O valor do Piso Nacional do Magistério para 2022 será de R$ 3.845,34, com crescimento de 33,23% frente ao valor de 2020. Esse reajuste é do índice nacional.

No Rio Grande do Sul os(as) educadores(as) lutam por reajuste salarial para TODA a categoria: professores(as), funcionários(as) de escola e aposentados(as).

Com este novo fato, fica ainda mais perversa a matemática imoral de Eduardo Leite (PSDB), que não está garantindo o índice oficial de reajuste do Piso Nacional do Magistério (33,23%) para nenhum educador estadual.

Leia a nota da CNTE na íntegra.

Foi publicada na manhã de hoje, em edição extra 238-B, do DOU, Seção I, a Portaria Interministerial MEC/ME nº 10, elevando o Valor Aluno Ano do Ensino Fundamental Urbano
do FUNDEB de 2021 (VAAF-Min) para R$ 4.462,83. Esse valor supera a previsão anunciada pela Portaria Interministerial nº 8, de 24/09/21, quando o valor mínimo foi definido em R$ 4.397,91.

Tendo em vista que o Piso Salarial Profissional Nacional do Magistério é calculado com base no crescimento percentual dos valores mínimos do FUNDEB de dois anos anteriores, o valor para 2022 será de R$ 3.845,34, com crescimento de 33,23% frente ao valor de 2020. Lembramos que em 2021 o piso não teve reajuste!

A base de cálculo do reajuste são as portarias interministeriais nº 3, de 25/11/2020, que definiu o custo aluno do FUNDEB em 2020 ao valor de R$ 3.349,56, e a de nº 10, de 20/12/2021, que estabeleceu o custo aluno (VAAF-Min) de 2021 em R$ 4.462,83. A diferença percentual entre os dois valores é de 33,23%.

A CNTE se manterá vigilante no Congresso Nacional a fim de evitar a aprovação do reajuste do piso vinculado apenas ao INPC, conforme reivindica os gestores estaduais e municipais. Para se cumprir a meta 17 do Plano Nacional de Educação e para adequar a remuneração do magistério público brasileiro aos padrões internacionais da OCDE, é preciso garantir ganho real ao piso e aos planos de carreira da categoria, estendendo, também, o piso para todos os profissionais da educação.

Todos unidos/as em mais essa importante luta!

Brasília, 21 de dezembro de 2021
Diretoria da CNTE

 

 

 

 

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Por Helenir Aguiar Schürer, professora da rede estadual e presidente do CPERS/Sindicato
*publicado no jornal Zero Hora de 21/12/2021

 

Os educadores(as) gaúchos amargam uma redução salarial de 52,6% devido há sete anos sem reposição da inflação. A promessa de 32% de reajuste do piso do magistério apresentada pelo governo é apenas uma compensação parcial do que já deve à categoria. O aumento integral chegará apenas a 14,7%.

A primeira proposta apresentada pelo governador Eduardo Leite (PSDB) não contemplava os aposentados(as) e excluía os funcionários(as) de escola.

Após pressão, o governo expôs novos índices: mínimo de 5,53% para todos os aposentados(as) e professores(as) da ativa. Mas seguiu rechaçando mais de 24 mil funcionários(as) de escola e 10 mil aposentados(as) sem paridade.

Além disso, quase 34 mil professores(as) em sala de aula não receberão o reajuste total e 128.032 educadores (ativos e inativos) pagarão o acréscimo do próprio bolso, com a parcela de irredutibilidade, a qual, em 2019, o governo afirmou que jamais mexeria.

É inadmissível que os funcionários(as) de escola, que recebem como salário base o valor irrisório de R$ 620,75, sejam ignorados. Durante o período mais duro da pandemia, foram os mais expostos.

E os aposentados(as), já duramente penalizados com a Reforma da Previdência? Após uma vida dedicada à educação, o mínimo que merecem é reconhecimento.

Importante frisar que o Executivo arrecada mais de R$ 340 milhões ao ano somente da previdência dos aposentados(as) da Secretaria Estadual da Educação.

Com o intuito de apresentar soluções, o Sindicato apurou, junto ao Dieese, que o Estado conta com um saldo financeiro do Fundeb de quase R$ 675 milhões.

Há rubricas para que o governo garanta o reajuste linear de 32% para todos(as).

A Assembleia Legislativa tem papel decisivo nesse momento, pois pode apresentar uma proposta que inclua a todos(as).

