Em resposta à ação civil pública impetrada pelo CPERS na última segunda-feira (19), O Tribunal de Justiça do Estado deferiu em parte o pedido liminar em decisão que pode levar à suspensão das aulas presenciais em toda a rede estadual.

O juiz Cristiano Vilhalba Flores determinou que o Estado apenas autorize o retorno ao ensino presencial onde houver declaração de conformidade sanitária por agente técnico da área, além da disponibilização de todos os equipamentos de proteção individuais.

O parecer também determina que as escolas precisam ter o Plano de Contingência para Prevenção Monitoramento e Controle do Coronavírus elaborado pelo COE-E e aprovado pelo respectivo COE-Regional ou Municipal.

>> Confira a íntegra da decisão

Na prática, como o Estado tem colocado toda a responsabilidade pela garantia das condições de retorno sobre as direções, não existe escola que cumpra tais requisitos. Se a decisão for mantida, as poucas que retomaram as aulas presenciais precisarão cancelar as atividades.

“É uma vitória importante. Se o Estado quiser recorrer, precisará admitir que não quer que as escolas sejam avaliadas por agentes técnicos instruídos em questões sanitárias. Se não quer, o que tem a esconder?”, comenta Pedro Otávio Magadan, advogado do escritório Buchabqui & Pinheiro Machado, autor da ação.

A presidente do CPERS, Helenir Aguiar Schürer, também avalia como extremamente positivo o resultado. “O fiasco do governo em prover condições mínimas para o retorno às aulas presenciais foi constatado por todos no dia marcado para a reabertura. Essa decisão escancara o descaso do governo Eduardo Leite (PSDB) com as nossas vidas”, comenta.

O CPERS ingressou com a ação na segunda na tentativa de impedir a abertura de qualquer escola no dia seguinte. Mas, na ocasião, o juiz deu prazo de 24h para o Estado responder.

A ação do escritório foi fundamentada na completa ausência dos Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) prometidos pelo Estado e na falta crônica de profissionais para efetuar a higienização das escolas.

O processo também sustentava que a Justiça deveria anular a transferência de atribuições, que imputa às equipes diretivas e aos educadores(as) a responsabilidade pela segurança do ambiente escolar sem qualquer compromisso de apoio ou fiscalização.

Leia também

>> Fiasco: fracasso retumbante da volta às aulas atesta incompetência do governo Eduardo Leite (PSDB) 
>> Saiba como receber notícias do CPERS por whatsapp

[recent_post_slider design="design-3" limit="5" show_date="false" category="82" speed="3000" show_category_name="false" show_content="false" show_author="false" arrows="true" autoplay="true" media_size="full" dots="false"]

NOTÍCIAS


mais notícias

VÍDEOS

FOTOS

CAMPANHAS E PUBLICAÇÕES

INSERIR TEXTO

INSERIR TEXTO

INSERIR TEXTO

[recent_post_slider design="design-3" limit="5" show_date="false" category="82" speed="3000" show_category_name="false" show_content="false" show_author="false" arrows="true" autoplay="true" media_size="full" dots="false"]

NOTÍCIAS


mais notícias

VÍDEOS

FOTOS

CAMPANHAS E PUBLICAÇÕES

É com imenso pesar que o CPERS comunica o falecimento do professor Sandro Azevedo Rodrigues, vítima de Covid-19.

Sandro atuava nas escolas Barão e Nova Sociedade, ambas localizadas em Nova Santa Rita, região do 20° núcleo do CPERS.

Um jovem e dedicado educador, que deixa precocemente a esposa, as três filhas e um neto que não irá conhecer.

O velório ocorre nesta quarta-feira (21), no crematório Cristo Rei, em São Leopoldo, das 8h às 11h, na capela quatro.

Desejamos a todos os familiares, amigos e colegas do professor muita força neste momento de dor.

