Escola de Bagé classifica projeto em programa desenvolvido pela NASA


Provando que a escola pública tem qualidade, alunos(as) da EEEM Frei Plácido, em Bagé (17º Núcleo), comemoram uma conquista ímpar: o projeto do curso técnico de Mecânica foi aprovado pela Agência Espacial Norte-Americana (NASA).

Eles foram a única equipe brasileira a ser selecionada no Human Exploration Rover Challenge (Herc), iniciativa que incentiva estudantes a projetar, desenvolver, construir e testar tecnologias de exploração espacial – mais especificamente, rovers (pequenos veículos) movidos com a força humana.

Neste ano, 61 projetos de 30 países foram aprovados.  A ideia dos alunos(as) de Bagé foi a de criar um veículo movido pela força humana: a pedaladas. O veículo irá passar por um terreno simulando Marte, a lua e outras partes do sistema solar.

Após a aprovação teórica do projeto, agora os alunos(as) precisam projetar, desenvolver, construir e testar o rover, um veículo de exploração espacial, até abril de 2023, quando o concurso ocorre em Alabama, nos Estados Unidos.

Atualmente, o projeto está em desenvolvimento, na fase estrutural e aguardando os insumos para a execução. Segundo a diretora da instituição, Sonia Machado Trindade, a 13ª Coordenadoria Regional de Educação (CRE) e a Secretaria Estadual de Educação (Seduc) comprometeram-se em arcar com estes custos e com as despesas para a viagem.

“Toda a escola está muito orgulhosa com a conquista dos nossos alunos. Recebemos a notícia com muita felicidade. É um orgulho imenso para nós, ainda mais se tratando de escola pública”, destaca a diretora da instituição, Sonia Machado Trindade.

A ideia do projeto veio da aluna Isabelli Simon Marques, que apesar de confiar no trabalho, confessa que tinha poucas esperanças de participar do programa. “Todos achávamos que não seríamos classificados. Tínhamos uma expectativa baixa, mas receber a notícia que fomos aceitos foi muito gratificante e ficamos muito felizes.”

Foto: Line Nunes Photography / Divulgação

Além de Isabelli, integram a equipe os estudantes Sofia Cuadros Oliveira, Bernardo Flores Freitas e Carlos Eduardo Munhoz Ferreira. O grupo tem como coordenador o professor Rodimar de Oliveira Acosta, que não esconde o orgulho pelos seus alunos(as).

“Amo dar aula, procuro fazer com que meus alunos sempre tenham boas perspectivas. Me sinto extremamente orgulhoso, pois mesmo diante das dificuldades da escola pública, estamos conseguindo conquistas tão importantes como esta”, afirma.

Além de todo o apoio para o desenvolvimento do projeto, os alunos estão sendo preparados para a viagem. “Para que estejam aptos, estamos realizando aulas de reforço de inglês com uma das professoras da nossa escola”, explica Sonia.

A estimativa é de que sejam necessários R$200 mil para viabilizar a viagem. O grupo espera o apoio do governo, mas já iniciou uma campanha de arrecadação para dar entrada na documentação necessária, vistos e passaportes.

Isabelli resume o sentimento da equipe neste momento. “A expectativa para chegar lá e participar está muito grande. Estamos realmente muito felizes, entregaremos o melhor de nós.”

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