Nota de repúdio a prisão do líder do MTST Guilherme Boulos


O CPERS repudia a prisão arbitrária do líder do Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto (MTST) Guilherme Boulos, que foi detido pela Polícia Militar de São Paulo, na manhã de hoje (17), após tentar, de forma pacífica, mediar uma solução que evitasse o conflito durante a ação de reintegração da Ocupação Colonial, na região de São Mateus, zona leste de São Paulo. A PM alegou desobediência para justificar a prisão. Arbitrariamente, também citou a participação de Boulos em atos contra o governo Temer, mostrando clara perseguição política aos movimentos sociais.
As cerca de 700 famílias da Ocupação Colonial queriam o adiamento da reintegração para que pudessem ser inscritas em programas de habitação da prefeitura. Uma ação do Ministério Público que também pedia o adiamento foi ignorada pela PM, antes mesmo de ser apreciada pela Justiça.
Esta é a primeira reintegração de posse executada na gestão do prefeito João Doria (PSDB), que afirmou diversas vezes que não iria tolerar ocupações.
Ainda detido, Boulos afirma foi uma prisão política. “Foi uma prisão política, evidente. Alegaram incitação à violência. Eles despejam 700 famílias com violência, e eu que incitei?”, questiona o líder do MTST.
O CPERS presta sua total solidariedade a Guilherme Boulos e a todas as 3000 pessoas que perderam suas casas na reintegração de posse. Mais do que nunca, é necessário reforçar a luta pelo fim da criminalização dos movimentos sociais. Moradia é um direito e a livre manifestação do povo também.

Foto: Jorge Ferreira/Mídia Ninja

 

 

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