A proximidade das festas de final de ano traz poucos motivos para celebrar. O último Conselho Geral de 2020, realizado na sexta-feira (18), apontou para a necessidade de mobilização permanente diante de um governo que não descansa em seus planos de destruição da escola pública.

No dia 22, a categoria realiza uma manifestação simbólica em frente ao Piratini, a partir das 10h. O “Natal de Luta” fará referência à ceia magra dos educadores(as), sem 13º, com os salários congelados há seis anos, perda de direitos, avanço da mercantilização do ensino, precarização do trabalho, terceirização e brutal retirada de direitos.

Já nos dias 28 e 29, com a possibilidade de votação da PEC do Teto de Gastos, que congela investimentos e, consequentemente, salários por mais 10 anos, o Conselho orienta atos na Praça caso haja convocação extraordinária dos deputados.

A presidente do CPERS, Helenir Aguiar Schürer, comentou os avanços registrados na semana, parabenizando a todos que se mobilizaram pela aprovação do Fundeb sem desvios para instituições privadas e falando sobre a importância da articulação que levou à prorrogação de contratos emergenciais por três anos no Estado.

“Todos os anos nossos contratados, que prestam um serviço enorme à educação, vivem a angústia e a insegurança de perder o emprego. A prorrogação mais dilatada é um alívio para estes milhares de trabalhadores e suas famílias, mas nossa luta continua pela realização de concursos públicos como forma de garantir direitos e estabilidade para a categoria”, avalia Helenir.

Já o advogado Marcelo Fagundes, do escritório Buchabqui e Pinheiro Machado, prestou esclarecimentos sobre as ações em andamento, como a liminar do 13º, suspensa no fim de semana pelo TJ, e a negativa por parte do mesmo Tribunal ao pedido do Sindicato para suspender as aulas presenciais em regiões com bandeira vermelha.

Marcelo também informou que o recurso da Adin que visa acabar com o pagamento de alíquotas previdenciárias por aposentados(as) que recebem salário inferior ao teto do INSS está pronto para julgamento no STF.

Eleições sindicais

Outro debate que mobilizou o conselho girou em torno das eleições para a Direção Central e dos núcleos. O mandato dos atuais dirigentes terminou em 2020, mas a pandemia – com a impossibilidade de realizar campanha nas escolas – adiou a abertura do processo eleitoral.

O Conselho Geral já havia definido pela definição de novas datas a partir do primeiro Conselho presencial, mas a discussão se concentrou no modelo a ser adotado. Em votação disputada, venceu a proposta por deliberar acerca da eleição digital por meio dos conselheiros(as).

O técnico José Carlos apresentou uma proposta de votação online, com sistemas de autenticação e segurança, bem como auditoria externa de órgãos independentes, além de tirar dúvidas dos presentes.

Outras propostas

O conselho também deliberou por intensificar as campanhas em defesa da vida e pelo fechamento das escolas, a reivindicação por vacinas para todos, com a inclusão de funcionários(as) de escola na 4ª fase da imunização, entre outras lutas. Confira as deliberações:

1. Realização da Celebração de Natal em frente ao Palácio Piratini, no dia 22 de dezembro, às 10 horas, utilizando simbologia e denunciando o empobrecimento da categoria;

2. Ato Público em frente ao Piratini Contra a PEC do Teto de Gastos do governo Leite(PSDB), às 10 horas, no dia da votação;

3. Ampliação da Campanha em Defesa da Vida, buscando a conscientização das comunidades sobre a importância do distanciamento social no combate à Covid19, não apenas no que se refere à vida escolar, mas em todas as atividades cotidianas. A defesa da Ciência, abraçando a luta pela Vacina Já para todas e todos;

4. Criar um GT para debater política partidária, para que o CPERS seja mais incisivo nas eleições, onde pudéssemos influenciar e termos a bancada da educação/classista, nas instâncias democráticas;

5. Campanha pela realização de concursos públicos;

6. Ampliar o debate sobre a realização das eleições no sindicato;

7. Lutar contra a terceirização e demonstrar nossa solidariedade aos funcionários terceirizados, que são submetidos à precarização nas relações de trabalho;

8. Campanha de vacinação;

9. Manifesto de repúdio à atitude machista e de assédio sexual feita pelo deputado estadual de SP, Fernando Cury, contra a deputada Isa Pena. Não podemos aceitar que esta atitude seja normal. Machistas, não passarão!;

10. Em tempos de pandemia em alta, reafirmar a pauta de Escolas Fechadas – Vidas Preservadas.





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Em mais uma demonstração de desprezo aos trabalhadores(as) da educação e demais servidores(as) do Estado, o Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul suspendeu os efeitos da liminar que assegurava a operação do 13º salário para educadores(as) com pendências financeiras ou ações contra o Banrisul.

