A Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) realiza, de 24 a 28 de abril, a 24ª Semana Nacional em Defesa e Promoção da Educação Pública, que terá como tema “Soberania se faz com educação pública e participação social”. A ideia é aproveitar o espaço para denunciar o descaso e o sucateamento da educação pública.

> Clique para conferir o livreto informativo da evento.

Ao longo da semana, serão transmitidas lives a partir da página da CNTE com o objetivo de discutir a importância de revogar o Novo Ensino Médio (NEM) e estabelecer espaços democráticos para construção de um novo modelo.

Está programada, para o primeiro dia (24), a entrega de um Abaixo-Assinado, ao Ministério da Educação (MEC), pela revogação do NEM, e a deflagração, no dia 26, de Greve Nacional da categoria, pela aplicação do reajuste do piso salarial inicial e na carreira, a profissionais da educação, e pela revogação da reforma.

Durante a semana, um debate entre trabalhadores(as) da educação discutirá, entre outros temas, as contradições do “projeto educacional” em vigor; a recomposição do FNE e os novos desafios; financiamento e valorização do Piso e da Carreira da Educação; Revogação do Programa Nacional das Escolas Cívico-Militares (PECIM); o novo PNE; o SNE e a soberania do povo brasileiro.

Além disso, entre as atividades já programadas, haverá debate com os(as) estudantes e responsáveis; gravação de relatos dos(as) alunos(as); panfletagem nas praças da cidade, com uma síntese conceituando valorização profissional dos(as) trabalhadores(as) da educação; Campanha de arrecadação de alimentos para doação no próprio bairro ou em outro espaço. Para finalizar, um passeio ciclístico ou caminhada pela cidade, com a comunidade escolar e a sociedade, para divulgar a importância do Novo Plano Nacional de Educação.

Por uma educação pública de qualidade

A 24ª Semana Nacional em Defesa e Promoção da Educação Pública terá um caráter mobilizador e será um espaço de denúncia, principalmente voltado a mostrar as falhas, gargalos e retrocessos impostos pela reforma do Ensino Médio, implementada pelo governo Michel Temer (MDB) por meio da Lei 13.415/2017.

A revogação da medida depende de uma lei enviada ao Congresso Nacional pelo Governo Federal e, para isso, a confederação defende a recomposição do Fórum Nacional da Educação, com as entidades presentes em 2016, antes do golpe contra a presidenta Dilma Rousseff (PT). Para que a União, o setor público e o privado possam abrir um debate e estabelecer um grupo de trabalho com o objetivo de elaborar uma proposta a ser defendida pelo MEC.

A Secretária de Assuntos Educacionais da CNTE, Guelda de Oliveira Andrade, defende a necessidade de as escolas, e os(as) estudantes, denunciarem problemas como a falta de professores(as) e a ausência de aulas ou disciplinas ministradas em formato remoto. Além das matérias inadequadas, que alunos e alunas têm tido, e que afetam diretamente o desenvolvimento nessa etapa da educação básica, fundamental para a formação e para que cheguem à universidade.

“Essa é uma semana para que, no dia 26, tenhamos grandes atos país afora e consigamos dar um recado à sociedade. Fazer com que compreendam que esse ensino médio não agrega conhecimento e que estamos diante de um crime com a negação ao direito à educação de qualidade para nossa juventude”, desabafa a dirigente.

Democracia, direito inegociável

A discussão sobre as relações democráticas no ambiente escolar será pauta em dois dos encontros, o que demonstra a importância do tema para a comunidade.

Guelda explica que o aprofundamento do tema não é aleatório e declara que não é possível fazer educação de qualidade sem o movimento da prática no espaço da escola. “Não se trata apenas de eleição de diretor ou constituição do conselho deliberativo da comunidade escolar. Mas o amplo debate sobre a organização curricular, a garantia da educação pública de qualidade, o investimento e financiamento para garantir a qualidade da educação, o debate sobre a segurança alimentar na escola. São vários elementos, que precisamos dialogar e construir de forma coletiva, envolvendo as famílias e os estudantes, para avançarmos na democratização do acesso à educação, que se resume à garantia da matrícula do estudante, mas também em garantir condições de permanecer numa escola com educação de qualidade”, explica.

