Com o objetivo de valorizar os trabalhos realizados pelas escolas estaduais da região, o 30º Núcleo do CPERS (Vacaria) promoveu a Mostra Pedagógica “Um Trabalho para Compartilhar”. O concurso foi realizado de outubro a novembro e contou com a participação das escolas: EEEF Ione Campos dos Santos, IEE Irmão Getúlio, EEEF Jardim América e o Núcleo Estadual de Jovens e Adultos Novo Horizonte – NEEJANH (turma descentralizada do Presídio de Vacaria), todas localizadas em Vacaria.

A iniciativa contemplou quatro modalidades: Ensino Fundamental Anos Iniciais, Ensino Fundamental Anos Finais, Ensino Profissionalizante e Educação de Jovens e Adultos (EJA). Os trabalhos inscritos abordaram temas como antirracismo, Copa do Mundo, diversidade cultural, libras, relações interpessoais e educação ambiental.

A comissão julgadora foi composta pelos seguintes professores(as): Adair Adams, diretor do IFRS/Vacaria; Fabiana Lazzerini da Fonseca, representante da UERGS/Vacaria; Olivia Maciel Carraro, presidente do SIMVA; Adriana Amaral, representante do Conselho Municipal de Educação; e Selene Barbosa Michelin, representando ex-diretores do 30º Núcleo do CPERS.

Na manhã desta quinta-feira (1º), foi realizada a entrega das premiações, na EEEF Ione Campos dos Santos e no IEE Irmão Getúlio. À tarde, os professores(as) do NEEJA foram até a sede do núcleo.  Os vencedores(as) receberam troféus e medalhas.

A direção do 30º Núcleo, parabeniza os envolvidos(as) na atividade e destaca que os trabalhos apresentados relatam as inúmeras iniciativas e projetos desenvolvidos nas escolas públicas e também o comprometimento dos professores(as) e estudantes com a educação pública de qualidade.

“A Mostra é uma oportunidade de apresentar as vivências e aprendizagens, assim como, a transversalidade dos temas que integram as disciplinas e também alunos e professores. Os trabalhos apresentados foram diversificados, todos os temas abordados mostram as possibilidades de integração e participação das comunidades com as escolas”, destaca Joara Dutra Vieira, diretora do núcleo de Vacaria.

Após um período de pausa, devido à pandemia de Covid 19, em 2023 o CPERS retomará a Mostra Pedagógica Estadual, que premia e valoriza o trabalho realizado por educadores(as) e alunos(as) de todo o estado. O objetivo da Mostra é incentivar a atividade científica histórica, por meio da elaboração e execução de projetos significativos no chão da escola, auxiliando na construção do conhecimento. Promover o desenvolvimento da criatividade e da capacidade inventiva e investigativa, além do espírito de coletividade.

Confira os vencedores da Mostra Pedagógica de Vacaria:

Modalidade Anos Iniciais do Ensino Fundamental
Nome: Trilhas Antirracistas
EEEF Ione Campos dos Santos
Trabalho desenvolvido com todas as turmas dos anos iniciais da escola
Coordenadora: Danubia Bianchi

Modalidade Anos Finais do Ensino Fundamental
Nome: Copa do Mundo 2022
EEEF Ione Campos dos Santos
Trabalho desenvolvido com a participação das turmas do Ensino Fundamental
Coordenadora: Carla Nery

Modalidade Ensino Profissionalizante
Nome: A História do Curso Normal
IEE Irmão Getúlio
Coordenadora: Olívia Melo da Silva

Modalidade Educação de Jovens e Adultos
Nome: Além das Grades
NEEJANH (turma descentralizada do Presídio de Vacaria)
Coordenador:  Renato Rufino da Costa

 

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Após um mês de intensos debates, reflexões e atividades culturais, o #NovembroAntirracistaUnificado encerrou, nesta quarta-feira (30), com a cerimônia de entrega do “Troféu Oxé de Xangô – Sirmar Antunes in memoriam”, em homenagem aos griots ou griottes, que são guardiões da tradição do povo negro, na quadra da Escola Imperadores do Samba, em Porto Alegre.

A honraria foi concebida pelo Grupo de Trabalho de Cultura do Novembro Antirracista Unificado, que reuniu mais de 40 entidades – entre elas, o CPERS – dos movimentos negro, social, sindical, estudantil e da juventude.

O prêmio foi destinado a mulheres e homens negros com mais de 60 anos que têm ou tiveram atuação destacada em 12 segmentos: Artes Visuais, Atuação Política, Comunicação, Direito, Educação, Esportes, Liderança Comunitária, Literatura, Música, Religiosidade, Saúde e Sindical.

O 2º vice-presidente e coordenador do Coletivo Estadual de Igualdade Racial e Combate ao Racismo do CPERS, Edson Garcia, entregou o prêmio na categoria Educação à professora Vera Triumpho, que teve uma rica trajetória no campo educacional e valorização da literatura negra no Rio Grande do Sul.

Me sinto honrada e emocionada por receber este prêmio hoje. Precisamos lutar por um currículo que defenda o povo negro no Brasil. A sociedade tem que respeitar a nossa história, em todos os territórios, de norte a sul”, destacou Vera.

” Encerramos mais um Mês da Consciência Negra, que este ano foi construído por várias mãos, a maioria delas sindicais. Isto tem um significado muito importante, pois reforça a importância desta discussão no mundo do trabalho e o compromisso real que deve ser reafirmado com esta pauta. Também é simbólico finalizarmos este mês de formação e cultura em uma quadra de Escola de Samba. Não podemos deixar de reconhecer quem veio antes e há muito faz esta luta. Agora é seguir nos comprometendo com a luta antirracista. Racismo é crime! Um salve para nossos heróis Zumbi e Dandara”, frisou Edson Garcia.

