Valorizar a memória, construir o futuro: um ano da greve da educação


O grande Paulo Freire, em Pedagogia da Esperança, afirmava que “ninguém caminha sem aprender a caminhar, sem aprender a fazer o caminho caminhado, refazendo e retocando o sonho pelo qual se pôs a caminhar”.

Há exato um ano, no dia 18 de novembro de 2019, os educadores(as) gaúchos deflagravam uma das maiores e mais simbólicas greves da história do CPERS. E se puseram a caminhar.

Com apoio massivo da sociedade, enraizamento em todo o estado, atos imensos, mais de 300 moções de apoio de Câmaras Municipais e o engajamento de 1,5 mil escolas, a luta coletiva em defesa da educação abalou as estruturas de poder e encantou mentes e corações.

Contra um governo protegido pela maior base de deputados desde a redemocratização, a mídia hegemônica e uma conjuntura internacional de ataques à classe trabalhadora, ousamos sonhar e dar exemplo de resistência.

A caminhada da categoria abriu caminho para o que parecia impossível diante da correlação de forças.

O governo recuou diversas vezes, elevou os valores previstos na tabela de subsídios, incluiu regras de transição, reduziu alíquotas de ativos e foi derrotado na intenção de congelar salários e transformar o piso em teto.

Se é verdade que o movimento não impediu a aprovação do pacote, tampouco Eduardo Leite (PSDB) conseguiu executar seus planos iniciais. Ainda assim, sofremos o maior conjunto de ataques a direitos do período recente.

Seguimos na luta, trabalhando para combater outros ataques em curso, reconquistar direitos suprimidos – como o cruel confisco dos aposentados(as) – e honrar a bravura desta categoria. Avante educadores(as), de pé!

   

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