Água, luz, comida e estrutura: estas foram as principais demandas levadas à Comissão de Cidadania e Direitos Humanos, por lideranças de cinco comunidades indígenas do Rio Grande do Sul, na manhã desta quarta-feira (5), em audiência na Assembleia Legislativa.

Como forma de pedir ajuda e salientar o descaso que sofrem do governo, os Caciques estiveram em reunião com a presidente da comissão, a deputada Laura Sito (PT), com Miguel Farias, representante do Conselho Estadual de Povos Indígenas (CEPI), e com o ouvidor eleito da Defensoria Pública do Estado, Rodrigo de Medeiros Silva.

Durante o encontro, se percebeu o caráter de urgência dos pedidos por questão territorial, educação, saúde e alimentação. Na comunidade Tekoá Karanda’ty de Cachoeirinha, por exemplo, visitada pelo CPERS no último dia (24), o líder Luciano destaca os mesmos problemas que o Sindicato já havia detectado naquela oportunidade: falta de interesse político dos órgãos responsáveis para conceder direitos básicos aos indígenas, como estrutura para as casas, escola na aldeia para as crianças e nutrição.

Além disso, Miguel Farias observou a necessidade de suporte aos indígenas que participam de feiras de artesanato, como acontece nessa época do ano, em função da Páscoa, no Parque Harmonia. Para ele, é importante essa destinação de verbas, pois são mais de 600 pessoas de deslocando para venderem suas artes.

Segundo a deputada Laura Sito, presidente da Comissão, as demandas trazidas se tratam de violações de direitos humanos, sofridas pelos povos indígenas há anos no estado do Rio Grande do Sul. Em vídeo postado nas redes sociais, ela afirma: “Agora, com a criação do Ministério dos Povos Indígenas, é nosso dever poder atuar e também cobrar do governo do Estado que se responsabilize, ter ações específicas que garantam a dignidade dessas comunidades”.

Ao final do encontro, a comissão se comprometeu em formalizar o envio de ofícios para os municípios das comunidades requerendo o repasse de água e luz, assim como o Ministério Público, Defensoria Pública da União e a empresa responsável pelo fornecimento também serão acionados.

Há previsão de que entre os dias 17 e 21 de abril, acontecerá reunião com o governo do Estado, com a Fundação Nacional dos Povos Indígenas (FUNAI) e com a Secretaria Especial de Saúde Indígena (SESAI).

O CPERS acredita que é obrigação do Estado promover meios de sobrevivência para essas comunidades e segue apoiando a causa indígena no Rio Grande do Sul. Além disso, o Sindicato se manterá acompanhando e cobrando movimentos dos órgãos responsáveis para a efetiva garantia de direitos e que o acesso a uma educação de qualidade seja garantido.

É preciso que valorizemos os povos originários e toda a sua luta e contribuição para a construção deste país!

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A Direção Central do CPERS informa que, nesta sexta-feira (7), o atendimento da área administrativa da sede do Sindicato, em Porto Alegre, estará suspenso devido ao feriado de Páscoa.

Neste período, o alojamento e a portaria do Sindicato funcionarão normalmente e a cantina estará fechada durante o feriado.

Na segunda-feira (10), todos os atendimentos da sede serão normalizados.

O funcionamento dos Núcleos da entidade seguirá conforme a orientação dos seus respectivos diretores(as).

Desejamos a todos uma Feliz Páscoa e um bom feriado!

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Na manhã desta quarta-feira (05), quatro crianças com idade entre 4 e 7 anos foram vítimas de mais uma atrocidade que constrange e estarrece a todos(as) nós! Em uma sociedade minimamente saudável não deveríamos nunca permitir existir tal tipo de violência: um homem invade uma creche e mata quatro crianças, deixando ainda outras cinco feridas gravemente.

No último dia 27 de março, o Brasil foi expectador da morte da professora Elizabeth Tenreiro, de 71 anos, assassinada por um adolescente. As crianças mortas hoje foram vitimadas por um jovem de 25 anos. Esses casos mostram como esses crimes são oriundos, sobretudo, de uma cultura de armas fortemente forjada nos últimos anos no país.

É fundamental que o conjunto da sociedade, capitaneada pelos poderes públicos de todas as esferas, enfrente com políticas públicas transversais e estruturadas esse atual momento do terror armamentista a que fomos submetidos enquanto país.

Urge redobrarmos nossa atenção quanto a esses fenômenos que nos colocam em uma verdadeira indigência moral, social e política. Várias ameaças desse tipo seguem sendo feitas em locais que deveriam, por excelência, serem lugares de amor e cuidado. A repercussão dada pela grande imprensa termina por não contribuir com a mitigação desses acontecimentos, especialmente quando tomada por um viés sensacionalista. A espetacularização desses casos não contribui com a sua urgente solução, sendo imperiosa a necessidade de imposição de padrões éticos mínimos no trato e repercussão noticiosa desse tipo de violência.

A solução para o fim desse estado de coisas que temos visto inúmeras vezes se repetir nos espaços escolares exige uma mobilização nacional que consolide em nossas redes de ensino, por todo o Brasil, de programas de mitigação da ocorrência desses casos. A cultura de paz e a elaboração de protocolos de enfrentamento à violência escolar devem suscitar esforços nacionais, regionais e locais para que, pensados e construídos também pela própria comunidade escolar, e com o apoio de estudiosos de todos os campos de conhecimento, possamos contribuir com o fim desse cenário de violência.