Para o artista visual, Pedro Salles, que confeccionou o Troféu, participar do evento é uma grande honra.

“Este Trófeu é muito importante para o reconhecimento e valorização da atuação do povo negro gaúcho. É preciso combater o racismo para que possamos construir a verdadeira liberdade ao povo brasileiro”, enfatizou.

O Troféu Oxé de Xangô é uma representação de um machado de dois gumes, símbolo de Xangô, mestre da sabedoria, gerando o poder e atuação proativa na política e na justiça. Xangô é considerado o deus da justiça, dos raios, dos trovões e do fogo, além de ser conhecido como protetor dos intelectuais.

Homenageados
1 ARTES VISUAIS – Guaraci Feijó
2 ATUAÇÃO POLÍTICA – Senador Paulo Paim
3 COMUNICAÇÃO – Jornalista Vera Daisy Barcellos
4 DIREITO – Antônio Carlos Côrtes
5 EDUCAÇÃO – Professora Vera Triumpho
6 ESPORTES – José Ventura
7 LIDERANÇA COMUNITÁRIA – Antônio Mattos
8 LITERATURA – Poetisa Fatima Farias
9 MÚSICA – Nanci Araújo
10 RELIGIOSIDADE – Iyalorixá Carmem Holanda
11 SAÚDE – Alberto Terres
12 SINDICAL – Maria Geneci Silveira

 

 

 

 

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O CPERS participou, na tarde desta quinta-feira (1º), da 18ª edição do Sefaz Debate, evento organizado pelo Afocefe Sindicato, que reuniu, na Assembleia Legislativa, especialistas para esclarecer pontos cruciais das reformas tributária e administrativa e de que forma atingirão os serviços públicos, os servidores(as) e toda a população.

A presidente do CPERS, Helenir Aguiar Schürer, esteve presente representando a Frente dos Servidores Públicos Gaúchos (FSP/RS).

“Parabenizo a Afocefe por continuar com esse debate extremamente importante para a população. Essa discussão precisa chegar à sociedade, para que haja a compreensão sobre porque pagamos tanto e porque há tanta sonegação e o que pensamos ser mais correto em relação aos tributos. Vamos reproduzir essa discussão com nossa categoria e nas escolas. Assim, a nova geração poderá conhecer como se dá a distribuição tributária em nosso país”, afirmou a presidente.

Alexandre Luzzi Rodrigues, presidente do Afocefe, frisou a importância do debate para os rumos da sociedade. “Quando discutimos o que está sendo sonegado, estamos questionando o fato de existirem leis que vêm de cima para baixo, como a grande mudança que quebrou o pacto federativo. Nesse ano, R$ 2,4 bilhões serão drenados dos cofres públicos. No ano que vem, a estimativa é de mais de R$ 4 bilhões. Esses recursos deixarão de ir para áreas essenciais como educação, saúde e segurança”, alertou.

Representando o governador do estado, Ranolfo Vieira Júnior (PSDB), o secretário estadual da Fazenda, Leonardo Maranhão Buzatto, destacou a importância da iniciativa em um momento de transição de governo. “O sistema que existe atualmente é extremamente regressivo. Penaliza os mais pobres e tributa menos a camada mais rica da sociedade. É quase um manicômio tributário o que vivemos hoje no Brasil. Se faz urgente e necessária uma reforma tributária que mude o nosso sistema, que é talvez o mais complexo e regressivo do mundo”.

Alexandre Postal, presidente do Tribunal de Contas do Estado (TCE), dirigindo-se especialmente à presidente do CPERS, relatou que fez um pedido pessoal ao governador eleito, Eduardo Leite (PSDB), para priorizar os investimentos na educação. “Áreas como a educação, a saúde e a infraestrutura são a base do desenvolvimento da sociedade. Quero dizer que esse é um apelo que fiz ao governador eleito, para que seja dada total prioridade a educação em nosso estado”.

“74,8% da carga tributária brasileira está dentro dos preços. Ou seja, quem paga a conta é a população”

 No primeiro painel do debate, Luiz Carlos Hauly, deputado federal por sete mandatos, autor do Super Simples e do MEI e relator da PEC que altera o Sistema Tributário Nacional, abordou a função social do tributo nas propostas de Reforma Tributária.

“A nossa economia está como um voo de galinha com asa cortada, há dez anos. Estamos discutindo o orçamento de 2023, mas o de 2022 é do mesmo tamanho de dez anos atrás. Não tivemos crescimento. Mesmo com as reformas trabalhistas e previdenciárias, a economia não decolou. Essas reformas são, na verdade, despesas. A renda per capita de 2011 a 2020 foi zero. Muitos setores ficaram para trás, principalmente o dos serviços públicos”, afirmou.

“74,8% da carga tributária brasileira está dentro dos preços. Ou seja, quem paga a conta é a população brasileira. Quem trabalha para pagar os impostos, os tributos, são os pobres, que pagam 86% mais impostos que os ricos”, alertou.

O presidente do Instituto Justiça Fiscal, Dão Real Pereira dos Santos, foi o segundo painelista. “O que a gente arrecada por pessoa no Brasil é cinco vezes menor do que se arrecada no Reino Unido, com a mesma carga tributária. Ou seja, temos um padrão de serviços públicos cinco vezes menor”, alertou.

Para Santos, o modelo de estado, no que se refere aos serviços públicos, não foi acompanhado em relação à tributação. “O sistema tributário não deixa a gente erradicar a pobreza e diminuir as desigualdades, pois foi dominado pelos setores que nunca quiseram a Constituição de 1988”, frisou.

