Não venda a minha escola: CPERS entrega ofício ao governo e exige suspensão do leilão de 98 escolas estaduais


Na manhã desta sexta-feira (12), a Direção Central do CPERS e representantes do Conselho Geral do Sindicato estiveram no Palácio Piratini para entregar um ofício à Casa Civil solicitando o cancelamento do leilão das 98 escolas da rede estadual, previsto para o dia 26 deste mês.

A iniciativa foi deliberada na reunião do Conselho realizada na noite de quinta-feira (11), quando foram definidas as estratégias de mobilização e enfrentamento ao processo de privatização da educação pública gaúcha. A deputada estadual, Sofia Cavedon (PT), acompanhou a ação.

>> Confira a íntegra do ofício

A presidente do Sindicato, Rosane Zan, realizou a entrega do documento à chefe de gabinete da Casa Civil, Flávia Frey. O ofício é direcionado ao secretário-chefe da Casa Civil, Ranolfo Vieira Júnior, ao qual o Sindicato fez um pedido de auto-agenda para a próxima semana, diante da gravidade e iminência do leilão. 

Caso seja mantido, o leilão entregará à iniciativa privada a gestão da infraestrutura de 98 escolas da rede estadual do Rio Grande do Sul, por meio de Parcerias-Público-Privadas (PPPs) com contratos de 25 anos. Para o CPERS, a medida coloca em risco as condições de trabalho das(os) educadoras(es), enfraquece a gestão democrática das escolas e aprofunda a mercantilização da educação pública. E o pior: esse projeto vem sendo conduzido sem diálogo com o Sindicato, educadoras(es), estudantes e comunidades escolares. 

Para Rosane, o momento é de urgência: “Esperamos que o governo finalmente abra um canal de diálogo com a comunidade escolar. Nossa luta, agora, é permanente para barrar esse projeto e garantir que a sociedade possa debater o futuro das escolas públicas antes que elas sejam entregues à iniciativa privada.”

Além da presidente, representaram a Direção Central do Sindicato o 1º vice-presidente Alex Saratt, o 2º vice-presidente Edson Garcia, a  secretária-geral Suzana Lauermann, as diretoras Andréa da Rosa, Mari Andréia de Oliveira, Juçara Borges, Vera Lessês e os diretores Celso Adalberto e Leandro Parise.

O CPERS seguirá mobilizado em todo o estado para barrar esse projeto e defender a educação pública gaúcha. Diante da ausência de diálogo com o governo Eduardo Leite (PSD)/Gabriel Souza (MDB), o Sindicato reforça que continuará organizando ações, atos e mobilizações ao lado das comunidades escolares. A escola não é mercadoria! Não venda a minha escola!

>> Confira as fotos: 

Notícias relacionadas

Na noite desta quinta-feira (11), o Conselho Geral do CPERS …

11/06/2026

Por Rosane Zan, presidente do CPERS Sindicato* O governo do …

08/06/2026

Junho é o mês do Orgulho LGBTQIAPN+, um período de …

02/06/2026

Centenas de pessoas, entre educadoras(es) dos 42 núcleos do CPERS …

29/05/2026