Esperamos que esse seja o último e derradeiro caso de atrocidades dessa natureza! Toda solidariedade e apoio aos familiares dessas crianças. Nesse dia de hoje, os educadores(as) brasileiros(as) foram também, e novamente, atacados em suas almas.

Brasília, 05 de abril de 2023
Direção Executiva da CNTE

Fonte: CNTE
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Fotos: Renato Braga

Realizado na manhã desta terça-feira (4), em Brasília, o segundo dia de reunião do Coletivo de Comunicação da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) foi marcado por apresentações das experiências dos sindicatos filiados.

O CPERS esteve presente no encontro, sendo representado pelos diretores da Comissão de Comunicação da entidade, Leonardo Preto Echevarria e Sandra Régio. Na ocasião, foram apresentadas as principais ações do setor no Sindicato.

Também apresentaram suas estratégias de comunicação para a mobilização da categoria os seguintes sindicatos: Sinpro/DF, APP/Sindicato, Sindiupes, Sinteal, Sintese, Sindiute, Sinproja, Sinte-PI, Sintep/PB, Sintepe/PE, Sintep/MT, Sinte/RN e Sintero.

Ao longo das apresentações foram apontados o crescimento do investimento em comunicação e da presença nas redes sociais digitais.

O presidente da CNTE, Heleno Araújo, ressaltou que o investimento nessa área é um tema que ainda traz muitos desafios. “Às vezes o financiamento dessa prioridade não acontece e nos perdemos. Todos esses anos de golpe, desde 2016, passando pelos ataques do Bolsonaro, nos remete a dois desafios muito grandes: a questão da comunicação, como vamos cuidar desse processo, e a formação política”, enumera.

A secretária geral da CNTE, Fátima Silva, destacou a necessidade de ampliar o número de associados(as). “Sindicatos internacionais estão filiando até estudantes. Esse ponto a gente precisa discutir e a comunicação tem esse papel de acolher os novos trabalhadores, e manter os antigos. A uberização chegou no setor público e a gente precisa saber lidar”, reflete.

Após a reunião, os dirigentes do CPERS reuniram-se com o ministro-chefe da Secretaria de Comunicação Social (Secom) da Presidência da República, Paulo Pimenta (PT), para tratar de temas como a comunicação sindical e a democratização da comunicação. O ministro se colocou a disposição para trabalhar estes temas junto às centrais e aos sindicatos.

>> Agenda de lutas da CNTE: 

▶️ 24 a 28 de abril – Semana Nacional em Defesa e Promoção da Educação Pública
▶️ 24 de abril – Entrega das assinaturas dos parlamentares pela revogação do Novo Ensino Médio
▶️ 26 de abril – Greve Nacional dos trabalhadores(as) em educação
▶️ 5 de outubro – Dia da Marcha da Educação em Brasília

>> Clique aqui e confira as fotos da reunião no Facebook da CNTE. 

Informações: CNTE

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A Assembleia Legislativa aprovou, nesta terça-feira (4), o excludente reajuste de 9,45% para os educadores(as) estaduais. A proposta foi acolhida por unanimidade (52 votos), após o líder do governo, deputado Frederico Antunes (PP), entrar com o pedido de preferência para a votação do projeto de Eduardo Leite (PSDB), ou seja, o governo impediu que as emendas protocoladas, que poderiam melhorar a proposta, fossem debatidas.

Durante a sessão plenária, foram apresentadas duas emendas. A primeira, que integrava os partidos PT, PSOL e PCdoB, buscava o reajuste de 14,95% para TODA a categoria, professores(as) e funcionários(as) de escola, da ativa e aposentados(as) – com e sem paridade -, e sem absorção da parcela de irredutibilidade. A segunda, protocolado pelo PL e o Republicanos, apresentava a proposta de reajuste de 9,45% no subsídio, para professores(as) da ativa e aposentados(as) – com e sem paridade -, também sem absorção da parcela de irredutibilidade.

O projeto aprovado, além de desrespeitar a Lei do MEC, que estabeleceu o percentual de 14,95%, excluiu cerca de 25 mil funcionários(as), que contam com um salário base de apenas R$ 657,97, e mais de 28 mil aposentados(as), que já são penalizados com o retorno do desconto da Previdência.

De acordo com uma projeção do próprio governo do Estado, apenas um terço dos professores(as) em sala de aula receberão o reajuste integral, aprovado pelos deputados(as). Aproximadamente dois terços vão obter um reajuste parcial – entre 6% e 9,44%. Um grupo menor, de 0,72% receberá entre 3,01% e 6% de incremento, enquanto 0,18% receberá menos de 3% de reajuste.

Entre os educadores(as) aposentados(as), a situação é ainda pior, 29,86% terão ZERO por cento de aumento salarial e apenas um quinto (20,2%) receberá o valor anunciado pelo Estado.

Pressão dentro e fora da Assembleia cobrou o justo reajuste de 14,95% para TODA a categoria

Desde que o MEC anunciou o reajuste de 14,95%, em janeiro deste ano, o CPERS pressionou o governo e sua base aliada na Assembleia pelo pagamento do índice integral para toda a categoria, sem desconto na parcela de irredutibilidade. Nesta terça (4), dia da votação da proposta, não foi diferente.