Segundo a Secretária, a CNTE avalia que, ao diminuir espaços para disciplinas fundamentais à formação, e não atender às necessidades de adequação ao mundo do trabalho, o Novo Ensino Médio aumenta a dificuldade de jovens que encontram o desafio de terminar a educação básica num período da vida em que muitas vezes são pressionados a largar os estudos para trabalhar e ajudar a família. Também por não perceberem na escola um espaço significativo para aprendizagem voltada à vida.

“O que aprende na escola precisa ter sentido, e o estudante precisa ser despertado para a criticidade, para que, a partir da construção do conhecimento, no espaço da escola, que não apenas transmite, mas ajuda a construir o conhecimento, encontre condições para pesquisar, buscar, e recriar sua história de vida, contribuindo para a formação de uma sociedade diferente”, afirma.

Confira abaixo a programação das lives da 24ª Semana Nacional em Defesa e Promoção da Educação Pública:

Dia 24 de abril (segunda-feira)

LIVE às 19h – horário de Brasília | Transmissão: youtube.com/cntebrasil

Tema: As contradições do “projeto educacional” em vigor

Sugestão de atividade: Debate com os(as) estudantes, pais, mães ou responsáveis, gravar relatos dos(as) estudantes no formato de vídeo de até um minuto e/ou textos de no máximo duas laudas para publicação.

Dia 25 de abril

LIVE às 19h – horário de Brasília | Transmissão: youtube.com/cntebrasil

Tema: A recomposição do FNE e os novos desafios

Sugestão de atividade: Debate com os estudantes, pais, mães ou responsáveis, gravar relatos dos(as) estudantes no formato de vídeo de até um minuto e/ou textos de no máximo duas laudas para publicação.

Dia 26 de abril

LIVE às 19h – horário de Brasília | Transmissão: youtube.com/cntebrasil

Tema: Financiamento e valorização do Piso e da Carreira da Educação

Sugestão de atividade: Panfletagem nas praças da cidade com uma síntese conceituando valorização profissional dos(as) trabalhadores(as) da educação.

Dia 27 de abril

LIVE às 19h – horário de Brasília | Transmissão: youtube.com/cntebrasil

Tema: Gestão democrática com segurança alimentar

Sugestão de atividade: Campanha de arrecadação de alimentos durante a 24ª Semana para doação no próprio bairro ou em outro espaço.

Dia 28 de abril

LIVE às 10h00 – horário de Brasília | Transmissão: youtube.com/cntebrasil

Tema: Revogação do Programa Nacional das Escolas Cívico-Militares (PECIM)

LIVE às 19h – horário de Brasília | Transmissão: youtube.com/cntebrasil

Tema: A democracia, o novo PNE, o SNE e a soberania do povo brasileiro

Sugestão de atividade: Promover um passeio ciclístico, ou uma caminhada pela cidade com a comunidade escolar e a sociedade, que divulgue a importância do Novo Plano Nacional de Educação.

Informações: CNTE

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Enquanto Eduardo Leite (PSDB) vende para a sociedade que a educação é prioridade em seu governo, a realidade segue provando o oposto. Na manhã desta terça-feira (11), educadores(as), responsáveis e alunos(as) da EEEF Dr. José Carlos Ferreira, localizada no bairro Partenon, em Porto Alegre, reuniram-se em frente à escola para cobrar explicações sobre o repentino fechamento da instituição.

Na última semana, após anos cobrando reparos em problemas estruturais graves, a escola recebeu um laudo técnico apontando perigo de desabamento e, hoje, foi realizada a total interdição do prédio.

Como de praxe, sem qualquer debate com a comunidade escolar, foi informado que os cerca de 150 estudantes serão rematriculados em outras escolas e a mesma será extinta. 

Durante a ação, foi formada uma comissão de educadores(as), pais, estudantes e o CPERS, que se dirigiram até a Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul, para apresentar as demandas da comunidade à Comissão de Educação da ALRGS, que estava reunida no momento.

Por intermédio do Sindicato, com representação da diretora do 39º Núcleo (Porto Alegre), Neiva Lazzarotto, a deputada Sofia Cavedon (PT), presidente da Comissão, recebeu os representantes da EEEF Dr. José Carlos Ferreira para que relatassem a situação.