 

[recent_post_slider design="design-3" limit="5" show_date="false" category="82" speed="3000" show_category_name="false" show_content="false" show_author="false" arrows="true" autoplay="true" media_size="full" dots="false"]

NOTÍCIAS


mais notícias

VÍDEOS

FOTOS

CAMPANHAS E PUBLICAÇÕES

Em março, defendendo pela 1ª vez a suspensão das aulas presenciais, escrevemos que o período “seria uma oportunidade para o governo reorganizar e retomar o ano letivo suprindo as atuais carências da rede estadual.”

Passados sete meses, o governo Eduardo Leite (PSDB) consagra sua incompetência.

O primeiro dia de retomada da rede estadual foi um retumbante fracasso.

Durante toda a manhã, a imprensa – diante do silêncio da Seduc – fez o possível para encontrar escolas abertas e estudantes em sala de aula; tarefa frustrada pela incapacidade do governo em cumprir os próprios prazos e promessas.

>> Receba notícias do CPERS por whatsapp

Como denuncia o CPERS há meses, faltam profissionais, faltam condições físicas e recursos e faltam EPIs. Falta segurança. Na única escola da capital que deu aulas presenciais, a Dom João Becker, eram esperados 150 alunos. Doze compareceram.

Mesmo lá, os EPIs não chegaram; faltam as máscaras para o alunado.

Educadores(as) sobrecarregados, que não quiseram se identificar, reclamaram da obrigatoriedade de lecionar aulas remotas e presenciais ao mesmo tempo, uma disparate pedagógico e um atestado da má gestão de recursos humanos por parte da Seduc.

Antes de visitar a escola, a presidente Helenir Aguiar Schürer e a diretora do CPERS Vera Lessês foram à ETE Ernesto Dornelles, no Centro da capital.

Sem os EPIs prometidos e possibilidade de receber estudantes, funcionárias trabalhavam na higienização.

A diretora Isabel Lopes relatou:

“Estamos desde 5 de outubro aguardando os EPIs. Viemos no feriado fazer plantão. Todos os dias prometem que virá e não vem. Não recebemos ainda material algum. Não tem como receber os alunos assim”.

“Ficamos impressionados com a incompetência do governo. Sabemos que os EPIs não bastam, pois não há testes, funcionários ou condições estruturais para abrir com segurança, mas é um absurdo que o Estado não consiga fornecer o mínimo”, avalia Helenir.

O governo prometeu a partir do dia 5, mas a realidade é que teve mais de seis meses para organizar e não organizou. Por isso recomendamos que os pais não enviem seus filhos para as escolas”, explica Vera Lessês.

Na EEEB Presidente Roosevelt, também da capital, o Conselho Escolar e o Círculo de Pais e Mestres assinaram uma carta aberta – afixada na entrada da escola – detalhando os problemas que impedem a escola de reabrir.

Além de ter adquirido 100 máscaras com recursos próprios, a escola precisa de ao menos três funcionários(as) para cumprir os protocolos de higiene.

“Eu peço para que os pais não mandem os seus filhos, porque nossas escolas não têm condições para o retorno. Não temos equipamentos e nem recursos humanos. É colocar em risco a vida dos estudantes, professores e funcionários e seus familiares”, afirma a professora de geografia da Presidente Roosevelt, Paola da Costa Silveira.

Na escola Infante Dom Henrique, no Menino Deus, falta tudo.

Além de lidar com a ameaça constante de fechamento, a instituição não conseguiu montar o COE pois ninguém quis assumir a responsabilidade que deveria ser de Eduardo Leite (PSDB), não há profissionais suficientes e o Estado só enviou os termômetros. Nada de EPIs.

A diretora Fabrina Camilotti conta: “Já estamos na terceira semana fazendo plantões manhã e tarde e não recebemos praticamente nada. Também temos a questão da inviabilidade em termos de recursos humanos”.

Os diretores do CPERS Cássio Ritter e Rosane Zan estiveram na instituição pela manhã. “Nós queremos trabalhar. A categoria quer trabalhar. Sabemos que é importante. Mas precisamos de segurança, de organização, de testagem, protocolos e equipamentos”, afirma Cássio.

Rosane Zan destaca a importância da gestão democrática para proteger a comunidade escolar. “As escolas que têm conselhos escolares atuantes e montaram seus COEs, constataram a impossibilidade de voltar no atual momento, enquanto o Estado não faz a sua parte”, relata.