O próximo ano, será de eleição. A educação será o centro das promessas dos candidatos. Mas aqueles que realmente se preocupam, já apoiam as nossas reivindicações.

Não existe Estado desenvolvido sem investimentos na educação, valorização e respeito aos educadores(as).

Dinheiro tem! Falta vontade política.

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O Projeto de Lei n.º 467/2021, enviado pelo governador Eduardo Leite (PSDB), NÃO contempla todos os educadores(as) gaúchos, que amargam sete anos na miséria, com salários congelados e dívidas acumuladas.

Para dizer que está garantindo o índice de 32%, Leite se utiliza de uma matemática cruel: a parcela de irredutibilidade deverá ser absorvida pelo subsídio. Isso quer dizer que o educador(a) tirá que tirar dinheiro do próprio bolso para pagar a reposição.

Não contente com tanto desrespeito, o governador deixa totalmente de fora do projeto funcionários(as) de escola e aposentados(as) sem paridade. Serão milhares de famílias jogadas à própria sorte com severas dificuldades financeiras.

Somente dos aposentados(as), após as últimas reformas, o Executivo já confiscou R$ 340 milhões ao ano, deixando quem contribuiu a vida inteira sem recursos até para comprar os remédios. Já os funcionários(as), que têm salário base de R$ 620, representam 90% dos piores salários do estado. Não é justo!

O Dieese aponta que o governo do RS tem R$ 675 milhões em caixa do Fundeb, além de ter anunciado um superávit recorde de R$ 4,6 bilhões. Dinheiro tem, basta priorizar a educação!

📲  Clique nos links e deixe o recado: quem apoia a educação, apoia a #ReposiçãoJá para todos(as).

⏭️ MDB

▶️ Beto Fantinel – beto.fantinel@al.rs.gov.br
▶️ Carlos Búrigo –
▶️ Clair Kuhn –
▶️ Gabriel Souza –
▶️ Gilberto Capoani – gilbertocapoani@al.rs.gov.br
▶️ Patrícia Alba –
▶️ Tiago Simon –
▶️ Vilmar Zanchin – zanchin@al.rs.gov.br

⏭️ PP

▶️ Adolfo Brito – ajbrito@al.rs.gov.br
▶️ Ernani Polo –
▶️ Frederico Antunes –
▶️ Issur Koch –
▶️ Marcus Vinícius – marcus.vinicius@al.rs.gov.br
▶️ Sérgio Turra – https://bit.ly/3J8lipS

⏭️ PSDB

▶️ Faisal Karam – faisal.karam@al.rs.gov.br
▶️ Mateus Wesp – https://bit.ly/3268hNb
▶️ Pedro Pereira – gab.pedropereira@al.rs.gov.br
▶️ Zilá Breitenbach – https://bit.ly/3ssb3XP

⏭️ PSL

▶️ Capitão Macedo – https://bit.ly/3e6QtDX
▶️ Ruy Irigaray – https://bit.ly/3sj9fAc
▶️ Tenente Coronel Zucco – https://bit.ly/3yJesT3
▶️ Vilmar Lourenço –

⏭️ PSB

▶️ Dalciso Oliveira – https://bit.ly/3ml6jzi
▶️ Elton Weber – https://bit.ly/3yRFaJd
▶️ Franciane Bayer – https://bit.ly/3sn8Uwc

⏭️ PTB

▶️ Aloísio Classmann – deputadoclassmann@gmail.com
▶️ Dirceu Franciscon –
▶️ Elizandro Sabino – elizandrosabino@gmail.com
▶️ Kelly Moraes – kelly.moraes@al.rs.gov.br
▶️ Luís Augusto Lara – luisaugusto.lara@al.rs.gov.br

⏭️ Novo

▶️ Fábio Ostermann – https://bit.ly/3sntVaq
▶️ Giuseppe Riesgo –

⏭️ PL

▶️ Airton Lima – airton.lima@al.rs.gov.br
▶️ Paparico Bacchi – paparico.bacchi@al.rs.gov.br

⏭️ DEM

▶️ Dr. Thiago Duarte – dr.thiago@al.rs.gov.br
▶️ Eric Lins – https://bit.ly/3Fh0CtC

⏭️ Republicanos

▶️ Fran Somensi – https://bit.ly/33LVbFb
▶️ Sergio Peres – https://bit.ly/3yJvq3H