O CPERS, representado pelo 1º vice-presidente do Sindicato, Alex Saratt, acompanhou a manifestação e a reunião na ALRS. “A Seduc e a 1ª CRE ignoram os mais de 60 anos de história da escola e simplesmente fecham a instituição e jogam os alunos para outras escolas que ficam longe das suas casas. A Seduc e a CRE desrespeitam também toda uma tradição e relação que a comunidade e os moradores do bairro têm com a escola”, destaca.

“Tem uma placa na frente da escola, desde 2010, sobre uma verba para obra. Eu estudei ali já tem 23 anos e a estrutura continua a mesma. As condições são péssimas, mas eu não acho que seja um caso de derrubar a escola, mas, sim, de fazer a manutenção e reforma”, afirma Marla Vaniel, ex-estudante e mãe de uma aluna da 3ª série do Ensino Fundamental.

A comunidade segue mobilizada para que o governo cumpra com a sua obrigação, a de garantir acesso à educação aos moradores do entorno da escola, e que os alunos(as) voltem ao seu prédio de origem após a conclusão das necessárias obras. 

O abaixo-assinado, criado pela professora Lisandra com o objetivo de obter apoio e pressionar o governo Leite para reverter a decisão, já conta com mais de mil assinaturas e logo será entregue ao Ministério Público. Clique aqui para assinar! 

Na próxima segunda-feira (17), às 16h, a comunidade escolar, educadores(as), CPERS e a deputada Sofia Cavedon, se reunirão com representantes da 1ª Coordenadoria Regional de Educação (CRE) para debater o assunto.

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Preocupada com os direitos da categoria e em defesa da educação pública, com a valorização de seus profissionais, a Confederação Nacional dos Trabalhadores da Educação (CNTE) lançou, nesta segunda (10), um abaixo-assinado para pressionar o Ministério da Educação (MEC) para enviar, de forma urgente, um Projeto de Lei sobre o Piso Salarial e as Diretrizes Nacionais de Carreira dos Profissionais.

>> CLIQUE AQUI para assinar a petição!

A ideia é que pais/mães, responsáveis, estudantes, professoras(es) e funcionários(as) da educação, familiares próximos e todos(as) que defendem a educação pública como direito de todo o povo brasileiro, assinem o manifesto que pede o Piso e Diretrizes de Carreira dos Profissionais da Educação Pública.

O que a entidade destaca é que as fragilidades na lei acabam permitindo que prefeitos(as) e governadores(as) ataquem os planos de carreira nos Estados e Municípios, prejudicando trabalhadores e trabalhadoras da educação.

O abaixo-assinado será protocolado no MEC no próximo dia 24 de abril.

>> Saiba mais:

> Estados e municípios são obrigados a seguir piso salarial dos professores? Entenda a polêmica.
> Luta pela aplicação do piso na carreira continua e greve nacional está prevista

Fonte: CNTE

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Diante do aumento de casos de violência e ameaças ao bem-estar de educadores(as), estudantes e da comunidade escolar, o CPERS vem a público cobrar urgência na adoção de medidas de segurança nas instituições de ensino gaúchas.

As secretarias estaduais de Educação (Seduc) e Segurança Pública (SSP), cuja obrigação é garantir a proteção destes espaços, devem, urgentemente, publicar protocolos de segurança e orientações, a fim de evitar uma tragédia em nosso estado.

A violência no espaço escolar é reflexo imediato da flexibilização das políticas de acesso a armas e o aumento do discurso de ódio, perpetrado nos últimos quatro anos pelo governo Bolsonaro (PL), e que precisa ser interrompido.

Indiretamente, outro ponto que influencia neste aumento da violência está no fato de que os últimos governos estaduais diminuíram, significativamente, a presença de orientadores(as) pedagógicos, supervisores(as) e monitores(as) nas escolas, profissionais que ajudam na identificação de casos que merecem atenção, antes que o problema aconteça.

É preciso também uma reestruturação pedagógica, com foco no combate ao negacionismo, às fake news e ao extremismo. A promoção de uma cultura de paz, tolerância, não-violência, respeito à diversidade e inclusão nas escolas é um dos caminhos para acabar com essa onda extremista que estamos vivenciando.