Nas escolas Almirante Barroso e Alvarenga Peixoto, nas ilhas de Porto Alegre, a história se repete: faltam máscaras e termômetros. Na segunda escola, o governo entregou álcool em gel e água sanitária às 7h da manhã – fora do horário de trabalho.

Nas demais regiões do estado, não foi diferente. Além dos mais de 130 municípios que, por decreto, frustraram os planos de Eduardo Leite (PSDB), as cidades em que há previsão legal para a abertura ficaram sem aulas por conta da inépcia do Estado. O diretor Daniel Damiani, do CPERS, esteve nas instituições.

Em Caxias, a vice-presidente Solange Carvalho visitou as escolas Apolinário Alves dos Santos e Presidente Vargas. Só chegaram papel toalha, álcool, água sanitária e detergente. EPIs? Nada.

A secretária-geral do CPERS, Cândida Rossetto, esteve em Novo Barreiro e Barra Funda, constatando que as escolas São João Batista e Zandoná aguardam o caminhão de EPIs prometido pelo governo desde o dia 5 de outubro.

O CPERS continua, ao longo do dia, vistoriando escolas em todo o estado. O Sindicato mantém a posição de que o retorno é precipitado e irresponsável, ainda que o governo demonstrasse capacidade de gestão para entregar os materiais prometidos, reformar as escolas e repor os quadros de funcionários(as).

Nesta semana, o CPERS ingressou com ação civil pública contra o cronograma do Estado. A ação aguarda julgamento.

[recent_post_slider design="design-3" limit="5" show_date="false" category="82" speed="3000" show_category_name="false" show_content="false" show_author="false" arrows="true" autoplay="true" media_size="full" dots="false"]

NOTÍCIAS


mais notícias

VÍDEOS

FOTOS

CAMPANHAS E PUBLICAÇÕES

Diante da incompetência do Estado em fornecer condições mínimas de segurança para a reabertura das escolas estaduais, a assessoria jurídica do CPERS trabalha para impedir o reinício das aulas nesta terça (20).

Na última sexta-feira, o escritório Buchabqui & Pinheiro Machado ingressou com um mandado de segurança. No entanto, o presidente do Tribunal de Justiça, desembargador Voltaire de Lima Moraes, declinou da competência para o julgamento em plantão.

Nesta segunda, o escritório ingressou com ação civil pública. Ao invés de deferir de imediato, como pede a urgência da matéria, o juiz Cristiano Vilhalba Flores deu um prazo de 24h para o Estado se manifestar.

Os processos são fundamentados na completa ausência dos Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) prometidos pelo Estado e na falta crônica de profissionais para efetuar a higienização das escolas.

A ação também sustenta que a Justiça deve anular a transferência de atribuições, que imputa às equipes diretivas e aos educadores(as) a responsabilidade pela segurança do ambiente escolar sem qualquer compromisso de apoio ou fiscalização.

[recent_post_slider design="design-3" limit="5" show_date="false" category="82" speed="3000" show_category_name="false" show_content="false" show_author="false" arrows="true" autoplay="true" media_size="full" dots="false"]

NOTÍCIAS


mais notícias

VÍDEOS

FOTOS

CAMPANHAS E PUBLICAÇÕES

Em nota publicada no dia 15, o presidente da Famurs e prefeito de Taquari, Maneco Hassen, reitera a posição da Federação, que mantém a recomendação de não retorno ao ensino presencial no estado.

“Não é de bom tom o fato do governo do Estado condicionar o retorno de outras atividades ao retorno das aulas. A situação, inclusive, contraria o próprio discurso do governador de respeitar a autonomia dos municípios, dita por ele quando anunciou o calendário escolar há cerca de 30, 40 dias atrás”, pontua.

Para o presidente, não há comparação entre as atividades, pois cada uma possui as suas peculiaridades e protocolos específicos, como a educação. “Até então, temos autonomia e a liberdade de formalizar um decreto mais rigoroso em relação às atividades escolares presenciais”, ressalta Maneco, que considera a retomada das escolas privadas dos municípios mais viável que as instituições públicas. “Com a melhor estrutura dessas escolas, há melhor condição para aderir aos protocolos sanitários, não só pensando na instituição de ensino, mas também fora dela, como o transporte escolar, determinante para a volta às aulas”, observa.