⏭️ PSD

▶️ Gaúcho da Geral – https://bit.ly/3sCqixt

⏭️ SOLIDARIEDADE

▶️ Neri o Carteiro –

⏭️ PV

▶️ Rodrigo Maroni – rodrigo.maroni@al.rs.gov.br

⏭️ CIDADANIA

▶️ Any Ortiz – https://bit.ly/3GXYzuS

⏭️ PDT

▶️ Eduardo Loureiro – eduardo.loureiro@al.rs.gov.br
▶️ Gerson Burmann – gerson.burmann@al.rs.gov.br
▶️ Juliana Brizola – mandato@julianabrizola.com.br
▶️ Luiz Marenco – luiz.marenco@al.rs.gov.br

⏭️ PSOL

▶️ Luciana Genro – https://bit.ly/3qc8Vk6

⏭️ PT

▶️ Edegar Pretto – https://bit.ly/3pc0Nkj
▶️ Fernando Marroni – https://bit.ly/3pdBcr9
▶️ Jeferson Fernandes – https://bit.ly/3mnLd37
▶️ Luiz Fernando Mainardi – https://bit.ly/30KZ4Jn
▶️ Pepe Vargas – https://bit.ly/3FevBqg
▶️ Sofia Cavedon – https://bit.ly/3J5DjoK
▶️ Valdeci Oliveira – https://bit.ly/3eaFg5m
▶️ Zé Nunes – https://bit.ly/3smSCn7

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Nesta segunda-feira (20), a Direção Central do CPERS pressionou lideranças de partidos da base do governo para exigir salário digno para todos os educadores(as): professores(as) e funcionários(as), na ativa e aposentados(as).

Na ocasião, foi entregue aos representantes ofício com argumentos e dados levantados pelo Dieese que demonstram que é possível garantir reposição salarial para toda a categoria.

No projeto do governador Eduardo Leite (PSDB), funcionários(as) de escola e aposentados(as) sem paridade estão completamente de fora, e não é garantido o índice de 32% para a grande maioria dos educadores(as).

Caso o texto original seja aprovado, Leite entrará para a história como o primeiro governador que não concederá reposição linear para todos(as).

Trata-se de um ataque a milhares de educadores(as) e suas famílias, que estão há mais de sete anos na miséria, inúmeros descontos no contracheque, dívidas inacabáveis e dificuldades de colocar comida na mesa.

O governo diz que não há recursos para a reposição para todos(as). Mas, de acordo com informações apresentadas pela CAGE/RS, o saldo em conta do Fundeb é de R$ 675 milhões, o que demonstra que seria possível assegurar a reposição linear de 32% para toda a categoria.

“Estamos no limite. Sabemos que é possível que o governo garanta os 32% para toda a categoria. É preciso ter vontade política e que todos os educadores sejam reconhecidos”, asseverou a presidente do CPERS, Helenir Aguiar Schürer.

Não contente com tanto desrespeito, Leite ainda quer que os educadores(as) paguem a reposição com dinheiro do próprio bolso, já que pretende absorver a parcela de irredutibilidade no subsídio. Isso significa que quanto mais antigo e com maior tempo de carreira o servidor(a) tenha, menor será a valorização.

Funcionários também são educadores e merecem respeito

Conforme dados levantados pelo Dieese, os funcionários(as) de escola têm um dos piores salários do Rio Grande do Sul, cujo o básico é de R$620, menos que o valor da cesta básica de Porto Alegre, que é de R$ 685. 

Para Juçara Borges, diretora do Departamento de Funcionários de Escola, é inadmissível que estes educadores(as) não tenham sequer um centavo de reposição.

“Somos funcionários; somos reconhecidos como educadores pela LDB. No governo Olívio Dutra, fomos incluídos no quadro da educação. Desde então, todos os reajustes que os governos deram para o magistério foram estendidos aos funcionários. É revoltante estarmos de fora do projeto”, cobrou.

O PL  467/2021, que trata da reposição, poderá entrar em votação na Assembleia nesta terça (21). O CPERS convoca toda a categoria para estar em vigília, em frente ao Piratini, amanhã (21) e quarta-feira (22), às 9h. É preciso unidade para que se garanta 32% de reposição para todos(as). Contate o seu núcleo e participe!

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O governo Eduardo Leite (PSDB) tentou, mas não conseguiu municipalizar duas escolas de excelência de Sapucaia do Sul: a EEEF Prof Silvania Regina de Avila Alves e EEEF Miguel Gustavo. Graças à resistência e forte mobilização, as comunidades disseram – por unanimidade – não à municipalização.

