O Dieese publicou, nesta quarta-feira (4), nota técnica que explica didaticamente os impactos diretos e indiretos sobre os atuais servidores(as) públicos caso a Reforma Administrativa de Bolsonaro (sem partido) e Guedes seja aprovada.

Confira aqui a íntegra do texto.

Ao contrário do que o governo e a mídia nacional tentam vender, a PEC (32/2020) altera e retira direitos e garantias conquistados ao longo de décadas pelo funcionalismo e traz diversos pontos que afetarão a oferta de serviços públicos para o conjunto da população.

Entre os principais impactos destacamos o enfraquecimento do princípio da estabilidade, já que a avaliação de desempenho prevista possibilitará o desligamento do funcionário(a), o que pode dar margem à proliferação do assédio e da perseguição política.

A proposta também indica que novos cargos de liderança e assessoramento não serão mais destinados, preferencialmente, a servidores(as) de carreira.

Já a criação de diferentes vínculos de trabalho fragmentará a representação dos trabalhadores(as), fragilizando Sindicatos, dificultando greves e reduzindo o poder de barganha das categorias.

Confira o quadro desenvolvimento pelo Dieese onde estão listados os impactos diretos e indiretos e também quais os riscos para a negociação coletiva e a ação sindical com a Reforma Administrativa:

A nota também cita os super poderes concedidos ao presidente, que poderá, sem entraves legais, reorganizar, fundir e extinguir instituições, realocando servidores(as) de acordo com critérios políticos.

Vale ainda ressaltar que a PEC da Reforma Administrativa não afetará somente os futuros e atuais servidores públicos, mas também “toda a sociedade, na medida em que a precarização dos vínculos de trabalho no serviço público deverá levar a uma série de comprometimentos no atendimento aos cidadãos brasileiros em suas demandas sociais”.

A nota corrobora o que o CPERS e as demais entidades que compõem a Frente dos Servidores Públicos (FSP/RS) vem afirmando, essa reforma não combate privilégios, combate o trabalhador.

A presidente do CPERS, Helenir Aguiar Schürer, destaca que derrotar o projeto é defender os serviços públicos. “A Reforma Administrativa de Bolsonaro e Guedes não é só contra o servidor, mas sim contra a população que vai ficar sem os serviços básicos como a saúde, a educação e a segurança. Por isso, precisamos fortalecer a luta e dizer Fora Bolsonaro e toda a sua política de desmonte do estado”.

[recent_post_slider design="design-3" limit="5" show_date="false" category="82" speed="3000" show_category_name="false" show_content="false" show_author="false" arrows="true" autoplay="true" media_size="full" dots="false"]

NOTÍCIAS


mais notícias

VÍDEOS

FOTOS

CAMPANHAS E PUBLICAÇÕES

Em nova ofensiva contra a educação pública, o governo Eduardo Leite (PSDB) tenta flexibilizar normas estaduais para facilitar o fechamento de escolas do campo, indígenas e quilombolas.

O ataque se concentra na resolução 329/2015, que hoje relaciona uma série de requisitos a serem cumpridos antes da cessação do funcionamento das instituições, incluindo consulta à comunidade escolar, diagnóstico de impacto e pareceres de diversos órgãos, como a Câmara de Vereadores, o Ministério Público, Emater e sindicatos.

O Executivo pressiona o Conselho Estadual de Educação (CEEd) para alterar o texto e, na prática, fechar as escolas sem prestar contas.

“Eles pediram para que cedêssemos e mudássemos o texto que, segundo eles, é muito burocrático. Nós reafirmamos a norma. Não podemos abrir mão da consulta à comunidade. Na verdade, há uma escalada de fechamento de escolas. Inclusive, algumas podem ter sido fechadas no último período sem que tenhamos conhecimento”, relata Lucia Camini, representante do CPERS no CEEd.

Desde o primeiro ano da gestão de Eduardo Leite, o CPERS denuncia o aprofundamento da política de enxugamento da rede iniciada por Sartori. Em um só movimento, por exemplo, o governo tentou fechar sete escolas do campo na região de São Luiz Gonzaga, atropelando a posição das comunidades e órgãos locais.

