O pronunciamento do secretário da educação, Faisal Karam, veiculado no início da noite desta segunda (16), deixou a todos nós estarrecidos.

No vídeo, posteriormente retirado do ar, Faisal defendia a permanência de professores(as) e funcionários(as) na escola mesmo com as aulas presenciais suspensas.

Como o material foi excluído da página do governo no Facebook, queremos crer que o vídeo não passou de um erro grosseiro.

Nesta terça (17), foi publicado no Diário Oficial do Estado o decreto Nº 55.118, cuja única instrução às instituições de ensino consta no artigo 5º:

“Ficam suspensas, a contar de 19 de março de 2020, pelo prazo de quinze dias, prorrogáveis, as aulas presenciais no âmbito do Sistema Estadual de Ensino, devendo a Secretaria da Educação estabelecer plano de ensino e adotar as medidas necessárias para o cumprimento das medidas de prevenção da transmissão do COVID-19 (novo Coronavírus) determinadas neste Decreto.“

Aos agentes públicos, o art. 2º, em seu inciso I, recomenda “que os servidores desempenhem suas atribuições em domicílio, em regime excepcional de teletrabalho, na medida do possível e sem prejuízo ao serviço público.”

Na ausência de mais esclarecimentos, orientamos que as escolas reúnam seus Conselhos Escolares e discutam o melhor procedimento para cada instituição, respeitando as distintas realidades locais, a autonomia escolar e a necessidade de preservação da vida neste período delicado.

Em todo o mundo, países confinam seus cidadãos e impõem duras medidas restritivas à circulação de pessoas. Há consenso científico de que o isolamento social é a única alternativa para deter a pandemia.

Se a intenção é não prejudicar estudantes que têm na merenda escolar, reconhecidamente, a refeição mais importante do dia, o governo pode organizar a doação dos gêneros alimentícios diretamente às famílias.

Se a intenção é realizar tarefas pedagógicas em casa, qual a necessidade de condenar professores(as) e funcionários(as) a passarem o dia na escola?

Não faz sentido manter os trabalhadores(as) da educação vulneráveis, frequentando desnecessariamente espaços coletivos e expondo-se diariamente no deslocamento até o local de trabalho.

Cabe lembrar que esta é uma categoria já imensamente fragilizada por anos de salários congelados e atrasados, que ainda sobrevive à injustiça do corte do ponto da greve apesar dos dias letivos recuperados.

Não há burocracia ou norma que se sobreponha à preservação da vida.

O CPERS defende que professores(as) e funcionários(as) protejam seu bem-estar e procedam de acordo com o decreto, não comparecendo às escolas.

Nossas vidas importam, governador.

▶ CPERS requer não punição de quem suspender aulas antes de quinta

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Ajude o CPERS a defender a sua escola!

Em 2019, a 1ª edição do Levantamento de Necessidades ajudou o Sindicato a identificar e denunciar inúmeros problemas da rede estadual, subsidiando reportagens e a atuação sindical e forçando o poder público a dar respostas.

Nesta nova edição, queremos ampliar a voz de quem trabalha no chão da escola e mapear a real situação da rede e suas carências. Participe e ajude a divulgar!

▶ Saiba como receber notícias do CPERS por whatsapp

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Após o anúncio, no início da tarde, da suspensão das aulas na rede estadual a partir de quinta-feira (19), a direção do CPERS protocolou ofício junto à Casa Civil e à Secretaria da Educação reiterando o pedido de imediata paralisação das atividades e requerendo outras providências.

As medidas solicitadas incluem a não penalização dos educadores(as) e estudantes que faltarem às aulas já a partir desta segunda, melhores condições de higienização das escolas, a remuneração adequada dos trabalhadores(as) e o pagamento dos salários cortados em virtude da greve, tendo em vista as despesas mais elevadas das famílias para se protegerem do coronavírus.

O ofício foi entregue pela 1ª vice-presidente do CPERS, Solange Carvalho, o 2º vice-presidente Edson Garcia e pela secretária geral do Sindicato, Candida Rosseto.

