Rede de Trabalhadoras da Educação lança Observatório da Igualdade de Gênero


De 23 a 26 de julho, pelo menos 100 educadores – em sua maioria, mulheres – de 18 organizações filiadas à Internacional da Educação América Latina (IEAL), estão reunidos em San José, capital da Costa Rica, para o Encontro Regional da Rede de Trabalhadoras da Educação.

Durante o evento, as educadoras compartilham experiências e apresentam a situação dos direitos das mulheres e da igualdade de gênero em seus países, além de analisar os cenários políticos.

Representando o CPERS, participam do encontro a presidente do Sindicato, Helenir Aguiar Schürer, a secretária-geral Suzana Lauermann, a tesoureira Rosane Zan e as diretoras Carla Cassais, Sandra Régio, Sonia Solange Viana e Vera Lessês.

Observatório e workshops

No primeiro dia do encontro, a oficial de gênero da OIT para a América Central, Panamá, República Dominicana e Haiti, Larraitz Lexartza, fez uma apresentação sobre a Convenção 190 da OIT. A ratificação desse convênio é promovida pela IEAL por meio de uma campanha.

Já no segundo dia, a Rede lançou o Observatório de Igualdade de Gênero “Sumemos Igualdad” (Adicionemos Igualdade), página na internet cujo objetivo é dar visibilidade às informações sobre as condições do trabalho das profissionais da educação da América Latina. O observatório está dividido em três temas: igualdade de gênero no mundo do trabalho, avanços e retrocessos nos direitos trabalhistas e direitos das mulheres no trabalho educacional.

“Com isso, avançamos para a igualdade de gênero, relatando a participação e liderança das mulheres nos sindicatos de educação, destacando seu trabalho na educação, vida familiar e organização política”, explica a Rede, em mensagem no site.

Foram promovidos, ainda, dois workshops: 1) ”A opinião pública também é nossa: comunicação para mulheres sindicalistas” e 2) “Tocar, dançar e cantar na perspectiva sindicalista”.

O primeiro forneceu aos participantes ferramentas básicas de comunicação para professores posicionarem seus problemas e agendas dentro e fora das organizações e gerar reflexões; e o segundo mostrou o potencial da música em espaços de protesto social.

Para o último dia do evento está prevista uma exposição relacionada com a campanha da IEAL “¡Por la Pública! Escola Criamos” , que se opõe à privatização da educação e ao comércio educacional e busca reivindicar maior financiamento do Estado para a educação pública, pelo Observatório Latino-Americano de Políticas Educacionais (OLPE).

Antes do encerramento da atividade, o Escritório Regional fará o lançamento oficial do volume 9 da Revista RED, que este ano trata da sobrecarga de tarefas da mulher e aos desafios da conciliação de trabalho e vida familiar.

Conjuntura Nacional

Ainda no segundo dia do encontro, Berenice D’arc, secretária de Relações de Gênero da CNTE, apresentou o painel “Conjuntura Política e o Papel das Mulheres no Brasil” e falou da renovação da esperança que a eleição de Lula (PT) trouxe às mulheres brasileiras e latino-americanas.

Como exemplo de ações implementadas, citou a recriação do Ministério das Mulheres, a retomada para ratificação da Convenção 190 (sobre violência e assédio no trabalho) da Organização Internacional do Trabalho (OIT) e a sanção da Lei 14.611, que trata da igualdade salarial entre homens e mulheres.

Sobre a Rede de Trabalhadoras da Educação

Desde 2005, a Rede é uma estrutura de trabalho conjunto formada pelo Comitê Regional da IEAL, para o fortalecimento dos sindicatos por meio da implementação de políticas sindicais que promovam a participação e militância das professoras. A iniciativa se sustenta no fato de que as organizações sindicais da educação são constituídas por, pelo menos, 70% de mulheres.

Fonte: CNTE

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