Nos dias 5 e 6 de dezembro, o Festival MEL – Mulheres em Luta reuniu lideranças femininas de diversas áreas e mobilizou uma multidão de mulheres em uma forte manifestação pelo fim dos feminicídios, em Porto Alegre. Durante os dois dias de programação, o evento promoveu debates sobre o enfrentamento à violência, igualdade de gênero e direitos sociais, coincidindo com o ato nacional “Levante Mulheres Vivas”, realizado em diversas cidades do país, neste domingo (7).
O Mapa Nacional da Violência de Gênero, que reúne dados oficiais do Senado Federal, Ministério da Justiça e Segurança Pública, Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e Sistema Único de Saúde (SUS), revela um cenário alarmante: mais de 1.000 feminicídios foram registrados apenas em 2025, segundo boletins de ocorrência das secretarias estaduais de Segurança, e 58% das mulheres que sofreram violência não buscaram uma delegacia no mesmo ano.

O CPERS marcou presença de forma ativa, promovendo uma roda de conversa com o tema “Da Desvalorização à Violência Contra Trabalhadoras da Educação”. Representado pela presidente do Sindicato, Rosane Zan, e pelas diretoras Sandra Santos, Andrea Nunes, Daniela Peretti, Joara Dutra e Mari Andrea Oliveira de Andrade, o debate abordou o enfrentamento ao feminicídio e a construção de políticas públicas eficazes para as mulheres. Em suas intervenções, as dirigentes reforçaram o compromisso do Sindicato com a luta coletiva, a resistência e a ampliação dos espaços de poder para as mulheres trabalhadoras.
A mesa debateu a necessidade de proteção dos direitos das mulheres, o enfrentamento da violência de gênero e o fortalecimento de políticas efetivas que garantam igualdade, segurança e respeito nos ambientes educacionais e na sociedade.

A presidente do CPERS, Rosane Zan, reforça que a presença e o respeito às mulheres da categoria nos espaços escolares são fundamentais. Ela ressalta que a violência se manifesta de forma cotidiana e exige atenção urgente, citando situações concretas de violência simbólica e moral que afetam educadoras: “Tanto no refeitório quanto na sala dos professores, que são espaços onde a gente conversa e faz trocas, muitas vezes acontecem atos violentos com as educadoras”.

O CPERS reafirma que enfrentar o feminicídio significa também transformar a realidade das escolas, garantindo acolhimento, proteção e condições dignas de atuação para as trabalhadoras da educação.
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