Confira as exigências

– Que, diante da gravidade dos fatos, o governo não penalize educadores(as) e estudantes que não comparecerem ao espaço escolar a contar desta segunda-feira (16);

– Que o governo assegure a devida remuneração durante o período de suspensão dos dias letivos, sem adiantamento de férias ou do recesso escolar;

– Que, durante o recesso, o governo envide esforços no sentido de equipar adequadamente as escolas estaduais para a necessária higienização, tendo em vista a notória falta de insumos básicos como álcool em gel, sabão e papel toalha;

– Que, ainda durante o recesso, o governo envide esforços no sentido de reestruturar os quadros de recursos humanos, garantindo a plena reposição de professores(as), especialistas e funcionários(as) de escola. Em especial, alertamos para a falta de profissionais para a adequada limpeza e higienização dos espaços escolares;

– Que o governo efetue o pagamento dos salários cortados em virtude da greve, considerando não apenas os dias letivos já recuperados, mas a necessidade de garantir condições aos trabalhadores(as) de arcarem com os gastos mais elevados do período vindouro, incluindo possíveis despesas com saúde e materiais de higiene;

– Que o governo adote em todos os níveis medidas anticíclicas para estimular a economia, abrindo mão da austeridade fiscal, tendo em vista a recessão de proporção recorde que já atinge o cenário internacional e o país, e que certamente recairá sobre o estado.

Saiba mais

▶ Estado suspende aulas a partir desta quinta-feira (19)
▶ Diante da demora do governo, escola Emílio Massot decide suspender as aulas a partir desta terça-feira
▶ CPERS defende suspensão imediata das aulas para conter avanço do coronavírus
▶ Saiba como receber notícias do CPERS por whatsapp

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Antes mesmo do governador anunciar a suspensão das aulas na rede estadual a partir desta quinta (19), a direção e o conselho escolar do CE Emílio Massot, na capital, decidiram suspender as aulas por tempo indeterminado a partir desta terça (17).

A deliberação ocorreu nesta manhã e foi comunicada aos estudantes. No sábado, o CPERS publicou nota exigindo a imediata suspensão das atividades letivas para proteger educadores(as), estudantes e suas famílias.

A diretora Cirlânia Souza e a vice-diretora Neiva Lazarotto reuniram os alunos no pátio para repassar a informação e explicar os motivos que levaram à medida.

“Acompanhamos com preocupação as estatísticas do país e o aumento progressivo de contaminação. Como a única medida do governo até agora tinha sido a de lacrar os bebedouros, decidimos convocar o conselho, que respaldou a nossa decisão. Estamos reduzindo os espaços de circulação. É a única forma de frear a contaminação. É difícil tomar essa decisão, mas a vida vem em primeiro lugar. Contamos com a compreensão de todos”, comunicou Cirlânia.

Em seguida, Cirlânia leu a carta aberta à comunidade escolar, que será encaminhada ao governo ainda hoje e também repassada aos estudantes para que leiam com suas famílias. Em votação, os estudantes aprovaram por unanimidade a suspensão das aulas.

“Aqueles que puderem permanecer em suas casas, permaneçam. A Itália não fez isso de imediato e agora estão enfrentando um caos”, destacou Cirlânia.

“Cada turma terá um representante que será o contato com os grupos de educadores de cada ano”, explicou Neiva.

“O governador só pensa nele. Não está pensando nos estudantes nem nos professores. Se fechou, se protegeu e nos deixou a esmo. Que governo é esse?”, questionou o estudante do primeiro ano, Matheus Edemar Pereira Vicente, que carregava consigo um tubo de álcool gel.

“Achei a decisão super acertada, pois assim não ficamos tão expostos. A escola, por exemplo, não tem álcool gel, nós trazemos de casa”, relatou a estudante Hillary Ingrid.