A Famurs mantém as orientações destacadas na última nota pública referente a volta às aulas e o condicionamento da liberação das atividades do Rio Grande do Sul, reiterando a orientação de não retomada das atividades escolares presenciais enquanto não houver segurança para toda a comunidade escolar, bem como garantir cumprimento integral da legislação e protocolos e manter as atividades remotas de ensino conforme vem ocorrendo até o momento.

Hassen destaca que haverá nova reunião com o governador Eduardo Leite nesta semana. Na oportunidade, a Famurs deve cobrar a revisão de alguns pontos do anúncio do governador. “Esperamos que a decisão seja revertida e a autonomia dos municípios possa ser respeitada, e que o governo mantenha o bom diálogo que tem tido conosco até o presente momento”, salienta.

O CPERS mapeou mais de 100 municípios que já vetaram o calendário proposto pelo Estado.

Confira os municípios que, por decreto, não permitem a reabertura de escolas estaduais no dia 20
(atualizada em 20/10 às 11h – 132 municípios)

  1. Ajuricaba
  2. Alpestre
  3. Alvorada
  4. Ametista do Sul
  5. Arambaré 
  6. Arroio do Sal
  7. Arroio dos Ratos
  8. Arroio Grande
  9. Arvorezinha
  10. Augusto Pestana
  11. Balneário Pinhal
  12. Barão do Triunfo
  13. Barra do Ribeiro
  14. Bossoroca
  15. Bozano
  16. Butiá
  17. Caçapava
  18. Cacequi
  19. Cachoeira do Sul
  20. Cachoeirinha
  21. Caibaté
  22. Caiçara
  23. Camaquã
  24. Campo Bom
  25. Canguçu
  26. Capão da Canoa
  27. Capão do Cipó
  28. Capão do Leão
  29. Capela de Santana
  30. Capivari do Sul
  31. Caraá
  32. Carazinho
  33. Catuípe
  34. Cerrito
  35. Cerro Largo
  36. Charqueadas
  37. Chuí
  38. Cidreira
  39. Condor
  40. Constantina
  41. Coqueiro baixo
  42. Coronel Barros
  43. Cruz Alta
  44. Dezesseis de Novembro
  45. Dom Pedro de Alcântara
  46. Doutor Ricardo
  47. Eldorado do Sul
  48. Encruzilhada do Sul
  49. Entre-Ijuís
  50. Faxinalzinho
  51. Garruchos
  52. General Câmara
  53. Guaíba
  54. Hulha Negra
  55. Ijuí
  56. Ilópolis
  57. Imbé
  58. Itacurubi
  59. Itaqui
  60. Itati
  61. Jaguari
  62. Jari
  63. Jóia
  64. Maçambara
  65. Mampituba
  66. Maquiné
  67. Mariana Pimentel 
  68. Mata
  69. Mato Queimado
  70. Minas do Leão
  71. Montenegro
  72. Morrinhos do Sul
  73. Mostardas
  74. Nova Bréscia
  75. Nova Esperança do Sul
  76. Nova Palma 
  77. Nova Ramada
  78. Nova Santa Rita
  79. Novo Xingú
  80. Osório
  81. Palmares Do Sul
  82. Panambi
  83. Passo Fundo
  84. Pejuçara
  85. Piratini
  86. Planalto
  87. Portão
  88. Porto Xavier 
  89. Progresso
  90. Putinga
  91. Quaraí
  92. Relvado
  93. Rio Grande
  94. Rosário do Sul
  95. Salvador das Missões
  96. Santa Vitória do Palmar
  97. Santana do Livramento
  98. Santiago
  99. Santo Ângelo
  100. Santo Antônio da Patrulha
  101. Santo Antônio das Missões
  102. Santo Augusto
  103. São Borja
  104. São Francisco de Paula
  105. São Gabriel
  106. São Jerônimo
  107. São José do Norte
  108. São Leopoldo
  109. São Luiz Gonzaga
  110. São Nicolau
  111. São Paulo das  Missões
  112. São Pedro do Sul 
  113. São Vicente do Sul
  114. Sertão Santana
  115. Tabaí
  116. Tapes
  117. Taquari
  118. Tavares
  119. Terra De Areia
  120. Torres
  121. Tramandaí
  122. Três Cachoeiras
  123. Três Forquilhas
  124. Triunfo
  125. Tupanciretã
  126. Ubiretama
  127. Unistalda
  128. Uruguaiana
  129. Vale Real
  130. Viamão
  131. Vicente Dutra
  132. Xangri-Lá
[recent_post_slider design="design-3" limit="5" show_date="false" category="82" speed="3000" show_category_name="false" show_content="false" show_author="false" arrows="true" autoplay="true" media_size="full" dots="false"]