O painelista lembrou também que, a partir de 2016, a Emenda Constitucional (EC) 95 condenou os gastos sociais a não mais crescer por 20 anos. “Justamente porque esses setores nunca aceitaram a construção de um estado social.”

Entre os desafios para uma Reforma Tributária, Santos destacou que a desigualdade é um dos problemas mais sérios do país. “A riqueza dos milionários amentou em 40% durante a pandemia. Essa desigualdade entre rendas não pode ser naturalizada, ela é consequência de um sistema tributário que privilegia as altas rendas e patrimônios. Precisamos aproveitar todo potencial político para voltar a cobrar tributos entre lucros e dividendos, imposto sobre fortunas e deslocar radicalmente a carga tributária para o andar de cima. Se as pessoas mais pobres têm renda e salário, a atividade econômica funciona”, afirmou.

“A austeridade fiscal, que se concretizou com a EC 95, é improdutiva e equivocada”

O segundo painel do encontro teve como tema “A garantia dos direitos fundamentais e o papel do serviço público no contexto de reformas” e contou com a participação da coordenadora do curso de extensão de Educação Fiscal e Cidadania da UFRGS e professora nos Programas de Pós-Graduação em Economia e em Políticas Sociais, Dra. Rosa Ângela Chieza, e a Mestra em Economia e Política Internacional, Livi Gerbase, que realiza os debates sobre políticas públicas do Instituto de Estudos Socioeconômicos (Inesc).

“Quando 2 milhões de adolescentes, entre 11 e 19 anos, deixam a escola no Brasil e constata-se que em 2021 houve mais de 44% de crianças com até 6 anos vivendo abaixo da linha pobreza, é preciso que a sociedade pare e reflita o papel dos tributos públicos”, enfatizou a mediadora do painel e a diretora jurídica do Afocefe, Claudia Meyer.

A Dra. Rosa Chieza tratou de temas como mitos e interesses velados da austeridade fiscal, além de abordar questões como a renúncia de receita.

Conforme ela, a metáfora que compara os gastos públicos com o orçamento doméstico é uma falácia que não pode ser aceita.  “A lógica do orçamento público, em tempos de crise, deve seguir o oposto do doméstico. O governo pode definir o tamanho do seu orçamento, a dona de casa não. O governo quando aumenta os gastos gera o efeito multiplicador de renda, criando oportunidades de negócios privados, crescendo a economia e a arrecadação. A dona de casa não pode fazer com que aumente os salários dos filhos, por exemplo”, explicou.

“A austeridade fiscal, que se concretizou com a EC 95, é improdutiva e equivocada, ela atravanca o processo de crescimento econômico e contribui para aprofundar o desequilíbrio fiscal”, acrescentou.

Livi Gerbase, Mestra em Economia Política Internacional, falou sobre a garantia dos direitos fundamentais e o papel do serviço público num contexto de reformas.

“Na medida em que se dá incentivo fiscal se desfinancia as políticas públicas e assim perde-se qualidade nos serviços públicos. Diante disso, os governos propõem as privatizações. É um ciclo”, salientou.

A diretora do Departamento dos Funcionários(as) da Educação do CPERS, Juçara Borges, também acompanhou os debates.

 

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Realizada nesta quarta-feira (30), a reunião do Coletivo da Juventude da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) debateu estratégias para ampliar a participar de jovens nos sindicatos. O encontro ocorreu em formato híbrido: presencialmente em Brasília (DF), com representantes dos sindicatos: Apeoesp/SP, App/PR , CPERS/RS, SINTEPE/PÉ, Sintep/MT, Asprolf/BA, Sinpro/DF, Síntese/SE, Sinte/RN, Sindiupes/ES, Sinproja/PE, e virtualmente pela plataforma Zoom.

A secretária-geral e diretora do Departamento da Juventude do CPERS, Suzana Cecilia Lauermann, participou do encontro e analisou os frutos da reunião.

“Debatemos a conjuntura, a política, a luta dos sindicatos e a importância da juventude em todos os espaços. Uma coisa que frisamos muito durante o encontro é que a juventude não é o futuro, a juventude é o agora. É agora que a gente precisa ocupar os espaços, é agora que a gente precisa tomar consciência de classe. Não podemos deixar para o futuro, tem que ser nesse momento, e nada melhor do que fazer isso no momento em que muda a conjuntura nacional, e existe uma esperança de mudança dos ventos, que podemos avançar”, destaca Suzana.

O atual coordenador do Coletivo da Juventude da CNTE, Valdeir Pereira, presidente do Sintep/MT, apresentou um balanço sobre as ações da Confederação e os desafios que permanecem na agenda. “O objetivo da reunião é discutir a nossa conjuntura, a eleição do departamento e o planejamento de ações a serem tomadas no próximo período”, sintetizou.

Os professores Luiz Felipe Krehan da Silva, da APEOESP/SP, e Bruno Vital, do SINTE/RN, foram escolhidos para a nova coordenação do Coletivo da Juventude. A secretária geral da CNTE, Fátima Silva, anunciou que essa gestão compartilhada é necessária para suprir as atividades na base.

Luiz Felipe, coordenador do coletivo da juventude da APEOESP, acredita que o encaminhamento de dividir a função com o Bruno é natural porque no sindicato em que ele atua é assim. Há 5 anos Luiz Felipe representa a Apeoesp na juventude da CUT.

Bruno Vital diz que essa gestão tem o desafio de trazer mais jovens para o sindicato e isso requer a participação de todos: “A gente tem uma proposta e espera que vocês façam contribuições exatamente com as singularidades de cada lugar. Cada representante do seu estado vai ser muito importante nessa construção, entendendo que essa é uma tarefa do coletivo”.