Na última quarta (15), o CPERS se somou à luta e esteve presente – junto a educadores(as), pais, alunos(as) e representantes do estado e município – na reunião que decidiu o futuro das escolas.

A presidente do CPERS, Helenir Aguiar Schürer, foi enfática: é preciso ouvir as comunidades escolares. “É importante colocar o diálogo com as comunidades. Tivemos uma reunião com a secretária de Educação, Raquel Teixeira, e ela foi bem clara: o projeto é fechar 58 escolas. Então antes de impor, não se deve ouvir a comunidade?”, questionou Helenir.

Comunidades lutaram bravamente contra o desmonte

O processo de municipalização é reflexo da política perversa do atual governo, que transfere a responsabilidade de escolas modelo aos municípios para cortar gastos.

Com os novos moldes do Fundeb, municípios não poderão ter condições de manter as escolas em funcionamento. O que o governo chama de “revisão contratual” muito provavelmente significa a demissão dos educadores(as) contratados.

“Temos todo um trabalho dentro da comunidade; há muita demanda que não pode ser ofertada por falta de espaço. Com a municipalização, temos uma incógnita se vamos continuar com o prédio e não sabemos o que irá acontecer com os funcionários”, asseverou Carmem Mello, diretora da EEEF Prof Silvania Regina de Avila Alves, que atende cerca de 110 alunos.

O parecer 1400/2002, do Conselho Estadual de Educação (CEEd), que trata das normas para oferta do ensino no Rio Grande do Sul, destaca questões como o direito da criança de estudar na escola mais próxima de sua residência.

Com a municipalização, não haverá a garantia de que a criança estude em uma instituição perto de sua casa, podendo ser destinada a uma escola muito além do bairro onde reside.

Marina dos Santos, que é mãe de aluno da escola Prof Silvania Regina de Avila Alves, tem a clareza de que se trata de uma política de sucateamento da educação.

“Moro aqui na comunidade há 22 anos. Acho o cúmulo afirmarem que, se a escola for municipalizada, depois podem remanejar os alunos; a escola somos todos nós. O estado e o município estão sucateando a educação por mais de 10 anos”.

A luta é a mesma na EEEF Miguel Gustavo. Para a vice-diretora, Marúcia kirch, a escola trabalha duro contra a municipalização. A equipe diretiva criou iniciativas focadas na ampliação do número de alunos(as), com a criação de turmas de sétimo ano e disponibilização de atividades do contraturno.

“Aqui é uma escola que faz educação por amor. Nós não gostaríamos de estar vivendo esse momento. Quando a coordenadora aqui sinalizou a municipalização, fizemos projetos de parcerias. Temos uma caminhada na educação. Não começamos ontem”, desabafou, emocionada.

“A comunidade mudou a escola em termos de estrutura. Vendemos pizza e comida para arrumar tudo. Foi um empenho imenso de todos os pais aqui. A gente conversa. Isso existe porque há o diálogo com a equipe diretiva”, relatou Ana Lúcia, mãe de aluno da escola Miguel Gustavo.

“Tive uma dificuldade gigante aqui quando meu filho entrou para o primeiro ano. Somente aqui consegui que ele entrasse para a sala de aula e vou defender a equipe diretiva até o final”, completou.

O que disse a CRE e o município

Tentando defender a política de enxugamento da rede, protagonizada pelo governo Leite e os municípios, Djoidy Felipin, secretária de Educação de Sapucaia do Sul, disse que “a prioridade do estado é ensino médio e do município, fundamental. Com o aumento do número de alunos, há aumento no repasse”

“Se vocês quiserem que a escola permaneça com o Estado, tudo bem. Mas se fechar, fizemos a nossa parte. A partir do ano que vem, não garantimos que a escola vá se manter”, disse Mara Maria Valandro, coordenadora da 27ª CRE.

Desmonte intencional 

A política de enxugamento integra o projeto de desmonte da rede estadual perpetrado pelo governo Eduardo Leite (PSDB). Segundo dados do Censo Escolar, analisados pelo Dieese, entre maio de 2019 e março de 2020, foram fechadas ou municipalizadas mais de 60 escolas.

A municipalização também representa uma descontinuidade do processo pedagógico, rompendo vínculos, desestimulando estudantes e contribuindo para a evasão escolar.