A manobra também contraria a legislação federal; tanto o artigo 28 da Lei nº 12.960 quanto o decreto nº 7.532 preveem que o fechamento destas instituições deve ser precedido de manifestação do órgão normativo – no caso do Rio Grande do Sul, o CEEd, – considerando diagnóstico de impacto e a manifestação da comunidade escolar.

“O governo alega que a norma é mais exigente do que a própria legislação federal. Querem fechar porque são escolas pequenas, mas ignoram que muitas representam a própria existência das comunidades locais”, explica Rosa Mosna, também conselheira do CPERS no CEEd.

Rosa lembra ainda que, em muitas comunidades, o fechamento de escolas obriga estudantes a deslocamentos inviáveis. “As crianças passarão mais tempo dentro do ônibus escolar do que na escola. Isso não é justo”, enfatiza.

Seduc envia pareceres incompletos ao CEEd

O prazo para que o Conselho receba o diagnóstico da Seduc é de, no mínimo, seis meses. O número de matrículas, a distância da escola das demais instituições existentes no município, as condições de infraestrutura e a manifestação das instituições locais são algumas das informações que devem integrar o documento.

No entanto, isso não vem ocorrendo. “A Seduc não nos encaminha esse parecer prévio. Quando envia vem com déficit de informações. Mas geralmente mandam quando as atividades já foram encerradas. Se recebêssemos no prazo legal, o Conselho teria tempo de revisar e a comunidade também poderia se organizar para evitar o fechamento”, destaca Lucia.

Para Simone Goldschmidt, também conselheira do CPERS no CEEd, o intuito do governo Leite é a diminuição do tamanho do Estado.

“A sanha de fechar escolas está em alta e o governo quer o apoio do CEEd. Alegam o número reduzido de alunos, sem ter promovido busca ativa, nem proposto políticas para combater a evasão. O Estado possui um número significativo de estudantes fora da escola e precisamos discutir essa questão com a sociedade. Educação é investimento e qualquer governo sério se preocupa em valorizar educadores e investir na melhoria das escolas e não em fechá-las”, destaca.

Ministério Público pede que governo organize busca ativa, chamada pública e planejamento

Recentemente o CEEd reuniu-se com representantes da Seduc, do Tribunal de Contas do Estado (TCE) e do Ministério Público Estadual (MP/RS) para falar sobre a questão.

Na ocasião foi reafirmada a necessidade de cumprimento da legislação nacional. “Também foi solicitado que o estado faça os processos de busca ativa e chamada pública, com planejamento de território para assegurar o direito à educação de qualidade a todos os estudantes daquela comunidade”, acrescenta Lucia.

“Toda nossa normativa visa garantir o acesso, a permanência, a gestão democrática e a autonomia da comunidade, que precisa ser respeitada. Há todo um fundamento legal que precisa ser observado”, afirma

Nenhuma escola a menos

O CPERS reafirma sua permanente luta para assegurar a existência, a manutenção e a ampliação das escolas e matrículas nas comunidades e pela garantia da autonomia dos colegiados escolares.

“A única política que o governo Leite conhece é a da tesoura”, afirma o diretor do CPERS, Daniel Damiani, que observa que a falta de ações para evitar a evasão é proposital, pois justifica o fechamento de turmas, turnos e escolas.

“O governo olha os números e nem sequer procura conhecer os motivos. A evasão é celebrada, pois facilita o projeto de enxugamento da máquina pública”, explica.

A continuidade das escolas rurais, quilombolas e indígenas é mais do que uma questão corporativa. Trata-se da manutenção dos jovens no campo, do fortalecimento da agricultura familiar e da própria sobrevivência de culturas locais contra o avanço do capital.

“O sindicato sempre fez a luta pelo não fechamento das escolas estaduais levando em conta a história que o educandário representa para seus estudantes e educadores(as), pois muitas delas são o coração da comunidade local. O governo Leite quer se eximir e jogar a responsabilidade pelo fechamento para o conselho. Não aceitaremos nenhuma escola a menos. Educação é direito.”, avalia a diretora do Departamento de Educação do CPERS, Rosane Zan.

Outra questão é a descontinuidade pedagógica e a possível evasão escolar acarretada pelo fechamento, que gera um hiato no aprendizado. “Além da sobrevivência da comunidade, é uma luta em defesa do direito das crianças e adolescentes à educação”, acrescenta Rosane.