Cenário Internacional

A secretária geral da CNTE, Fátima Silva, relata que há uma militância envelhecida não só no Brasil. “Faço parte da direção da Internacional da Educação e quando a gente vai nas reuniões as pessoas falam: ‘a Fátima é nova’. Imagine o quanto o movimento sindical também está envelhecido na Europa e na América Latina, e o quanto é necessário políticas no sentido de trazer os jovens para dentro da militância”, analisa.

O assessor da secretaria de juventude da Central Única dos Trabalhadores (CUT Brasil), Caio Montanari Marques Pereira, participou como convidado da reunião e apresentou alguns dados sobre o panorama internacional dos trabalhadores da juventude.

Ele explica que a baixa sindicalização, por exemplo, é um problema global, e afeta principalmente os jovens. “Se eles estão sindicalizados, não estão na direção ou nas atividades sindicais. Muitos estão em situação de contrato temporário, mas não têm uma representatividade. A gente precisa aumentar o diálogo com os precarizados e orientar que eles se sindicalizem”, recomenda.

O apoio ao emprego jovem é um dos eixos que foram discutidos no congresso da Confederação Sindical Internacional (CSI) realizado neste mês em Melbourne, Austrália. Segundo Caio Montanari, essa demanda aparece ao lado de outras como pleno emprego, geração de postos de trabalho decentes e seguros e transição climática justa com empregos qualificados.

No plano nacional, Caio Montanari avalia que o movimento estudantil precisa se engajar com os sindicatos e vice-versa. “Eles precisam saber primeiro que eles têm direitos, segundo que têm direitos que são garantidos por lei e outros que são garantidos com negociação. Depois, eles precisam saber qual sindicato os representa e como acessar esses sindicatos. Isso passa pelo processo educativo dos jovens”, descreveu.

Outro ponto apresentado por Montanari é a criação de uma cota mínima dos jovens para espaço de deliberação dos sindicatos. “Precisamos garantir 10% nas nossas federações cutistas. Essa é uma definição do 13º Congresso da CUT. Isso não é cumprido, primeiro porque não temos [quantidade suficiente de] jovens sindicalizados, e depois porque não é de conhecimento que existe essa determinação. E isso precisa ser revertido”.

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Conjuntura

A vice-presidente da CNTE, Marlei de Carvalho, reforçou o quanto é importante o papel do coletivo para pensar a renovação da categoria. “Aqueles que estão chegando agora nos sindicatos sofrem os processos mais intensos deste processo histórico de precarização – estão sem carreira, em contratos temporários – esses são a maioria dos jovens que entram na categoria, com menos direitos do que nós. Mesmo os concursados estão na luta pela manutenção dos direitos”, acrescentou.

O secretário de assunto jurídicos e legislativos da CNTE, Gabriel Magno, chamou a atenção para a necessidade de discutir o papel da juventude brasileira como um presente. “Hoje a juventude está num espaço mais precarizado, num mercado informal. É fundamental pensar renda para juventude, política de moradia… Essa população, diante do cenário de muita precarização, tem não só o futuro prejudicado, mas o próprio presente”, reflete.

A secretária de Finanças da CNTE, Rosilene Corrêa, acrescenta: “O que nós precisamos ter em mente é em como fazer para trazer a juventude. Não é só aqui nos sindicatos, mas também nos partidos políticos. Temos sim a ausência de concursos na nossa área, mas não podemos esquecer das condições precárias de trabalho dos jovens atualmente e do novo ensino médio que aprofunda essa triste realidade”.

Propostas

Para reverter esse cenário, Bruno Vital apresentou as seguintes sugestões de ações para os próximos anos: realizar uma pesquisa sobre a juventude trabalhadora em educação; promover curso de formação dos jovens trabalhadores em educação; e desenvolver ações para sindicalização de jovens. O detalhamento dessas propostas será apresentado na próxima reunião da direção da CNTE, em fevereiro de 2023.

Informações: CNTE

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Gratificação de insalubridade dos funcionários(as) de escola, reajuste do vale-refeição e explicações sobre o pagamento dos dias da greve foram alguns dos pontos debatidos em reunião com representantes da Direção Estadual do CPERS, da Casa Civil e da Procuradoria-Geral do Estado, realizada nesta quarta-feira (30), no Palácio Piratini.

O primeiro ponto da pauta, que tem preocupado diversos educadores(as), foi quanto ao pagamento dos dias da greve. Professores(as) e agentes educacionais que não receberam os valores, por motivos como exoneração, aposentadoria, troca de vínculos, entre outros, ainda aguardam orientações sobre quando serão ressarcidos.

Eduardo Cunha da Costa, procurador-geral do Estado, informou que a Secretaria da Fazenda (Sefaz) está elaborando uma Instrução Normativa para estes casos, já que cada situação precisa ser avaliada separadamente.

Logo após o encontro desta quarta, o Sindicato enviou uma solicitação de reunião com a Sefaz para cobrar a data de publicação da referida instrução.

Outro tema discutido, de extrema urgência para a categoria, foi quanto ao reajuste do vale-refeição para 2023, que atualmente está em debate na Assembleia Legislativa.

O CPERS entregou aos representantes do governo um estudo do Dieese que comprova a defasagem do atual valor concedido aos educadores(as) gaúchos. Além do arrocho salarial, professores(as) e funcionários(as) de escola amargam um auxílio de R$ 10,94, que não é capaz de custear nem mesmo a metade de uma refeição, uma vez que o valor médio já chega a R$ 28,40 (IEPE/UFRGS – 10/2022).

>> Confira aqui o estudo completo do Dieese.