A decisão foi proferida pelo desembargador Eduardo Kraemer no início da noite deste sábado (19). Kraemer, como os demais servidores(as) do Judiciário, recebe o 13º em dia sem a necessidade de realizar a operação junto ao banco.

>> Leia a íntegra da decisão

Quem já realizou o empréstimo não perderá o crédito. Mas milhares de famílias terão um Natal magro. Liminares concedidas a outros Sindicatos também foram derrubadas antes que muitos servidores(as) conseguissem efetivar a operação, dificultada pelo banco desde a primeira ação favorável.

Em setembro deste ano, o Tribunal já havia cumprido o seu papel de serviçal dos poderosos no absurdo julgamento do corte de ponto da greve, considerado legal apesar das aulas recuperadas.

Trata-se de uma corte desconectada da realidade da classe trabalhadora, que compactua com um governo autoritário e avaliza a espoliação de quem tem menos.

A assessoria jurídica do CPERS recorrerá, mas como em processos anteriores, é possível que a própria demora em julgar o caso seja instrumentalizada para impedir o empréstimo em tempo hábil.

É uma situação vexaminosa; o banco estatal nega empréstimo ao próprio Estado, avalista das operações. Cabe lembrar que parte significativa dos problemas de crédito da categoria deve-se à política de arrocho e descaso do governo.

Enquanto o governo Leite (PSDB) empurra a categoria para o vermelho, o Banrisul registra sucessivos recordes de lucro, obviamente, às custas dos trabalhadores(as).

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O Conselho Geral do CPERS manifesta seu repúdio ao assédio sexual e à atitude machista do deputado estadual de São Paulo, Fernando Cury (Cidadania), contra a deputada Isa Pena (Psol). Na última quarta-feira (16), durante a sessão plenária da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp), o parlamentar posicionou-se atrás da deputada e passou a mão nos seus seios.

A parlamentar prestou queixa crime por importunação sexual. Em discurso no plenário, ela também afirmou que abrirá uma representação contra Cury no Conselho de Ética da Casa. A cena lamentável ficou registrada em vídeo.

Sancionada em 2018, a Lei da Importunação sexual prevê prisão em flagrante e pena de 1 a 5 anos de prisão em caso de condenação. Em nota, a Alesp declarou que o Conselho de Ética irá avaliar o caso.

O CPERS, por meio do seu Departamento de Gênero e Diversidade, presta total apoio e solidariedade à deputada. E alerta sobre a importância de atos inaceitáveis como esse serem denunciados.

Machistas não passarão!

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Em nova decisão favorável à categoria, o juiz João Ricardo dos Santos Costa deferiu outro pedido liminar do CPERS, determinando que o Banrisul libere, em prazo de 24 horas, a operação de crédito do 13º no aplicativo digital para todos os educadores(as), independente de restrições financeiras ou pendências legais.

O Sindicato ingressou com o pedido em virtude do número de agências fechadas em todo o estado e das dificuldades de agendamento para o atendimento presencial, inviabilizando a contratação para a maior parte dos educadores(as).

A assessoria jurídica do CPERS, por meio do escritório Buchabqui e Pinheiro Machado, também argumentou no pedido que a limitação ao atendimento presencial gera aglomerações desnecessárias nas agências e expõe a categoria ao risco de contágio.

A decisão também impõe nova multa:

“Para o caso de descumprimento, comino ao réu multa, em favor do Fundo de Reconstituição dos Bens Lesados, no valor de R$ 100.000,00 (cem mil reais), a hipótese de descumprimento.”

>> Leia a íntegra da decisão aqui

O banco deve cumprir a liminar em 24 horas (dias corridos) a partir do recebimento da notificação judicial.

Mais cedo, outro despacho, em resposta a ação ajuizada pela Defensoria Pública, determinou que a operação deve ser disponibilizada a todos os servidores(as) públicos.

O escritório Buchabqui & Pinheiro Machado atende pelo número 51 3073.7512, das 9h às 12h e das 14h às 17h.

Saiba mais:

>> CPERS conquista liminar que assegura pagamento do 13º a todo educador, independente de restrições 

>> 13º: educadores que não conseguirem efetuar operação devem contatar Jurídico do CPERS

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Tal como ocorreu na aprovação da Emenda Constitucional 108, que instituiu de forma permanente na Constituição Federal o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação, as últimas sessões para aprovação do projeto de regulamentação do FUNDEB, tanto no Senado como na Câmara dos Deputados, foram marcadas por intensa mobilização dos/as trabalhadores/as em educação, estudantes e entidades parceiras na luta pela educação pública. E o resultado não poderia ser outro senão a rejeição completa do texto ultrajante aprovado pela Câmara, no último dia 10, sob a orientação do Governo Bolsonaro, o qual previa o desvio para a iniciativa privada de quase a totalidade das novas verbas conquistadas para a educação básica pública através da EC 108.