Mobilizar a comunidade é fundamental

O CPERS orienta as comunidades de escolas ameaçadas de municipalização a mobilizarem-se para impedir a continuidade do processo.

Audiências públicas, reuniões com pais e estudantes para a organizar o apoio da sociedade, abaixo-assinados e pressão nos deputados, vereadores, secretários de educação e prefeitos são alguns dos movimentos recomendados.

Solicitamos também que casos semelhantes de desmonte sejam comunicados aos núcleos do CPERS.

Além da presidente Helenir, também estavam presentes na reunião as diretoras do Sindicato Rosane Zan e Glaci Weber.

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Após pressão, o governo do Estado anunciou, na tarde desta quinta-feira (16), alteração no Projeto de Lei do reajuste do Piso do Magistério para a direção do CPERS Sindicato.

Segundo o secretário da Fazenda, Marco Aurélio Cardoso, o Executivo agora quer criar uma trava na absorção da parcela de irredutibilidade, garantindo o mínimo de 5,53% de reajuste para professores na ativa ou aposentados, que estavam de fora do antigo projeto.

No entanto, os 9998 inativos sem paridade e os 24.664 funcionários de escola (ativos e inativos) seguem não contemplados.

O secretário-chefe da Casa Civil, Arthur Lemos, afirmou que o novo projeto com as alterações será protocolado na Assembleia Legislativa. A redação completa do PL não foi disponibilizada.

#ReposiçãoJá para TODA a categoria

O CPERS Sindicato segue defendendo a reposição salarial para professores(as), funcionários(as) e aposentados(as), que já perderam 52,6% do seu poder de compra para a inflação.

É importante frisar que a matemática imoral de Eduardo Leite (PSDB) continua: a grande maioria dos educadores(as) continuam pagando o reajuste do Piso do magistério do próprio bolso.

Mais de 50% dos professores(as) ainda NÃO receberão o índice fixado pela Lei do Piso Nacional do Magistério.

Durante a reunião, a presidente do CPERS, Helenir Aguiar Schürer, reforçou a importância de garantir um reajuste linear para todos.

“Exigimos o reajuste para os professores(as) e funcionários(as) com os recursos do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação. O governo ainda tem R$ 675 milhões em caixa do FUNDEB e deveria atender a esta reivindicação. Dinheiro tem”.

Helenir também afirmou que os funcionários de escola são servidores da SEDUC com plano de carreira próprio e reconhecidos pela LDB, portanto devem ser incluídos neste projeto.

A diretora Glaci Weber, professora aposentada, fez um desabafo sobre a situação dos inativos(as).

“Nós somos da geração que educou a maioria da juventude que está aqui nesta mesa. O governo já tirou 14% do nosso salário na última reforma e agora ficamos quase sem valorização. É uma situação desesperadora”.

O 1º vice-presidente, Alex Saratt, lembrou a enorme defasagem salarial da categoria.

“Não podemos esquecer que estamos há 7 anos sem reposição e os funcionários de escola são os mais atingidos. Mesmo com o reajuste do Salário Mínimo regional, não será o suficiente”.

Também participaram da reunião a secretária da Educação, Raquel Teixeira, o procurador-geral do Estado, Eduardo Cunha da Costa, os diretores do Cpers, Alda Maria Souza, Leonardo Preto Echevarria, Rosane Zan e o advogado Marcelo Fagundes.

A pressão continua

A presidente do CPERS chama a categoria para a unidade na luta.

“O Sindicato realizará Ato público e vigília na próxima terça-feira (21/12) às 09h em frente ao Palácio Piratini. Estaremos pressionando o governo e os deputados da base para garantir a reposição para TODA a categoria!”, convocou Helenir.

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O ano de 2021 acaba com uma importante vitória. Apesar dos esforços, o governo não conseguiu que a PEC 32 fosse votada em dois turnos no plenário da Câmara dos Deputados.

O CPERS, juntamente com a Central Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) e demais entidades, lutou bravamente neste ano de 2021 contra a Reforma da Administrativa. Considerada uma das piores peças legislativas sobre administração pública já apresentadas ao Congresso, a PEC ficou conhecida por muitos nomes: PEC da Rachadinha, PEC do Retrocesso e PEC da Corrupção.

Foram atos, visitas aos gabinetes, mobilização com os deputados(as) nos aeroportos, tuitaços e muita pressão em todos os canais de comunicação.  Todos os movimentos com uma só finalidade, pressão para os parlamentares dizerem #NÃOÀPEC32.

