O avanço de Covid-19 na comunidade escolar e a política de cancelamento de matrículas em meio à pandemia pautaram a reunião virtual do Departamento de Funcionários de Escola do CPERS.

Mais de 50 educadores(as) dos núcleos de Camaquã (42º), Guaíba (34º), Rio Grande (6º) e abrangência participaram do encontro, que ocorreu nesta quinta-feira, 6 de agosto, data que marca o Dia Nacional dos Funcionários(as) da Educação. 

Ouvir a base, debater a luta e levar informação aos 42 núcleos durante o isolamento são alguns dos objetivos das atividades. Este é o sexto dos 15 encontros previstos.

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Ponto de preocupação entre os educadores(as), o aumento do número de casos de Covid-19 na comunidade escolar foi uma das tônicas do debate. O CPERS tem recebido denúncias que constatam o crescimento da contaminação de coronavírus no chão da escola.

“O maior número de atestados de Covid-19 que recebemos são de funcionários e equipes diretivas. Isso significa que os plantões são pontos de contágio”, denunciou a diretora do Departamento, Sônia Solange Viana.

Conforme orientação da Seduc nas duas últimas reuniões com o Sindicato, em regiões com bandeira vermelha, os plantões presenciais devem ocorrer por agendamento apenas de casos emergenciais. Já nas demais bandeiras, devem ser escalonados.

Sônia também assegurou que funcionários(as) do grupo de risco não precisam comparecer nas escolas, contratados(as) não serão demitidos e EPIs devem ser disponibilizadas a todos os educadores(as).

Denúncias devem ser encaminhadas ao escritório Buchabqui Pinheiro Machado, que representa a assessoria jurídica do Sindicato.

▶ Saiba como contatar o SAS e o jurídico.

O cancelamento de matrículas de estudantes maiores de idade que perderam contato com a escola durante o isolamento também pautou o debate. Nesta semana, o CPERS denunciou a política do governo Leite (PSDB) em ofício endereçado ao Ministério Público do Estado do Rio Grande do Sul (MPRS).

De acordo com a orientação do Estado, estudantes que não informarem os motivos da ausência devem ser excluídos do ISE, o sistema de controle de matrículas e presença da rede estadual.

“Essa é uma política de desmonte da educação pública. Muitos alunos não têm acesso à internet. Eles não podem ficar fora da escola. Estamos cobrando das CREs e fizemos a denúncia no Ministério Público”, asseverou a diretora do Departamento de Educação, Rosane Zan.

De acordo com a Seduc, estão sendo realizadas mais de 5 mil novas matrículas de alunos da rede privada para a pública. No entanto, estudantes excluídos socialmente têm sua matrícula cancelada pelo governo Leite (PSDB).

“Não é momento de excluir aluno de lista de chamada. Há estudantes que não podem entregar atividades presencialmente e que não tem acesso à internet. Isso deve ser considerado”, expôs o 2º vice-presidente do CPERS, Edson Garcia.

Para a diretora do núcleo de Rio Grande, Andréa Nunes da Rosa, o debate é importante para fortalecer a luta. “O desafio não é fácil, mas sairemos daqui mais fortalecidos”, disse.

“Quem elabora as políticas educacionais precisa reconhecer a importância do funcionário de escola para a educação pública”, afirmou Luís Armando Peretti, diretor do núcleo de Guaíba.

Já Iarita Ávila de Souza, diretora do núcleo de Camaquã, alertou para a sobrecarga de trabalho em meio à pandemia: “Todos estão sobrecarregados, apesar de estar em casa, o trabalho está sendo dobrado. O desafio é novo e bastante complexo”.

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Plano de Carreira, reajuste salarial, mudanças com as reformas de Eduardo Leite (PSDB) e juros abusivos também foram abordados. Confira, abaixo, ponto a ponto.

Plano de Carreira

A manutenção do Plano de Carreira para funcionários(as) de escola é uma das grandes conquistas do CPERS. O Plano estimula a qualificação dos educadores(as). Hoje, é possível encontrar funcionários(as) de escola com nível superior, o que antes era bem difícil.

“O Paraná colocou os funcionários em cargo de extinção com a terceirização. Lutamos, fizemos pressão e os deputados não mexeram no Plano de Carreira dos funcionários. Graças à nossa luta”, afirmou a 1ª vice-presidente do CPERS, Solange Carvalho.