O Sindicato, desde o fim de março, está cobrando uma audiência com a Seduc e a SSP para tratar sobre a segurança de professores(as), funcionários(as) de escolas e alunos(as) da rede pública estadual de ensino e seguirá vigilante no tema para garantir ações preventivas para evitar ataques às escolas brasileiras.

Ressaltamos que o governo federal, através do Ministério da Justiça e Segurança Pública, abriu um canal na internet para recebimento de informações de ameaças e ataques contra as escolas, dentro da Operação Escola Segura, que teve início na última quinta-feira (6). Todas as denúncias são anônimas e as informações enviadas serão mantidas sob sigilo. Clique aqui para saber mais.

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Imagem destaque: Ministério da Cultura

Foi lançado na última semana, pelo Ministério da Cultura (MinC), o edital Prêmio Carolina Maria de Jesus de Literatura Produzida por Mulheres 2023, que selecionará 40 obras literárias inéditas escritas por autoras de todo o Brasil. 

As inscrições iniciam nesta quarta-feira (12) e vão até 10 de junho de 2023, de modo online, no site do Mapa da Cultura, do Governo Federal.

>> Clique aqui e confira o edital completo.

As mulheres selecionadas receberão um valor de R$ 50.000,00, como premiação, enquanto forma de promover a literatura brasileira produzida por elas e valorizar autoras nacionais, além de incentivar a qualidade literária por meio de concurso. 

A ação é de autoria da Secretaria de Formação, Livro e Leitura do Ministério da Cultura, por meio da Diretoria do Livro, Leitura, Literatura e Bibliotecas. O prêmio atende aos princípios e às diretrizes do Plano Nacional do Livro e Leitura e da Política Nacional de Leitura e Escrita.

Segundo estudo iniciado em 2003 pelo Grupo de Estudos em Literatura Brasileira Contemporânea da Universidade de Brasília (UnB), o perfil do romancista brasileiro publicado por grandes editoras se manteve por pelo menos 43 anos do mesmo jeito: homem, branco, de classe média, nascido no eixo Rio-São Paulo.

O CPERS, através do seu Departamento de Cultura, compactua com a iniciativa, uma vez que entende a importância de incentivar mulheres brasileiras a contarem suas histórias com suas próprias vozes. 

Iniciativas como a do Ministério da Cultura são importantes para lembrarmos de que mulheres de todo o Brasil existem e resistem, e merecem ter seus trabalhos reconhecidos. O Sindicato incentiva suas sócias, integrantes e simpatizantes a participarem!

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Na manhã desta segunda-feira (10), o CPERS, representado pelo 1º vice-presidente do Sindicato, Alex Saratt, e pelo diretor, Leonardo Preto Echevarria, participaram de reunião, realizada na Secretaria Municipal de Educação de Gravataí, sobre a falta de transporte escolar no município. Desde o início do ano letivo, cerca de 600 estudantes estão sem aulas presenciais devido ao problema.

A iniciativa foi definida após audiência pública na Câmara de Vereadores do município, na última quinta-feira (6), na qual o Sindicato também se fez presente.

Quatro instituições da zona rural de Gravataí são atingidas: EEEF Estado de São Paulo, EEEM Emília Veiga da Rocha, EEEF Santa Tecla e EEEF Frei Veloso.

Durante a reunião desta segunda, ficou estabelecido que a Secretaria Estadual de Educação (Seduc), a 28ª Coordenadoria Regional de Educação (CRE) e a Secretaria Municipal de Educação irão encaminhar, de forma emergencial, a contratação por indenização do transporte escolar. “A princípio ficou definido que uma empresa, que já foi consultada, fará o transporte dos estudantes através desse sistema, o que deve permitir celeridade ao processo”, explica o 1º vice-presidente do Sindicato, Alex Saratt.

Paralelo a isso, uma equipe técnica se reunirá, ainda essa semana, para discutir os roteiros das linhas de ônibus, que também serão emergencialmente contratados, visto que o prazo de adesão ao programa estadual de transporte escolar já foi encerrado. Após, a prefeitura assinará o contrato para os próximos cinco anos.