A Direção Central do CPERS por diversas vezes foi até Brasília, para de perto lutar contra a reforma e fortalecer a defesa dos direitos da categoria e dos serviços públicos essenciais à população.

#NÃOÀPEC32 em 2022

Se por um lado o governo tem a força de milhões para comprar deputados com seu ‘orçamento secreto’, nós temos a força de milhões nas ruas e nas redes para lembrar que aqueles que votarem contra os direitos do povo não serão reeleitos em 2022.

Vamos pressionar os parlamentares! Vamos continuar lutando a favor do nosso país e dos nossos direitos! Vamos nos unir em favor da defesa dos serviços públicos!

 Em 2022 seguiremos lutando para assegurar nossos direitos e não deixar que o governo de Jair Bolsonaro (sem partido) destrua os serviços públicos

“Nossos companheiros tiveram em Brasília, fazendo a pressão contra a PEC32 que quer acabar com o serviço público e a boa notícia é que não vai a votação mais esse ano. A expectativa é que não vá nem em 2022. Se nós conseguimos fazer que não fosse esse ano porque os deputados ficaram com medo do ano eleitoral onde poderiam perder muitos votos, nós temos a expectativa que no ano que vem também não vá. Mas sabemos que com os governos que atacam os servidores e os serviços públicos como temos no Brasil e no Rio Grande do Sul, é importante ficarmos alertas. Então seguiremos na frente da luta”, destaca a presidente do CPERS, Helenir Aguiar Schürer.

CONHEÇA 10 RAZÕES PARA AGIR CONTRA A REFORMA ADMINISTRATIVA (PEC 32)

 

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Depois de apresentar o PL 467/2021, que não previa nenhum reajuste para mais de 33 mil aposentados, e, diante de enorme repercussão negativa, o Governo do Estado protocolou na Assembleia Legislativa o PL 478/2021, em substituição ao anterior, garantindo um mínimo de reajuste de 5,53% para o magistério, ativos e inativos com paridade, os aposentados sem paridade (que de formal geral se aposentaram proporcionalmente) e os servidores de escola ficaram de fora mais uma vez.

Este percentual não é por acaso, trata-se do que foi recentemente aprovado pela Assembleia como reajuste para o salário mínimo regional, e agora o Estado acena como reajuste mínimo a ser concedido aos professores, no entanto, em melhor análise do projeto, é fácil compreender que, ao contrário do que sucede na iniciativa privada, o reajuste de 5,53% não se dará sobre a totalidade das parcelas remuneratórias, mas apenas em parte delas.

O aumento no subsídio de 32% persiste, ele segue sendo pago com a absorção da parcela de irredutibilidade, a despeito do que estabelecia a Lei 15.451/20, que vedava essa absorção da parcela, o que já ressaltamos se tratar de uma traição ao parlamento gaúcho que aprovou a reforma do plano de carreira a partir da garantia de que a parcela não seria absorvida no subsídio por reajustes futuros (art. 6º, §1º).

A rigor, o novo projeto mantém o mesmo sistema de reajuste do PL anterior, a diferença é que, após o aumento e compensação da absorção da parcela de irredutibilidade, se for identificado nenhum aumento real, a parcela será ajustada de modo a conferir um mínimo de reajuste de 5,53%. Importante dizer que este percentual é calculado apenas sobre o subsídio e antes do aumento de 32%, ou seja, não se reflete em aumento sobre a remuneração (aí incluídas as parcelas de irredutibilidade e autônoma pessoal).

Se um determinado professor aposentado que recebe um total de R$ 3000,00, composto por R$ 1500,00 de subsídio, R$ 500,00 de irredutibilidade e R$ 1000,00 de autônoma pessoal, com a nova proposta ele terá um aumento de aproximadamente R$ 75,00 (5% sobre o subsidio), o que significa um aumento real de apenas 2,5% sobre a sua remuneração, que não atinge sequer ¼ da inflação projetada para o ano de 2021.

O Governo faz um verdadeiro contorcionismo na matriz salarial dos professores, de modo que cria distorções absurdas que acabam por violar princípios constitucionais como da isonomia, da impessoalidade e do conceito de carreira. Os professores com mais tempo de serviço, portanto com mais progressões na carreira, acabam sendo os mais prejudicados, distorcendo o conceito, e consequentemente, o próprio mandamento constitucional da organização em carreira (art. 39, caput, CF/88).