[recent_post_slider design="design-3" limit="5" show_date="false" category="82" speed="3000" show_category_name="false" show_content="false" show_author="false" arrows="true" autoplay="true" media_size="full" dots="false"]

NOTÍCIAS


mais notícias

VÍDEOS

FOTOS

CAMPANHAS E PUBLICAÇÕES

Confirmado! Após dias de negacionismo por parte do governo Leite (PSDB), que descumpria a ordem judicial conquistada pelo CPERS, as aulas presenciais estão SUSPENSAS.

Já circulam áudios e orientações das CREs às direções de todo o Estado informando: não haverá aulas presenciais a partir desta quarta-feira (4).

O fato se dá após nova decisão judicial que negou os embargos declaratórios do governo. Apesar disso, o Estado ainda deve recorrer.

Lembramos que o pedido original do CPERS demandava a suspensão, também, dos plantões presenciais, mas apenas a parte referente às aulas presenciais foi deferida. Portanto, os plantões continuam.

Agradecemos a toda a comunidade escolar pela intensa mobilização em defesa da vida e contra a irresponsabilidade do governador, que tentou a todo custo jogar o peso da segurança sanitária sobre os nossos ombros.

A luta vale a pena!

#EscolasFechadasVidasPreservadas

[recent_post_slider design="design-3" limit="5" show_date="false" category="82" speed="3000" show_category_name="false" show_content="false" show_author="false" arrows="true" autoplay="true" media_size="full" dots="false"]

NOTÍCIAS


mais notícias

VÍDEOS

FOTOS

CAMPANHAS E PUBLICAÇÕES

“Não era só arrumar o fluxo de caixa? Por que não mexer nas grandes fortunas? Por que é preciso prejudicar sempre os servidores e os mais necessitados?”, questionou a presidente do CPERS, Helenir Aguiar Schürer, em audiência pública da Assembleia Legislativa na tarde desta terça-feira (3).

A reunião virtual tratou sobre o impacto do déficit fiscal nas categorias funcionais do Estado. O encontro visava analisar o cenário atual para pensar a Lei Orçamentária Anual, a LOA 2021. 

Convocada pelo relator da Lei, o deputado estadual Mateus Wesp (PSDB), a reunião contou com a participação de outros parlamentares, representantes da Secretaria da Fazenda e de diversos setores dos servidores públicos e do setor privado do Rio Grande do Sul. 

O deputado abriu os trabalhos repetindo o batido discurso da crise, esgotado desde antes da pandemia. 

“Frente às circunstâncias que estamos vivendo, precisamos falar sobre os impactos dessa realidade no orçamento 2021. A crise afeta a todos, mas em especial aqueles que decidiriam dedicar a sua vida ao serviço publico. Salários congelados, condições de trabalho abaixo das ideais, por isso convidamos representantes das principais categorias para apresentar suas opiniões e possibilidades para que possamos estabelecer um marco e encontrarmos caminhos para reverter a crise fiscal no estado”.

O subsecretário do Tesouro do Estado, Bruno Queiroz Jatene, realizou uma apresentação com dados da previsão orçamentária para 2021 e com algumas propostas iniciais do governo para reverter a situação. 

De acordo com o apresentado, há previsão de um déficit para o próximo ano de cerca de R$ 8,1 bilhões, contra os 5,43 bilhões de 2020 e os R$ 3,43 bilhões de 2019. 

“Apenas em 2020 teremos um impacto de R$ 4 bilhões a menos de recursos disponíveis na nossa receita. A retomada econômica não está acontecendo, não há consistência com relação a isso e olhando para o orçamento de 2021, precisamos ser realistas em relação a isso”, destacou Jatene. 

Dentre as propostas para a contenção da situação está um maior controle dos gastos do estado, com vedação de aumento de despesas com pessoal e teto de gastos com despesas primárias. 

A presidente Helenir demonstrou apreensão, principalmente, com a falta de uma proposta de reajustes salarial no planejamento para 2021 e com os impactos da proposta no fornecimento de serviços públicos essenciais. 

“Acompanhamos a apresentação do governo com grande preocupação, não temos reajuste há seis anos e estamos há 59 meses com salários atrasados. Já pagamos um preço muito alto com o arrocho das nossas carreiras, com as reformas e novamente vemos que quem vai pagar a conta é o servidor”.