Ana Maria de Souza, professora de Português e membro do conselho escolar conta que já vinha monitorando a situação junto com a escola. “Estávamos muito preocupados, pois a escola sequer álcool gel pode fornecer aos alunos e manter as aulas, onde há grande circulação de pessoas, seria uma irresponsabilidade.  Tomando essa precaução agora, talvez o vírus não se alastre tanto”, ponderou.

“Nos grupos de pais colocávamos toda nossa preocupação, pois muitos estudantes usam o transporte coletivo, compartilham as garrafas de água e os lanches. Além disso, apesar das crianças muitas vezes não manifestarem os sintomas do coronavírus, elas são vetores. Se o estado não protege, não faz o que deveria, nós temos que agir. Se não tentarmos frear o contágio entraremos em colapso”, salientou  Diego Perito, pai de uma aluna do segundo ano do ensino fundamental.

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ATENÇÃO!

Após pressão do CPERS e da comunidade escolar pela suspensão imediata das aulas, o governador acaba de anunciar, em coletiva, a adoção da medida na rede estadual a partir de QUINTA-FEIRA (19) desta semana.

O período inicial é de duas semanas e pode mudar dependendo da evolução dos casos. Segundo o governo, os alunos(as) receberão atividades para fazer em casa.

Mais informações serão divulgadas assim que possível.

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Eduardo Leite (PSDB) publicou, nesta semana, um decreto vetando eventos públicos e viagens oficiais de integrantes do governo. Protegeu os seus, mas nada propôs para defender a vida dos estudantes e educadores(as) da rede estadual e suas famílias.

Diante do crescimento exponencial dos casos de coronavírus, a única medida imposta às escolas até o momento é a proibição de uso dos bebedouros, submetendo alunos(as) a condições desumanas em temperaturas próximas dos 40ºC.

São centenas de milhares convivendo diariamente em salas superlotadas e mal ventiladas, fatores agravados pelas políticas correntes de fechamento de turnos e turmas.

Muitas das escolas sequer receberam verbas para aquisição da merenda neste ano. Há casos em que faltam materiais básicos, como sabão e papel toalha.

São razões suficientes para duvidar da capacidade de suprir as instituições com álcool em gel e demais insumos dentro da necessária urgência.

Assim, cabe ao Estado dar exemplo e tomar medidas preventivas à altura da crise sem precedentes que atravessamos. Suspender as aulas imediatamente, garantindo a remuneração dos trabalhadores(as), e por tempo determinado, é a providência lógica a ser tomada.

A suspensão também seria uma oportunidade para o governo reorganizar e retomar o ano letivo suprindo as atuais carências da rede estadual. Faltam, hoje, mais de 1,5 mil educadores(as) nas escolas, de acordo com levantamento organizado pelo Sindicato.

Não pensamos apenas nos nossos estudantes, funcionários(as) e professores(as), mas no conjunto da população. É essencial estancar a velocidade de propagação do vírus, sob pena de levar o sistema de saúde ao colapso e à situação de calamidade observada em diversos países.

Suspender as aulas, como já demonstram outros estados, é uma questão de tempo. Cabe ao governador decidir quando tomará a decisão. Esperamos que não seja tarde demais para evitar o pior.

▶ Denuncie aqui problemas na sua escola
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por Candida Beatriz Rossetto*

No ano de 2009, por ocasião da gripe H1N1, o CNE foi consultado pela CNTE e entidades sindicais quanto à possibilidade de alteração do tempo do ano letivo e da carga horária. Naquele momento, houve o entendimento do respeito aos preceitos da LDB, porém adaptando-se às realidades locais. Hoje a situação se repete em uma perspectiva de maior gravidade, em face do aumento do número de casos e a disseminação global pelo coronavírus (Covid-19).

Várias produções científicas, o Ministério da Saúde e outros órgãos já se manifestaram pelas medidas necessárias para conter o avanço da contaminação. Uma das orientações é evitar aglomeração de pessoas. Ora, a escola é espaço de concentração, somada à precarização dos espaços de aula, superlotação e carência de material básico para a higienização básica.