A ganância privatista do Executivo Federal e de parte significativa da Câmara dos Deputados quase conseguiu abocanhar cerca de R$ 16 bilhões de dinheiro público para as escolas privadas – situação que comprometeria toda a perspectiva de melhoria da oferta escolar pública nos próximos anos! A resposta social e o bom senso instalado no Senado Federal, que retomou por unanimidade o parecer original (sem emendas) da Câmara dos Deputados, e a gigantesca mobilização virtual organizada pela CNTE e seus sindicatos filiados, juntamente com outras entidades da sociedade civil, garantiram uma vitória histórica numa conjuntura política extremamente difícil.

A conquista do FUNDEB com recursos públicos voltados majoritariamente para a educação pública é uma vitória de toda a sociedade brasileira, especialmente para aqueles que estudam, trabalham ou desejam concluir seus estudos. O FUNDEB público impõe ao Estado brasileiro o compromisso em combater as desigualdades sociais, rompendo com o círculo vicioso da pobreza e da apartação social que se mantêm desde a escravidão oficial no país.

Porém, a regulamentação do novo FUNDEB ainda carece de vários dispositivos que deverão ser aprovados pelo Congresso no próximo ano, com destaque para os fatores de ponderação das matrículas (critério VAAF) e os novos indicadores de distribuição interfederativa (VAAT e VAAR), que serão decisivos para promover a qualidade com equidade no atendimento escolar em todo país. O Custo Aluno Qualidade – instrumento imprescindível para orientar o financiamento nas escolas públicas –, é outra pendência legislativa que deverá ser regulamentada na Lei do Sistema Nacional de Educação, instrumento também fundamental para articular as políticas educacionais nas redes públicas de ensino.

Paralelamente a esses desafios, será preciso que a sociedade se mantenha vigilante aos projetos que tramitam no Congresso Nacional e que visam desmontar e privatizar os serviços públicos e terceirizar a mão de obra estatal (professores, funcionários da educação, médicos, enfermeiros, policiais etc). A reforma administrativa (PEC 32/20) tem potencial para implodir as políticas públicas no Brasil, restringindo o atendimento à população e retomando práticas clientelistas nas formas de contratação dos novos “servidores públicos”.

Outras medidas pretendem alterar o pacto federativo e o sistema tributário, colocando em risco muitas conquistas sociais, como a vinculação de impostos para a educação, o Fundo Social do Pré-sal, que destina novos recursos para a educação e outras áreas sociais, a Lei 12.858 (que reserva royalties e outras fontes de recursos para a educação), além de diferentes propostas que promovem a privatização do ensino público através de Organizações Sociais e da Intervenção Militar nas gestões escolares, além da terceirização dos profissionais da educação.

A luta é árdua e incessante. O modelo de escola pública que defendemos – com mais recursos, mais gestão democrática, com expansão da educação integral e com melhoria da qualidade da educação através do CAQ – continua sob forte ataque e requerendo atenção e reações sociais na mesma medida em que ocorreram os processos de aprovação e regulamentação do FUNDEB permanente. Somente juntos será possível barrar os retrocessos do Governo Bolsonaro e conquistar mais vitórias para a educação pública.

Parabéns à militância dos/as trabalhadores/as em educação nesta jornada de luta pelo FUNDEB para as escolas públicas!

Obrigado aos parlamentares (deputados/as e senadores/as) que se sensibilizaram e votaram em defesa da educação pública!

Viva a escola pública, gratuita, estatal, democrática, laica e de qualidade social para todos e todas!

Pela imediata sanção presidencial e sem vetos à lei de regulamentação do FUNDEB!

Brasília, 18 de dezembro de 2020
Diretoria da CNTE

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Pela primeira vez, os educadores(as) com contrato emergencial podem trabalhar com a tranquilidade necessária para o fazer pedagógico sem o medo de perder o emprego no Natal seguinte.

Por 49 votos favoráveis e nenhum contrário, a Assembleia Legislativa aprovou, nesta quinta-feira (17), o PLC 253 com uma emenda que assegura a renovação dos atuais contratos por três anos.

A Lei beneficia todos os segmentos da categoria, abrangendo mais de 27 mil trabalhadores(as) entre professores(as), funcionários(as), supervisores(as), especialistas e técnicos agrícolas.

O resultado foi fruto de intensa luta da categoria e meses de debate e construção entre o CPERS, representantes dos contratados(as) e a Comissão de Educação da Assembleia, presidida pela deputada Sofia Cavedon (PT).

