A educação deixa marcas que atravessam o tempo. Talvez por isso, quem dedicou a vida à escola raramente se afasta da vontade de ensinar, aprender, participar e transformar realidades. A partir dessa perspectiva, chega a edição de setembro da Vitalidade, revista da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), criada para dar visibilidade às histórias, aos direitos e aos desafios das(os) aposentadas(os) da educação pública brasileira.
>> Acesse aqui a edição de setembro da revista Vitalidade!
Nesta edição, a revista apresenta um retrato diverso do envelhecimento no Brasil, reunindo histórias de homens e mulheres que seguem criando, estudando, militando e construindo novos projetos de vida. São trajetórias que mostram que a aposentadoria não representa o fim da participação social, mas uma nova etapa, marcada pela continuidade de sonhos, vínculos e lutas construídas ao longo da vida.
A Vitalidade também aborda temas que impactam diretamente a vida da população idosa e das futuras gerações. Entre eles estão os desafios da Previdência Social e a construção de mecanismos de proteção social, o combate ao etarismo, a participação política das pessoas idosas e o direito de envelhecer com dignidade. O debate ganha ainda mais relevância no Rio Grande do Sul, um dos estados brasileiros com maior população idosa, segundo dados do Censo 2022 do IBGE.

Na editoria “Na Luta”, a edição dá destaque à mobilização das(os) aposentadas(os) do CPERS em Brasília. A categoria esteve na capital federal para cobrar do Supremo Tribunal Federal (STF) a retomada do julgamento da ADI 6254, que questiona a cobrança da contribuição previdenciária das(os) servidoras(es) aposentadas(os). A mobilização reforça a importância da organização coletiva na defesa dos direitos da categoria.
Ao colocar essas pautas em evidência, a revista também contribui para ampliar o olhar sobre o envelhecimento e para valorizar quem dedicou parte significativa da vida à educação pública. As histórias reunidas nesta edição mostram diferentes formas de seguir participando da sociedade, construindo conhecimento e atuando na defesa de direitos.
Mais do que registrar trajetórias, a Vitalidade reafirma que a relação com a educação e com a luta coletiva não termina com a aposentadoria. As experiências de quem construiu a escola pública permanecem presentes e ajudam a abrir caminhos para as próximas gerações.
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