O CPERS acompanha a situação desde o início e seguirá atento aos próximos passos. “Seguiremos monitorando e pressionando para que a palavra empenhada e os acordos verbalmente firmados sejam cumpridos. Seguiremos vigilantes para que seja garantido a todos os estudantes o acesso às instituições e a garantia ao direito de estudar”, afirma Saratt.

Além dos diretores do Sindicato, participam da reunião representantes da assessoria jurídica do CPERS, da comunidade escolar, parlamentares e da 28ª Coordenadoria Regional de Educação.

>> Leia também: Falta de transporte escolar causa evasão de alunos em escolas de Gravataí

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A luta pela revogação da antirreforma do Novo Ensino Médio – NEM se iniciou antes mesmo que a Lei 13.415 fosse sancionada pelo ex-presidente golpista Michel Temer. Durante a tramitação da Medida Provisória n.º 746/2016, todas as entidades comprometidas com o direito à educação de qualidade – e equidade – se manifestaram contrárias ao apartheid socioeducacional que a legislação propunha e que agora se comprovou nos estados da federação.

Segundo o relatório Education at a glance 2022, da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico – OCDE, o Brasil possui 36% de sua juventude entre 15 e 29 anos fora da escola ou sem ter concluído o ensino básico. A maior taxa entre os países pesquisados! E não foi só a pandemia da Covid 19 que gerou esse exército de excluídos e desalentados (antes da pandemia o percentual girava em torno de 22%). O modelo educacional imposto à etapa do ensino médio, aliado à desestruturação da economia e das políticas sociais, desde o golpe de 2016, são fatores que concorreram pari passu para essa tragédia de nossa juventude.

A vitória de Lula para seu terceiro mandato presidencial revigorou a esperança e a luta social para revogar a Lei 13.415. Por óbvio, a revogação não depende exclusivamente da vontade do governo federal, cabendo ao Congresso aprovar nova legislação. Contudo, é papel do Executivo conduzir o processo democrático de escuta, debate e formulação de uma nova proposta voltada para a superação das desigualdades, para o atendimento universal das matrículas obrigatórias de 15 a 17 anos e de jovens e adultos que não concluíram a educação básica na idade apropriada, e para melhorar a qualidade do ensino à juventude. E esse primeiro passo foi concretizado a partir de duas portarias do Ministério da Educação – MEC, publicadas após muita pressão da comunidade educacional.

A primeira portaria do MEC (n.º 399, de 8/03/2023) instituiu a consulta pública para a avaliação e reestruturação da política nacional de ensino médio. A referida consulta deverá ocorrer num prazo de 90 dias, podendo o mesmo ser prorrogado. Ao final, a comissão de sistematização terá mais 30 dias para produzir e entregar o relatório final ao Ministro da Educação. A outra portaria (n.º 627, de 4/04/2023) suspendeu por até 60 dias, posteriores à conclusão da consulta pública, os prazos da Portaria MEC n.º 521/2021, referentes a (i) implementação dos referenciais curriculares da BNCC e dos itinerários formativos em todos os estabelecimentos de ensino, sobretudo nas redes que ainda não os implementaram; (ii) escolha e distribuição das obras literárias do Novo Ensino Médio – NEM, através da Política Nacional do Livro Didático; (iii) adequação do Sistema de Avaliação da Educação Básica – Saeb ao NEM; e (iv) adequação da matriz curricular do NEM ao Exame Nacional do Ensino Médio – ENEM.

Em meio às portarias supracitadas, o MEC editou em 17/03/2023 a Portaria nº 478, recompondo o Fórum Nacional de Educação – FNE, o qual havia sido destituído em 2017 pela gestão Temer/Mendonça Filho. E o FNE passou a integrar o Grupo de Trabalho criado em âmbito da Secretaria de Articulação Intersetorial e com os Sistemas de Ensino – SAISE/MEC para proceder a consulta pública do NEM, junto com o Conselho Nacional de Secretários de Educação – CONSED, o Conselho Nacional de Educação – CNE e o Fórum Nacional dos Conselhos Estaduais de Educação – FONCEDE.