Alterações com as reformas

As reformas de Eduardo Leite (PSDB) são decorrência das alterações no Estatuto dos Servidores Estaduais (Lei 10.098) e inferem em mudanças de adicionais como insalubridade, abono família, vale-refeição e difícil acesso.

“Tivemos algumas alterações legislativas recentes. A principal mudança para funcionários é a extinção das vantagens temporais (triênios e quinquênios)”, disse o advogado da assessoria jurídica do CPERS, Rodrigo Sebben.

Sobre a questão previdenciária, houve alteração nas alíquotas. Rodrigo orientou que se procure o jurídico, antes de solicitar a aposentadoria, para que cada caso seja avaliado.

Reajuste salarial

Uma das principais lutas do CPERS é o reajuste salarial, o último ocorreu em novembro de 2014. Essa será uma das pautas da próxima reunião com o centro do governo e o chefe da Casa Civil.

Juros abusivos

Com o aprofundamento da crise financeira face aos quase seis anos de salários atrasados e parcelados, educadores têm realizado empréstimos junto a financeiras como a FAC. Contudo, a cobrança de juros tem sido abusiva. A medida é ilegal e o departamento jurídico está ajuizando ações pelo ressarcimento do valor cobrado a mais.

Os advogados dos núcleos Douglas Ambrozi, Bruno Tschiedel e Guido da Costa tiraram dúvidas dos presentes. Também compareceram na reunião a secretária-geral do CPERS, Candida Rossetto, e a diretora Alda Maria Souza.

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Em meio a uma grave crise sanitária e econômica, o Governo Eduardo Leite junto com o Governo de Jair Bolsonaro segue firme no seu propósito de entregar ao capital privado e estrangeiro a parte ainda pública da infraestrutura energética do Rio Grande do Sul. O passo dessa vez, é a Consulta Pública Nº 039/2020 da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), aberta no último dia 18/06, com o objetivo de privatizar 13 hidrelétricas pertencentes à Companhia Estadual de Geração e Transmissão de Energia Elétrica do Rio Grande do Sul (CEEEGT).

As usinas que o governo pretende se desfazer são: Jacuí, Passo Real, Canastra, Bugres, Ernestina, Capigui, Guarita, Herval, Santa Rosa, Passo do Inferno, Forquilha, Ijuizinho e Itaúba. Juntas, elas correspondem a 920 megawatts (MW) de potência instalada, cerca de 15% do total instalado do Rio Grande do Sul.

Os 13 empreendimentos hidrelétricos fazem parte de um bloco de usinas com Concessões Renovadas até dezembro de 2042 – com exceção de Itaúba, que possui contrato até 2021 – e estão reguladas pelo Contrato de Concessão Nº 025/2000 da ANEEL. Em 2012, com o objetivo de reduzir o preço da energia, o Governo Federal deu a opção aos estados de anteciparem a renovação das concessões dos empreendimentos de energia elétrica que estavam por vencer. Em contrapartida, as usinas, que já estavam com os seus custos de construção totalmente amortizados, reduziram em mais de 65% o preço de venda da sua energia.

Além das 13 usinas, o Governo do Estado pretende privatizar também os mais de 6.300 km de linhas de transmissão pertencentes à CEEE-GT, além da sua empresa de distribuição de energia elétrica, a CEEE-D, responsável por atender diretamente mais de 4 milhões de consumidores.

Todas essas privatizações provocarão três grandes conseqüências para o nosso estado e a sua população:

1. Aumento das tarifas de energia elétrica para as famílias gaúchas pelos próximos 30 anos (tempo de duração dos novos contratos). Atualmente, a energia produzida por essas usinas da CEEE é vendida, em média, por R$ 60,00 para cada 1 mil quilowatt/hora (kW/h). Após a privatização, o preço será alterado e a energia será vendida pelo preço de mercado, que gira em torno de R$ 300,00 para cada 1 mil kW/h. Afetando assim consumidores residenciais, pequenos e médios comerciantes, agricultores e as pequenas e médias indústrias;

2. O aumento da energia, item essencial nos processos produtivos e serviços, prejudicará a retomada da economia e a geração de empregos no período pós-pandemia. Sendo uma medida na contramão do que é necessário fazer para que nosso povo não seja mais submetido à situação de miséria ou desemprego;

3. Perda de um patrimônio público estratégico e da nossa soberania energética. Isso significa que estará nas mãos de grupos estrangeiros e multinacionais a decisão de quanto, como e onde realizar os investimentos tão necessários ao desenvolvimento do nosso estado.