Soa como piada o governo proibir o uso de bebedouros em meio a este caos e vulnerabilidade dos trabalhadores(as) em educação. Suspender as aulas em face do quadro da pandemia e da iminência de agravamento da situação é uma necessidade vital. E, se for preciso, deverá ser flexibilizado o cumprimento da carga horária e dias letivos.

O argumento do cumprimento dos 200 dias e das 800 horas como orientadora da manutenção das aulas é questionável. Somos defensores(as) ferrenhos do direito ao acesso, permanência e educação pública de qualidade para as crianças e adolescentes. Esta qualidade perpassa por condições de trabalho, formação e valorização, elemento de luta permanente dos trabalhadores(as). Também pressupõe o respeito ao currículo e projeto político pedagógico construído por cada comunidade escolar.

Infelizmente, vivemos um período em que o projeto ultraliberal prima pelo sucateamento e destruição da escola pública, cuja formação precarizada de estudantes está em execução no RS, atendendo aos ditames do mercado para a privatização da escola pública.

Hoje mais do que nunca nosso grito deve ser em defesa da revogação da EC 95, que congelou por vinte anos os investimentos nas áreas sociais, dentre elas a saúde e a educação, em defesa do SUS e da educação pública. Neste sentido, nossa Confederação (CNTE) e o CPERS Sindicato estarão no front, buscando as condições necessárias para a educação pública e de qualidade social, mas sobretudo pela defesa da vida.

As aulas à distância para a educação básica não devem ser uma constante como os neoliberais apontam e executam nos seus projetos, mas podem ser utilizadas neste caso de necessidade pública, desde que com planejamento e qualidade pedagógica. O burocratismo não pode se sobrepor às necessidades vitais dos membros da comunidade escolar.

Por educação de qualidade social a todos os estudantes! Pelo respeito à comunidade escolar! Pela vida das crianças, adolescentes e trabalhadores(as) em educação!

*Candida Beatriz Rossetto é professora de história aposentada e secretária-geral do CPERS 

Leia também:

▶ CPERS defende suspensão imediata das aulas para conter avanço do coronavírus

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O último dia do II Encontro Estadual de Funcionários(as) da Escola, que ocorre desde ontem em Bento Gonçalves, iniciou com a força da apresentação da dança do grupo de aposentadas Dança é Vida – Seja Feliz, de Cachoeira do Sul.

Na sequência, o público acompanhou o painel “A valorização da educação e dos educadores funcionários como condição para o reconhecimento da profissão”, ministrado pelo representante da Secretaria Executiva da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), José Valdivino Moraes.

Como construir uma história, qual o papel da educação na sociedade e a importância da formação foram alguns dos pontos abordados pelo palestrante.

“Temos que avançar na carreira através da formação técnica. O professor tem que ter a formação para fazer o concurso, quem sabe um dia a gente alcance este patamar? Este encontro é muito importante, principalmente neste momento em que o governo tenta incessantemente retirar direitos. Os debates realizados proporcionam o entendimento desta conjuntura e vão além, destacam a importância da organização da luta dos funcionários, criando novas perspectivas e buscando o fortalecimento da resistência”, destacou.

“Nosso trabalho é eminentemente pedagógico, pois vai desde preparar o ambiente escolar até o olhar mais atento aos alunos. Um abraço em um aluno que esteja passando por uma dificuldade faz muita diferença. Os professores, por atenderem um grande grupo ao mesmo tempo, muitas vezes não conseguem ter esse olhar. Ajudamos muito na parte afetiva dos estudantes. Em sala de aula eles são dos professores, em outros ambientes são nossos”, observou.

Após debate sobre a apresentação de Moraes, os advogados Marcelo Fagundes e Rodrigo Seben, da assessoria jurídica do CPERS, representada pelo escritório Buchabqui e Pinheiro Machado, realizou o painel Parecer sobre as Alterações Legislativas.

Fagundes iniciou explicando que não foi aprovado nenhum reajuste ou subsídio aos funcionários porque não estava em discussão na Assembleia Legislativa, no final do ano, o plano de carreira dos funcionários. “Será que é bom discutirmos o plano de carreira dos funcionários com o governo Eduardo Leite?”, indagou.