NOTÍCIAS


mais notícias

VÍDEOS

FOTOS

CAMPANHAS E PUBLICAÇÕES

Às vésperas da reabertura, Eduardo Leite (PSDB) foi incapaz de cumprir o que prometeu: falta estrutura, EPIs e funcionários, falta testagem em massa e repasses em dia.

Quem vive na pele a realidade das escolas sabe que não há condições para o retorno seguro.

Mas, o que dizem os especialistas?

Neste episódio, trazemos a posição do presidente da Sociedade Riograndense de Infectologia, Alexandre Schwartzbold, e da professora de epidemiologia e reitora da UFCSPA, Lucia Pellanda. Confira!

#EscolasFechadasVidasPreservadas

Ouça o 7º episódio do ContraTurno e siga na sua plataforma favorita:


▶ Spotify: 
▶ Apple Podcasts: 
▶ Deezer:
▶ Google Podcasts:

Episódios anteriores:

▶  6° episódio: Escolas Fechadas, Vidas Preservadas

▶  5° episódio: #AprovaFundeb: o que está em jogo?

▶  4° episódio: A gestão democrática como instrumento de resistência na pandemia

▶ 3° episódio: Greve e castigo: o calote de Eduardo Leite nos educadores gaúchos

▶ 2º episódio: Eduardo Leite e o confisco dos aposentados

▶ 1º episódio: Enem, pandemia e desigualdade

Leia mais:

>> Carta ao Povo Gaúcho em Defesa da Vida

>>Escolas de Caxias do Sul publicam manifesto contra retomada das aulas presenciais

>> Em carta, direções de Palmeira das Missões e região rejeitam volta às aulas presenciais

>> Comunidades escolares de Cruz Alta dizem não ao retorno das aulas presenciais

>> Em carta aberta, escola Presidente Roosevelt explica por que não retomará atividades presenciais

>> Na pressão: núcleo de São Leopoldo cobra apoio de prefeitos contra a reabertura das escolas

>> Santa Cruz do Sul resiste! Escolas lançam carta em defesa da vida e contra o retorno às aulas presenciais

>> Unidas pela vida! Mais de 60 escolas da capital realizam ato contra a volta às aulas presenciais

>> Comunidade do Cândido Godói decide manter a escola fechada e preservar vidas

>> Em defesa da vida: direções de Rio Grande não assinam Termo de Conformidade para volta às aulas presenciais

[recent_post_slider design="design-3" limit="5" show_date="false" category="82" speed="3000" show_category_name="false" show_content="false" show_author="false" arrows="true" autoplay="true" media_size="full" dots="false"]

NOTÍCIAS


mais notícias

VÍDEOS

FOTOS

CAMPANHAS E PUBLICAÇÕES

Às vésperas do calendário de retomada das aulas presenciais, tudo indica que o ensaio autoritário de Eduardo Leite (PSDB) enfrentará uma brava resistência em todas as frentes.

Além da própria incompetência em fornecer os EPIs e as condições necessárias para a retomada, o governo esbarra em diversas escolas que – em comum acordo com suas comunidades – decidiram não abrir, a baixa adesão de pais e estudantes e a posição de quase uma centena de prefeitos que vetaram, por decreto, os planos do Estado.