Em grupos, centenas de educadores(as), de diversas regiões do Estado, expuserem aos parlamentares a grave situação financeira em que professores(as) e funcionários(as) – da ativa e aposentados(as) – se encontram e a urgência do reajuste de 14,95%.

Para respaldar o justo pedido, foi entregue a todos os deputados(as) um estudo do Dieese que comprova, que ao contrário do que afirma o governo, o Estado tinha plenas condições de pagar 14,95% para todos os educadores(as), bastava ter vontade política.

A pressão também ocorreu na praça da Matriz, em frente ao Palácio Piratini. A insatisfação com o descaso do governo foi exposta através de cartazes, depoimentos e manifestações, que exigiam a reposição.

O CPERS seguirá lutando e cerrando fileiras por valorização, respeito e pelos direitos de toda a categoria. A partir de agora, a luta é pela Revisão Geral do Estado, para que os agentes educacionais tenham reajuste!

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Fotos: Renato Braga

Nesta segunda-feira (3), a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) realizou, em Brasília (DF), a reunião do seu Coletivo de Comunicação, com a participação de representantes de sindicatos filiados. Os diretores da Comissão de Comunicação do CPERS, Sandra Régio e Leonardo Echevarria, participaram da reunião.

A jornalista e especialista em marketing político, Nicole Briones, que é Superintendente de Comunicação Digital e Mídias Sociais na Empresa Brasil de Comunicação (EBC), fez uma palestra sobre a comunicação no campo progressista.

Na avaliação da Nicole Briones, Lula é um ator político há quase 50 anos e ainda, sim, há dificuldade de reproduzir o que ele fala. “As pessoas se uniram para derrotar o Bolsonaro, que o viam como uma figura nociva, e agora esse período acabou. Chegamos ao governo e o desafio está colocado”, relata.

A especialista em marketing lembra que saímos das últimas eleições com uma margem muito pequena de diferença com o candidato derrotado e a educação é um campo importante de disputa de narrativa. Ela recomenda que as entidades sindicais precisam ouvir todos os atores envolvidos, estudantes, professores e os pais. “São os pais que estão cooptados pelo bolsonarismo. Então precisamos pensar em como conquistar essas pessoas que podem, sim, mudar de posicionamento, com muita escuta”, pontua.

A secretária geral da CNTE, Fátima Silva, explicou que há um diálogo da CNTE com pais e estudantes, na busca por uma educação pública de qualidade. “A Ubes tem se posicionado pela revogação do novo ensino médio. Por parte dos pais o debate que muitos trazem é sobre os filhos não poderem ficar em horário integral porque eles poderiam trabalhar para ajudar em casa”, relatou.

Fátima Silva também criticou a nomeação de gestores bolsonaristas em áreas estratégicas dentro do Ministério da Educação (MEC): “Colocaram os mesmos gestores que forjaram o golpe. Hoje vão rever e revogar, porque a pressão de educadores e educadoras que fez o governo voltar atrás”.

Fake News

A assessora de comunicação da CNTE, Ana Paula Messeder, apresentou um relatório da Net Lab, da Universidade Federal do Rio de Janeiro, que aponta o crescimento das chamadas fake News nas plataformas sociais, que se acentuou nos últimos dois anos.

O secretário de comunicação da CNTE, Luiz Carlos Vieira, avalia que a falta de sindicalização pode ser atribuída em parte a esse cenário de disseminação de conteúdo falso e que os sindicatos precisam reavaliar suas expectativas e estratégias: “Publicamos um chamado nas redes e pode até ter bastante compartilhamento, mas isso não se reflete em resultados, em pessoas comparecendo às ações ou se sindicalizando”.

A reunião será retomada nesta terça (4), com a troca de experiências entre as comunicações dos sindicatos.

>> Acesse a galeria de imagens na página da CNTE no Facebook

Fonte: CNTE

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O projeto do governador Eduardo Leite (PSDB) para o reajuste da categoria será votado, nesta terça-feira (4), na Assembleia Legislativa. 

A proposta do governo, de 9,45% de aumento, é um escárnio aos educadores(as) e à educação pública.

Se aprovada, além de ser inferior à Lei do MEC (14,95%), a proposta do governo deixará totalmente sem reajuste cerca de 25 mil funcionários(as) de escola, que recebem um salário básico de apenas R$ 657,97, e mais de 28 mil aposentados(as), que sofrem com graves descontos no contracheque devido à reforma da Previdência estadual, sem condições financeiras para garantir o básico para sobreviver.

Por isso, o CPERS exige o reajuste de 14,95% para todos os educadores(as) – professores(as) e funcionários(as) de escola, da ativa e aposentados(as), com e sem paridade. 

Também é fundamental defender a manutenção e a intocabilidade da parcela de irredutibilidade e a aplicação integral do índice na carreira.

Nesta terça (4), o Sindicato realiza o Ato Estadual, a partir das 9h, em frente ao Palácio Piratini, em Porto Alegre, para pressionar pelo reajuste de 14,95% para TODOS(AS) os trabalhadores(as) da educação.

É preciso unidade para resistir a mais esse ataque do governo Eduardo Leite (PSDB) aos educadores(as) e ao ensino público! 

