Falta de transporte escolar causa evasão de alunos em escolas de Gravataí


Na última sexta-feira (31), o CPERS, representado pelo 1º vice-presidente, Alex Saratt, e o diretor, Leonardo Preto Echevarria, estiveram na EEEF Estado de São Paulo, em Gravataí, que está sofrendo com a evasão de alunos(as) por falta de transporte. A escola tem estrutura em dia para atender mil estudantes, mas, atualmente, apenas 300 conseguem frequentar as aulas.

A instituição, localizada na região rural do município, que fica no bairro Morungava, sofre com o descaso do governo há pelo menos quatro anos. De acordo com o diretor da escola, Ricardo Britz, são cerca de 10 a 15 km que estão sem linha de ônibus. “O direito da criança ao acesso livre à escola não está sendo respeitado, em função de não ter linhas de ônibus para atendê-las”, afirma.

Os alunos(as) tinham duas opções: não frequentar a escola ou ir em um ônibus lotado, tendo a sua segurança colocada em risco. “A política irresponsável do governo faz com que os estudantes deixem de frequentar a aula. Antes, eram obrigados a frequentar em condições de superlotação dos transportes, que oferecia risco para a vida dessas crianças”, explica o 1º vice-presidente do CPERS, Alex Saratt. 

Atualmente, 120 estudantes estão sendo transportados, mas 150 estão na lista de espera, no aguardo de uma vaga no transporte escolar. Destes, 70 ainda conseguem ir à aula, seja por meio de carona ou tendo que caminhar cerca de 3 a 5 km todos os dias. Mas 80 crianças deixaram de frequentar a escola, pois não têm outro meio de ir à aula. Essa é a prioridade na educação que o governo Eduardo Leite (PSDB) prometeu em sua campanha?

Outra problemática é quanto à evasão escolar, que pode resultar na municipalização da instituição, política adotada fortemente pelo atual governo para não cumprir com suas obrigações com o ensino público e que causa a insegurança em professores(as) e funcionários(as), pois correm o risco de perderem seus empregos.

“O Estado não está atendendo e a Coordenadoria está fazendo vistas grossas, não quer enxergar este problema. E ainda culpa a escola e os professores(as) por falta de aluno na escola, enquanto a gente sabe que o problema é o transporte”, explica o diretor da escola.

Atualmente, há uma licitação em andamento para que estes 150 alunos(as) sejam atendidos, mas segundo informações do 22º Núcleo do CPERS, além da Estado de São Paulo, as seguintes instituições, também de Gravataí, sofrem deste mesmo problema: EEEF Santa Tecla, EEEM Frei Veloso e EEEM Emília Veiga da Rocha.

Nesta quarta-feira (5), às 19h, será realizada uma Audiência Pública, na Câmara de Vereadores do município, para discutir a atual situação do transporte escolar na cidade e as mudanças que serão implementadas pelo Poder Executivo. O CPERS estará presente para pressionar os vereadores(as) para que garantam o direito de acesso à escola com segurança.

 

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