A presidente do Sindicato, Helenir Aguiar Schürer, destacou que além da necessidade da revisão do valor, o governo precisa repensar a forma que o pagamento é realizado.

“Pela proposta apresentada, nosso vale-refeição vai subir de R$ 10 para R$ 12, dependendo do lugar, nós não comemos nem um pastel, quanto mais uma refeição, como está comprovado no estudo. Precisamos rever também a co-participação, já que o Rio Grande do Sul é o único estado que realiza o desconto de contrapartida no contracheque. Isso é uma vergonha e precisa ser reavaliado pelo governo”.

Helenir ainda ressaltou: “Nosso pedido é para cessarem esses estornos, porque mesmo que atualmente quem receba até 4 vezes o básico não devolva o valor, na nossa realidade, gostaríamos que fosse cessada a co-participação dos 6% ”.

O secretário-chefe da Casa Civil, Artur Lemos Júnior, expôs haver uma certa dificuldade de avançar no tema neste final de ano, visto que o orçamento de 2023 já foi aprovado, mas que levará a demanda do CPERS para o governador Ranolfo Vieira Júnior (PSDB). As emendas ao atual projeto podem ser apresentadas até o dia 1º de dezembro.

Quanto à solicitação do Sindicato de extensão do pagamento da insalubridade, também aos funcionários(as) da educação contratados(as), os representantes do governo garantiram que o tema está sendo avaliado e que existe a real possibilidade de concessão da gratificação para essa parcela da categoria. 

Além destas pautas, foi discutido ainda na reunião o necessário reajuste salarial para 2023, a solicitação do CPERS de liberação dos Diretores de Núcleos, edital do concurso público, as doses de reforço da Covid-19 para o retorno no próximo ano letivo, revisão do GD dos diretores(as) escolares e a segurança nas escolas. Estes temas serão avaliados pelo governo e terão retorno em um próximo encontro ou conforme as devidas secretarias estaduais informarem as situações.

Também participaram da reunião os representantes do Sindicato, Alex Saratt, 1° vice-presidente, Edson Garcia, 2° vice-presidente, Rosane Zan, tesoureira, e os diretores(as) Alda Bastos, Juçara Borges, Leonardo Preto, Sandra Régio e Vera Lessês. O advogado Marcelo Fagundes representou a assessoria jurídica do CPERS, escritório Buchabqui e Pinheiro Machado.

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Fotos: Renato Braga

O Departamento de Especialistas em Educação (DESPE), da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), definiu suas duas novas coordenadoras em reunião realizada nesta terça-feira (29), em Brasília. As professoras Rosane Zan, do CPERS, e Cida Reis, da APP/Sindicato, foram empossadas durante o encontro.

“O desafio é enorme. É importante o departamento atuar com orientadores e supervisores das escolas para buscarem os alunos. Houve uma evasão escolar grande e é preciso colocá-los de volta na escola”, relatou Rosane Zan, professora da rede estadual há 28 anos e atual tesoureira-geral da direção estadual do CPERS.

A secretária geral da CNTE, Fátima Silva, propôs essa nova coordenação compartilhada, considerando que haverá uma nova dinâmica de produção do DESPE junto a direção da confederação, com a reativação das atividades junto ao poder executivo.

Para Cida Reis, secretária de formação da CUT/PR e presidenta do núcleo sindical Paranaguá da APP/Sindicato, a expectativa é a de que a coordenação “consiga fazer uma organização do trabalho coletivo na base do DESPE”.

Conjuntura

O professor Mário Sérgio Ferreira de Souza, atual coordenador do DESPE, abriu a reunião do coletivo destacando a importância do departamento de especialistas em apoiar a direção da Confederação na proposição de políticas públicas para a educação.

O presidente da CNTE, Heleno Araújo, falou sobre o principal desafio deste coletivo que é o de fazer diagnóstico nos estados para ajudar a construir políticas públicas. “O que precisamos no Despe é nos prepararmos para isso, para participarmos ativamente [do governo Lula]. E para levar as ideias da Confederação ao governo federal é preciso que cada entidade nossa possa participar desse processo”, explicou.

O secretário de aposentados e assuntos previdenciários da CNTE, Sérgio Kumpfer, avalia: “É um governo de coalizão ampla e é nesse contexto que vai passar a reconstrução. Quanto mais organizadas nossas entidades, setoriais e coletivos estiverem, melhores serão as nossas contribuições”. Ele registra que a reconstrução é sempre mais lenta: “Cabe ressaltar que a CNTE está fazendo sua parte na transição do governo com todas as propostas historicamente construídas na Conape 2022 e na Carta de Natal, e esse conjunto de ideias de reconstrução da educação básica brasileira está na nossa agenda e no novo governo”.

>> AS FOTOS DA REUNIÃO ESTÃO DISPONÍVEIS NO FACEBOOK – CLIQUE AQUI PARA ACESSAR

Atentado em Aracruz

Os participantes da reunião fizeram um minuto de silêncio pelas vítimas do atentado em duas escolas em Aracruz (ES), que ocorreu na última sexta-feira (25) e resultou na morte de três professoras e uma aluna, além de deixar 13 pessoas feridas. A dirigente do Sindiupes/ES, Sandra Mara Bremer, fez um breve relato sobre a tragédia e desabafou: “Todos estamos sofrendo. O medo se instalou nos professores”.

Informações: CNTE

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“Posso dizer que este é um dos projetos da minha vida. Possibilitar aos estudantes essa experiência imersiva no mundo das pessoas negras é um movimento inicial para que possamos acabar com o racismo. Isso é tão forte, que trabalhos assim deveriam fazer parte do currículo de maneira efetiva”, destaca o professor de filosofia da EEEM Evaristo de Antoni, de Caxias do Sul, Fernando da Silva Lopes.