A luta por valorização e respeito é de todos(as) nós! Reajuste de 14,95% para TODA a categoria já!

#ReajusteJá #CampanhaSalarial

>> Clique nos links e deixe o recado aos deputados(as)!

▶️ PP

Adolfo Brito – https://cutt.ly/S7ePqJY
Frederico Antunes – fredericoantunes1122@gmail.com
Guilherme Pasin – https://cutt.ly/h7eF0KL
lssur Koch – https://cutt.ly/a7rWXXk
Joel Wilhelm – https://cutt.ly/S7eGUqJ
Marcus Vinícius – https://cutt.ly/E7eKR0m
Silvana Covatti – silvana.covatti@al.rs.gov.br

▶️ MDB

Carlos Búrigo – carlos.burigo@al.rs.gov.br
Edivilson Brum – https://cutt.ly/77eDqJZ
Luciano Silveira – https://cutt.ly/Q7eJOQ6
Patrícia Alba – https://cutt.ly/t7rgIW0
Rafael Braga – https://cutt.ly/i7eXEeg
Vilmar Zanchin – zanchin@al.rs.gov.br

▶️ REPUBLICANOS

Capitão Martim – https://cutt.ly/47rW4PD
Delegado Zucco – https://cutt.ly/v7eSvZm
Eliana Bayer – https://cutt.ly/X7rErYG
Gustavo Victorino – https://cutt.ly/A7rEwhy
Sergio Peres – https://cutt.ly/l7rW0Qx

▶️ PL

Adriana Lara – https://cutt.ly/d7rg3E9
Cláudio Tatsch – https://cutt.ly/u7eSqPC
Kelly Moraes – https://cutt.ly/t7rWnKL
Paparico Bacchi – https://cutt.ly/s7eZFUa
Rodrigo Lorenzoni – https://cutt.ly/I7rEfEA

▶️ PSDB

Delegada Nadine – https://cutt.ly/i7rEcGm
Kaka D’ Ávila – https://cutt.ly/g7rhUn3
Neri, o Carteiro – https://cutt.ly/87eZYIx
Pedro Pereira – pedro.pereira@al.rs.gov.br
Professor Bonatto – https://cutt.ly/h7eXcT3

▶️ PDT

Airton Artus – airton.artus@al.rs.gov.br
Eduardo Loureiro – https://cutt.ly/X7eDad6
Gerson Burmann – https://cutt.ly/Z7eFJCM
Luiz Marenco – https://cutt.ly/37eKc86

▶️ UNIÃO

Aloísio Classmann – https://cutt.ly/t7eP7Al
Dirceu Franciscon – https://cutt.ly/67eSKrX
Dr. Thiago Duarte – https://cutt.ly/P7eS1KP

▶️ PODE

Airton Lima – https://cutt.ly/H7ePZAq
Prof. Claudio Branchieri – https://cutt.ly/u7eXdji

▶️ PSOL

Luciana Genro – https://cutt.ly/G7rhH3j
Matheus Gomes – https://cutt.ly/t7eKFkQ

▶️ PTB

Elizandro Sabino – https://cutt.ly/b7eD9Uk

▶️ PSD

Gaúcho da Geral – https://cutt.ly/67eFUzY

▶️ PSB

Elton Weber – elton.weber@al.rs.gov.br

▶️ NOVO

Felipe Camozzato – felipe.camozzato@al.rs.gov.br

▶️ PCDOB

Bruna Rodrigues – https://cutt.ly/t7rhMZQ

▶️ PT

Adão Pretto – https://cutt.ly/57eOLXS
Jeferson Fernandes – https://cutt.ly/F7rEpcB
Laura Sito – https://cutt.ly/p7rUvZM
Leonel Radde – https://cutt.ly/17eJjzt
Luiz Fernando Mainardi – https://cutt.ly/G7eKf4k
Miguel Rossetto – https://cutt.ly/E7eZcJO
Pepe Vargas – pepe.vargas@al.rs.gov.br
Sofia Cavedon – https://cutt.ly/C7rjpQl
Stela Farias – https://cutt.ly/M7rWXaL
Valdeci Oliveira – https://cutt.ly/b7eCgYA
Zé Nunes – https://cutt.ly/47eCYoG

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Na última sexta-feira (31), o CPERS, representado pelo 1º vice-presidente, Alex Saratt, e o diretor, Leonardo Preto Echevarria, estiveram na EEEF Estado de São Paulo, em Gravataí, que está sofrendo com a evasão de alunos(as) por falta de transporte. A escola tem estrutura em dia para atender mil estudantes, mas, atualmente, apenas 300 conseguem frequentar as aulas.

A instituição, localizada na região rural do município, que fica no bairro Morungava, sofre com o descaso do governo há pelo menos quatro anos. De acordo com o diretor da escola, Ricardo Britz, são cerca de 10 a 15 km que estão sem linha de ônibus. “O direito da criança ao acesso livre à escola não está sendo respeitado, em função de não ter linhas de ônibus para atendê-las”, afirma.

Os alunos(as) tinham duas opções: não frequentar a escola ou ir em um ônibus lotado, tendo a sua segurança colocada em risco. “A política irresponsável do governo faz com que os estudantes deixem de frequentar a aula. Antes, eram obrigados a frequentar em condições de superlotação dos transportes, que oferecia risco para a vida dessas crianças”, explica o 1º vice-presidente do CPERS, Alex Saratt. 

