Encontro do Movimento Pedagógico Latino Americano e Mostra Pedagógica destacam a qualidade da educação pública


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Na tarde desta terça-feira, dia 22, durante o Encontro do Movimento Pedagógico Latino Americano, ocorreu a abertura da 2° Mostra Pedagógica Estadual do CPERS. Os mais de 80 projetos de escolas públicas de diversas regiões do Rio Grande do Sul estão  expostos na Praça da Alfândega até esta quarta-feira, dia 23, para que a população conheça a qualidade da educação pública.
“É uma ótima oportunidade de representar o projeto da minha escola. Deixo o convite para todos os estudantes e a população para visitarem a Mostra e conhecer os trabalhos que realizamos”, disse a estudante Carolina Pavaresco, da escola Setembrina de Viamão (22° Núcleo).
“Como professora, esse momento é muito especial. É um espaço que retrata a qualidade da educação pública, não reconhecida pelo governo. Estou muito feliz e me sentindo valorizada”, afirmou a professora Sibele Teixeira Perez, da escola Professor Alfredo Dub,  do 6° Núcleo – Rio Grande.
O diretor do Departamento de Educação do CPERS, Antônio Lima, relatou a satisfação de  colocar os projetos em praça pública, este ano. “Conseguimos expor em praça pública para os cidadãos e as cidadãs de Porto Alegre verem os projetos que mostram a qualidade do ensino em nossas escolas. Ter a oportunidade de fazer o encontro e a Mostra juntos é um sonho realizado. Estamos mostrando para a sociedade o valor da escola pública e o quanto vale a pena a nossa luta pela educação”, afirmou.

Práticas Pedagógicas na Escola Pública

Na continuidade do Encontro do Movimento Pedagógico Latino Americano, o painel  Práticas Pedagógicas na Escola Pública foi abordado pelo professor doutor Nilton Mullet Pereira, responsável pelo Departamento de Ensino e Currículo da UFRGS. O professor parabenizou o Sindicato pela iniciativa. “É uma honra estar aqui com educadores  que fazem a diferença na escola pública. Ainda mais sendo uma Mostra promovida por um Sindicato de luta, no meio de uma avalanche de ataques aos direitos dos servidores públicos e do serviço público”, ressaltou.
Pereira trouxe conceitos importantes sobre a experiência pedagógica, mostrando tudo que envolve esse trabalho: o encontro do professor e do aluno, o tempo que não pode ser calculado no relógio, a arte e o  amor. “O que fazemos em sala de aula não é somente a reprodução da física e da química, mas sim o esforço de representá-los para serem usados na vida prática, não meramente no aspecto cotidiano, mas no próprio entendimento das situações, abrangendo o aspecto ético e político. Proporcionando, inclusive, ao indivíduo entender o pacote do Sartori e saber se posicionar na sociedade”, ressaltou.
“A Mostra Pedagógica que o CPERS tem a ousadia de realizar é mais do que tudo uma forma de resistência política do desmantelamento do serviço público que está acontecendo”, finalizou Pereira.
O último painel do dia abordou o tema O Papel das Centrais Sindicais na Luta pela Educação Pública, com o professor Daniel Sebastiani, da Central dos Trabalhadores do Brasil – CTB e a professora Simone Goldschmidt, da CNTE e da CUT.
Sebastiani destacou que a maioria dos brasileiros ainda não está consciente da gravidade dos impactos das ações dos governos Sartori e Temer, ambos do PMDB. “Estamos enfrentando uma ofensiva neoliberal que terá conseqüências sérias principalmente para áreas essenciais à população como a educação e a saúde. O foco é a redução do Estado. O governo Sartori, com todas as reduções que anunciou ontem não vai economizar nem 2% do orçamento público. Com o discursivo de Estado falido, entrega setores importantes da sociedade à iniciativa privada. O momento exige uma luta defensiva e na defesa precisamos de unidade, mais do que nunca”, observou.
Simone observou que a situação para os trabalhadores é extremamente dramática e que somente a união de todos os trabalhadores poderá barrar os ataques dos governos Sartori e Temer. “Ou nós unimos os sindicatos, as centrais sindicais a classe trabalhadora ou seremos atropelados pelo governo golpista do Temer e pelo governo autoritário e desrespeitoso do Sartori”, destacou.
“Quando falamos da reforma da previdência e da possibilidade de não termos mais aposentadoria especial, os colegas dizem que têm direito adquirido, que isso não vai ocorrer. Ontem tivemos uma mostra bem próxima disso: o governo diz que vai pagar o nosso 13º metade em um ano e a outra metade no outro. Precisamos nos preparar para uma grande luta”, afirmou a vice-presidente do CPERS, Solange Carvalho.

 

 

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