Outro ponto enfatizado pela presidente foi quanto a uma fala do deputado Mateus Wesp que disse que apesar da crise, o momento era de comemoração para os servidores estaduais. 

“Dizer que pagar 98% dos salários em dia é motivo de comemoração chega a ser uma ofensa com o salário que recebemos. Não temos motivos para comemorar e pelo jeito não teremos por muito tempo. Peço encarecidamente que não pensem somente em retirar dos servidores públicos, agora é o momento do andar de cima pagar um pouco, com taxação das grandes fortunas, diminuição das isenções e maior fiscalização da sonegação”.

Governo utiliza Novo Fundeb para justificar incompetência nas finanças 

Dentro da estimativa de déficit apresentada pelo governo ainda não estão considerados os gastos com precatórios, que podem chegar a R$2,2 bilhões e, segundo o subsecretário Jatene, também falta analisar os impactos das alterações do Novo Fundeb, que podem chegar a algo em torno de 2,5 e 3 bilhões de reais. 

Segundo o governo, este gasto adicional se deve ao fato da vedação do pagamento de inativos com recursos do fundo. Mas vale ressaltar que a antiga legislação já não permitia esse movimento. 

O Rio Grande do Sul descumpre a Lei há anos por isso, na prática, nada mudou. Pagar aposentados segue sendo papel do estado e não do Fundeb. 

Para a técnica do Dieese, Anelise Manganelli, além da preocupação com a questão do Fundeb é preciso atentar para as mudanças nos gastos com a educação estadual. 

“Nós fizemos algumas análises e o que nos chama a atenção é a variação que houve na função da educação. No demonstrativo de manutenção e desenvolvimento de ensino anexado a peça orçamentária, há uma variação de apenas 1,86% entre 2020 e 2021 no que diz respeito a manutenção e desenvolvimento do ensino, mas a projeção do PIB do RS, constante no mesmo documento, é de 3,3%””. 

Também participaram da reunião os seguintes representantes do CPERS: a 1ª vice-presidente Solange Carvalho, o 2° vice-presidente Edson Garcia, a secretária-geral Candida Rossetto, as diretoras Vera Lessês e Rosane Zan e o advogado Marcelo Fagundes, representando a assessoria jurídica do Sindicato. 

[recent_post_slider design="design-3" limit="5" show_date="false" category="82" speed="3000" show_category_name="false" show_content="false" show_author="false" arrows="true" autoplay="true" media_size="full" dots="false"]

NOTÍCIAS


mais notícias

VÍDEOS

FOTOS

CAMPANHAS E PUBLICAÇÕES

Artigo de Solange Carvalho*

A Justiça brasileira inventou o tal “estupro culposo” para absolver um denunciado por estupro. Criaram esta nova tipificação penal e, como ela não existe, o crime também não existiu e o denunciado foi absolvido.

Refiro-me ao caso de Mariana Ferrer, humilhada durante a audiência pelo advogado do acusado, transformando-a em culpada pelo que sofreu.

O Brasil retrocede a cada dia em leis de proteção e de direitos, principalmente no que tange às mulheres.

O aumento do feminicídio e de crimes contra as mulheres nos últimos anos é fruto de uma cultura machista e de violência insuflada por governantes e, agora, ratificada por julgamentos e sentenças inéditas, como esta do “estupro culposo”.

As mulheres estão sendo violentadas física e psicologicamente cada vez mais, e não podemos aceitar esta postura.

Exigimos respeito e queremos que, neste caso e em todos os demais atentados contra a mulher, o estuprador seja punido, bem como os representantes da Justiça pela forma agressiva, desrespeitosa e deturpada de julgar.

Mulheres brasileiras não aceitarão retrocessos e violência, principalmente por parte do Estado.

Só teremos um país democrático e soberano quando todos forem respeitados e a lei seja cumprida.