O prazo só pode ser revisto caso haja reposição dos quadros por meio de concurso público.

“Todos os anos nossos contratados, que prestam um serviço enorme à educação, vivem a angústia e a insegurança de perder o emprego. A prorrogação mais dilatada é um alívio para estes milhares de trabalhadores e suas famílias, mas nossa luta continua pela realização de concursos públicos como forma de garantir direitos e estabilidade para a categoria”, avalia a presidente do CPERS, Helenir Aguiar Schürer.

De acordo com a deputada Sofia, o secretário-chefe da Casa Civil do governo, Otomar Vivian, informou que a promessa de concurso público não foi cumprida neste ano em decorrência da pandemia, mas permanece no horizonte do Executivo.

Construção

Originalmente, três emendas construídas em conjunto com o CPERS previam a prorrogação por cinco anos, a criação de mecanismos de proteção ao desligamento do contrato e a contagem de pontos por tempo de serviço para futuros serviços públicos.

As emendas eram subscrita pelas deputadas Sofia Cavedon (PT), Luciana Genro (PSOL), Juliana Brizola (PDT) e pelos deputados Issur Koch, vice-presidente da Comissão, Fernando Marroni (PT), Sérgio Peres (REP) e Luiz Marenco (PDT).

Mas, para assegurar a aprovação por mais de um ano, os deputados construíram uma proposta mediada com a base do governo, retirando as emendas e fechando questão em torno do novo texto, com três anos.

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A liminar conquistada pelo CPERS nesta quarta-feira (16), obrigando o Banrisul a disponibilizar ao operação de crédito relativa ao 13º salário a todos os educadores, deve ser cumprida por todas as agências do estado.

O banco já recebeu a notificação judicial e, a partir desta quinta (17), deve cumprir o mandado sob pena de multa para cada caso negado.

Se você já entrou em contato com sua agência hoje e teve a operação negada, acione o jurídico do CPERS para saber como proceder.

O escritório Buchabqui & Pinheiro Machado atende pelo número 51 3073.7512, das 9h às 12h e das 14h às 17h.

O Sindicato também pressiona o Banrisul a permitir a operação em todos os seus canais de atendimento, incluindo o aplicativo, para evitar aglomerações nas agências e facilitar a contratação do crédito.

Saiba mais:

>> CPERS conquista liminar que assegura pagamento do 13º a todo educador, independente de restrições 

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Foi deferida, na manhã desta quarta-feira (16), a ação coletiva ajuizada pelo CPERS contra o Banrisul para estender a todos os educadores(as) a operação de crédito do 13º salário.

O juiz João Ricardo dos Santos Costa, da 16ª Vara Cível da Comarca de Porto Alegre, concedeu tutela provisória de urgência – com efeito imediato – para que o banco efetue o empréstimo independente de restrições financeiras, cadastro negativo, dívida ou demanda judicial.

A decisão também anula o prazo estipulado pelo Banrisul para efetivar a transação, assegurando que o crédito possa ser solicitado pelo após o dia 30 de dezembro.

Em caso de descumprimento, o banco deverá arcar com multa de R$ 10 mil para cada situação identificada de negativa.

O CPERS orienta a categoria para que acesse a íntegra da decisão e dirija-se à agência bancária para demandar o seu direito. Baixe aqui o documento expedido pela Justiça. 

Estado deve arcar com as consequências da política de arrocho

O pedido liminar foi realizado por meio do escritório Buchabqui e Pinheiro Machado na terça, primeiro dia de disponibilidade da linha de crédito. Diversos relatos da categoria informaram empecilhos à operação, em especial em casos de restrição de crédito, indadimplência e ações ajuizadas contra o banco.

Cabe lembrar que parte significativa dos problemas de crédito da categoria se deve à política de arrocho e descaso do governo. Trata-se de uma vergonha: o banco estatal nega empréstimo ao próprio Estado, avalista das operações.

O congelamento de salários por seis anos e os cortes de direitos e vantagens levam os educadores(as) a contraírem sucessivos endividamentos, já que muitos são obrigados a “comprar” a própria remuneração com juros no início de cada mês, esgotando suas opções de crédito junto ao banco.

Enquanto o governo Leite (PSDB) empurra a categoria para o vermelho, o Banrisul registra sucessivos recordes de lucro, obviamente, às custas dos trabalhadores(as).

▶ Tire suas dúvidas sobre a liminar obtida pelo CPERS para assegurar a operação de crédito do 13º salário no Banrisul sem restrições a todos os educadores(as)

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Começou nesta segunda-feira (14) o Encontro Pedagógico do CPERS, promovido pelo Departamento de Educação, que debate  Ensino Híbrido, o Ensino Remoto, o Novo Ensino Médio, a Avaliação e o Ano Letivo de 2020/2021. 