Até o fim da tarde desta sexta-feira (16), o CPERS identificou ao menos 110 Municípios que já prorrogaram o prazo de suspensão das aulas presenciais nas instituições da rede estadual.

Os decretos variam em teor, estendendo o prazo até o dia 30, por período indeterminado ou até 2021.

Na região do 29º Núcleo (Santiago), todos os municípios  decretaram nesta sexta o  não retorno presencial às aulas e total apoio a causa dos educadores(as) que temem uma nova onda de contaminação com o retorno sem EPIs, sem recursos humanos e sem testagem em massa. 

Confira abaixo a lista dos municípios que, por decreto, não permitiram a reabertura de escolas estaduais no dia 20 (Obs: lista em revisão; caso encontre erros, contate os canais do CPERS)

  1. Ajuricaba
  2. Alpestre
  3. Alvorada
  4. Ametista do Sul
  5. Arambaré 
  6. Arroio do Sal
  7. Arroio dos Ratos
  8. Arroio Grande
  9. Arvorezinha
  10. Augusto Pestana
  11. Balneário Pinhal
  12. Barão do Triunfo
  13. Barra do Ribeiro
  14. Bossoroca
  15. Bozano
  16. Butiá
  17. Caçapava
  18. Cacequi
  19. Cachoeira do Sul
  20. Cachoeirinha
  21. Caibaté
  22. Caiçara
  23. Camaquã
  24. Campo Bom
  25. Canguçu
  26. Capão da Canoa
  27. Capão do Cipó
  28. Capão do Leão
  29. Capela de Santana
  30. Capivari do Sul
  31. Caraá
  32. Carazinho
  33. Catuípe
  34. Cerrito
  35. Cerro Largo
  36. Charqueadas
  37. Chuí
  38. Cidreira
  39. Condor
  40. Constantina
  41. Coqueiro baixo
  42. Coronel Barros
  43. Cruz Alta
  44. Dezesseis de Novembro
  45. Dom Pedro de Alcântara
  46. Doutor Ricardo
  47. Eldorado do Sul
  48. Encruzilhada do Sul
  49. Entre-Ijuís
  50. Faxinalzinho
  51. Garruchos
  52. General Câmara
  53. Guaíba
  54. Hulha Negra
  55. Ijuí
  56. Ilópolis
  57. Imbé
  58. Itacurubi
  59. Itaqui
  60. Itati
  61. Jaguari
  62. Jari
  63. Jóia
  64. Maçambara
  65. Mampituba
  66. Maquiné
  67. Mariana Pimentel 
  68. Mata
  69. Mato Queimado
  70. Minas do Leão
  71. Montenegro
  72. Morrinhos do Sul
  73. Mostardas
  74. Nova Bréscia
  75. Nova Esperança do Sul
  76. Nova Palma 
  77. Nova Ramada
  78. Nova Santa Rita
  79. Novo Xingú
  80. Osório
  81. Palmares Do Sul
  82. Panambi
  83. Passo Fundo
  84. Pejuçara
  85. Piratini
  86. Planalto
  87. Portão
  88. Porto Xavier 
  89. Progresso
  90. Putinga
  91. Quaraí
  92. Relvado
  93. Rio Grande
  94. Rosário do Sul
  95. Salvador das Missões
  96. Santa Vitória do Palmar
  97. Santana do Livramento
  98. Santiago
  99. Santo Ângelo
  100. Santo Antônio da Patrulha
  101. Santo Antônio das Missões
  102. Santo Augusto
  103. São Borja
  104. São Francisco de Paula
  105. São Gabriel
  106. São Jerônimo
  107. São José do Norte
  108. São Leopoldo
  109. São Luiz Gonzaga
  110. São Nicolau
  111. São Paulo das  Missões
  112. São Pedro do Sul 
  113. São Vicente do Sul
  114. Sertão Santana
  115. Tabaí
  116. Tapes
  117. Taquari
  118. Tavares
  119. Terra De Areia
  120. Torres
  121. Tramandaí
  122. Três Cachoeiras
  123. Três Forquilhas
  124. Triunfo
  125. Tupanciretã
  126. Ubiretama
  127. Unistalda
  128. Uruguaiana
  129. Vale Real
  130. Viamão
  131. Vicente Dutra
  132. Xangri-Lá

Lista em constante revisão, última atualização dia 20/10 às 11h.