Estudantes do 2º e 3º ano do Ensino Médio da instituição apresentaram-se no 1º Festival de Curtas-Metragens EDA 2022, no auditório da UniFtec, na última quarta (23) e quinta-feira (24). O projeto antirracista, em alusão ao mês da Consciência Negra, debateu elementos contra o preconceito a corpos negros, que os estudantes observam na sociedade diariamente.

Na sexta-feira (25), os alunos(as) foram premiados pela escola com o troféu “Carolina Maria de Jesus” para o 1º lugar (Eu sou Regina), 2º lugar (Meu nome é…) e 3º lugar (Verdadeiros Protagonistas) e uma estatueta para as categorias Melhor Ator, Melhor Atriz, Ator e Atriz Coadjuvante, Melhor Figurino, Melhor Diretor, Melhor Edição e Melhor Roteiro. Todos os estudantes que participaram receberam medalhas.

Durante quatro meses, os alunos(as) elaboraram o roteiro, a parte estrutural e a gravação nas disciplinas de Português, Filosofia, Sociologia, História, Geografia, Mundo do Trabalho, Tecnologia e Cultura Digital, além de abranger as áreas da Literatura, Ciências da Natureza e Matemática.

Segundo o professor Fernando, o objetivo principal do trabalho é construir na escola uma formação antirracista, possibilitando que os estudantes possam se reconhecer enquanto agentes de transformação de combate ao racismo.

“A ideia surgiu a partir dos sintomas que percebemos diariamente. Enquanto professor negro, consigo identificar, nos discursos e nas brincadeiras entre os estudantes, as narrativas muitas vezes carregadas pelo racismo estrutural. Também da necessidade de trabalhar essas temáticas tão urgentes em nossa sociedade”, explica Fernando.

O professor destaca que, em um primeiro momento, a ideia do trabalho causou pânico entre os alunos(as), mas – à medida em que o tempo foi passando – começaram a entender a necessidade de abordar essa questão.

“Houve conflitos, pois se tratava de um trabalho em equipe, a turma precisava entregar o resultado e para isso precisavam se unir. Já podemos falar que surgiram diversas habilidades e conseguimos trabalhar diversas competências”, afirma Fernando.

Ampliação do projeto já tem data para acontecer

Em 2023, o projeto será ampliado, contemplando também os estudantes do 1º ano do Ensino Médio da escola. “Trabalhamos com os segundos e terceiros anos e no próximo ano vamos ampliar para o primeiro ano do Ensino Médio, contemplando todos os alunos desta etapa”, afirma Fernando.

“Mesmo travando uma luta de trincheiras e com recursos mínimos, conseguimos atingir um objetivo enorme, mostramos nossa escola para a mídia e a potência estudantil que temos aqui”, completou o professor.

Para o estudante, Gabriel Muller, do 2º ano, foi uma honra participar do projeto por abordar esse tema tão importante e ao mesmo tempo poder colocar a veia artística para fora.

“Aprendemos a nos colocar mais no lugar do outro, trabalhar em equipe e vimos que o mundo é muito pior do que imaginamos. Quando fizemos as pesquisas para montarmos o roteiro, nos deparamos com coisas absurdas que não entram nas nossas cabeças que são reais e que infelizmente acontecem no dia a dia”, frisa Gabriel.

O estudante destaca que o projeto tem que continuar e abordar o assunto durante o ano todo – e não somente no mês da Consciência Negra.  “Eu acredito que esse projeto teve uma trilha de ensinamentos e espero que seja repetido várias vezes, pois quando você cria algo do zero, monta todo um esquema sobre o assunto e vê o resultado final, tu entendes muito mais sobre o assunto e percebe que o racismo não deve ser combatido apenas em novembro”, conclui Gabriel.

Para o professor Fernando, o significado do projeto é um aprendizado para a vida toda dos estudantes. “Como cidadão negro, que não caiu de paraquedas nesse lugar, mas teve que ralar muito, é uma alegria imensa, pois sei que daqui a 50 anos os estudantes vão lembrar disso que viveram e irão compartilhar esse aprendizado com as futuras gerações. É como sempre digo, se 0,1 % do que ensinei tiver ficado gravado significativamente em algum ser, então ajudei a formar um ser humano melhor”, finaliza.

Confira os três curtas-metragens premiados no evento: 

1º lugar – Eu sou Regina

2º lugar – Meu nome é…

3º lugar – Verdadeiros Protagonistas

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Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil

 

São mais de 4 mil obras de prédios de campus universitários, hospitais universitários, escolas profissionalizantes, complexos esportivos e creches e pré-escolas que estão paradas ou suspensas no governo Bolsonaro e esta má gestão prejudica o direito à educação garantido na Constituição Federal de 1988.

A afirmação é do presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), Heleno Araújo, na reportagem da TVT, referente aos dados do levantamento do Tribunal de Contas da União (TCU) que apontam que 52% das 8 mil obras paradas ou suspensas do governo Bolsonaro são para a educação.

“Estas obras inacabadas são prejuízos grandes para a população e para educação brasileira porque há um contingente grande de pessoas de 4 a 17 anos de idade que não frequentam a escola e mais de 80 milhões de brasileiros e brasileiras que não conseguiram concluir a educação básica e esta demanda social requer mais creches, mais escolas e pré-escolas”, registra Heleno.

O TCU analisou 22.559 contratos de obras no país e encontrou 8.674 obras paralisadas, o que representa 38,5% do total analisado. A área da educação é a que tem a maior quantidade de obras paralisadas: 4.473. Na sequência, surgem Saneamento (388), Saúde (289) e Infraestrutura de Transportes (277). Ainda de acordo com o TCU, as obras suspensas somam R$ 27,2 bilhões, dinheiro suficiente para comprar merendas para as escolas, construir creches, zerar as filas e erradicar a evasão escolar, por exemplo.