*Solange Carvalho –  1ª vice-presidente e diretora do Departamento de Gênero e Diversidade do CPERS

Foto:  The Intercept Brasil

 

[recent_post_slider design="design-3" limit="5" show_date="false" category="82" speed="3000" show_category_name="false" show_content="false" show_author="false" arrows="true" autoplay="true" media_size="full" dots="false"]

NOTÍCIAS


mais notícias

VÍDEOS

FOTOS

CAMPANHAS E PUBLICAÇÕES

Em nova vitória do CPERS no Tribunal de Justiça (TJRS), o juiz Cristiano Vilhalba Flores manteve o entendimento da liminar anterior e deixou ainda mais clara a obrigatoriedade do Estado em fiscalizar as escolas, com agente da área sanitária ou de “semelhante capacitação”, antes de permitir a retomada das aulas presenciais.

O despacho do magistrado responde aos embargos declaratórios do governo e desmonta os argumentos que o Estado utilizou na tentativa de responsabilizar a comunidade escolar pela verificação de conformidade sanitária.

De acordo com a decisão, a tarefa não pode ser transferida a diretores, educadores(as) ou ao próprio COE-E local.

Afirma o texto: “…a delegação a quem não tem capacidade para atestar a conformidade é ilegal e põe em risco a própria eficácia do planejado, remetendo uma responsabilidade a quem não está habilitado para assumir papel de tamanha envergadura.”

Para finalizar, o despacho reitera: “fica esclarecido que a reabertura das escolas somente pode se dar após a fiscalização da adequação do plano nestas, como antes referido.”

“A liminar, portanto, continua valendo e com ainda mais força, deixando claro que os subterfúgios utilizados pelo governo são ilegais”, explica Pedro Magadan, advogado do escritório Buchabqui e Pinheiro Machado, que representa o CPERS. “Qualquer escola com estudantes em sala de aula e sem fiscalização por agente técnico capacitado está, hoje, descumprindo ordem judicial. É urgente que o Estado reveja sua postura negacionista e cumpra a Lei”.

A presidente do CPERS, Helenir Aguiar Schürer, reforça a importância de a categoria se apropriar do texto e se respaldar na letra da lei para preservar vidas.

“Todos os educadores podem contar com este instrumento de defesa para não cumprir as ordens irregulares do governo, que tenta arriscar as nossas vidas sem ofertar qualquer segurança e ainda terceirizar a responsabilidade pelas condições sanitárias”, avalia.

>> Clique aqui para acessar a íntegra do despacho

>> Saiba como receber notícias do CPERS por whatsapp

[recent_post_slider design="design-3" limit="5" show_date="false" category="82" speed="3000" show_category_name="false" show_content="false" show_author="false" arrows="true" autoplay="true" media_size="full" dots="false"]

NOTÍCIAS


mais notícias

VÍDEOS

FOTOS

CAMPANHAS E PUBLICAÇÕES

O Fórum Nacional de Educação do Campo (FONEC) e a Articulação Estadual em Defesa da Educação do Campo do Rio Grande do Sul (AEDOC-RS) lançaram uma carta endereçada aos candidatos do pleito de 2020 cobrando que assumam um “compromisso ético-político com a Educação Básica e Superior do Campo, garantindo as especificidades educacionais dos povos do campo, das águas e da floresta.”

>> Baixe a íntegra da carta

O texto apresenta uma série de reivindicações, entre elas assegurar a existência, manutenção e ampliação das escolas e matrículas nas comunidades, contrapondo-se à política de fechamento de escolas; criar condições para garantir acesso, incluindo estradas de qualidade e transporte escolar; assegurar a formulação e implementação de projetos político-pedagógicos próprios às particularidades destes povos; e garantir a autonomia dos colegiados escolares como instância máxima da educação do campo, entre outras.

>> Leia também: Plenária destaca a importância da defesa da educação do campo

As entidades também asseveram a importância de “fortalecer a democracia participativa nos municípios, com especial atenção à participação de mulheres e jovens das populações tradicionais e camponesas, indígenas, quilombolas e de pescadores artesanais, entre outros sujeitos do campo.”

[recent_post_slider design="design-3" limit="5" show_date="false" category="82" speed="3000" show_category_name="false" show_content="false" show_author="false" arrows="true" autoplay="true" media_size="full" dots="false"]

NOTÍCIAS


mais notícias

VÍDEOS

FOTOS

CAMPANHAS E PUBLICAÇÕES

Nesta quinta-feira (29), foi realizada a Plenária da Articulação em Defesa da Educação do Campo (AEDOC/RS). Educadores, representantes de universidades movimentos sociais e sindicais, entre eles o CPERS, com a secretária-geral Candida Rossetto, debateram os desafios da educação do campo e as estratégias de defesa do setor.