[recent_post_slider design="design-3" limit="5" show_date="false" category="82" speed="3000" show_category_name="false" show_content="false" show_author="false" arrows="true" autoplay="true" media_size="full" dots="false"]

NOTÍCIAS


mais notícias

VÍDEOS

FOTOS

CAMPANHAS E PUBLICAÇÕES

A entidade informa que as renovações anuais dos pensionistas (realizadas no mês de aniversário) estão sendo realizadas automaticamente pelo sistema, sem necessidade de comparecimento às unidades do IPE Prev.

O instituto que está com o atendimento suspenso, reforça que não é necessário realizar contato com o IPE Prev por telefone ou e-mail e nem o envio ou entrega de documentação neste momento.

Confira a tabela a seguir para verificar as datas em que as renovações foram realizadas conforme o mês de aniversário:

Atenção:

– A comprovação das condições que os habilitam ao benefício pensão por morte deste semestre deverá ser realizada no ato da renovação no primeiro semestre de 2021.

– Os pensionistas que não estiverem estudando neste semestre ou tiverem concluído o curso, deverão obrigatoriamente informar tal condição ao IPE Prev, encaminhando a desistência de cota pensão para o e-mail atendimento-estudante@ipe.rs.gov.br, informando o motivo da desistência, nome completo, matrícula IPE, CPF e anexando um documento de identidade digitalizado.

 Confira na tabela as datas em que as renovações foram realizadas conforme o semestre:

Acompanhe aqui o atendimento do IPE Prev durante a pandemia.

Para mais informações acesse o site da entidade.

[recent_post_slider design="design-3" limit="5" show_date="false" category="82" speed="3000" show_category_name="false" show_content="false" show_author="false" arrows="true" autoplay="true" media_size="full" dots="false"]

NOTÍCIAS


mais notícias

VÍDEOS

FOTOS

CAMPANHAS E PUBLICAÇÕES

A data que deveria ser de comemoração foi marcada por protestos da classe dos educadores(as) em todo o estado.

No Dia do Professor, a categoria foi às ruas denunciar a postura genocida do governo Eduardo Leite, que impõe o retorno às aulas presenciais a partir do dia 20 sem oferecer as condições sanitárias necessárias para um retorno seguro.

Em frente ao Piratini, um Termo de Responsabilidade foi entregue a representantes da Casa Civil e do gabinete do governador, solicitando que Eduardo Leite se responsabilize pelas vidas dos educadores, estudantes e comunidade escolar.

“Entregamos o termo e acreditamos que o governador vá assinar, já que ele afirma ser seguro voltarmos às escolas. Se não assinar, estará assumindo que não há segurança para nos mandar de volta às salas de aula”, relatou, na saída do Palácio, a presidente do CPERS, Helenir Aguiar Schürer.

“Aqui no Rio Grande do Sul se trabalha com a doença e não com a prevenção, pois o governo libera tudo com base na disponibilidade de leitos nas UTIs. Precisamos de segurança e prevenção com testagem em massa”, acrescentou Helenir.

“Não é justo que o governo queira que a responsabilidade pelas vidas dos nossos estudantes e de toda a categoria seja nossa. Não adianta só mandar termômetro e máscara. As escolas estão sucateadas, não possuem estrutura para a proteção necessária. Assim como o governador pede que os pais que não levarem seus filhos à escola assinem um termo de responsabilidade, estamos pedindo que ele também se responsabilize pelas nossas vidas, já que está nos colocando em risco”, observou a diretora do CPERS, Vera Lesses.

Instantes antes da entrega do documento, o estudante da escola Emílio Massot, Mateus Vicente leu o Termo de Responsabilidade para conhecimento da população.

O segundo vice-presidente do CPERS, Edson Garcia, observou que passados sete meses de pandemia, as escolas ainda não receberam nenhum tipo de investimento em estrutura e recursos humanos.