Atualmente, 120 estudantes estão sendo transportados, mas 150 estão na lista de espera, no aguardo de uma vaga no transporte escolar. Destes, 70 ainda conseguem ir à aula, seja por meio de carona ou tendo que caminhar cerca de 3 a 5 km todos os dias. Mas 80 crianças deixaram de frequentar a escola, pois não têm outro meio de ir à aula. Essa é a prioridade na educação que o governo Eduardo Leite (PSDB) prometeu em sua campanha?

Outra problemática é quanto à evasão escolar, que pode resultar na municipalização da instituição, política adotada fortemente pelo atual governo para não cumprir com suas obrigações com o ensino público e que causa a insegurança em professores(as) e funcionários(as), pois correm o risco de perderem seus empregos.

“O Estado não está atendendo e a Coordenadoria está fazendo vistas grossas, não quer enxergar este problema. E ainda culpa a escola e os professores(as) por falta de aluno na escola, enquanto a gente sabe que o problema é o transporte”, explica o diretor da escola.

Atualmente, há uma licitação em andamento para que estes 150 alunos(as) sejam atendidos, mas segundo informações do 22º Núcleo do CPERS, além da Estado de São Paulo, as seguintes instituições, também de Gravataí, sofrem deste mesmo problema: EEEF Santa Tecla, EEEM Frei Veloso e EEEM Emília Veiga da Rocha.

Nesta quarta-feira (5), às 19h, será realizada uma Audiência Pública, na Câmara de Vereadores do município, para discutir a atual situação do transporte escolar na cidade e as mudanças que serão implementadas pelo Poder Executivo. O CPERS estará presente para pressionar os vereadores(as) para que garantam o direito de acesso à escola com segurança.

 

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No dia 29 de março, em pronunciamento na Marcha de Prefeitos, em Brasília, o Ministro da Educação, Camilo Santana, disse que o atual critério de atualização do piso salarial profissional nacional do magistério público da educação básica não confere as melhores condições de segurança orçamentária a Prefeitos e Governadores, e propôs um amplo debate com os atores envolvidos na questão – sobretudo gestores e trabalhadores(as) em educação – para revisar o dispositivo da Lei nº 11.738 que trata do assunto.

A fala do Ministro contradiz decisões do Supremo Tribunal Federal, que já se manifestou pela constitucionalidade do critério de atualização do Piso do Magistério, tendo, agora, o STF, na presente data (31/03), aberto prazo para a União se manifestar sobre a manutenção do disposto no art. 4º da Lei nº11.738/2008, após a nova redação conferida ao FUNDEB pela Emenda Constitucional (EC) nº 108/2020. Em suma: o STF quer saber se a União considera vigente o dispositivo da Lei nº 11.738 que garante a complementação federal ao Piso do Magistério nos estados e municípios que comprovarem incapacidade financeira para honrar esse compromisso. E essa resposta é imprescindível para que a Suprema Corte brasileira julgue em definitivo a plena vigência do art. 5º da Lei do Piso, mesmo após as alterações introduzidas ao FUNDEB permanente (art. 212-A da CF/1988).

Diante desse novo contexto da luta jurídica em torno da vigência do art. 5º da Lei nº 11.738, compete ao Ministério da Educação – MEC e à Advocacia Geral da União – AGU defender a Lei do Piso na íntegra, sobretudo à luz das mudanças no novo FUNDEB que garantiram maior segurança jurídica e mais recursos financeiros para a manutenção da educação básica nos estados e municípios, inclusive para viabilizar políticas de valorização de professores, especialistas e funcionários da educação.

Entre as mudanças introduzidas pela Emenda Constitucional nº 108 e sua lei de regulamentação, as quais devem ser informadas ao STF pela União, destacam-se:

I. a criação de dois novos custos per capita (VAAT e VAAR) que aumentaram em 130% a complementação da União ao FUNDEB, mantendo-se inalterado o critério anterior que destinava 10% de complementação federal aos fundos estaduais abaixo da média nacional;
II. a expansão do número de municípios contemplados com as novas complementações federais, sobretudo os de menor capacidade financeira que passaram a receber o VAAT;
III. o aumento da subvinculação do Fundo para remunerações, passando de 60% (magistério) para no mínimo 70% para todos os profissionais da educação, além da possiblidade de utilização de parte dos recursos que não integram o FUNDEB para essa finalidade;
IV. a criação do ICMS-Educacional, responsável pela transferência de no mínimo 10% de parte da cota do ICMS municipal com base em indicadores educacionais;
V. os ajustes quadrimestrais no VAAF e VAAT, sendo que o primeiro é responsável pela atualização do piso salarial do magistério (fórmula idêntica à do FUNDEB 2007/2020), garantindo, assim, mais previsibilidade à gestão do orçamento público.

