CPERS visita escolas afetadas pelas enchentes em Montenegro


A diretora do CPERS, Sônia Solange, visitou Montenegro, cidade que abrange o 5º Núcleo do Sindicato, nesta quarta-feira (26). Ela esteve em escolas afetadas pelas enchentes de maio e junho no Rio Grande do Sul. Algumas instituições ficaram submersas durante a catástrofe, enquanto outras funcionaram como abrigos, fornecendo refeições e acolhendo famílias desabrigadas.

A primeira escola visitada foi a EEEF Aurélio Porto, diretamente atingida pelas enchentes. A água chegou a atingir mais de um metro dentro do prédio, deixando o imóvel submerso e comprometendo uma série de equipamentos.

“Eles conseguiram se recuperar por conta da gestão da escola, que é extremamente competente. A direção se virou por conta própria para recuperar as perdas, com a comunidade e empresários locais, enquanto o governo não fez nenhuma ação até agora”, conta a diretora do CPERS, Sônia Solange.

Os relatos das(os) profissionais que trabalham na Aurélio Porto foi o mesmo: um trabalho muito exaustivo e árduo, com muitas demandas. Ainda assim, a instituição recebeu muitas doações, que visam a reconstrução de uma escola ainda mais forte e unida.

Além disso, a diretora do CPERS visitou a EE Técnica São João Batista e a EEEM Delfina Dias Ferraz, também localizadas em Montenegro. De acordo com a prefeitura da cidade, estima-se que 11 mil pessoas foram afetadas pelas enchentes de maio no município. Além disso, a água atingiu mais de 11 metros, acima de qualquer outro registro feito anteriormente.

Apesar de não ter sido diretamente afetada, a EE Técnica São João Batista acabou envolvida na catástrofe climática. A direção da escola ficou responsável por produzir refeições diárias para pessoas que foram acolhidas em abrigos, além de fornecer comida para voluntários e funcionários da Defesa Civil.

“As escolas que nós visitamos foram afetadas pelas enchentes, seja na estrutura, ou contribuindo voluntariamente com refeições. Não tem nenhuma ação do governo voltada para ajudar essas escolas e, por isso, elas tiveram que tomar iniciativas próprias”, explica Sônia.

Ainda nesta quarta-feira (26), o 5º Núcleo do CPERS promoveu a palestra “Alternativas e Soluções para Minimização dos Efeitos das Cheias na Bacia do Rio Caí”, com o biólogo e presidente do Comitê de Gerenciamento da Bacia Hidrográfica do Rio Caí, Rafael Altenhofen. O evento foi realizado na EEEM Delfina Dias Ferraz e tinha como propósito ser um espaço de debate para conscientizar as pessoas sobre a catástrofe climática, além da população se apropriar do assunto para ajudar a comunidade.

Foi debatida a necessidade de políticas públicas voltadas para ações de enfrentamento e prevenção, para que essas áreas não sejam tão afetadas como na catástrofe de 2024. Além disso, foram pautadas maneiras de contribuir para aquelas famílias e instituições que perderam tudo ou grande parte de seus pertences nas enchentes.

“Nosso evento foi de extrema importância. Como sindicato, nós sabemos que é um momento muito delicado, e todo apoio é válido. Por isso, a gente está tentando levar isso para o nosso povo e os nossos colegas. Saímos do evento com um grupo para realizar atos para ajudar a população a saber mais detalhes sobre a situação”, explica Elisabete de Vargas Pereira, diretora do 5º Núcleo.

Desde o início da catástrofe climática, o CPERS tem disposto sua sede e as sedes dos núcleos como espaços de acolhimento e ponto de coleta de doações para famílias afetadas pelas enchentes. O Sindicato também lançou a campanha “Pés Quentinhos”, mobilizou as funcionárias(os) de escola e professoras(es) aposentadas(os) dos 42 núcleos do CPERS para confeccionar peças que serão doadas para as crianças atingidas pelas enchentes. Além disso, pela campanha “Esperança nas Estantes”, o Sindicato tem recebido doações de livros infantis e infantojuvenis para as instituições atingidas pelas enchentes.

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