Ademais, ao contrário do que se tenta fazer crer, não há um reajuste de modo a pagar o piso nacional do magistério. Isso porque o STF já afirmou que o piso é o vencimento básico inicial da carreira, e o STJ consagrou o entendimento, ainda em 2016, de que se o plano de carreira do ente público prever reajustes automáticos de outras gratificações sobre o vencimento básico, essas se refletem a partir do novo conceito de piso.

Ou seja, deve-se considerar que a Lei do Piso está em pleno vigor desde 2011, portanto, quando da alteração da matriz salarial promovida pelo Governo em 2020, os vencimentos básicos dos professores já estavam defasados, assim como todas as parcelas que incidiam sobre o básico, como os triênios e algumas gratificações. Portanto, a aplicação de fato do piso ensejaria em toda uma reformulação dos valores das atuais parcelas, especialmente as parcelas de irredutibilidade e pessoal, cujos valores deveriam ser muito maiores do que hoje constam nos contracheques.

Com efeito, de modo a efetivamente cumprir o reajuste anual do piso em consonância com a cronologia da lei e as afirmações das Cortes Superiores, o Governo deveria promover o reajuste de 32% sobre a totalidade da remuneração dos professores, excluídas apenas as parcelas indenizatórias. Assim fazendo, estaria ajustando o piso somente para o ano de 2021, contudo, ainda estaria longe de corrigir as distorções que vêm desde 2011.

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Na manhã desta quinta-feira (16) foi realizada Audiência Pública da Subcomissão para debater a situação dos repasses e pagamentos do IPE-Saúde, bem como a situação econômico-financeira da autarquia.

Na ocasião, ficou evidenciada a fragilidade que ameaça os 1,1 milhão de beneficiários diante de atrasos que alcançam R$ 911 milhões a hospitais e clínicas credenciadas que prestam serviço. Com a demora frequente dos repasses do governo, o IPE Saúde “agoniza”.

O encontro teve a participação de diversas entidades que representam os servidores públicos no Conselho de Administração do IPE Saúde, as quais expuseram a triste realidade que os associados do plano enfrentam. Falta de atendimento em hospitais e clínicas devido ao não repasse de verbas e fechamento de agências são exemplos.

A ausência dos titulares da Casa Civil, da Fazenda e do Planejamento, Governança e Gestão demonstrou a falta de compromisso do governo Leite (PSDB) com os serviços públicos.

A diretora e representante do CPERS no Conselho de Administração do IPE Saúde, Vera Lessês, destacou a falta dos representantes do Executivo na reunião.

“Esse é o valor que o governo dá para o IPE Saúde e para os servidores. Nenhuma representação nesta reunião. Eu faço parte de uma categoria que está na miséria. Sem reajuste, não temos como contribuir ainda mais. É muito triste quando recebemos queixas dos nossos sócios que têm que pagar cirurgias por fora, muitas vezes com um valor muito maior que o próprio salário. O mesmo acontece com as anestesias.”, ressaltou Vera.

A diretora enfatizou que a crise financeira é um resultado dos governos que não deram a devida importância para o Instituto.

“É preciso respaldo do governo para sair dessa crise. É necessário achar uma saída para que os associados não tenham que pagar a mais em cirurgias ou anestesias e que sejam atendidos da melhor forma possível, pois eles têm direito”, concluiu.

Antônio Andreazza, representante do CPERS no Conselho de Administração do IPE Saúde, também lamentou a falta de representantes do governo no encontro e destacou que 85% da receita do IPE Saúde vem da contribuição dos associados.

“Nós estamos há sete anos sem reajuste salarial, então o IPE, durante esse período, está estagnado. O problema está no fato do governo do Estado não reajustar os salários dos servidores e não passar as verbas devidas ao Instituto”, destacou.

Hélio Sanfelice, presidente da Associação das Clínicas, pontuou o atraso de repasse do IPE para clinicas e laboratórios.

“Não entendemos porque o atraso para os laboratórios e clínicas, que chega a ser de 180 dias. Enquanto que, para os hospitais, é de 20 dias. Não entendo a razão disso se ambos têm a mesma importância. Se não fizerem nada, o IPE vai acabar. Queremos saber qual é a proposta do governo para o Instituto. O IPE é um problema de gestão e má política”, finalizou Sanfelice.

“O verdadeiro responsável por esse caos no IPE Saúde é o governo, que não está aqui presente.  A Casa Civil não tem tempo para um milhão de vidas. É uma vergonha não ter um representante do governo hoje nesta reunião”, observou Katia Moraes, representante da União Gaúcha.