Dos novos recursos do FUNDEB, somente o VAAR, que corresponde a 2,5% da complementação da União, além de 15% do VAAT não podem ser investidos nas folhas de pagamento dos profissionais da educação. Ou seja, a maior parte dos novos recursos servem também para financiar o piso do magistério e a valorização de todos os profissionais da educação. Além disso, o governo federal se comprometeu em manter o FUNDEB fora do novo arcabouço fiscal – em substituição à famigerada EC 95 (teto de gastos) – sendo que esta é mais uma possibilidade de ampliação dos investimentos na educação pública, devendo se voltar para a implementação do Custo Aluno Qualidade – CAQ, do Piso Salarial e da Valorização das Carreiras. Outro ganho de receitas para estados e municípios poderem financiar o Piso do Magistério provém da alteração do art. 8º, § 1º, II da Lei nº7.990/1989, realizada através da Lei nº 12.858/2013, que dispõe sobre os recursos provenientes da exploração de petróleo e gás natural, admitindo-se o cômputo de despesas de custeio com manutenção e desenvolvimento do ensino, especialmente na educação básica pública em tempo integral, inclusive as relativas a pagamento de salários e outras verbas de natureza remuneratória a profissionais do magistério em efetivo exercício na rede pública.

Desde o ano passado, os ataques de Prefeitos contra o critério de atualização do Piso do Magistério se intensificaram e não cabe ao MEC, responsável pela correta aplicação da Lei nº 11.738, dar azo a teses contrárias à vigência ou aplicação plena do art. 5º da Lei do Piso, sobretudo neste momento de reabertura do julgamento recursal da ADI 4.848 no STF. Sendo que o mérito da decisão no STF determinou o seguinte em relação à atualização do valor do Piso e ao papel do MEC (item 3 do acórdão/STF):

“(…)3. A previsão de mecanismos de atualização é uma consequência direta da existência do próprio piso. A edição de atos normativos pelo Ministério da Educação, nacionalmente aplicáveis, objetiva uniformizar a atualização do piso nacional do magistério em todos os níveis federativos e cumprir os objetivos previstos no art. 3º, III, da Constituição Federal. Ausência de violação aos princípios da separação do Poderes e da legalidade (…)”

Também no mérito da ADI 4.848, o STF rejeitou os argumentos dos Governadores de que haveria impossibilidade financeira para cumprimento da Lei nº 11.738, tese requentada atualmente pelos Prefeitos junto com o pseudo-argumento de perda da vigência do art. 5º da Lei do Piso em decorrência do novo FUNDEB. Constam no acórdão da ADI 4.848 os seguintes mandamentos: “(…) 4. A Lei nº 11.738/2008 prevê complementação pela União de recursos aos entes federativos que não tenham disponibilidade orçamentária para cumprir os valores referentes ao piso nacional. Compatibilidade com os princípios orçamentários da Constituição e ausência de ingerência federal indevida nas finanças dos Estados.

5. Ausente violação ao art. 37, XIII, da Constituição. A União, por meio da Lei nº 11.738/2008, prevê uma política pública essencial ao Estado Democrático de Direito, com a previsão de parâmetros remuneratórios mínimos que valorizem o profissional do magistério na educação básica. 6. Pedido na Ação Direita de Inconstitucionalidade julgado improcedente, com a fixação da seguinte tese: “É constitucional a norma federal que prevê a forma de atualização do piso nacional do magistério da educação básica.”

Reiteramos, portanto, que compete ao MEC, neste momento crucial do julgamento dos embargos declaratórios da ADI 4.848, posicionar-se em favor da vigência do art. 5º da Lei nº 11.738, independentemente de possíveis alterações futuras na Lei. Quanto às propostas de mudanças no critério de atualização definido no art. 5º da Lei do Piso, importante registrar que há vários projetos de lei em tramitação no Congresso, desde 2008, entre os quais o PL nº 3.776/08, de autoria do Poder Executivo, que estabelece o INPC como única forma de atualização do Piso. A CNTE é contrária a esse projeto, uma vez que ele não prevê qualquer ganho real à categoria. Em 2020, a Câmara dos Deputados retomou a tramitação do PL nº 3.776, mas o recurso que previa o envio do projeto à sanção presidencial foi derrotado por 225 a 223 votos.

Portanto, compete ao Plenário da Câmara dos deputados concluir a votação do projeto de lei, e a CNTE continuará atuando para alterar o conteúdo da proposta em tramitação. O próprio Ministro da Educação, em audiência com a CNTE em 15/02/2023, se comprometeu em restabelecer o “fórum permanente para acompanhamento da atualização progressiva do valor do piso salarial para os profissionais do magistério público da educação básica”, previsto na estratégia 17.1 do Plano Nacional de Educação (Lei nº 13.005/2014), desconstituído durante o Governo Bolsonaro. Contudo, até o momento, não houve a recomposição deste importante fórum. Diante de todo o exposto, a CNTE considera imprescindível que o MEC adote ao menos quatro ações emergenciais em defesa do Piso do Magistério, sobre as quais antecipamos desde já nossa cobrança ao Ministério:

1. convocação imediatamente do Fórum do Piso Salarial do Magistério para tratar da atualização pretérita e futura do valor definido nacionalmente, através da Lei Federal nº 11.738, à qual foi conferida efeito erga omnes vinculando toda a administração pública;

2. ampla defesa jurídica da Lei do Piso, especialmente de seu art. 5º, tanto na justiça comum, onde há várias ações contra as atualizações de 2022 e 2023 com liminares favoráveis e contrárias ao pleito dos Prefeitos, como também em sede do STF, mais especificamente no julgamento dos embargos de declaração à ADI 4.848. E a CNTE aguarda desde o dia 17/02/2023 audiência com a Advocacia Geral da União para tratar desses temas;