Esse processo de privatização também possui vários pontos questionáveis que representam um total desrespeito à população gaúcha e aos trabalhadores da CEEE. Sob iniciativa privada não se contratará novos trabalhadores e os atuais estarão em risco de demissão e/ou terceirização. Para além disso, há questões que precisam ser resolvidas e que envolvem a vida de milhares de trabalhadores, como a dívida de R$ 1,3 bi da CEEE com o plano de previdência dos eletricitários (Fundação ELETROCEEE) que, conforme contrato, em caso de mudança do controle acionário da empresa deve ser quitada à vista, e o destino dos chamados “ex-autárquicos”. Além disso, a gestão que é nomeada pelo governo, optou em deixar de pagar suas obrigações tributárias. Ato este criminoso, pois além de lesar os cofres públicos, teve a intenção de tornar a CEEE, a maior devedora de ICMS do estado, a fim de desmoralizar a empresa perante a opinião pública.

Diante disso, as organizações que assinam esta nota se posicionam contrárias ao processo de privatização da CEEE e exigem a imediata suspensão da Consulta Pública Nº 039/2020 da ANEEL, por considerarmos esse processo um enorme crime de lesa pátria, com graves danos ao povo gaúcho, ao erário e ao interesse público.

Também convocamos toda a população gaúcha para lutar em defesa de uma CEEE pública e em defesa de tarifas justas de energia elétrica, algo que só uma empresa estatal consegue garantir.

Rio Grande do Sul, Agosto de 2020.

(*) Assinam esta nota pública:

1. Movimento dos Atingidos por Barragens – MAB

2. Movimento de Mulheres Camponesas – MMC

3. Movimento dos Pequenos Agricultores – MPA

4. Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra – MST

5. Movimento dos Trabalhadores Sem Teto – MTST

6. Movimento de Trabalhadoras e Trabalhadores por Direitos – MTD

7. Movimento pela Soberania Popular na Mineração – MAM

8. Movimento Popular Pedagógico Escola do Povo

9. Marcha Mundial das Mulheres – MMM

10. Levante Popular da Juventude

11. Setorial de Energia e Recursos Minerais do Partido dos Trabalhadores/ RS

12. União dos Profissionais das Companhias e das Empresas de Energia Elétrica – UNIPROCEEE

13. Consulta Popular – RS

14. Plataforma Operária e Camponesa da Água e da Energia – POCAE

15. Frente Brasil Popular – FBP/RS

16. Frente Nacional pelo Saneamento Ambiental – FNSA

17. Central Única dos Trabalhadores – CUT/RS

18. Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil – CTB/RS

19. Federação Nacional dos Urbanitários – FNU

20. Federação dos Trabalhadores da Agricultura Familiar – FETRAF/RS

21. Federação dos Empregados no Comércio de Bens e Serviços do Rio Grande do Sul – FECOSUL

22. Federação de Estudantes de Agronomia do Brasil – FEAB

23. Federação dos Trabalhadores nas Indústrias da Alimentação do Rio Grande do Sul – FTIA/RS

24. Associação dos Técnicos Industriais da Companhia Estadual de Energia Elétrica – ATCEEE

25. Associação dos Aposentados e Pensionistas Eletricitários do Rio Grande do Sul – AAPERGS

26. Associação dos Funcionários em Defesa das Estatais e do Patrimônio Público do Rio Grande do Sul – ADEFERS

27. Sindicato dos Trabalhadores em Administração Escolar do Rio Grande do Sul – SINTAE/RS

28. Sindicato dos Trabalhadores em Saneamento do Rio Grande do Sul – SINDIAGUA/RS

29. Sindicato dos Eletricitários do Rio Grande do Sul – SINERGISUL

30. Sindicato dos Técnicos Industriais de Nível Médio do Rio Grande do Sul – SINTEC/RS

31. Sindicato dos Servidores Federais do Rio Grande do Sul – SINDISERF

32. Sindicato dos Petroleiros do Rio Grande do Sul – SINDIPETRO/RS

33. Sindicato dos Engenheiros do Rio Grande do Sul – SENGE/ RS

34. Centro dos Professores do Estado do Rio Grande do Sul – Sindicato dos Trabalhadores em Educação – CPERS Sindicato

35. Conselho de Segurança Alimentar e Nutricional do Rio Grande do Sul – CONSEA/RS

36. Amigos da Terra do Brasil

37. Centro de Apoio e Promoção a Agroecologia – CAPA

38. Cáritas Brasileira Regional do Rio Grande do Sul

39. Pastoral da Juventude – Diocese de Erechim

40. Pastorais Sociais – Diocese de Erechim

41. Direção da Universidade Federal da Fronteira Sul – campus Erechim

42. Equipe diretiva do Instituto Federal do Rio Grande do Sul – campus Erechim

Foto de capa: Pedro Revillion / Palácio Piratini

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Os vereadores de Santa Vitória do Palmar e do Chuí já mostraram que estão ao lado da categoria e aprovaram, nesta semana, a moção de apoio ao pagamento dos salários cortados dos educadores(as) grevistas.

A mobilização da base nos municípios para pressionar pela devolução dos valores é uma das estratégias deliberadas no último Conselho Geral do CPERS.

Desde dezembro os educadores(as) amargam cortes mensais que chegam a 30% do salário. São mais de 27 mil castigados para – nas palavras do governador – “desestimular a prática grevista”, apesar das aulas recuperadas sem prejuízo aos estudantes.

Este é um ano eleitoral e os vereadores(as) podem exercer pressão crucial sobre seus partidos na Assembleia e no Piratini para assegurar o pagamento dos salários cortados.

Por isso elaboramos um modelo de moção a ser enviado para os vereadores da sua cidade.

Clique aqui para baixar o modelo de moção

O texto destaca sete pontos a serem considerados pelos vereadores(as) e ressalta que as aulas devidas foram recuperadas e, em meio a uma pandemia, é incabível a continuidade de uma medida meramente punitiva e politicamente motivada. 

Envie o arquivo, dialogue, obtenha apoio e garanta que a moção seja aprovada.

Saiba como receber notícias do CPERS por whatsapp

Moção de Santa Vitória do Palmar

Moção do Chuí

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🚨 ATENÇÃO SERVIDOR E SERVIDORA DO RS

🔴 Pode ser votado nesta quarta (5) o PLC 148/2020. O governo Leite quer meter a mão no FundoPrev e confiscar R$ 2 bilhões DA SUA Previdência. Querem sacrificar O SEU futuro para sanar problemas de caixa do atual governo.

📲 REAJA! Pressione a base no governo na Assembleia Legislativa para retirar o quorum da votação. Precisamos ganhar tempo!

👨🏻‍🏫 Acesse as redes dos deputados e mande a seguinte mensagem:

Senhores e senhoras parlamentares, não votem o PLC148/2020. O que o Governo vai deixar na carteira do Fundoprev? O fundo que aplica no projeto do cais Mauá? Ou no fundo do banco de Brasília investigado pela Lava Jato? #RetiraPLC148

▶ ADOLFO BRITO (PP)

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📢 Email: ajbrito@al.rs.gov.br

▶ AIRTON LIMA (PL)

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▶ALOÍSIO CLASSMANN (PTB)

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▶ ANY ORTIZ (CIDADANIA)

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▶ CAPITÃO MACEDO (PSL)

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▶ CARLOS BÚRIGO (MDB)

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▶ DALCISO OLIVEIRA (PSB)

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▶ DIRCEU FRANCISCON (PTB)

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▶ DR. THIAGO DUARTE (DEM)

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▶ EDSON BRUM (MDB)

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▶ ELIZANDRO SABINO (PTB)

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▶ ERIC LINS (DEM)

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▶ ERNANI POLO (PP)

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▶ FÁBIO BRANCO (MDB)

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▶ FÁBIO OSTERMANN (NOVO)

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▶ FRANCIANE BAYER (PSB)

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▶ GIUSEPPE RIESGO (NOVO)

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▶ ISSUR KOCH (PP)

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▶ KELLY MORAES (PTB)

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▶ LUÍS AUGUSTO LARA (PTB)

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▶ LUIZ HENRIQUE VIANA (PSDB)

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▶ MATEUS WESP (PSDB)

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▶ NERI O CARTEIRO (SOLIDARIEDADE)

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▶ PAPARICO BACCHI (PL)

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▶ PEDRO PEREIRA (PSDB)

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▶ SERGIO PERES (REPUBLICANO)

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▶ SÉRGIO TURRA (PP)

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▶ SILVANA COVATTI (PP)

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▶ TENENTE CORONEL ZUCCO (PSL)

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▶ TIAGO SIMON (MDB)

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Representantes da direção central do CPERS participaram, na manhã desta terça-feira (4), de audiência pública que debateu, na Comissão de Educação da Assembleia Legislativa, os impactos do PLC 148/2020 na previdência e no financiamento da educação.