Os participantes discutiram a conjuntura educacional no Rio Grande do Sul, o recrudescimento da política de fechamento de escolas, a campanha Escola é Vida, eleições e a redação da carta manifesto da AEDOC/RS aos candidatos a vereadores e prefeitos e a Campanha Escola é Vida na comunidade foram os temas discutidos entre os participantes.

Ao abordar o tema da conjuntura, a professora  Lucia Camini, representante do CPERS no Conselho Estadual de Educação (CEED) apresentou vários pontos que estão no debate do Conselho e que representam ações do governo Eduardo Leite (PSDB) no sentido de execução da política de destruição da educação pública, através de ações como o fechamento de turmas, escolas, a redução de recursos humanos e a supressão do debate necessário no sentido da garantia do direito à educação.

Em sua análise, a educadora destacou que a educação do campo é alvo tanto no sentido do fechamento das escolas, quanto no anúncio de mudança na legislação da EC (Educação do Campo), remetendo a necessidade da articulação para organizar a resistência.

A secretária geral do CPERS, Candida Rossetto, contribuiu apontando que os aspectos do autoritarismo do governo e a execução da política neoliberal, traduzem o que concretamente acontece.

“Neste momento enfrentamos ataque aos espaços que são de democracia com representação da sociedade civil, como o CEEd e os Conselhos Escolares; a imposição de currículo, a redução de recursos humanos e o fechamento de escolas e turmas. Quanto à determinação do retorno às aulas presenciais, sem as garantias de segurança a trabalhadores(as) em educação e estudantes, está a implementação do sistema híbrido de ensino, que atende aos interesses privados da educação”, observou.

Candida também ressaltou a necessidade de alterar a correlação de forças que estão postas, o que, segundo ela, exigirá a organização pela base e um enfrentamento mais forte ao governo.

Na sequência do debate sobre a conjuntura ocorreram várias intervenções que canalizaram para duas linhas de ação necessárias diante do cenário atual: a mobilização de base e uma frente ampla contra o fechamento das escolas, que passa por um movimento estadual e pela utilização de espaços institucionais e ações jurídicas, caso necessário.

A professora Conceição Paludo apresentou um estudo relativo à temática dos Direitos humanos, articulando as diferentes concepções, a trajetória histórica, os desafios atuais e as eleições municipais neste âmbito, que agrega o direito à educação e a defesa da educação do campo.

Na ocasião também foi discutida a organização da Carta Compromisso aos(as) candidatos(as) a vereadores(as) e prefeitos(as), a ser utilizada no debate e eleição de representantes comprometidos com as lutas da AEDOC/RS.

[recent_post_slider design="design-3" limit="5" show_date="false" category="82" speed="3000" show_category_name="false" show_content="false" show_author="false" arrows="true" autoplay="true" media_size="full" dots="false"]

NOTÍCIAS


mais notícias

VÍDEOS

FOTOS

CAMPANHAS E PUBLICAÇÕES

Representantes do 1° Núcleo do CPERS (Caxias do Sul) visitaram, nesta quarta-feira (28) diversas escolas para verificar as condições das instituições. Em todas, eles ressaltaram a importância de observar a liminar conquistada pelo sindicato, que impede o retorno das aulas presenciais nas instituições que não tiverem declaração de conformidade sanitária por agente técnico da área.

Segundo o diretor do núcleo, David Orsi Carnizella, das 55 instituições de Caxias, apenas nove reabriram. Das escolas da região, apenas em São Marcos foi constatado que poucas receberam alunos.

“A realidade que encontramos foi a de colegas desinformados e com medo. Nos informaram que as escolas receberam a autorização da CRE para reabrir, com o argumento de que a liminar tinha sido suspensa. Isso gerou uma grande desinformação”, relata David.

O diretor e a vice-diretora do núcleo, Ana Paula Santos, deixaram uma cópia da liminar em todas as escolas visitadas. “Basta entrar no site do Ministério Público Estadual para verificar que a liminar está valendo e que as escolas que não apresentam laudo técnico não podem reabrir para aulas presenciais”, destacou David.

