O Agosto Lilás, campanha nacional criada em 2022, institui este mês como um período de conscientização em alusão à criação da Lei Maria da Penha, sancionada em 2006 com o objetivo de garantir proteção às mulheres vítimas de violência doméstica e familiar.
Maria da Penha é uma farmacêutica e ativista cearense que se tornou símbolo da luta pelo fim da violência contra as mulheres. Em 1983, ela foi vítima de uma tentativa de feminicídio que a deixou paraplégica. Após o tratamento, ao retornar para casa, sofreu uma nova tentativa de assassinato, quando o então marido tentou eletrocutá-la.
Foi a partir desses episódios que Maria da Penha reuniu forças para denunciar o seu agressor. No entanto, ao buscar ajuda, encontrou um cenário de descrença, deslegitimação e omissão por parte das instituições públicas, realidade que, infelizmente, ainda é vivida por milhares de brasileiras.
Somente em 2025, o Brasil registrou 1.568 vítimas de feminicídio, uma média superior a quatro mulheres assassinadas por dia, além de mais de 83 mil casos de estupro, segundo os dados mais recentes do Fórum Brasileiro de Segurança Pública. Ainda assim, grande parte das vítimas não denuncia formalmente seus agressores.
De acordo com o estudo Visível e Invisível: a Vitimização de Mulheres no Brasil (FBSP e Datafolha, 2025), 37% das vítimas não tomam nenhuma atitude após sofrerem a agressão, apenas 14% procuram uma delegacia e somente 5% recorrem ao Disque 180.
Nesse contexto, a Lei Maria da Penha tornou-se um marco histórico na defesa da vida das mulheres. O Agosto Lilás fortalece essa mobilização ao ampliar a conscientização da sociedade, divulgar os diferentes tipos de violência de gênero, incentivar o acesso às medidas protetivas e fortalecer a rede de atendimento e acolhimento às vítimas.
O CPERS, por meio do seu Departamento de Mulheres, em nome de todas as professoras, funcionárias de escola, estudantes e demais integrantes da comunidade escolar, adere ao Agosto Lilás e soma forças à mobilização permanente pelo fim da violência de gênero.
Seguiremos sensibilizando a sociedade gaúcha por meio de uma educação comprometida com a igualdade, o respeito e a defesa da vida das mulheres. Avante, educadoras! Estamos juntas!
Em caso de violência, denuncie. Ligue 180.




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