“Nós damos aulas em escolas sem ventilação, sem estrutura para garantir o distanciamento necessário. Além disso, nossa categoria tem um número expressivo de professores(as) em grupo de risco que estão com medo de voltar às salas de aula. É um crime, esperamos que o governo reveja esse encaminhamento irresponsável. A contaminação não baixou. Não queremos morrer.”

Governo mente; EPIs ainda não chegaram às escolas

Os(as) professores expuseram os riscos que a retomada do ensino presencial, sem testagem em massa, EPIs e estrutura, representa para a vida de educadores, funcionários de escola, estudantes e comunidade escolar.

“Estou aqui lutando pela preservação da vida. O governador mente quando diz que investiu milhões para garantir a nossa segurança. Nós ainda não recebemos os equipamentos de proteção para cumprir com os protocolos de segurança. É urgente que a comunidade escolar entenda que não temos condições de voltar, é muito arriscado”, observou a professora Marceliza, de Alvorada.

A professora Cleuza também frisou as dificuldades que as escolas terão para cumprir os protocolos. “Apenas duas escolas receberam uma quantidade ínfima de materiais de higiene e limpeza. Não temos profissionais suficientes para garantir a limpeza e não há espaço suficiente para manter a distância necessária entre os alunos. Não é meia dúzia de vidros de álcool que vai nos proteger.”

Durante a caminhada de um grupo de professores da capital, que percorreu as ruas do centro, o professor da escola Caldas Júnior, Matheus Schneider, ressaltou que impor o retorno presencial é uma grande irresponsabilidade. “Infelizmente o governo está demonstrando que não respeita as comunidades escolares e os educadores, pois quer reabrir as escolas quando os índices de contaminação pelo coronavírus ainda é alto. Em nenhum lugar do mundo se viu a abertura em um momento como esse”, frisou.

Para a diretora do CPERS, Rosane Zan, a atitude do governador demonstra que a vida dos educadores e de toda comunidade escolar não é prioridade. “O governador está nos colocando no caminho da morte. Deveríamos estar protegidos, mas a nossa saúde parece não ser prioridade para o governo.”

“Estamos na eminência de voltar as aulas presenciais sem garantias sanitárias. Estamos aqui para exigir testagem em massa, sem isso é como andar no escuro. O governo não paga nossos salários em dia, não nos valoriza e agora quer colocar nossas vidas e da comunidade escolar em risco”, frisou o diretor do sindicato, Cássio Ritter.

“O governador está atendendo a pressão do setor privado e dos interesses eleitorais. O retorno imposto vem gerando angústia e medo nas escolas, pois não temos condições de garantir um retorno seguro”, destacou Daniel Damiani, dirigente do CPERS.

 Assembleia do CPERS define resistência pela vida e contra o retorno presencial das aulas

Em Assembleia Geral realizada no último dia 8, quase 2 mil educadores(as) de todo o estado debateram e aprovaram uma firme resistência contra o retorno às aulas presenciais.

A continuidade do ensino remoto, a exigência de testagem em massa (RT-PCR) de professores(as), funcionários(as) e estudantes, recursos humanos e financeiros, EPIs e condições estruturais para as escolas e fomentar a resistência junto a conselhos escolares e aos COEs foram algumas das deliberações.

“Não queremos que nossas escolas passem de um espaço de transmissão de conhecimento para transmissão de Covid-19. A nossa orientação às escolas é para que resistam mostrando que não há condições de retomar o ensino presencial”, frisou a presidente do CPERS, Helenir Aguiar Schürer.

No interior, os núcleos do CPERS também organizaram atos, entregando o termo de responsabilidade aos representantes das Coordenadorias Regionais da Educação. 

[recent_post_slider design="design-3" limit="5" show_date="false" category="82" speed="3000" show_category_name="false" show_content="false" show_author="false" arrows="true" autoplay="true" media_size="full" dots="false"]

NOTÍCIAS


mais notícias

VÍDEOS

FOTOS

CAMPANHAS E PUBLICAÇÕES