A partir disso, expôs detalhadamente como a aprovação do pacote do governo interfere na vida dos funcionários e as novas regras para a aposentadoria.

Após a explanação, os advogados esclareceram as dúvidas dos educadores e lembraram que a assessoria jurídica realiza atendimento nos núcleos do CPERS e, nessas ocasiões, é possível avaliar e orientar caso a caso.

“É a educação pública que forma os filhos da classe trabalhadora, por isso é imprescindível que façamos a análise dos projetos dos partidos, o que defendem e votar consciente. Temos uma tarefa muito grande, precisamos dizer não a Eduardo Leite, mostrar nossa força e resistência”, conclamou a diretora do Departamento dos Funcionários de Escola do CPERS, Sônia Solange Viana.

Resistência, respeito e valorização

Cerca de 500 funcionários de escola debateram, durante os dias do evento, as demandas desta importante parcela da categoria ressaltando a importância da valorização, da formação, do reconhecimento como educadores e da permanente luta por seus direitos.

Para Carmen Aguiar, funcionária de escola aposentada, o Encontro oportunizou que os educadores expusessem suas dúvidas e receios, além de receberem orientações importantes. “Pudemos colocar como nos sentimos nas escolas. Muitos colegas se calam por medo. Aqui encontramos, além de estímulo, orientação sobre como nos colocar e nos fazer respeitar”, relatou.

Pela primeira vez participando do Encontro, a funcionária de escola do 29º núcleo (Santiago), Geanine Bolzan Cogo, disse que sai do evento mais fortalecida. “Tivemos uma troca muito rica nestes dois dias. Percebemos que muitas vezes o sufoco que a gente passa na escola é o meso que o colega enfrenta. Foi muito gratificante ver que tudo que falamos no chão da escola foi exposto aqui nos painéis e debates. Todo funcionário de escola deveria participar desta iniciativa”, destacou.

Jucemar Gonçalves da Costa, diretor do 4º núcleo (Cachoeira do Sul) destacou a palestra sobre assédio moral como um dos momentos marcantes do Encontro. “Isso ocorre muito nas escolas. Na hora da palestra percebi a troca de olhares entre colegas, que reconheciam comportamentos que enfrentam no dia a dia e que não sabiam que configuravam como assédio moral. Foi um encontro muito esclarecedor e motivador”, relatou.

No final do encontro, Sônia leu um documento que sintetiza os principais encaminhamentos do evento e que serão encaminhados para as instâncias deliberativas do CPERS.

O encerramento ocorreu com a bela apresentação de dança do grupo Venute D´Itália, composto pelas aposentadas do 12º núcleo (Bento Gonçalves).

“Muito obrigada por este encontro maravilhoso que realizamos. O CPERS é cada um de vocês, juntos sempre seremos mais fortes”, agradeceu Sônia.

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Nesta quinta e sexta-feira (13), o CPERS recebeu três novas doações de alimentos para a campanha de auxílio a trabalhadores(as) que tiveram os salários cortados por Eduardo Leite (PSDB).

Na quinta, o Sindicato recebeu a contribuição do Sindiserf.

Na manhã desta sexta, a aposentada do Grupo Sempre Ativas, Goretti Grossi entregou os alimentos arrecadados pelo técnico e coordenador do grupo de corrida Percorrer, Leonardo Ribas.

Já à tarde, foi a vez do Sindicato dos Trabalhadores do Judiciário Federal e do Ministério Público da União do Rio Grande do Sul (Sintrajufe/RS) doar 115 cestas básicas.

A ação que já fez a diferença na mesa de muitas famílias de professores(as) e funcionários(as) de escola, tem o objetivo de arrecadar cestas básicas e recursos para adquirir alimentos, a serem doados a quem necessita.

Até o momento já foram entregues 296 cestas para educadores(as) de todo Rio Grande do Sul.

