2 anos do golpe: CPERS segue firme em defesa da Democracia


Há exatos dois anos o Brasil sofria um duro golpe em sua democracia. E até hoje o povo segue sentindo as consequências através da contínua retirada dos direitos sociais e trabalhistas, com a aprovação da terceirização e da reforma trabalhista; da Emenda Constitucional 95, que congelou por 20 anos as verbas das políticas sociais, do sucateamento da educação e da saúde pública. Além da entrega da soberania do país ao capital e às empresas multinacionais.
A perda de direitos também passa pela Medida Provisória nº 746, já aprovada na Câmara dos Deputados e encaminhada ao Senado Federal que, de modo autoritário, altera toda a estrutura do Ensino Médio no país, sem debate nem com os educadores e educadoras nem com os estudantes e tampouco com a sociedade em geral.
Os direitos sociais também estão sendo usurpados pela proposta de Reforma da Previdência (PEC 287/2016), que fará o trabalhador brasileiro trabalhar até morrer e que põe fim à aposentadoria especial do magistério.
A seletividade e a perseguição cada vez maiores deixam evidente o estado policialesco a que estamos submetidos desde o processo de impeachment.
Para os educadores e educadoras, o impacto das medidas do golpe na área da educação abre o caminho para a precarização e a privatização da educação pública no país. As conquistas arduamente alcançadas no último período correm sério risco de serem extintas.
Diante de todos os ataques, o CPERS manteve-se firme na defesa dos direitos de todos os trabalhadores e trabalhadoras.
Nos manteremos firmes na luta pela reconquista da democracia e pelo respeito a um dos seus princípios mais caros, que é o poder soberano do voto.

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