3. revisão do parecer nº 1/2023/CGVAL/DIFOR/SEB/SEB, da Secretaria de Educação Básica – SEB, que trata da atualização do Piso do Magistério no exercício de 2023, assegurando fundamentação robusta quanto à plena vigência do art. 5º da Lei do Piso, dada a reprodução na lei superveniente (nº 14.113) dos mesmos fundamentos e critérios estabelecidos na lei anterior (nº 11.494), além de manifestação ao STF defendendo a vigência do art. 4º e de toda a Lei nº 11.738, mesmo após a alteração do art. 60 do ADCT pela EC nº 108/2020; e

4. estabelecimento de critério para a aplicação do art. 4º da Lei nº 11.738, que trata da complementação da União ao Piso nos estados e municípios que comprovarem incapacidade financeira, como forma de reconhecer e antecipar a disposição da União em manter esse importante instrumento do pacto federativo que sustenta a política de valorização mínima dos profissionais do magistério no país, na esteira do que se pretende consolidar com o Sistema Nacional de Educação.

Por fim, é preciso que o MEC articule um amplo debate nacional em torno do Piso e das Diretrizes Nacionais de Carreira para os profissionais da educação, conforme determina o art. 206, V e VIII da Constituição da República, superando a perspectiva de o piso tornar-se o teto das carreiras (fato que já acontece em muitos lugares), a fim de garantir a valorização de todos os profissionais da educação. Também é preciso normatizar o art. 26, § 1º, II da Lei nº 14.113, com redação dada pela Lei nº 14.276, para delimitar com clareza os profissionais habilitados para receberem seus vencimentos através da subvinculação de 70% do FUNDEB.

Muito há que se fazer para melhorar a educação pública brasileira e a valorização de seus profissionais, que continuam a receber os menores vencimentos entre os países pesquisados pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico – OCDE. A junção dos interesses e dos compromissos das três esferas de governo em torno da Lei que regulamentará o Sistema Nacional de Educação – a exemplo do que ocorre na política de cooperação federativa do FUNDEB – é um passo importante apontado pelo Ministro da Educação aos Prefeitos. Esperamos que o apoio ao aperfeiçoamento do projeto de Sistema em tramitação no Congresso Nacional e sua consequente aprovação contem com o apoio de todos os gestores públicos, sempre atentos às reivindicações da sociedade e da comunidade educacional.

➢ Em defesa do piso do magistério e de sua atualização pelo critério do art. 5º da Lei nº 11.738!
➢ Pela ampliação ao direito à educação, com Sistema Nacional e Custo Aluno Qualidade, já!
➢ Dia 26 de abril, GREVE NACIONAL em defesa do Piso, da Valorização das Carreiras dos Profissionais da Educação, contra a antirreforma do Ensino Médio e a Militarização Escolar!
➢ Dia 5 de outubro, MARCHA NACIONAL DA EDUCAÇÃO, em Brasília, em defesa da educação pública, gratuita, de qualidade socialmente referenciada, laica, democrática, desmilitarizada, para todos/as e com valorização dos profissionais da educação!

Brasília, 31 de março de 2023
Diretoria da CNTE

Fonte: CNTE

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Quanto mais tempo o professor(a) se dedicou à escola pública gaúcha, maior o prejuízo. Essa é a proposta de Eduardo Leite (PSDB).

Assim como na farsa do reajuste de 32% em 2022, neste ano, o aumento prometido para os educadores(as), menos do que o proposto pelo MEC, é uma mentira midiática vendida para a sociedade. De forma cruel e desumana, Leite deixa de fora da proposta funcionários(as) de escola e aposentados(as) sem paridade.

>> Leia também: Esquecidos pelo governo, funcionários de escola relatam dificuldades diante da falta de reajuste e a sobrecarga de trabalho

Abaixo, confira o relato de quatro professores(as) aposentados(as), de diferentes regiões do Estado, que dedicaram a vida para a educação pública e agora, na hora de aproveitar a sua aposentadoria, são mais uma vez esquecidos(as) pelo poder público, que usurpa direitos adquiridos ao longo da carreira ao absorver o reajuste da parcela de irredutibilidade.

Além do “reajuste fictício”, os aposentados e aposentadas passaram a contribuir novamente com a previdência, através da Lei Complementar 15.429/2019, aprovada na Assembleia Legislativa, em dezembro de 2019. Um desconto brutal que faz falta diariamente na vida destas(es) educadoras(es).

A professora de educação física aposentada, Maria Goretti Lima Grossi, de 64 anos, dedicou 42 anos de sua vida à educação pública, e agora, novamente, vai ficar sem reajuste, em decorrência da parcela de irredutibilidade.

“Desde 2014, venho reorganizando minha vida por não ter reajuste. Enquanto isso, o custo de vida só aumentou. O primeiro item que cortei foi o lazer, deixei de frequentar espetáculos de teatro, dança e música. Reduzimos ao extremo, meus filhos e eu, o consumo de roupas e calçados, bem como consertos e alterações estruturais no apartamento em que moramos. Procurei economizar na minha vida para preservar a qualidade de vida dos meus filhos. Ainda assim, hoje, a nossa alimentação é bem mais simples do que gostaria”, destaca Goretti.

