as escolas estaduais para a necessária higienização, tendo em vista a notória falta de insumos básicos como álcool em gel, sabão e papel toalha;

– Que, ainda durante o recesso, o governo envide esforços no sentido de reestruturar os quadros de recursos humanos, garantindo a plena reposição de professores(as), especialistas e funcionários(as) de escola. Em especial, alertamos para a falta de profissionais para a adequada limpeza e higienização dos espaços escolares;

– Que o governo efetue o pagamento dos salários cortados em virtude da greve, considerando não apenas os dias letivos já recuperados, mas a necessidade de garantir condições aos trabalhadores(as) de arcarem com os gastos mais elevados do período vindouro, incluindo possíveis despesas com saúde e materiais de higiene;

– Que o governo adote em todos os níveis medidas anticíclicas para estimular a economia, abrindo mão da austeridade fiscal, tendo em vista a recessão de proporção recorde que já atinge o cenário internacional e o país, e que certamente recairá sobre o estado.

Saiba mais

▶ Estado suspende aulas a partir desta quinta-feira (19)
▶ Diante da demora do governo, escola Emílio Massot decide suspender as aulas a partir desta terça-feira
▶ CPERS defende suspensão imediata das aulas para conter avanço do coronavírus
▶ Saiba como receber notícias do CPERS por whatsapp

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Antes mesmo do governador anunciar a suspensão das aulas na rede estadual a partir desta quinta (19), a direção e o conselho escolar do CE Emílio Massot, na capital, decidiram suspender as aulas por tempo indeterminado a partir desta terça (17).

A deliberação ocorreu nesta manhã e foi comunicada aos estudantes. No sábado, o CPERS publicou nota exigindo a imediata suspensão das atividades letivas para proteger educadores(as), estudantes e suas famílias.

A diretora Cirlânia Souza e a vice-diretora Neiva Lazarotto reuniram os alunos no pátio para repassar a informação e explicar os motivos que levaram à medida.

“Acompanhamos com preocupação as estatísticas do país e o aumento progressivo de contaminação. Como a única medida do governo até agora tinha sido a de lacrar os bebedouros, decidimos convocar o conselho, que respaldou a nossa decisão. Estamos reduzindo os espaços de circulação. É a única forma de frear a contaminação. É difícil tomar essa decisão, mas a vida vem em primeiro lugar. Contamos com a compreensão de todos”, comunicou Cirlânia.

Em seguida, Cirlânia leu a carta aberta à comunidade escolar, que será encaminhada ao governo ainda hoje e também repassada aos estudantes para que leiam com suas famílias. Em votação, os estudantes aprovaram por unanimidade a suspensão das aulas.

“Aqueles que puderem permanecer em suas casas, permaneçam. A Itália não fez isso de imediato e agora estão enfrentando um caos”, destacou Cirlânia.

“Cada turma terá um representante que será o contato com os grupos de educadores de cada ano”, explicou Neiva.

“O governador só pensa nele. Não está pensando nos estudantes nem nos professores. Se fechou, se protegeu e nos deixou a esmo. Que governo é esse?”, questionou o estudante do primeiro ano, Matheus Edemar Pereira Vicente, que carregava consigo um tubo de álcool gel.

“Achei a decisão super acertada, pois assim não ficamos tão expostos. A escola, por exemplo, não tem álcool gel, nós trazemos de casa”, relatou a estudante Hillary Ingrid.

Ana Maria de Souza, professora de Português e membro do conselho escolar conta que já vinha monitorando a situação junto com a escola. “Estávamos muito preocupados, pois a escola sequer álcool gel pode fornecer aos alunos e manter as aulas, onde há grande circulação de pessoas, seria uma irresponsabilidade.  Tomando essa precaução agora, talvez o vírus não se alastre tanto”, ponderou.

“Nos grupos de pais colocávamos toda nossa preocupação, pois muitos estudantes usam o transporte coletivo, compartilham as garrafas de água e os lanches. Além disso, apesar das crianças muitas vezes não manifestarem os sintomas do coronavírus, elas são vetores. Se o estado não protege, não faz o que deveria, nós temos que agir. Se não tentarmos frear o contágio entraremos em colapso”, salientou  Diego Perito, pai de uma aluna do segundo ano do ensino fundamental.

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ATENÇÃO!

Após pressão do CPERS e da comunidade escolar pela suspensão imediata das aulas, o governador acaba de anunciar, em coletiva, a adoção da medida na rede estadual a partir de QUINTA-FEIRA (19) desta semana.

O período inicial é de duas semanas e pode mudar dependendo da evolução dos casos. Segundo o governo, os alunos(as) receberão atividades para fazer em casa.

Mais informações serão divulgadas assim que possível.

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