O encontro, que contou com mais de 200 inscritos de todo o estado, discute o panorama da escola pública e como criar estratégias de enfrentamento ao desmonte do ensino público e assegurar o amparo pedagógico das escolas e dos alunos.

Esta é a primeira das duas reuniões previstas, que ocorrem às 18h, pela plataforma Zoom. A próxima está agendada para o dia 8 de janeiro. 

“Convidamos todos os companheiros que fazem parte da luta pela educação pública, de qualidade e laica. Estamos caminhando rumo ao centenário de Paulo Freire, em 2021, e não poderia deixar de citá-lo agora que estamos discutindo nossos desafios pedagógicos”, saudou a diretora do Departamento de Educação, Rosane Zan.

Na ocasião, a diretora referenciou Paulo Freire ressaltando a sua essencialidade para o pensamento pedagógico: “ninguém educa ninguém, como tampouco ninguém se educa a si mesmo: os homens se educam em comunhão, mediatizados pelo mundo. Eu sou um intelectual que não tem medo de ser amoroso. Amo as gentes e amo o mundo. E é porque amo as pessoas e amo o mundo que eu brigo para que a justiça social se implante antes da caridade”.

Sobre o ensino híbrido, Rosane chamou atenção para a desigualdade digital e a necessidade de proteção de dados. Também sinalizou preocupação com o Novo Ensino Médio, a base nacional curricular e o avanço da terceirização, que abrem espaço para a privatização do ensino público.

“Se deixarmos esses grandes grupos empresariais adentrarem na escola pública, nunca mais sairão. Qual será o nosso papel e a nossa função?”, questionou.

“Esperamos que todos consigam acompanhar bem esse debate e possamos ajudar a encontrar caminhos na luta por uma escola de qualidade e laica, que é o que sempre reivindicamos”, asseverou a presidente do CPERS, Helenir Aguiar Schürer.

A 1ª vice-presidente, Solange Carvalho, criticou as políticas implantadas pelos governos neoliberais de privatização do ensino público. Ela explicou que os grandes grupos econômicos verificaram que a educação é o filão, cujo objetivo é facilitar a venda de plataformas, a privatização e a uberização da educação. 

“Nós já participamos de encontros internacionais e constatamos que o projeto de privatização é internacional. O que mais me preocupa é que os governos e os grupos privatizantes vão transformar os educadores como meros repassadores das ideias do capitalismo. Estamos sobrecarregados e exaustos nessa pandemia, o que a gente precisa é do empoderamento dos educadores”, afirmou.

Já o 2º vice-presidente do CPERS, Edson Garcia enfatizou a importância do encontro para resistir às política de desmonte do ensino público dos governos Bolsonaro (Sem Partido) e Leite (PSDB): “Que a gente consiga somar conhecimento a respeito da educação pública, que está tão desprestigiada pelos governos federal e estadual“.

O diretor Cássio Ritter apontou para a necessidade de fazer a  resistência no chão da escola: “O que está em jogo é a escola pública. Precisamos resistir e vencer porque a escola é a nossa base”.

Para a secretária-geral, Candida Rossetto, o projeto do governo atende unicamente aos interesses do mercado e encontros como esse desnudam o projeto neoliberal de privatização do ensino público. “Esse projeto é maléfico para toda a população. Precisamos aglutinar forças e resistir. Não tem como derrotar uma educação privatista sem fazer o enfrentamento”, explicou.

“A gente tem que manter a nossa sanidade mental. A conjuntura está nos massacrando, estamos há seis anos sem reajuste e funcionários de escola não têm nenhuma lei que garanta um gatilho para reajuste salarial”, frisou a diretora Sonia Solange.

Unidade na luta contra o desmonte do ensino público

O evento recebeu representantes das Associações dos Especialistas em Educação, representantes do CPERS no Conselho Estadual de Educação (CEEd), dirigentes da CNTE e a professora Dra. Raquel Caetano, do Instituto Federal de Sapucaia do Sul (IFSul).

Representando a Associação dos Orientadores do Rio Grande do Sul (AOERGS), Manoelita Tabille Manjabosco, explanou que o cenário de crise sanitária deu mais força e oportunidades para a instalação de um projeto ultraneoliberal perverso. Nele, estão alinhados Bolsonaro, Eduardo Leite, Marquezan e Melo.

“Entendemos que temos que estar presentes nessas lutas junto aos sindicatos, confederações, conselhos e associações. Buscamos fortalecer, valorizar e dar visibilidade ao trabalho dos profissionais da orientação educacional. Lutamos pela escola pública com qualidade social para todos. Essa coletividade faz a força na luta”, destacou.

