Insegurança sanitária preocupa educadores de Portão e Estância Velha


Nesta terça-feira (04), o 14º Núcleo do CPERS visitou escolas da rede estadual para verificar as reais condições das instituições de ensino com a volta às aulas, após o governo Leite impor o retorno das atividades presenciais na Educação Infantil e 1º e 2º anos do Ensino Fundamental já na segunda.

A visita constatou o óbvio: equipes diretivas e educadores(as) se virando como podem para cumprir com os protocolos sanitários, com EPIs de baixa qualidade, sem vacina e testagem em massa ou qualquer condição assegurada pelo Estado para garantir um retorno seguro.

Nas escolas Pedro Schuler e Adolfo Krumenauer, de Portão, a retomada foi marcada pela baixa adesão de alunos. Já a Escola Técnica Estadual Portão (ETEP) prepara-se para voltar com as atividades na próxima semana.

“A escola técnica está em reunião de preparação, irão começar as aulas no dia 10, e as outras escolas de ensino fundamental estão com um ou dois alunos”, explica do diretor do 14º Núcleo do CPERS, Luiz Henrique Becker.

O diretor também visitou a escola 8 de Setembro, de Estância Velha, onde a principal preocupação expressada pelos professores(as) e funcionários(as) é a ausência de testagem em massa, que seria um dos condicionantes essenciais para garantir o retorno seguro das atividades presenciais.

Além da insegurança sanitária, educadores(as) também demonstraram aflição com a evasão escolar de um número considerável de alunos(as) e o possível fechamento de turmas e turnos, o que pode gerar, entre outras dificuldades, a impossibilidade de estudantes conseguirem acesso ao ensino em escolas próximas de suas residências.

A visitação às comunidades escolares e a fiscalização das condições sanitárias para o retorno são deliberações da Assembleia Geral do Sindicato, realizada nesta segunda-feira (3). 

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