A presidente da Comissão, deputada Sofia Cavedon, alertou que, dos mais de 14,6 mil servidores que estão, hoje, no Fundoprev – do qual o governo pretende confiscar recursos para o caixa único – 9.265 são professores.

“Este PLC traz mecanismos extremamente preocupantes e severos. Gera insegurança para os servidores e tira perspectiva do estado”, frisou Sofia.

Para o CPERS e demais Sindicatos da Frente dos Servidores Públicos (FSP/RS), o projeto é mais um ataque do governo Eduardo Leite ao funcionalismo e aos serviços públicos. Prevista no PLC, a reestruturação do Fundo Previdenciário dos Servidores Públicos, na prática, pode retirar cerca de R$ 2 bilhões do Fundo.

“Trata-se de uma manobra fiscal que pode elevar o déficit atuarial e causar problemas ainda maiores no futuro”, observou a presidente do Sindicato, Helenir Aguiar Schürer.

Junto à FSP, o CPERS pressiona para que seja derrubado o regime de urgência do projeto. “Pedimos para que a Comissão interceda junto ao governo para que retire o regime de urgência. Um governo que se diz de diálogo deveria nos dar o direito de debater melhor essa questão que é tão importante para o nosso futuro”, destacou Helenir.

▶ Saiba como receber notícias do CPERS por whatsapp

A matéria, que também incentiva a migração de servidores para o Regime de Previdência Complementar (RPC), foi encaminhada para o parlamento gaúcho no começo de junho e passa a trancar a pauta de votações a partir da próxima semana.

O PLC 148 não passou pela Comissão do IPE Prev, que é um órgão deliberativo. “Integramos a comissão e estamos indignados, pois não fomos ouvidos. Vamos cobrar isso”, afirmou a presidente do CPERS.

Projeto compromete o futuro dos servidores e do RS

O ex-secretário da Fazenda do governo Tarso Genro, Odir Tonollier, avaliou as consequências do PLC 148 para os servidores e o Estado. “É preciso deixar muito claro que esta Previdência é para o futuro e não pode ser mexida por um governador que não consegue pagar a folha em dia. O governo atual está comprometendo bastante o futuro do Rio Grande do Sul”, afirmou.

Segundo ele, não ter uma previdência é um dos pontos fortes da crise financeira atual. “A ausência de uma Previdência desorganiza o estado e as contas públicas. A razão da crise estrutural é não termos tido uma previdência estruturada.”

Tonollier avaliou que diante de uma necessidade de caixa, aquilo que foi acumulado em dez anos pode ser gasto em dois ou três meses. “O governador tem que resolver como pagar as contas no momento. É uma obrigação com o futuro que o governo está assumindo e não pode agora diante de uma dificuldade agir assim”, considerou.

“Esse é um custo de agora e tem que ser previsto agora. Daqui a 20 anos como ficará o serviço que o estado irá prestar?”, indagou Sofia.

“O estado já criou outros 2 fundos previdenciários no passado, um no governo Antônio Britto e o outro no governo Yeda Crusius. O que está se tentando agora é mais grave do que foi feito nesses governos. Faz uma nova segregação de massas e se apropria dos recursos. Está utilizando recursos de um fundo para pagar despesas de outro fundo, a meu ver há uma vedação nesse sentido.”, observou o assessor econômico da Comissão, Elton Scapini.

Também se manifestaram os representantes do Tribunal de Contas do Estado (TCE/RS) César Filomena, Gustavo Carrozzino e Débora Brondani. Os três falaram sobre os objetivos e efeitos da proposição, o controle do déficit previdenciário do RS, a situação superavitária dos Fundos estatais, as alternativas e a transição de servidores.

O auditor público do Tribunal de Contas do Estado (TCE), César Filomena, frisou a falta de segurança do projeto. “Talvez a grande dificuldade é ter a garantia da segurança das redes, pois quando alteram as regras se torna mais difícil fazer o controle”, pontuou.