“Me solidarizo com o trabalho do CPERS na defesa da escola pública. Nessa pandemia, evidenciou-se as diferenças sociais. Por isso, não podemos abrir mão da luta por uma educação pública de qualidade”, afirmou Edite Claudete Zeni, presidente da Associação dos Inspetores de Ensino do Rio Grande do Sul.

Ensino híbrido, desigualdade e pandemia

As representantes do CPERS no CEEd, Lucia Camini, Rosa Maria Pinheiro Mosna e Simone Goldschmidt, denunciaram o desmonte da educação pública com políticas neoliberais – implantadas no governo Sartori (MDB) e continuadas por Leite (PSDB) – que visam privatizar o ensino.

A atual gestão de Leite acelerou o desmonte durante a pandemia, enxugando a máquina pública e aprofundando a desigualdade digital e a sobrecarga de trabalho.

“Em se tratando da parceria público privada, o governo Leite de imediato buscou a Fundação Lemann e seus institutos para dar sequência ao processo de privatização do ensino público”, asseverou Lucia Camini. 

“O secretário da Educação disse que deveria enxugar a máquina pública, reduzindo o número de escolas, educadores e investimentos. Na pandemia, isso ficou ainda mais claro com a aceleração do convênio com o Google nas plataformas digitais”, continuou.

Conforme Camini, o Conselho fez um parecer afirmando que as escolas deveriam ter autonomia de acordo com a sua realidade, traçando um diálogo com a comunidade. Com isso, o projeto político pedagógico seria retomado com atividades domiciliares remotas dependendo das condições de cada instituição de ensino.

Depois, a entidade elaborou outro parecer entendendo que não se deveria tratar o ano de 2020 como um ano normal. “Deveríamos estar preocupados em manter o vínculo dos estudantes, e não apenas com conteúdo, avaliações e resultados. Fizemos uma reunião com a Seduc para se ter essa sensibilidade e respeito”, disse.

No último parecer, que será apreciado nesta quarta em sessão plenária pelo Youtube, é orientado que o calendário escolar não precisa ter os 200 dias letivos e que as escolas poderão realizar o seu planejamento e seu plano pedagógico complementar para  buscar as atividades no plano curricular que não eram possíveis dar conta, atendendo individualmente a caminhada de cada estudante. 

Lucia também afirmou que o governo precisa olhar com sensibilidade para a desigualdade profunda nos meios digitais neste momento, bem como a dificuldade ao acesso de material impresso, que nem sempre chegou aos alunos, além da sobrecarga de trabalho dos educadores. 

Ela criticou ainda as medidas unilaterais do governo, como a imposição do ensino híbrido feito sem nenhum debate com a comunidade escolar.

“Temos o entendimento de que nesse momento de transição de final de ano, precisamos ter essa forma de diálogo e sensibilidade para respeitar as trajetórias diferenciadas de cada escola do Rio Grande do Sul”, finalizou.

Rosa Maria Pinheiro Mosna explanou que vivemos em um contexto de um projeto de desconstrução e recolonização do país e da privatização da escola pública, com as desigualdades sociais ampliadas por medidas como a reforma do Ensino Médio. 

“A escola pública é uma forma de redução das desigualdades e o Conselho tem se dedicado em defender o ensino público de qualidade. É necessário compreender os reflexos da pandemia para a educação. Temos que reconhecer as questões do acesso à tecnologia e as desigualdades sociais. Isso está explícito na LDB, que embora não negue a reprovação, é necessário reconhecer todo o trabalho que os professores e alunos fazem nessa pandemia em todos os seus processos”.

Já Simone Goldschmidt explicou que a educação não é neutra e prova disso são as medidas do governo Leite, que está disposto a se livrar da educação pública por meio de parcerias com entidades como a Fundação Lemann.

“Estamos dentro do Conselho discutindo que existem interesses do sistema S e dessas fundações da iniciativa privada em receber recurso público. É isso que a gente precisa discutir e falar com a categoria”, destacou.

“É preciso falar o que é a privatização da escola pública. Existe toda uma pressão da iniciativa privada, haja vista o que foi a votação do Fundeb na Câmara dos Deputados numa invenção nacional de drenar recursos públicos para a iniciativa privada. A Lei da Gestão Democrática ainda está em vigor e precisamos usá-la para resistir”, concluiu.

O grande capital está de olho na escola pública

Para o professor Gilmar Soares Ferreira, secretário de Assuntos Educacionais da CNTE, o ataque que o grande capital coloca para os educadores reflete no risco para a escola pública, laica e gratuita, cujo impacto é para a maioria da população.