A Portaria que suspendeu os prazos de implementação do NEM não é a batalha final almejada pelos segmentos sociais que clamam pela revogação da antirreforma do ensino médio, mas é um passo importante para frear vários processos vinculados à reforma – como a vinculação dos referenciais curriculares ao ENEM. E a sociedade civil deve aproveitar esse momento, que coincide com a consulta pública do MEC, para ampliar a mobilização pela revogação da Lei 13.415. Para tanto, será preciso ocupar diversos espaços de debates e envolver todos os atores possíveis – academia, parlamentos, sindicatos, imprensa, entidades estudantis e sociais –, a fim de disputar a narrativa em prol das mudanças que consideramos necessárias no ensino médio.

As posições da CNTE pela revogação da antirreforma do ensino médio constam em diversas publicações, artigos, notas públicas e resoluções de instâncias deliberativas da Confederação, todas disponíveis no site www.cnte.org.br. A última foi ratificada na 4ª Plenária Intercongressual da CNTE, realizada entre 17 e 20 de março de 2023, em Brasília, na qual foi aprovado um calendário de mobilizações com GREVE NACIONAL DA EDUCAÇÃO, em 26 de abril, e MARCHA DA EDUCAÇÃO EM BRASÍLIA, em 5 de outubro. As pautas centrais dessas mobilizações são a revogação da Lei 13.415 e da BNCC, além da luta por piso e carreira para os profissionais da educação.

Para orientar a luta de suas afiliadas em parceria com outras entidades que defendem a revogação da antirreforma do ensino médio, a CNTE propõe que sejam realizadas audiências públicas em todas as casas legislativas do país (Câmaras de Vereadores, Assembleias Legislativas, Câmara dos Deputados e Senado Federal), debates escolares e em centros comunitários, entrevistas em rádios, televisões e blogs, intervenções nas redes sociais (YouTube, Twitter, WhatsApp, Instagram etc), enfim, que sejam ocupados todos os lugares possíveis para discutir os efeitos do NEM nas redes públicas de ensino e nas comunidades locais. É preciso mostrar com clareza os efeitos deletérios da Lei 13.415 nos índices de evasão escolar e de exclusão da juventude, a (des)organização das redes públicas de ensino com fechamento de turmas diurnas e de escolas noturnas, o aumento de jovens que não estudam e nem trabalham em cada região, o intenso processo de privatização da oferta pública escolar, a desprofissionalização da carreira docente para ministrar os “novos” conteúdos curriculares, a fragilização dos currículos nas escolas públicas e as consequências para a formação dos/as filhos/as da classe trabalhadora, inclusive para acessar as universidades públicas, entre outros. A CNTE também disponibilizará em parceria com as entidades do FNPE uma minuta de projeto para substituir a Lei 13.415, a fim de que seja debatida e aperfeiçoada pela sociedade.

Entre os dias 24 e 28 de abril, a CNTE e suas afiliadas promoverão a 24ª Semana Nacional em Defesa e Promoção da Educação Pública, e entre os temas em debate está a revogação da antirreforma do ensino médio, com a entrega de abaixo-assinado de parlamentares de todo o Brasil ao Ministro da Educação no dia 24, na sede do MEC, em Brasília. Consulte o calendário da Semana de Educação no site da CNTE e participe!

Brasília, 10 de abril de 2023
Diretoria da CNTE

Fonte: CNTE

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Nesta quinta-feira (6), a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) lançou uma nota criticando o projeto do governo Leite (PSDB) de reajuste para a educação, aprovado na última terça (4), na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul.

No texto, a CNTE ressalta que a total exclusão dos funcionários(as) escolares do reajuste anual, assim como de aproximadamente 30% de professores(as) aposentados(as), é algo inadmissível para quem pretende investir na qualidade da educação pública e valorizar seus profissionais.

Confira, abaixo, a íntegra da nota:

Nota em defesa da valorização de todos/as os/as profissionais da educação do estado do Rio Grande do Sul

O projeto de lei do Governador Eduardo Leite prevendo a recomposição salarial para os/as trabalhadores da educação pública estadual do Rio Grande do Sul, aprovado no último dia 4 de abril na Assembleia Legislativa, deixou de fora mais de 50 mil professores/as e funcionários/as da educação, entre ativos e aposentados, e agravou a quebra da isonomia nas carreiras dos profissionais da educação ao escalonar diferentes percentuais de reajuste aos servidores.