Ao final da reunião ficou definido que a Comissão irá solicitar ao governo a retirada do regime de urgência do PLC 148. “É necessário muito mais debate, pois não é só essa geração que será impactada, mas a sociedade no futuro e a possibilidade de equalização das finanças do estado. Os servidores já se sacrificam demais. O sacrifício precisa ser de ambas as partes”, finalizou Sofia.

Além da retirada da urgência, o colegiado propôs que o cálculo atuarial das alterações do regime de previdência dos servidores, proposto no PL, passe por análise do Conselho do IPE Prev.

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Em ofício endereçado ao Ministério Público do Estado do Rio Grande do Sul (MPRS), o CPERS denuncia o governo Leite (PSDB) por orientar o cancelamento de matrículas de estudantes maiores de idade que perderam contato com a escola durante a pandemia.

Leia a íntegra do ofício aqui

A denúncia se baseia em documentos expedidos pelas Coordenadorias Regionais da Educação (CREs).

De acordo com a orientação do Estado, aqueles estudantes que não informarem os motivos da ausência devem ser excluídos do ISE, o sistema de controle de matrículas e presença da rede estadual.

No ofício ao Ministério Público, o CPERS argumenta que a medida fere o princípio do acesso à educação e corrobora para a evasão escolar, contrariando a Constituição Federal e a Lei de Diretrizes e Bases, além de agravar a defasagem e a distorção idade-série.

“É dever do Estado, sobretudo da SEDUC, não medir esforços para garantir a permanência nas escolas. E, neste sentindo, a orientação da Administração Pública é justamente o revés”, defende o Sindicato.

Na prática, além de não promover qualquer iniciativa de combate à evasão, o Estado mostra-se conivente com o abandono. Em tempo, a exclusão de alunos(as) maiores de idade vem ao encontro da política em curso de desmonte do EJA e enxugamento da rede.

De acordo com o painel de engajamento da GetEdu, parceira da Google for Education e responsável pela implementação da plataforma no Rio Grande do Sul, menos da metade dos estudantes da modalidade realizaram login na plataforma: 22,1 mil em um universo de 49,6 mil.

O número choca, mas não surpreende. Dada a fragilidade do público em questão, que via de regra concilia estudo, trabalho e o sustento de familiares em meio à pandemia, a falta de políticas de assistência aos estudantes atua como catalisadora do abandono.

Passado quase um semestre da suspensão das aulas presenciais, alunado e docentes continuam arcando com a própria Internet e utilizando equipamentos pessoais para acessar e dar aulas. Se não têm condições, devem se expor à pandemia agendando atendimentos presenciais.

O CPERS conclui o ofício requerendo que o MP/RS fiscalize a atuação da Secretaria de Educação e averigue os procedimentos adotados, também, no âmbito dos alunos menores de idade.

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Dez dias após a reabertura das escolas, um grande surto de Covid-19 se alastrou em uma comunidade escolar de Jerusalém, infectando 153 alunos (13,2%) e 25 educadores (16,6%).

Ao todo, cerca de 260 pessoas foram contaminadas. É o que aponta estudo elaborado pela Faculdade de Medicina da Universidade Hebraica de Jerusalém, em parceria com o Ministério da Saúde de Israel, e publicado pela revista médica Eurosurveillance.

A transmissão em massa ocorreu em uma escola secundária, que atende 1190 estudantes de 12 a 18 anos. Após uma onda de calor extrema acima de 40 ° C, o Ministério da Saúde isentou os alunos do uso de máscaras durante três dias seguidos.

Em 26 de maio, foi registrado o primeiro caso. Já o segundo, no dia seguinte. Ambos não estavam epidemiologicamente ligados e constavam alunos de séries diferentes; uma das fontes de infecção era desconhecida. Familiares, alunos e professores que tiveram contato próximo com os infectados foram isolados.

▶

De acordo com a investigação epidemiológica, em ambos os casos, estudantes que frequentaram a escola, entre os dias 19 e 21, relataram sintomas leves – como anosmia, ageusia, febre e dor de cabeça.

Com o surgimento das infecções, o escritório de saúde do distrito declarou ‘status de surto’. Entre as medidas, fechamento total da escola, isolamento social e testes da comunidade escolar.

