Plenária mobiliza comunidade da EEEF São Francisco de Assis para a luta


Nesta segunda-feira (4), a diretora Sandra Regio conversou com educadores(as), estudantes e comunidade escolar da instituição São Francisco de Assis, no bairro Santana, na capital, sobre as consequências do pacote de maldades do governo Eduardo Leite, que visa alterar o Plano de Carreira, a Previdência e o Estatuto dos Servidores (Lei 10.098).

O público, atento, acompanhou as explicações dos advogados Douglas Ambrozi e Emeline Baldessari, da assessoria jurídica do CPERS, representada pelo escritório Buchabqui e Pinheiro Machado.

Sandra fez uma breve análise dos ataques do governo aos educadores e a educação pública. “Estamos atravessando um dos piores momentos da história. Esse governo ao invés de abrir está fechando escolas e tentando retirar nossos direitos tão bravamente conquistados”, observou.

Ela também falou da importância da união e da resistência da categoria para barrar os projetos de Leite. “Nesse momento que precisamos de todos na luta. Esses projetos não passarão se todos estiverem unidos. Precisamos dos pais, dos estudantes e da comunidade escolar”, destacou.

O advogado Douglas enumerou os principais pontos que atingirão a categoria, entre eles: perda de gratificações (triênios e quinquênios), reajuste zero por tempo indeterminado, fim da incorporação de gratificações para a aposentadoria, aumento da contribuição para a aposentadoria e redução nos adicionais de unidocência.

“As férias a que hoje professores têm direito, de 45 dias, passarão para 30 dias. Isso ocorrerá para que o governo não pague 1/3 de férias conforme deve. Além de pagar menos retirando vantagens, o governador quer que os educadores trabalhem mais”, frisou.

O achatamento da carreira também foi destacado pelo advogado. Hoje, a diferença do salário básico, entre o topo e o inicio de carreira, é de 200%. Se aprovado o projeto, cairá para 52%. “Essas mudanças atingem os educadores, mas também, indiretamente, os alunos. Os professores vão acabar não se qualificando, já que isso não vai mais interferir no valor que vão receber”, afirmou.

Emeline falou sobre as gratificações e vantagens, que passam a integrar o Piso. “O governo vai retirar das gratificações e vantagens para pagar o Piso, ou seja, vocês vão custear do próprio bolso o pagamento do Piso”, explicou.

Conforme deliberação da Assembleia Geral, 72 horas após o governo protocolar os projetos na Assembleia Legislativa, a categoria entrará em greve.

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