No Dia Internacional para a Eliminação da Violência Contra as Mulheres, o CPERS, por meio de seu Departamento de Gênero e Diversidade, reforça a importância de criar espaços que trabalhem para a erradicação da misoginia, de cobrar o poder público para garantir que as legislações de proteção sejam efetivas e de fortalecer a luta feminista.
Professora da Universidade de Buenos Aires, a pesquisadora Verónica Gago, em sua conceituação de corpo-território, menciona a fundamentalidade da união das mulheres para articular a superação da sociedade patriarcal. Segundo ela, é preciso compreender a “necessidade da aliança como potência específica e incontornável”. A responsabilização do assassinato de Ângela Diniz, morta em 1976 por Doca Street, só aconteceu após uma grande campanha nacional, “Quem ama não mata”. A Lei Maria da Penha, principal instrumento jurídico brasileiro de enfrentamento à violência de gênero, é fruto da mobilização de diversas entidades e de grupos da sociedade civil.
Além da relevância da organização das mulheres na eliminação das violências que as atravessam, é de extrema crucialidade que o Estado exista para assegurar políticas públicas e garantir sua aplicação. Os serviços públicos de saúde, assistência social e educação, cada vez mais transferidos para a mão do mercado, são essenciais na promoção da dignidade das mulheres vítimas de violência.
Por isso, mais do que combater a violência de gênero, é preciso viabilizar a manutenção e o desenvolvimento da vida das mulheres, nos âmbitos da autonomia financeira, do atendimento psicológico, do acesso à cultura e da organização na luta por direitos.





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