Os ministros do TCU criticaram a descentralização dos dados públicos e a ausência de informações relevantes. Já sobre as causas da paralisação, o tribunal identificou que o principal fato é o mau planejamento por parte do poder público.

O presidente da Confederação Nacional dos Sindicatos de Trabalhadores nas Indústrias da Construção e da Madeira, Claudio da Silva Gomes, disse que muitas das obras já estão deterioradas e condenadas e vão ter que começar do zero, caso queiram ser concluídas. “O que se pode dizer é que além de ser má gestão e corrupção, é que falta uma política orientada para que de fato seja atendida a necessidade da população”, afirma.

O dirigente da CNTE disse ainda que o futuro governo Lula precisa avaliar as obras, retomar o que for possível e punir os responsáveis.

Orçamento participativo
Heleno Araújo, que representa o Fórum Nacional Popular de Educação (FNPE) no grupo de transição do governo no setor da educação, defende o orçamento participativo para que a população decida o que fazer com o dinheiro. “Acho que é fundamental tratar a questão do orçamento participativo, trazer a demanda daqueles que precisam, fazer essa escuta e fortalecer a participação social nesse processo de definição do que pode ser construído ou reformado.”, completa.

Fonte: CNTE 
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Foto destaque: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Faltando menos de dois meses para o fim do mandato, o governo Bolsonaro (PL) ignora nomes indicados por entidades da educação, como a Confederação Nacional dos Trabalhadores(as) em Educação (CNTE), e nomeia conselheiros do Conselho Nacional de Educação (CNE) ligados à sua base ou aliados(as).

No início deste mês, Jair Bolsonaro (PL) e o ministro da Educação, Victor Godoy, nomearam nove membros para compor as Câmaras do CNE, com mandato de quatro anos.

Entre os nomes está Elizabeth Guedes, irmã do ministro da Economia, Paulo Guedes. Ela integrará a Câmara de Educação Superior. Importante frisar que Elizabeth é presidente da Associação Nacional das Universidades Particulares (Anup), entidade representativa no setor que detém 85% das matrículas no ensino superior. Ou seja, representa, entre outros aspectos, a mercantilização do ensino, desrespeita critérios democráticos e é contra a pluralidade na educação.

Ilona Becskeházy, que já foi secretária de Educação Básica do Ministério da Educação (MEC), e Márcia Teixeira Sebastiani, também nomeadas para o CNE, participaram do governo Bolsonaro (PL). Ilona comandou a Secretaria de Educação Básica do MEC por oito meses, em 2020. Ambas trabalharam com o secretário de Alfabetização Carlos Nadalim, da ala ideológica do governo.

As entidades técnicas, ao verificarem que os nomes enviados para compor a lista dos conselheiros(as) a serem nomeados foram ignorados, questionaram o governo. A resposta, conforme a CNTE, foi a falsa justificativa de que não haviam recebido o e-mail com as sugestões, o que foi desmentido através do comprovante do envio.

A CNTE estuda a possibilidade de contestar as nomeações judicialmente. O CPERS apoia a iniciativa, pois defende que o processo de escolha dos conselheiros deve respeitar os critérios democráticos.

O CNE, órgão ligado ao Ministério da Educação (MEC), tem papel importantíssimo nos debates das principais políticas educacionais do país, como o Novo Plano Nacional de Educação, a revisão da BNCC, as orientações e fiscalização para a aplicação da BNCC e do Novo Ensino Médio, e a criação de diretrizes para a recomposição da defasagem de aprendizado agravada pela Covid-19. Além da discussão do Novo Enem, previsto para ser implementado a partir de 2024.

A maneira como propositalmente ignorou e excluiu as indicações feitas pelas entidades nacionais ligadas à educação deixa evidente a intenção do atual governo de tentar inviabilizar ou, no mínimo, prejudicar a execução do projeto do governo Lula.

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Na manhã desta sexta-feira (25), os Conselheiros(as) do CPERS reuniram-se na sede do Sindicato para debater as propostas de mobilização e resistência para o próximo período.

Luta para a garantia da democracia, exigir do governo a atualização do valor do vale-refeição, a mobilização pelo reajuste do Piso Nacional Profissional do Magistério – estendido aos funcionários(as) de escola e aos aposentados(as) sem paridade – e aumento do Salário Mínimo Regional foram algumas das pautas aprovadas.

Na abertura do penúltimo Conselho Geral do ano e o primeiro pós segundo turno das eleições, a presidente do CPERS, Helenir Aguiar Schürer, destacou que os próximos anos serão de muita luta para a categoria.

“Esses últimos Conselhos serão importantes para trilharmos os caminhos contra os ataques desse governo que se reelegeu aqui no Rio Grande do Sul e, nacionalmente, precisamos compreender que temos um governo de uma frente ampla, que será disputado por dentro”, afirma.

A presidente ainda reforça: “Mais de 60 milhões de brasileiros reafirmaram o seu compromisso com a democracia, mas não será um governo fácil. Na base ou no apoio teremos posicionamentos diferentes. Então, deixo aqui o questionamento: qual será o papel dos trabalhadores nesse cenário?”

Ainda na abertura do Encontro, os Conselheiros(as) prestaram homenagem ao professor aposentado, Gilberto Luis Baiotto, que faleceu na noite do último domingo (20). Aguerrido educador, teve participação importante nas lutas da categoria e por diversas vezes foi o responsável pela alimentação de milhares de colegas nas atividades do Sindicato na Praça da Matriz.

