Após cruzar o estado, Caravana do CPERS encerra jornada histórica de mobilização e convoca categoria para as urnas


Nenhuma estrada foi longa o bastante para deter a luta. Depois de seis semanas cruzando o Rio Grande do Sul, a Caravana em Defesa da Escola Pública e da Democracia do CPERS encerrou, nesta quarta-feira (23), sua jornada na região de Camaquã (42º Núcleo).

O itinerário do Sindicato passou por 410 escolas em 130 cidades e alcançou os 42 núcleos da entidade, levando a milhares de funcionárias(os) de escola e professoras(es), da ativa e aposentadas(os), o debate sobre os diferentes projetos em disputa neste ano eleitoral e o que eles significam para o futuro da população gaúcha e da educação pública do estado.

A tradição de luta pelos direitos das(os) trabalhadoras(es) e de defesa da democracia, que marca a história e a construção do CPERS, chega a este momento reforçando o papel das(os) educadoras(es) neste ano eleitoral: levar às urnas as reivindicações da categoria e eleger projetos que coloquem a educação como prioridade. Trata-se de decidir que escola queremos, que carreira queremos e que sociedade queremos.

A força que vem da base

Em cada escola visitada, o que se viu foi a reafirmação de que a categoria não se cala diante dos ataques e retrocessos que marcaram o último período, nas carreiras, nas condições de trabalho e na própria escola pública.

“Este é um ano de eleições e nós consideramos que são eleições decisivas para a nossa categoria e para o futuro da educação pública. Depois de todos os ataques e retrocessos que enfrentamos no último período, nas nossas carreiras, nas condições de trabalho e na própria escola pública, fomos às comunidades escolares para reafirmar o projeto de educação que queremos para o Rio Grande do Sul”, destaca a presidenta do CPERS, Rosane Zan, que integrou a comitiva ao lado das(os) diretoras(es) Dani Peretti, Luiz Henrique Becker e Sandra Silveira.

O Sindicato seguirá fazendo a luta com independência e autonomia, como sempre fez diante de todos os governos. Essa é uma marca histórica do CPERS, que não se curva a interesses que não sejam os da categoria e da população gaúcha. 

Trata-se de compromisso inegociável com quem constrói a escola pública todos os dias. É essa mesma independência que garante ao Sindicato a legitimidade para apontar caminhos e cobrar de quem quer que seja o respeito à educação como direito, e não como mercadoria.

A Caravana encerra sua jornada, mas deixa a certeza de que a mobilização sindical é um instrumento de transformação e a convicção de que a categoria está atenta, organizada e disposta a lutar nas salas de aula, nos núcleos, nas ruas e, em outubro, nas urnas. Quem defende direitos não descansa, não se cala e não recua. A hora é agora. A luta é de todas(os). O voto é a nossa voz.

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