No mês de abril de 2020, aposentados e aposentadas passaram a contribuir novamente com a previdência, junto às incertezas da pandemia da Covid-19, que afetou ainda mais a vida dos educadores(as).

Para a aposentada, é revoltante viver diariamente com a farsa do reajuste salarial, com os salários congelados pelo governo Sartori e agora reduzidos com o governo Leite.

“Após 42 anos trabalhando para o Estado, atuando, inclusive, fora da disciplina para a qual fui concursada. Sempre ajudando a escola, comprando do meu dinheiro material para ajudar a qualificar minhas aulas, me dedicando para o meu trabalho e para os meus alunos, sempre pensando no futuro da sociedade. Me dediquei para ter uma velhice minimamente tranquila, mas, na hora que a gente se aposenta, começa uma agressão maior do governador contra as aposentadas, pois estamos fragilizadas na luta e não temos como fazer uma greve. A gente vê uma covardia maior conosco, aposentadas. Quem nos dá força e nos protege é o nosso sindicato”, concluiu a professora aposentada.

A professora de letras, aposentada desde 2014, Liamara Guarda Finamor, de Santiago, também pagará o reajuste do próprio bolso, através da parcela de seus direitos adquiridos.

“A sociedade acredita que recebemos reajustes. O poder da mídia é muito forte e passa essa inverdade. Me sinto roubada por esse governo, trabalhei 12 anos em escola de difícil acesso e agora, simplesmente, eles chegam e confiscam parte disso e as demais vantagens que temos direito”, desabafa Liamara.

Para Liamara, o desconto da previdência, que totaliza R$ 252,51 todos os meses, faz falta para cuidados, por exemplo, com a saúde.

“Esse desconto prejudica toda uma cadeia econômica ao nosso redor. No meu caso, tive que reduzir os gastos com a saúde. Parei com as aulas de pilates e academia receitadas pelo médico, devido ter glicose alterada (pré-diabete)”, explica a aposentada.

“Agora, na terceira idade, quando mais precisamos de recursos para termos qualidade de vida, esse governo simplesmente nos atira aos leões e, para completar, sucateia o IPE Saúde. Para mim, o governo Leite é “muito espertinho”, aprendeu bem a cartilha neoliberal. E nós educadores que estamos pagando a conta”, conclui Liamara.

Maria Virgínia Fagundes Moreira, professora de história e geografia, aposentada desde 2002, de Pelotas, conta que muitas coisas deixa de fazer, já que não recebe um reajuste real há anos, além do desconto da previdência no valor de R$ 601,13, o qual encolheu bastante o salário.

“O sacrifício maior é no lazer, pois uma casa precisa de manutenção constante. As despesas são muitas e as contas não param de chegar”, desabafa.

Se o reajuste salarial de Eduardo Leite (PSDB) continuar desse jeito, sendo pago do próprio bolso do educador(a) através da parcela de irredutibilidade, Maria vai demorar para ter um reajuste real, pois a sua parcela de irredutibilidade é de R$ 1.229,18 atualmente.

“A farsa do aumento enoja, nunca vou ter reajuste, pois a parcela maldita é mais de mil reais, vai tirar de uma ponta e colocar na outra. Tudo tem reajuste, os remédios que tomo, vários de uso contínuo, exames caros. A única coisa que não aumenta é o nosso salário”, destaca.

Geraldo Farina, de Bento Gonçalves, é pós-graduado em Língua Portuguesa e Literatura e maestro, com cursos de qualificação em ensino de música e regência coral. Foi professor do Estado por 30 anos e ministrou Educação Musical para 5ª a 8ª séries do Ensino Fundamental.

Atualmente, com 74 anos, Farina se diz cansado de buscar a complementação para a sobrevivência com projetos na área cultural.

“Sinto-me espoliado pelo Estado, ouço administradores realizando falas mentirosas. Falas mansas, porém, de absoluta insensibilidade com a história de servidores públicos que, como eu, gastaram literalmente a vida e chegam na derradeira etapa preocupados com o hoje e com uma total incerteza do amanhã. O descaso e a insensibilidade não podem ser aceitos por quem tem direitos adquiridos”, afirma.

Assim como os relatos acima, diversos outros educadores(as) aposentados(as) estão na mesma situação, equilibrando as contas para ter o básico, graças ao descaso e a insensibilidade do governador Eduardo Leite (PSDB), que prejudica aqueles com mais tempo de carreira. 

O CPERS segue na luta pelo reajuste de 14,95% para TODOS(AS) os educadores(as): professores(as) e funcionários(as) de escola, da ativa e aposentados(as) – com ou sem paridade -, concursados(as) e contratados(as), sem o confisco da parcela de irredutibilidade.

Na próxima terça-feira (4), o CPERS convoca os trabalhadores(as) da educação para o Ato Estadual, a partir das 9h, em frente ao Palácio Piratini, em Porto Alegre, para pressionar pelo reajuste de 14,95% para TODOS(AS). Neste dia, o projeto do governo do Estado para o reajuste da categoria será votado na Assembleia Legislativa.

Contate o seu núcleo do CPERS e mobilize-se. A hora é agora!

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