COMO FUNCIONA

1. Se você pode ajudar ou precisa de ajuda, comece preenchendo o formulário no fim desta página

2. Para solicitar cestas básicas, é necessário ser sócio(a) do CPERS e não ter conseguido sacar o 13º e/ou ter sofrido corte de ponto em razão da greve

3. Cestas básicas podem ser entregues diretamente nos 42 núcleos do CPERS (clique aqui e confira as cidades e endereços) ou na sede do Sindicato na capital (Av. Alberto Bins, 480)

4. As doações em dinheiro podem ser depositadas na seguinte conta, criada exclusivamente para este fim: Banco Banrisul (Código: 041) / Ag: 0100 / Conta: 064241800-7 / CNPJ: 92.908.144/0001-69 / Beneficiário: CPERS/Sindicato

5. Os educadores(as) que necessitam de auxílio serão contatados pelo CPERS quando da disponibilidade de cestas básicas para combinar a retirada

6. Ao fim da campanha, as cestas básicas que não forem entregues serão doadas para instituições de caridade e as doações em dinheiro serão destinadas ao fundo de greve.

 

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Começou nesta quinta-feira (12) a 2ª edição do Encontro Estadual de Funcionários de Educação. O evento, realizado em Bento Gonçalves, segue até esta sexta e objetiva valorizar o importante trabalho realizado por estes profissionais no chão da escola. A iniciativa é a culminância dos encontros regionais realizados no decorrer de 2019 nos 42 núcleos do Sindicato.

O Coral dos educadores do 12º núcleo (Bento Gonçalves) deu início às atividades do dia. Logo após, a diretora do Departamento dos Funcionários de Escola do CPERS, Sônia Solange Viana, destacou que somente a luta dos educadores vai impedir que os ataques aos direitos históricos da categoria avancem. “Além de mexer em nossa carreira, o governo ainda faz descontos em cima do nosso salário, que é pago com atraso todos os meses. Estamos aqui firmes e fortes para dizer que ninguém vai nos derrubar”, enfatizou.

Helenir Aguiar Schürer, presidente do CPERS, salientou o essencial trabalho desenvolvido pelos funcionários. “Vocês são fundamentais nas escolas. Aproveitem este encontro, pois aqui terão informação, que é o que nos instrumentaliza para a luta”, destacou.

“Hoje, aqui, estamos nos fortalecendo, pois formação é fortalecimento e resistência, essenciais neste momento difícil que estamos enfrentando”, destacou o segundo vice-presidente do CPERS, Edson Garcia.

A diretora do 12º núcleo, Juçara Borges, lembrou dos avanços já conquistados pelos funcionários. “Quando eu comecei no estado eu não assinava o mesmo ponto dos professores e nem usava a mesma sala que eles. Tivemos conquistas muito significativas, mas ainda temos muito a avançar”, observou.

Representantes do 2º núcleo do CPERS (Santa Maria), subiram ao palco para homenagear a incansável educadora Gleide Fagundes Vieira, que faleceu recentemente.

Análise sobre a conjuntura destaca o papel dos educadores na resistência

Uma detalhada análise sobre a conjuntura política foi apresentada por Helenir, pelo secretário de funcionários(as) da educação da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), José Carlos Bueno Prado – Zezinho, e pelo presidente da CUT/RS e diretor adjunto de assuntos jurídicos do SINPRO/RS, Amarildo Pedro Cenci.

“Será que o Leite é pior que o Sartori ou ele está no quinto ano do mesmo projeto? Isso que estamos vivendo é a continuidade do estado mínimo, que repudia a educação pública”, explicou Helenir.

Ela também destacou que foi a força da luta dos educadores que impediu que o pacote do governo fosse ainda mais danoso à categoria. “Podíamos ter perdido tudo, mas aí vocês entraram em cena e fizeram uma greve histórica, além da pressão nas Câmaras de Vereadores. Tivemos, durante a greve, o apoio de 315 Câmaras”, exaltou.

“Queremos que seja colocado no plano de carreira dos funcionários um índice de reajuste. Por isso, vamos novamente pressionar as Câmaras”, afirmou.