Testagem em massa

Durante o feriado judaico, nos dias 28 a 30, foram realizados testes em massa de Covid-19, fruto de trabalho conjunto com a comunidade escolar, quatro Fundos de Saúde, a organização nacional de serviços de emergência, Magen David Adom, o município local e o escritório distrital de saúde.

Foram excluídos da testagem dez professores e 26 alunos que não frequentavam a escola desde a reabertura, em 18 de maio. O restante foi testado: de 151 a 152 funcionários e 1.161 a 1.164 alunos.

As taxas de Covid-19 diferiram entre os grupos, sendo mais altas nas séries juniores (7 a 9) do que nas mais avançadas (10 a 12) (Figura 1).

Os índices de pico foram observados na 9ª série, contabilizando 20 casos em uma turma e 13 em duas outras classes, e na 7ª série, com 14 infecções. Quatro dos professores testados positivamente lecionaram em todas as turmas com altos índices de contaminação, dois lecionaram em três e um lecionou em duas.

Em 30 de junho, haviam se recuperado de 100 a 153 estudantes (65,4%) e de 16 a 25 educadores(as) (64%), com dois resultados negativos de PCR. A avaliação do período de recuperação revelou que 60% dos casos assintomáticos se recuperaram em 25 dias em comparação a apenas 37% dos casos sintomáticos.

▶ Saiba como receber notícias do CPERS por whatsapp

Nos homens, a taxa de casos sintomáticos foi de 43% entre os estudantes e 76% entre os funcionários. Os principais sintomas relatados foram tosse, dor de cabeça, febre, dor de garganta e mialgia. Também foi registrada uma visita à emergência e nenhuma hospitalização.

Uma inspeção feita na escola relatou classes lotadas: de 35 a 38 alunos por turma em uma área de 39 a 49 m², constando 1,1 a 1,3 m² por aluno – abaixo do padrão de 1,5 m². Desse modo, o distanciamento entre alunos, e estudantes e professores não foi possível.

Número de casos nas crianças em idade escolar cresce após a reabertura

O surto escolar levou os pesquisadores a avaliarem a distribuição de casos por idade antes e depois da reabertura da escola. O ponto de mensuração foi uma semana após a reabertura, em 24 de maio.
A avaliação mostrou que antes, nas semanas de nove a 21, a proporção de contágio nas crianças em idade escolar, entre dez e 19 anos, foi de 19,8%. Houve, portanto, um aumento de 40,9% (316/772) após a reabertura (Figura 2).
Dos 18.448 casos notificados em Israel, entre as semanas 9 e 24, 5.184 dos confirmados positivamente foram apenas em Jerusalém e 13.264 em todos os outros distritos.
Assim, foi constatado um aumento do número de crianças de dez a 19 anos contaminadas em Jerusalém (22,6%) comparado aos outros distritos (13,9%) após a reabertura das escolas (Figura 3).

É preciso fechar as escolas

No Rio Grande do Sul, os números são alarmantes e indicam uma aceleração da curva. Já são 1.876 óbitos e 66.692 casos confirmados até a manhã desta segunda-feira (03).

É consenso científico de que o isolamento social é a única forma de evitar o contágio. Para o CPERS, a falta de testes, de recursos humanos e materiais, e de controle da curva, inviabilizam qualquer possibilidade de retorno às aulas presenciais em curto ou médio prazo.

Leia também:

▶Escolas fechadas, vidas preservadas. Artigo da presidente Helenir Aguiar Schürer
▶Pela vida dos gaúchos: Conselho Geral defende fechamento total das escolas do Estado
▶É preciso fechar completamente as escolas do RS enquanto há tempo
▶ Sociedade de Infectologia do RS emite alerta sobre gravidade da pandemia
▶ Em audiência com deputados e Seduc, CPERS reforça que não há segurança para voltar às aulas presenciais

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Contate os deputados e defenda a escola pública!

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Efraim Filho

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(61) 98114 5777

MDB

Baleia Rossi

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CIDADANIA

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(61) 96904-8860 (61) 98134-7911

PSDB

Carlos Sampaio

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(19) 99632-4500

PSB

Alessandro Molon

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(61) 99804-1313 (21) 99763-4082

PROS

Acácio Favacho

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PT

Enio Verri

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PSL

Felipe Francischini

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PL

Wellington Roberto

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PP

Arthur Lira

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PSD

Diego Andrade

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REPUBLICANOS

Jhonatan de Jesus

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PDT

Wolney Queiroz

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SOLIDARIEDADE

Zé Silva

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PTB

Pedro Lucas Fernandes

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PODEMOS

Léo Moraes

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PSOL

Fernanda Melchionna

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PSC

André Ferreira

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PCdoB

Perpétua Almeida

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A direção central do CPERS lamenta o falecimento da senhora Anida Silva de Oliveira, mãe da ex-presidente do CPERS, professora Rejane de Oliveira.