Lamentavelmente, mais uma vez, o Governo Leite utiliza uma importante política pública para transformá-la em falso marketing para a sociedade, pois, na prática, o que o governo promoveu foi o desmonte dos planos de carreira dos/as educadores/as públicos/as gaúchos/as, os quais continuam entre os mais desvalorizados do país.

A total exclusão dos/as funcionários/as escolares do reajuste anual, assim como de aproximadamente 30% de professores/as aposentados/as, é algo inadmissível para quem pretende investir na qualidade da educação pública e valorizar seus profissionais. Não bastasse isso, o reajuste governamental de 9,45% – abaixo do percentual do piso nacional do magistério, que foi de 14,95% – só beneficiará cerca de 30% dos docentes ativos. A maioria terá recomposição nula ou abaixo da inflação.

Outras artimanhas da política salarial do Governo referem-se ao congelamento de todas as gratificações e parcelas autônomas, que ficaram sem reajuste, e à incorporação das parcelas de irredutibilidade (vantagens temporais como triênios), que foram abatidas do percentual de reajuste. E essa medida penalizou em maior grau os/as servidores/as mais antigos, configurando outra quebra de isonomia e rebaixamento do plano de carreira do magistério.

As atuais medidas injustas e desproporcionais do Governo Leite se somam a outras recentes impostas aos servidores públicos do Estado, especialmente aos da educação, a exemplo do confisco na alíquota previdenciária que aumentou para 14% (com impacto extremamente gravoso para aposentados/as e pensionistas) e do excludente reajuste concedido em 2022. São políticas que rebaixaram ainda mais o poder de compra da grande maioria dos/as profissionais da educação, que há tempos se endividam por meio de empréstimos bancários para honrar as contas básicas do mês.

Diante desta esdrúxula política salarial do governo do Rio Grande do Sul, a CNTE reforça sua campanha em defesa do piso e das diretrizes de carreira para os/as profissionais da educação, e reforça a convocação dos/as educadores/as gaúchos/as para a Greve Nacional da Educação, dia 26 de abril, que também reivindicará a revogação da antirreforma do ensino médio e a valorização de todos/as os/as profissionais da educação.

Todo apoio à luta dos/as educadores/as gaúchos/as que reivindicam:

✓ Reajuste de 14,95% a todos/as os/as docentes da carreira, ativos e aposentados, mesmo percentual que atualizou o piso nacional do magistério!
✓ Aplicação do percentual de 14,95% às parcelas autônoma e de irredutibilidade!
✓ Extensão do reajuste para os/as Funcionários/as da Educação!

Brasília, 6 de abril de 2023
Diretoria da CNTE

Fonte: CNTE

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Nesta quarta-feira (5), foi realizada uma Audiência Pública, na Câmara Municipal de Gravataí, para tratar sobre a falta de transporte escolar no município.

Quase dois meses, após o início do ano letivo, cerca de 600 alunos(as) ainda são prejudicados(as) pela impossibilidade de chegar às escolas para acompanhar as aulas. Muitos estudantes têm que recorrer a ajuda da comunidade com caronas, ou ainda ter que caminhar cerca de 5 km.

Quatro instituições da zona rural de Gravataí são atingidas pelo problema e participaram do encontro: EEEF Estado de São Paulo, EEEM Emília Veiga da Rocha, EEEF Santa Tecla e EEEF Frei Veloso.

Representando o CPERS, compareceram à audiência o 1º vice-presidente do Sindicato, Alex Saratt, o diretor, Leonardo Preto Echevarria, e a diretora do 22º Núcleo (Gravataí), Letícia Gomes. A proponente do encontro foi a vereadora Anna Beatriz (PSD).

O 1º vice-presidente, Alex Saratt, destaca a importância da participação da comunidade escolar para pressionar o governo, exigindo o cumprimento dos diretos dessas crianças e jovens, que estão sendo impedidos de frequentar a escola.

“É uma vergonha, a política irresponsável do governo faz com que os estudantes deixem de acompanhar as aulas. O CPERS está atentamente acompanhando este debate do transporte escolar, apoiando a iniciativa da comunidade e pressionando para a breve resolução do problema”, explica.