Ela frisou ainda que o governo pretende, até o final do mandato, fechar cinco mil turmas e 480 escolas. “Isso demonstra o tanto de luta que temos pela frente, junto com a comunidade escolar”.

“No próximo dia 18 estaremos em frente ao Piratini e convidaremos todos os deputados a irem conosco exigir do governo que reverta o corte do ponto dos educadores”, conclamou.

Consciência política para impedir a retirada de direitos

“Voto não tem preço, tem conseqüência. Não fizemos o debate necessário e o Brasil acabou elegendo Bolsonaro”, foi assim que Zezinho iniciou sua fala no debate.

“Chegamos a um ponto em que ou lutamos ou lutamos. Se não, a tendência é que nas salas de aula tenhamos uma televisão e uma pessoa, que não será educador, para conduzir os trabalhos”, explicou.

E foi enfático ao frisar que os funcionários nunca devem se ver como coitadinhos. “Não somos tapetinhos. Somos educadores! Nos tornamos coitadinhos quando deixamos que nos tratem assim. Seja quem for que quiser tratar vocês assim, digam: eu sou tão educador quanto vocês”.

Amarildo expôs fatores que representam os sintomas da crise financeira e ressaltou que o setor produtivo, os serviços públicos e o Estado são reféns da ditadura dos acionistas. “Estamos diante de um ferrenho ataque aos serviços públicos e do sucateamento das carreiras. Temos que defender emprego e salário a todos”, alertou.

“Vocês fizeram uma grande greve e mostraram que a educação pública não aceita ser sucateada. Educação para todos os trabalhadores é o que temos de mais importante para o bem social”, finalizou.

No encerramento das atividades da manhã, houve a apresentação dos projetos elaborados pelos funcionários de escola que participaram da 4ª Mostra Pedagógica Estadual do CPERS.

Assédio moral e a valorização dos funcionários foram os temas que pautaram a tarde

Com a apresentação do espetáculo Marias, o grupo de aposentadas do 24º núcleo (Pelotas) iniciou as atividades da tarde.

Na seqüência, a secretária de políticas educacionais do SINTEP/MT, Guelda Cristina de Oliveira Andrade, apresentou o painel Construção do Conceito Funcionários como Educadores e Como Romper com a Barreira da Individualidade Social.

“A educação acontece em todos os espaços da escola. Nós produzimos educação o tempo todo, individualmente e de forma coletiva. Se eu não tenho convicção de que sou educadora como vou convencer o outro?”, questionou.

Ao apresentar a trajetória dos funcionários em busca de formação, destacou “temos que ir rompendo com a invisibilidade no dia a dia através da nossa atuação. Uma das ferramentas para que isso ocorra é a formação, um dos pilares do plano de carreira”, ressaltou.

Fomentar a oferta de cursos técnicos profissionalizantes, realizar censo dos funcionários da educação, implantar imediatamente políticas de formação e garantir, onde não houver, planos de carreira e piso nacional foram algumas das urgências colocadas por Guelda.

A diretora e coordenadora do Coletivo de Funcionários da APP Sindicato/PR, Nádia Beatriz Brixner, apresentou o tema Funcionários(as) em Foco – as redes sociais a serviço da educação. “Temos um grande desafio que é como utilizar as redes sociais para conseguirmos nos comunicar de forma efetiva. Há três anos fazemos um debate no Facebook chamado funcionários em foco, que fala especificamente sobre a pauta dos funcionários com linguagem simples, direta e objetiva”, relatou.

Na seqüência, Zezinho falou sobre assédio moral no trabalho, explicando os tipos existentes e destacando a importância de saber reconhecer atos que configuram essa situação e ao identificá-los denunciar ao sindicato. “Comportamentos, gestos e escritas constantes que causem sentimento de humilhação e inferioridade são classificados como assédio moral e devem ser combatidos”, alertou.

O dia encerrou com a confraternização dos participantes e momento cultural.

Nesta sexta-feira (13) ocorre o último dia do Encontro com atividades que iniciam às 8h30.

 

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