
Foto: Rádio Gaúcha
A insegurança e o medo de arrombamentos, assaltos e depredações têm feito com que várias escolas de Porto Alegre fechem as portas por vários períodos durante o ano e, atualmente, antecipem as férias dos estudantes. Sem nenhum amparo do governo Sartori (PMDB) para impedir que os atos de violência voltem a ocorrer, estas têm sido as únicas formas encontradas pelas instituições para lidar com este grave problema.
Um dos últimos casos ocorridos na capital foi o da Escola Estadual de Ensino Fundamental Erico Veríssimo, localizada na zona leste de Porto Alegre, atacada por ladrões. O que não foi levado, foi destruído. “Das 40 salas, entraram em umas 30. Tudo o que passava pelo buraco da janela foi levado. O que não levaram destruíram com pó químico dos extintores do prédio. Os professores estão em estado de choque”, relatou a vice-diretora Marisa Almeida.
A instituição já havia fechado as portas várias vezes este ano por conta dos tiroteios por causa do tráfico de drogas desde novembro do ano passado. Em março, moradores gravaram vídeo de uma troca de tiros que durou 20 minutos. A 15ª delegacia, que coordena o trabalho, já registrou 23 homicídios ligados ao tráfico na sua área de atuação neste ano. As férias dos alunos começariam nesta quarta-feira, mas foram antecipadas.
Outra escola que sofre com o descaso do governo é a Escola Estadual Mariz e Barros, localizada no bairro Mario Quintana, que decidiu reduzir as aulas nesta terça-feira, dia 19, após criminosos assaltarem professoras e efetuarem disparos de arma de fogo em frente à instituição de ensino, na tarde dessa segunda-feira. As aulas ocorrerão durante duas horas nos turnos manhã e tarde e serão suspensas no turno da noite.
Até quando, Sartori?
As duas escolas citadas são apenas alguns exemplos dos inúmeros casos de insegurança nas instituições de ensino público do Estado. Estudantes, professores, funcionários, pais e comunidade escolar estão a mercê de um governo que não demonstra preocupação com a integridade física de todos que compõem o grupo escolar.
A Direção Central do CPERS acompanha está triste realidade das escolas e vem, incessantemente, exigindo que o governo Sartori (PMDB) tome todas as providências necessárias para garantir a segurança dos educadores e dos estudantes. Não é possível que este cenário continue se propagando sem ações efetivas por parte do governo, que é quem tem a obrigação de impedir a violência nas escolas.
O Sindicato lembra a todas as direções das escolas que a entidade possui um Departamento Jurídico, que está à disposição para auxiliar no que for necessário.

Foto: Rádio Gaúcha

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