Caravana do CPERS chega na reta final reforçando importância das escolhas nas eleições de 2026


A tradição de luta pelos direitos das(os) trabalhadoras(es) e de defesa da democracia, que marca a história e a construção do CPERS, chega a este momento reforçando o papel das(os) educadoras(es) neste ano eleitoral: levar às urnas as reivindicações da categoria e eleger projetos que coloquem a educação como prioridade. Nesta quinta-feira (10), a Caravana completa sua penúltima semana de atividades pelo Rio Grande do Sul, levando às(aos) funcionárias(os) e professoras(es) a reflexão sobre a disputa entre os diferentes projetos que estão colocados para a população gaúcha neste ano eleitoral.

Até agora, a Caravana em Defesa da Escola Pública e da Democracia já visitou 339 escolas, em 113 cidades gaúchas. A previsão é de que, até o final da próxima semana, mais de 400 escolas sejam visitadas. São milhares de educadoras(es) que, ao receberem o Sindicato, reservam um momento para debater, junto às(aos) colegas, o cenário político atual e as demandas da categoria.

Nesta semana, estavam representando a Direção Central nos diversos roteiros o 1º vice-presidente, Alex Saratt, a secretária-geral, Suzana Lauermann, e as(os) diretoras(es), Andrea da Rosa, Daniela Peretti, Dulce Delan, Guilherme Bourscheid, Juçara Borges, Leandro Parise, Leonardo Preto, Sandra Regio, Sandra Silveira e Vera Lessês. Em todos os roteiros, direções regionais acompanharam as atividades. 

As eleições das nossas vidas

Reafirmando sua autonomia e independência de classe, o CPERS reforça sua posição ao destacar que as eleições de 2026 serão um confronto decisivo entre o avanço de um projeto neoliberal e a defesa dos direitos democráticos e sociais da classe trabalhadora. A partir da última edição do jornal Sineta, as(os) educadoras(es) são convidadas(os) a revisitar as decisões políticas recentes que afetaram o dia a dia da categoria, identificando quem esteve ao lado da nossa luta e quem se colocou contra os interesses das(os) trabalhadoras(es).

Nos núcleos de Uruguaiana (21º) e Alegrete (19º), o 1º vice-presidente do Sindicato, Alex Saratt, esteve ao lado das(os) educadoras(es) nas escolas e em rádios locais. Segundo ele, a categoria “está ciente dos perigos e dos riscos que correm a democracia e a soberania nacional”. Para Alex, é preciso demonstrar a força social que o Sindicato é capaz de mobilizar: “Aqueles que imaginavam uma posição neutra ou alienada do CPERS no processo eleitoral estão descobrindo a força da nossa categoria. Precisamos eleger as candidaturas que representam um programa alinhado com as causas dos trabalhadores da educação”.

Nos últimos 12 anos, as(os) trabalhadoras(es) da rede estadual de educação enfrentaram um dos períodos de maior desmonte de direitos e arrocho salarial da história recente da categoria. As medidas implementadas ao longo das gestões de José Ivo Sartori (MDB) e Eduardo Leite (PSD) alteraram profundamente a carreira das(os) educadoras(es) e a estrutura da escola pública.

Agora, é momento de dar uma resposta e mostrar que quem ataca a educação não pode representar o Rio Grande do Sul. Independentemente do cenário eleitoral, o CPERS “continuará nas ruas e manterá sua tradição de luta, ocupando a Praça da Matriz e continuando suas caravanas a Brasília quando assuntos que atingem a categoria estejam em discussão”, como aponta o 1º vice-presidente. 

Para a secretária-geral, Suzana Lauermann, que esteve no mesmo roteiro, a categoria está “ciente da importância de olharmos para esta eleição como a eleição das nossas vidas. É um momento de fazermos uma escolha consciente de um projeto político que olhe para a educação pública com a importância e valor que ela merece”. 

Além dos núcleos já citados, a Caravana passou nesta semana por São Borja (16º Núcleo), Rio Grande (6º Núcleo), Santiago (29º Núcleo) e Pelotas (20º Núcleo). Na próxima semana, a Direção Central encerra esta edição da Caravana, completando a passagem pelos 42 núcleos do CPERS.

Ao longo dessa jornada, o Sindicato levou às escolas não apenas informação, mas um chamado à reflexão e à organização coletiva. Em cada região visitada, a Caravana reafirma que as escolhas feitas nas urnas têm consequências concretas para a educação pública e para a vida das(os) trabalhadoras(es). Defender um projeto de educação pública, democrática e valorizada também é decidir que futuro queremos construir para o Rio Grande do Sul.

>> Confira os álbuns com fotos dos roteiros desta semana da Caravana em Defesa da Escola Pública e da Democracia:

>  Quarta-feira (9):
> Núcleos: São Borja (16º), Uruguaiana (21º) e Rio Grande (6º)

 

> Quinta-feira (20):
> Núcleos de Alegrete (19º), Pelotas (20º) e Santiago (29º)

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