Neste momento de dor, nos solidarizamos à família e aos amigos.

O velório está ocorrendo na capela A do cemitério São José (Av. Cristo Rei, 810, Vila Nova, Porto Alegre). O sepultamento ocorrerá às 14 horas.

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Foi apresentada na manhã desta sexta-feira (31) a primeira parte dos resultados de uma pesquisa produzida pelo Comitê Popular Estadual de Acompanhamento da Crise Educacional no RS, o qual o CPERS integra.

Os dados foram coletados entre os dias 23 e 28 de julho através de um questionário online. Entre os mais de 6 mil acessos, foram validadas 2.200 respostas. A pesquisa buscou mapear as condições, necessidades e impactos da pandemia e as questões de segurança para volta às aulas presenciais.

Confira aqui a íntegra da pesquisa

A socióloga e integrante do comitê, Aline Kerber, uma das responsáveis técnicas pela pesquisa, ressalta aspectos que já estão sendo percebidos sobre o momento vivenciado pela educação pública e privada no Rio Grande do Sul. “Já nas primeiras análises foi possível perceber que estamos em um momento de apagão educacional tanto nas redes públicas como na rede privada”, ressalta.

Aline destaca que 53% das famílias afirmam que a renda da casa diminuiu e 27% estão em situação de desemprego. Outro dado preocupante é que 22% das famílias dizem deixar os filhos sozinhos em casa e 13% mencionam que os filhos ficam com familiares/amigos/vizinhos maiores de 18 anos.

Daniel Momoli, Doutor em Educação pela UFRGS e um dos articuladores do Comitê, vê com preocupação o cenário desigual apontado pela pesquisa. Os dados indicam que 59% dos alunos das escolas estaduais e 47% das municipais dizem ter computador, enquanto na rede privada mais de 96% dos estudantes possuem o equipamento.

Ao total, 80% das pessoas que responderam dizem ter acesso à internet Wifi e 43,5% têm internet no celular. Mas, quando observado de forma segmentada, nas escolas municipais isso significa que apenas 14% dos estudantes tem banda larga, na rede estadual chega a 20%, enquanto na rede privada 49% dos estudantes tem banda larga.

Os dados divulgados apontam ainda que 22% das famílias dizem ter algum filho sem aula na rede municipal neste momento. Na rede estadual este número cai para 13%. Já na rede privada 93% afirmam que seus filhos têm aula, evidenciando a desigualdade do acesso à educação, principalmente dos estudantes das redes públicas em Porto Alegre.

Segunda etapa da pesquisa

Na próxima semana será divulgada a segunda parte da pesquisa e o Relatório Final estará disponível a partir do dia 31 de agosto de 2020. Os resultados serão oficiados a todos os órgãos públicos com pedidos de reunião, para que seja possível debater o estudo realizado pelo Comitê a partir do protagonismo da Associação Mães & Pais Pela Democracia.

De acordo com as entidades que compõe o Comitê, entende-se que qualquer decisão sobre as condições de retorno às aulas presenciais deve ser deliberada com a participação de toda a comunidade escolar e acadêmica do estado, em articulação intersetorial com as áreas da economia, da saúde, da cultura, do lazer, da segurança, da assistência social e respeitando a pluralidade da sociedade gaúcha.

Para tanto, é fundamental a garantia do padrão de qualidade social/pedagógica do processo de ensino e aprendizagem e do acesso com equitatividade, reduzindo as desigualdades geradas nesse momento através da criação de mecanismos que assegurem a escuta, o envolvimento e a participação democrática das comunidades escolares e acadêmicas.

Mais informações podem ser obtidas com Aline Kerber, presidenta da Associação Mães & Pais Pela Democracia através do e-mail maesepaispelademocracia@gmail.com e com Daniel Momoli, do Comitê Popular Estadual de Acompanhamento da Crise Educacional no RS, através do e-mail: comitepopulardeeducacao@gmail.com.

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