Centrais Sindicais debatem conjuntura e mobilização

Representantes de centrais sindicais gaúchas participaram do Conselho Geral do CPERS, nesta sexta-feira, para debater a atual conjuntura política – nacional e estadual -, além de pautar as lutas unificadas em defesa dos direitos dos trabalhadores e trabalhadoras do Brasil.

Antonio Augusto Rosa Medeiros, do SINTERGS e representante da Diretoria Executiva da CTB-RS, destacou que a guerra contra o fascismo ainda não está ganha, mesmo com a eleição de um governo alinhado com as pautas democráticas.

“Tivemos o maior desafio da história deste país, uma eleição com uma importância monstruosa e que colocava de um lado a democracia e de outro a barbárie. Mas vencemos uma batalha que não termina no processo eleitoral. A partir de agora, trilhamos uma batalha dos trabalhadores e trabalhadoras, para que possamos avançar na recuperação de direitos”, expõe.

Medeiros também destaca: “É preciso atacar o Teto de Gastos e essa recessão elevadíssima. Precisamos da consolidação de um projeto de nação que interesse a maioria da sociedade, como mulheres, negros, LGBTQIA+, trabalhadores e trabalhadoras”.

Para Amarildo Cenci, presidente da CUT-RS, é preciso mobilização constante para reverter as perdas de direitos do último período: “Essa geração, que lutou por garantia de direitos, sofre agora os reveses de um retrocesso histórico. Teremos que lutar muito para as coisas voltarem minimamente a uma normalidade. Nós não podemos recuar, precisamos estar nas ruas revertendo a pauta de maldades deixada pelo atual governo”.

Além do debate sobre a conjuntura política e a definição da pauta de mobilizações, os Conselheiros(as) também receberam informes sobre as atividades do Coletivo Estadual de Igualdade Racial e Combate ao Racismo do CPERS durante o #NovembroAntirracistaUnificado, sobre as ações jurídicas em andamento, do IPE Saúde e da CNTE.

Confira abaixo o conjunto das deliberações aprovadas:

1. Ato Público Estadual, no dia 19/12, com a participação da comunidade escolar (maiores de 16 anos) em defesa da democracia, pela diplomação dos candidatos eleitos e pelo respeito à vontade soberana do povo expressa nas urnas. Com a elaboração de faixas contra a intervenção militar e em defesa das pautas da educação pública;

2. Lutar pela aprovação da atualização do valor do vale-refeição e exigir o fim do estorno;

3. Exigir que o pagamento do reajuste do Piso Nacional Profissional do Magistério seja pago sem mexer na parcela da irredutibilidade e estendido aos funcionários(as) e aos aposentados(as) sem paridade;

4. Lutar pelo aumento do Salário Mínimo Regional, na porcentagem defendida pelas Centrais Sindicais, visto que esse aumento beneficia diretamente os funcionários(as) de escolas;

5. Seguir a pressão pela derrota da PEC 274 na Assembleia Legislativa e da PEC 32 em Brasília;

6. Seguir a luta pela realização de concurso público para funcionários(as) de escola, especialistas, técnicos(as) e professores(as) e buscar agenda de reunião com o Governo, exigir a publicação do edital do concurso público com a alteração do número de vagas, para suprir a efetiva necessidade do estado, e com posse imediata;

7. Seguir a luta pelo fim do desconto previdenciário dos aposentados(as) e com a devolução corrigida dos valores descontados;

8. Exigir que o Governo faça a compra de vacinas contra a COVID-19 e campanha de vacinação para que todos estejam vacinados com a dose de reforço até o início do ano letivo;

9. Reafirmar o compromisso do CPERS com as lutas nacionais propostas pela CNTE. Acrescentar ao Documento da CNTE entregue à Equipe de Transição de Educação do Governo Lula (PT) as seguintes reivindicações: Criação do Piso Salarial para Funcionários(as) de Escola, Fortalecer as Escolas do Campo, Retirada da PEC 32/2020 – Reforma Administrativa, Revogação do Ensino Domiciliar, Cessar a Municipalização do Ensino, Contra a Escola sem Partido, etc;

10. Defender a ampliação do uso de câmeras nos uniformes da Brigada Militar e da Polícia Civil, visto que a comunidade que mais sofre com a violência policial são justamente nossos alunos(as) e a comunidade escolar mais carente;

11. Moção de repúdio à agressão sofrida pela professora, advogada e ativista política Janaína Ramos, que não pode ser tolerada, tampouco passar impune. Vítima do discurso de ódio, mentiras e violência que tem no candidato derrotado nas eleições;

12. Realizar Seminários (Estaduais e Regionais) para debater a educação a fim de conscientizar e engajar a categoria com formação sindical;

13. Reiterar a contrariedade a terceirização e construir um Grupo de Trabalho que debata a relação do Sindicato com a nova realidade da categoria nas escolas, como os terceirizados(as);

14. Campanha de Apoio aos Guarani, nas demandas das obras inacabadas das Escolas das Aldeias. Organização do Encontro de Saberes dos Povos Originários;

15. Moção de repúdio pela nomeação de 6 (seis) Conselheiros do CNE pelo Governo Bolsonaro (PL);

16. Construção do Calendário de Lutas do CPERS para 2023;

17. Realizar Conselho Geral no mês de fevereiro, com a marcação de Assembleia Geral;

18. Lutar pela insalubridade dos funcionários(as) contratados;

19.  Lutar pela insalubridade e/ou periculosidade para monitores(as) de escola que também têm contato direto com alunos e a atribuição de  cuidar, dar comida, levar ao banheiro e trocar fraldas.

Porto Alegre, 25 de novembro de 2022
Conselho Geral do CPERS/Sindicato

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