“Estamos no olho do furacão no ataque aos direitos humanos e à democracia. Estamos tratando de uma iniciativa de intervir no desenvolvimento soberano ao povo brasileiro, o que aconteceu com o Fundeb foi um grande golpe. Estamos falando da anulação de todo o conhecimento da educação pública básica, a regulamentação do fundeb neste momento é um grande problema, havíamos construído um plano para corrigir falhas no financiamento da educação, essas falhas colocadas estruturalmente vão se aprofundar com as emendas aprovadas na Câmara dos Deputados”.

“O chão da escola é o grande ponto de encontro para transformar a sociedade na questão de utopias. É necessário defender a vida em primeiro lugar. Currículo e economia se recuperam, mas vidas não”, continuou.

No caso do ensino remoto, ele afirmou que a CNTE não é contra a tecnologia da educação, mas esta não pode ser substitutiva na formação profissional, deve ser complementar.

“Precisamos insistir para que os orçamentos públicos resguardem essa condição. Temos que buscar o ambiente de aprendizagem nessa pandemia”. 

Ele também afirmou que a BNCC veio avançar na privatização da educação básica, em especial na formação técnica e profissional. “O que se aprofunda agora é uma apartação social, uma recolonização do Brasil. Na reforma do ensino médio, colocar só portugues e matemática ganha agora toda a concretude que os empresários precisam, como a Fundação Lemann e outros substratos”.

“Precisamos insistir que é a comunidade escolar é que precisa saber o que quer para o Ensino Médio. Precisamos fomentar a defesa do Ensino Médio como instrumento essencial na formação humana e profissional”, asseverou.

Por fim, Gilmar explicou que há dois institutos que atrapalham os interesses do mercado, um é o educador e outro é o sindicato. No caso do Brasil, há uma condição histórica de uma elite que abandonou o projeto educacional. 

“Precisamos estabelecer uma consciência de que não vamos responder a todos os desafios colocados pelo capital que quer nos massacrar”, finalizou.

O representante dos Funcionários da CNTE,  José Valdivino Moraes, exemplificou com preocupação o ataque que está ocorrendo no Paraná e no Rio Grande do Sul, que é a mercantilização ou a transferência dos recursos públicos para a iniciativa privada.

“Essa política de privatização e terceirização afeta a nossa organização sindical no momento em que começa a privatizar com a terceirização dos funcionários no Paraná para desorganizar os trabalhadores. Sabemos que aqui no Paraná a grande maioria dos terceirizados não voltaram a ser contratados”

Ele também afirmou que é necessário pensar na profissionalização dos funcionários da educação no campo pedagógico. “Nosso trabalho vai além da merenda ou limpar a escola, estamos abrindo a discussão para o caminho da profissionalização da categoria, abrindo para o campo de atuação desses profissionais entenderem que o desenvolvimento social das crianças é feito não apenas pelos professores”. 

Projeto de desmonte: a privatização que vem por dentro das instituições públicas

A professora Dra. Raquel Caetano, do Instituto Federal de Sapucaia do Sul (IFSul), iniciou sua fala afirmando que o projeto do governo é a reestruturação do estado do Rio Grande do Sul. Com isso, o governador visa reestruturar a educação e tem conseguido especialmente nesse momento de pandemia. Ela explicou que o governo repassa essa função para instituições do terceiro setor. 

Outro ponto desse projeto de reestruturação é a reforma do Ensino Médio. Com a implantação dos novos currículos e a BNCC, é estabelecida a implantação de parcerias com instituições privadas e mercantis.

“Estamos na iminência da reestruturação curricular. Hoje mesmo encerrou o prazo da consulta pública para reestruturação curricular e que, na verdade, já está pronta. É só pro forma via digital”.

A professora também ressaltou a falta de diálogo do governo, que toma medidas unilaterais sem consultar a escola e os sindicatos, ouvindo apenas os empresários, que são o maior interesse do Estado.

“No ano passado já havíamos uma discussão sobre as escolas Charter no Rio Grande do Sul. Temos um cenário muito difícil e, com a pandemia, isso tem se agravado”. 

Conforme Raquel, vem se criando um consenso de que é necessária a implantação do ensino híbrido na escolarização básica, que vai desde a educação infantil até o ensino médio e profissional.

Foi lançada a Associação Nacional de Educação Básica ao Ensino Híbrido, forjando a partir dos grupos da iniciativa privada o fortalecimento da ideia da educação híbrida, que mistura presencial com online. Através desses programas e pareceres do estado, são trazidas uma série de metodologias direcionando a ação pedagógica para essa questão com a finalidade de criar quase mercados educativos.