“Abrir agora e sem as condições necessárias para a segurança de todos é assumir uma responsabilidade de grande risco. A CRE está usando de má fé e sendo antiética quando mente ao afirmar que a liminar não está valendo. As escolas não podem abrir sem que um técnico da vigilância sanitária faça a vistoria e autorize a abertura. Os colegas precisam estar atentos e não colocar suas vidas e a dos estudantes em risco”, salienta Ana.

Ela conta que das escolas que reabriram, nenhuma tinha o laudo técnico da vigilância sanitária, que autoriza o retorno presencial das aulas. “Em apenas algumas constatamos protocolos como aferição de temperatura na chegada, tapetes higienizadores e álcool gel. Além disso, um número mínimo de estudantes retornou”.

Ana também cita como exemplo de resistência e responsabilidade as escolas Cavalheiro Aristides Germani e Irmão José Otão, que estão atentas à liminar do CPERS e seguem sem o retorno presencial por não ter as condições exigidas nos protocolos de segurança.

Outra situação observada pelos representantes do 1º núcleo foi a de que educadores do grupo de risco estão voltando ao trabalho por medo de serem demitidos. “Há uma pressão muito grande do governo e os colegas acabam se expondo por terem medo de ficar sem emprego”, observa Ana.

O CPERS reafirma que a liminar continua valendo, uma vez que o recurso do Estado não obteve qualquer efeito suspensivo. Portanto, qualquer escola com estudantes em sala de aula e sem laudo externo está, hoje, descumprindo a ordem judicial e sujeita a penalidades.

[recent_post_slider design="design-3" limit="5" show_date="false" category="82" speed="3000" show_category_name="false" show_content="false" show_author="false" arrows="true" autoplay="true" media_size="full" dots="false"]

NOTÍCIAS


mais notícias

VÍDEOS

FOTOS

CAMPANHAS E PUBLICAÇÕES

Em resposta à audiência de conciliação realizada na última terça-feira (27), a PGE apresentou a proposta de vistoriar 30 escolas a partir do dia 3 de novembro, no prazo de 20 dias.

Em análise preliminar, a proposta não contempla os anseios da categoria. Atingiria um número exíguo de escolas (1,2% da rede) em um período dilatado, fração que sequer chegaria a incluir o total de instituições com aulas presenciais, que hoje somam 72 escolas.

Também não está claro a área técnica do agente designado a realizar o diagnóstico e verificar o cumprimento das medidas sanitárias. Portanto, o Sindicato pedirá mais informações a respeito da proposta antes de tomar uma decisão.

Reiteramos que a liminar mantém sua validade uma vez que o recurso do Estado não obteve qualquer efeito suspensivo. O fato foi confirmado durante a audiência pelo juiz Cristiano Vilhalba Flores.

É importante frisar: qualquer escola com estudantes em sala de aula e sem laudo externo está, hoje, descumprindo a ordem judicial.

Lamentavelmente, o próprio Estado tem desrespeitado a ordem judicial. Circulam áudios de coordenadores(as) regionais desinformando as direções de escola e distorcendo o conteúdo da liminar.

Trata-se de uma tentativa desesperada de empurrar a comunidade de volta às aulas presenciais em um momento de nova ascensão dos números de casos e mortes, além da alta na taxa de ocupação das UTIs.

Ao contrário do que dizem as coordenadorias em reuniões que, de forma suspeita, nunca são registradas por escrito, todas as escolas que se recusarem a retomar as aulas presenciais por falta de um laudo técnico externo estão resguardadas pela liminar no presente momento.

O CPERS também reafirma sua posição quanto à necessidade de testagem em massa, EPIs de qualidade para toda a comunidade escolar, não responsabilização dos educadores(as) pelas condições sanitárias e a necessidade do Estado realizar vistorias com técnicos em todas as escolas que pretende colocar na linha de frente da pandemia.

#EscolasFechadasVidasPreservadas

>> Saiba como receber notícias do CPERS por whatsapp

[recent_post_slider design="design-3" limit="5" show_date="false" category="82" speed="3000" show_category_name="false" show_content="false" show_author="false" arrows="true" autoplay="true" media_size="full" dots="false"]

NOTÍCIAS


mais notícias

VÍDEOS

FOTOS

CAMPANHAS E PUBLICAÇÕES