Por 46 votos a 19, Senado aprova urgência e governo Temer quer votar reforma trabalhista no dia 11


Com 46 votos favoráveis e 19 contrários, os senadores governistas aprovaram nesta terça-feira (4) o pedido de urgência para acelerar a tramitação do PLC 38/2017 que trata da Reforma Trabalhista do governo ilegítimo de Michel Temer (PMDB). A proposta terá a discussão iniciada na sessão desta quarta-feira (5) e votação final em plenário na próxima terça-feira (11).
Apesar do incansável trabalho da bancada de oposição – composta por parlamentares do PT, PCdoB, PDT, PSOL, Rede, parte do PSB e alguns senadores do PMDB -, para barrar a matéria, parlamentares governistas aprovaram na íntegra o texto do relator Ricardo Ferraço (PSDB/ES). O senador tucano apresentou aos seus pares o relatório sem nenhuma alteração vindo da Câmara dos Deputados.
A bancada governista afirma que Temer mandará medida provisória “corrigindo” alguns pontos.
Caso seja aprovada, a matéria seguirá para sanção da Presidência da República, que hoje é ocupada pelo primeiro presidente denunciado por corrupção no exercício do cargo.

Oposição não desiste

A oposição – que tentará obstruir a votação – insistiu na suspensão do projeto, argumentando que o presidente Michel Temer está sendo denunciado pela Procuradoria-Geral da República. “Ele pode não ser presidente daqui a 15 dias. Estamos discutindo uma reforma trabalhista aceitando um acordo com esse presidente”, disse o líder do PT no Senado, Lindbergh Farias (RJ).
Segundo Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM), há uma “unanimidade” na Casa quanto à necessidade de promover mudanças no texto. “Não há uma alma neste Senado Federal, uma senadora, um senador, que tenha coragem de defender o projeto na íntegra”, afirmou.
Ela voltou a criticar o relator nas comissões de Assuntos Econômicos e de Assuntos Sociais, Ricardo Ferraço (PSDB-ES), que “simplesmente abriu mão de sua tarefa e passou a recomendar ao presidente da República que promovesse alguns vetos e editasse medidas provisórias”. Segundo a senadora, na carta-compromisso encaminhada na semana passada Temer “apenas enrola”.
“Esse projeto não vai gerar um emprego a mais”, disse Lindbergh. “Criamos 22 milhões de empregos com essa atual legislação”, acrescentou. “Só a base do governo apresentou 85 emendas”, lembrou Paulo Paim (PT-RS).

Mobilização

O presidente da CUT, Vagner Freitas, destacou que os senadores “dizem que o que os deixa com medo é justamente a pressão nas bases. Então, a ideia é justamente furar o bloqueio e mostrar a indignação dessas bases”. Por isso, fazer chegar a opinião de cada cidadão, em especial para os senadores indecisos, é fundamental.

Fonte: CUT/RS

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