“Às vezes, nessa ideia de privatização e terceirização, a escola não muda de propriedade, permanece pública do estado, mas essas instituições vão entrando por dentro da escola, através de seus programas, de suas cartilhas e padronizações das aulas por uma série de mecanismos. É aquilo que chamamos de privatizando por dentro”.

Com essas medidas, o governo vai retirando o professor enquanto protagonista da ação pedagógica da escola. “A BNCC e as formações de professores que estamos vendo, todas elas pela iniciativa privada, são um problema da própria formação continuada do professor. No programa Jovem do Futuro, por exemplo, temos uma iniciativa com 10 milhões de reais no investimento do governo Federal no repasse do Ensino Médio. O governo estima 30 milhões de reais no programa do Jovem do Futuro”, explicou.

Desse modo, ela apontou contradições no discurso do governo quando afirma que não há dinheiro para pagar professor, para deixar as escolas do campo abertas e manter turmas do EJA e NEEJA, mas há recurso para juntar e investir nessas instituições privadas.

“Essa ideia de quase mercado é não repassar a verba pública para as instituições públicas. Assim, as questões pedagógicas acabam sendo secundarizadas de alguma forma, mas hoje é o que o capital está de olho”

Raquel explanou ainda que o capital que se expandiu na educação quer se apropriar da visão do professor como o intelectual da educação. Por isso, é preciso resgatar a ideia do professor como intelectual para entender o que está em jogo.  “Esse projeto nefasto do governo visa abocanhar a parcela de financiamento da escola pública mas também sua questão pedagógica e cultural”, pontuou Raquel.

“Essa política de empreendedorismo, Senac, Sebrae, Elefante Letrado e tantas outras instituições, como Unibanco, Itaú e Lemann são os grandes mentores disso tudo”, prosseguiu.

Ela também explicou que a alteração do ensino aprendizagem fere a Lei de Gestão Democrática, que foi construída às duras penas no Rio Grande do Sul.

“Se a legislação com o Fundeb for aprovada, teremos esse repasse de 10 por cento para as instituições filantrópicas, dividindo a execução da educação com outros entes, descaracterizando o que é público”

“A formação de professores, realizada por essas instituições que não são públicas vem modificando o trabalho do que é a escola pública. É a instrumentalização mercadológica que é a ideia do ensino híbrido, que vem disfarçado como inovação e tecnologia e, principalmente, a aquisição de material e infraestrutura que precisamos trabalhar. Estamos nos tornando professor mínimo”, afirmou.

Por fim, a professora explicitou que o ensino híbrido vem, nesse momento de fragilidade da pandemia, entrando na escola e, aproveitando a BNCC, que prioriza português e matemática em detrimento de outras disciplinas, implantando a ideia de estado empreendedor. Com isso, público e privado se misturam.

“Por isso que não pode haver Gestão Democrática no Rio Grande do Sul porque atrapalha os planos do governo, que é a democratização da educação, indo cada vez mais pro debate privado. Não podemos deixar que estas instituições passem dessa forma por cima das instituições que foram construídas às duras penas com ajuda dos sindicatos, dos conselhos, das associações e dos professores e funcionários de escola. Quem tem que discutir é a escola que conhece o seu grupo de alunos. Eles combinaram de nos matar, mas nós combinamos de não morrer”.

No final da reunião, foi discutida a elaboração de uma carta norteadora a ser divulgada amplamente para a categoria, com medidas para resistir aos ataques do governo, além da possibilidade de se fazer uma ação coletiva junto ao Ministério Público pelo direito à educação.

 

   

 

 

 

 

 

 

 

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A assessoria jurídica do CPERS, por meio do escritório Buchabqui e Pinheiro Machado, interpôs, na manhã desta terça-feira (15), ação judicial com pedido liminar para garantir o empréstimo do 13º salário a todo servidor representado pelo Sindicato, independente de pendências individuais com o Banrisul.

A expectativa é obter uma liminar o quanto antes assegurando a operação de crédito junto ao banco sem exceções.

Como ocorre todo ano, diversos relatos dão conta de empecilhos à operação, em especial nos casos de restrição de crédito, inadimplência e ações ajuizadas em face ao banco.

Trata-se de uma vergonha: o banco estatal nega empréstimo ao próprio Estado, avalista das operações.

Cabe lembrar que parte significativa dos problemas de crédito da categoria deve-se à política de arrocho e descaso do governo.

O congelamento de salários por seis anos e os cortes de direitos e vantagens levam os educadores(as) a contraírem sucessivos endividamentos, já que muitos são obrigados a “comprar” a própria remuneração com juros no início de cada mês, esgotando suas opções de crédito junto ao banco.

Enquanto o governo Leite (PSDB) empurra a categoria para o vermelho, o Banrisul registra sucessivos recordes de lucro, obviamente, às custas dos trabalhadores(as).

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