Insegurança: homem armado invade escola em Gravataí e assalta estudantes


Enquanto praticavam as atividades de Educação Física, dois estudantes da EEEM Ponche Verde, em Gravataí (22º Núcleo), foram surpreendidos por um homem armado, nesta sexta-feira (30).

Ameaçados, os alunos tiveram que entregar seus celulares. O acesso do assaltante à escola ocorreu através de um buraco na tela que cerca o local.

A instituição, que atende a 730 alunos, não possui muro de proteção, apenas a cerca atual que está danificada e nem de longe traz alguma segurança para educadores(as) e educandos.

Segundo Letícia Coelho Gomes, diretora da Ponche Verde e também do 22° Núcleo, apenas um quarto do total do terreno da instituição está com cercamento de gradil, conquistado através da pressão realizada com a ocupação da escola pelos estudantes, organizada pelo Grêmio Estudantil e pela comunidade escolar, em 2016.

“Abrimos um processo no setor de obras da Secretaria de Educação em 2018, mas desde então está parado. Não consideraram como obra emergencial. Neste ano, espantosamente, a 28° CRE nos disse que não existe processo aberto e que poderíamos abrir um, mas apenas para a colocação de outra tela”, lamenta.

Os casos de insegurança não se restringem ao ocorrido nesta sexta-feira (30). Anteriormente, conforme Letícia, um homem invadiu a instituição e deu um soco em um aluno que estava no pátio. “Nossa escola está totalmente a mercê, sem a mínima segurança.”

Como forma de pressionar para que sejam tomadas providências que garantam a proteção de estudantes, professores(as) e funcionários(as), na próxima segunda-feira (3), será realizada uma assembleia com a comunidade escolar. “O ofício assinado pelo Conselho Escolar, pedindo o término da construção do muro, será levado pelas mães e pais até a Seduc”, garante a diretora.

Ainda na tarde desta sexta, a diretora foi até a 28ª Coordenadoria Regional de Educação (CRE) para solicitar um segurança para a escola e pedir a abertura do processo para o cercamento total da instituição.

“Até que a construção integral do muro seja realizada não sabemos quanto tempo irá demorar. Até lá precisamos que garantam a segurança de todos que frequentam a Ponche Verde”, ressaltou.

CPERS: governo precisa ter responsabilidade com a segurança das escolas

Diante de mais uma situação de descaso com a escola pública, a categoria e os estudantes, o presidente em exercício do CPERS, Alex Saratt, evidencia que a realidade das escolas mostra que o discurso e a propaganda oficial não encontram correspondência com os fatos.

“Há muito tempo o CPERS vem denunciando que a política de contingenciamento de recursos traria prejuízos de toda ordem, colocaria a qualidade da educação em risco e, o que é pior, aconteceriam casos como esse da Ponche Verde. Esperamos providências imediatas para que essa situação não perdure por mais tempo. É preciso que o governo tenha responsabilidade e garanta uma escola com segurança para todos”

O CPERS seguirá acompanhando a situação e pressionando para que a Seduc tome todas as providências necessárias, o mais rápido possível, para garantir a segurança de educadores(as), alunos(as) e comunidade escolar.

 

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