Luta e resistência contra a Reforma Administrativa marcam o Dia do Servidor Público no Rio Grande do Sul


O CPERS e as entidades que compõem a Frente dos Servidores Públicos (FSP/RS) uniram forças neste Dia do Servidor Público (28) para rejeitar e denunciar o ataque de Bolsonaro e seus aliados à classe trabalhadora.

Na manhã desta quarta-feira (28), foi realizada uma entrevista coletiva onde as entidades denunciaram o caráter destrutivo e privatista da Reforma Administrativa de Bolsonaro (sem partido) e buscaram dialogar com a sociedade a respeito da necessidade de mais e melhores serviços públicos, e não o contrário.

Durante a tarde, em Porto Alegre e diversas outras cidades do estado, foram realizados atos simbólicos contra a reforma que quer acabar com a estabilidade e substituir concursados por apadrinhados políticos.

Na capital, a manifestação ocorreu em frente à Prefeitura Municipal e reuniu servidores públicos das três esferas. 

A presidente do CPERS, Helenir Aguiar Schürer, destacou que este Dia do Servidor Público, mais do que nunca deve ser marcado por muita luta. 

“Estamos novamente na rua contra a retirada de direitos. Mas principalmente contra a reforma administrativa que vai tirar da população gaúcha e da população brasileira o direito a ter serviços públicos. Estamos aqui defendendo o serviço público para todos os brasileiros e brasileiras. O Chile e a Bolívia nos deram o exemplo de que é possível derrotar essas políticas e nós temos que estar na rua para começar essa derrotada.”

Helenir ainda ressaltou a importância de combater as políticas de Leite e Bolsonaro: “Nós temos dois governos afinadíssimos que é o Bolsonaro e Leite que tentam sim privatizar. Nós vimos ontem que Bolsonaro está pensando na privatização do SUS, que nesse momento de pandemia é tão importante. O governo mostra a sua disposição de privatizar aquilo que tem sido a única saída, o único cuidado com a população brasileira”. 

Alexandre Luzzi Rodrigues, diretor de Assuntos Sindicais da Afocefe, acredita que derrotar o projeto é defender os serviços públicos.

“Estamos lutando contra uma reforma administrativa que de reforma não tem nada, isso é a privatização dos serviços públicos. Eles estão querendo fazer ajustes fiscais para privatizar. Recebemos notícias de que o Bolsonaro quer privatizar todo o SUS, retirar os serviços públicos da população. O serviço público será sucateado, ficará ainda pior. Não é uma reforma é o fim do serviço público. Nós precisamos alertar a população”. 

Para o coordenador geral do Sindjus, Fabiano Marranghello Zalazar, salientou a importância de conscientizar a população sobre os riscos da reforma administrativa. 

“Eles querem acabar com os serviços públicos e por isso estamos aqui com muita disposição nessa reta final do ano para barrar essa reforma administrativa. Que possamos transmitir para as nossas bases e sociedade o risco que estamos correndo com essa reforma.” 

Nívea Carpes, diretora da Amapergs, frisou o importante papel dos servidores nas lutas e na defesa dos serviços essenciais para a população. 

“Hoje no dia do servidor público não temos nada a comemorar, essa é uma data de luta e reflexão. A nossa vida é de lutas, estamos continuamente em luta pelos nossos direitos. Hoje é o momento de refletirmos e termos consciência do nosso papel. A população precisa da gente.”

 

A coordenadora da ASSUFRGS, Mariane Quadros, pediu empenho na luta contra a reforma administrativa e na garantia da continuidade dos serviços públicos gratuitos e com acesso para todos. 

“Nós temos uma tarefa muito importante de ampliar essa luta. Temos que alertar em todos os cantos que essa reforma vai acabar com o serviço público, serviços que são gratuitos hoje, vamos ter que pagar amanhã. Vamos juntos, vamos à luta, porque só com luta mudamos a vida.”

Ao fim do ato, os servidores deixaram a sua mensagem, com cantos de “Fora Bolsonaro” a Frente de Servidores Públicos diz não ao fim dos serviços públicos, não à reforma administrativa.

Também marcaram presença no ato o 2° vice-presidente do CPERS, Edson Garcia, a secretária-geral, Candida Rossetto e os diretores: Daniel Damiani, Vera Lessês, Rosane Zan, Valdete Moreira, Cássio Ritter, Sandra Régio e Mauro Calliari.

Entidades presentes:

Confira imagens da coletiva e dos atos na capital e no interior:


 

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