“O objetivo desse governo é sangrar o IPE para poder privatizar”, ressaltou Márcia Trindade, da FESSERGS.

“Servidores estão tendo que ir para o SUS para ter seus filhos. E isso tem dois problemas, um deles é que os associados não estão recebendo o atendimento pelo qual pagam e o segundo é a sobrecarrega ao SUS. Não temos, em Porto Alegre, atendimento de maternidade e de pediatria”, apontou o deputado Dr. Thiago Duarte (DEM).

O diretor-presidente do IPE Saúde, Júlio César Ruivo, explicou que a situação do Instituto já era ruim, mas na pandemia piorou. “O IPE durante a pandemia teve prejuízo de 500 milhões. É difícil fazer gestão quando se tem um imprevisto de déficit nesta grandeza.”

Como encaminhamento, o deputado Giuseppe Riesgo (NOVO), afirmou que será solicitada reunião para a Casa Civil e a Secretaria da Fazenda. “É importante que as secretarias estejam presentes em nossas reuniões. A presidência do IPE não vai resolver os problemas da instituição sozinha.”

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O Senado aprovou na última quarta-feira (15), o PL 3.418/21, que trata de novas regulamentações ao Fundo da Educação Básica – FUNDEB. A pressão dos trabalhadores(as) em educação e das entidades educacionais foi decisiva para que os senadores(as) revissem dois pontos polêmicos aprovados na última semana, na Câmara dos Deputados.

Um dos retrocessos referia-se ao repasse INCONSTITUCIONAL de recursos do Fundo Público para entidades geridas pelo Sistema S (SENAI, SENAC, SESC, SENAR, SEST, SENAT, entre outras) na modalidade de Educação Técnica-Profissional. Essa inclusão – tentada e rejeitada à época da aprovação da Lei 14.113/20 – contraria o art. 213 da Constituição Federal (CF), que estabelece quais entidades privadas e em que condições poderão receber recursos públicos educacionais. E o Sistema S não integra o rol das entidades aptas para esse tipo de convênio.

Outra polêmica diz respeito à definição conceitual e ao financiamento das remunerações dos profissionais da educação. A Lei 14.113 definiu de forma correta quem são os profissionais da educação, sendo estritamente aqueles relacionados no art. 61 da Lei 9.394/96, que estabelece as Diretrizes e Bases da Educação Nacional. Porém, incluiu na rubrica do FUNDEB o pagamento de psicólogos e assistentes sociais, contrariando o inciso IV do art. 71 da Lei maior da educação, que proíbe expressamente essa conduta.

O substitutivo da Câmara ao PL 3.418/21 descaracterizou por completo o conceito de profissionais da educação, permitindo que todos os trabalhadores(as) lotados nas redes de ensino (contadores, advogados, engenheiros, gestores, etc.) pudessem ser pagos com recursos da subvinculação do FUNDEB. Trata-se de outra INCONSTITUCIONALIDADE, visto que o inciso XI do art. 212-A da CF destina os recursos do Fundo exclusivamente aos profissionais da educação. O Senado, apesar de não sanar totalmente os vícios de inconstitucionalidade e ilegalidade do projeto, limitou a utilização da subvinculação remuneratória do FUNDEB aos trabalhadores em efetivo exercício nas escolas.

A CNTE não concorda com a definição expressa no texto do Senado ao PL 3.418/21, pois mantêm psicólogos e assistentes sociais no Fundo, além de outros profissionais que não são necessariamente da educação (fragilizando também o avanço da profissionalização dos funcionários(as) técnico-administrativos escolares, que sofrem há tempos com a terceirização de suas funções), porém considera o texto menos prejudicial que o aprovado na Câmara dos Deputados no último dia 8.

Neste sentido, e à luz da correlação de forças estabelecida, neste momento, no Congresso Nacional, a CNTE orienta sua base para pressionar todos os deputados(as) federais para que votem a favor das mudanças feitas no Senado ao PL 3.418/21. Em outro momento retomaremos a luta pela definição conceitual dos profissionais da educação e pela utilização correta dos recursos do FUNDEB e da educação em geral.

É possível que o PL 3.418/21 seja pautado nesta ou na próxima semana na Câmara, e precisamos ficar atentos(as)! A CNTE disponibilizará materiais para orientar a pressão aos parlamentares.

A luta continua!

Informações: CNTE

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