Na última sexta-feira (31), o Sindicato visitou a EEEF Estado de São Paulo, que fica no bairro Morungava, zona rural do município. A escola tem condições e estrutura para atender mil alunos(as), mas, atualmente, apenas 300 conseguem ir à aula, devido à falta de transporte escolar para todos(as).

De acordo com o diretor da instituição, Ricardo Britz, o prejuízo sofrido por essas crianças é inestimável. “Há quatro anos, todos os vereadores aqui dessa casa foram lá nos pedir votos e, agora, quando mais precisamos, estamos sozinhos. Os alunos estão sem transporte e por isso sem aulas. O Estado e o Município estão se digladiando e ninguém resolve o prejuízo dessas crianças, que estão em casa e não conseguem ir para a escola”.

Ricardo ainda completa: “Nós precisamos de providências urgentes para essa questão do transporte escolar, que ainda não está funcionando. Tem dinheiro, mas não tem quem gerencie e o Estado não determina quem é que vai transportar estas crianças das escolas estaduais”.

“O governo Leite não tem responsabilidade nenhuma com a comunidade escolar, em especial com o meio rural. Já estamos em abril e a Seduc ainda não teve a capacidade de assegurar o transporte escolar para as crianças e adolescentes da região. O Estado quer terceirizar sua responsabilidade e obrigar os municípios a aderirem ao Programa Estadual de Apoio ao Transporte Escolar. É uma vergonha, já estamos em abril e a solução ainda está longe de acontecer”, afirma o diretor do CPERS, Leonardo Preto Echevarria.

O Conselho Tutelar também se fez presente na audiência, assim como a Comissão de Educação da Assembleia Legislativa, e dezenas de mães, pais e estudantes.

Na próxima segunda-feira (10), haverá uma nova reunião, na sede da Seduc, em Porto Alegre, com a presença de representantes da comunidade escolar, CPERS, 28ª CRE, Secretaria Municipal de Educação de Gravataí, OAB, Comissão de Educação da ALRS e do Conselho Tutelar. O objetivo do encontro é para que seja definido, categoricamente, o que será feito para que esses estudantes consigam chegar em segurança nas suas escolas.

O CPERS continuará pressionando o governo para que cumpra com a Lei e garanta o acesso à educação, e que essas crianças e jovens não tenham nenhum direito a menos!

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Com o tema “Democracia Viva, Educação Presente”, o CPERS realiza, nos dias 26, 27 e 28 de maio, seu XI Congresso Estadual, no Fundaparque, em Bento Gonçalves.

Confira abaixo o cronograma de prazos para a participação no evento: 

▶️ Inscrição e envio das teses: até o dia 10 de abril de 2023 (a entrega do arquivo deve ser feita em um pendrive ou via e-mail: secgeral@cpers.org.br); 

▶️ Envio das resoluções para reprodução: até o dia 12 de maio de 2023 (a entrega do arquivo deve ser feita em um pendrive ou via e-mail: secgeral@cpers.org.br); 

▶️ Entrega das resoluções, sem reprodução, diretamente no local do Congresso: até o dia 26 de maio de 2023 (a entrega do arquivo deve ser feita em um pendrive ou via e-mail: secgeral@cpers.org.br); 

▶️ Realização das Assembleias Regionais para Eleição de Delegados(as): de 17 de abril a 10 de maio de 2023;

Obs.: cada Núcleo deverá comunicar a Direção Central a data, horário e local, com antecedência de até 5 (cinco) dias antes da realização da Assembleia Regional, dando ampla divulgação aos(às) sócios(as).

▶️ Envio do Formulário de Inscrição, cópia da Ata e da Lista de Presença: até 3 (três) dias após a realização da Assembleia Regional;

▶️ Clique aqui e acesse o regulamento do XI Congresso Estadual do CPERS.

▶️ E clique abaixo para acessar os seguintes documentos: 

>> Distribuição de vagas por Núcleo
>> Fórmula de cálculo da proporcionalidade para a distribuição das vagas na eleição dos delegados(as)
>> Orientações aos Núcleos do CPERS

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