Educadores(as) mobilizam-se em todo o estado para barrar a Reforma da Previdência


Educadores(as) de todo o estado realizaram paralisações, atos, caminhadas, aulas públicas e outras atividades para marcar o dia nacional de lutas contra a Reforma da Previdência, nesta sexta-feira (22).

Em Porto Alegre, mais de 1.500 professores(as) e funcionários(as) de escola tomaram as ruas do Centro, em caminhada da sede estadual do CPERS até o Palácio Piratini. No caminho, distribuíram panfletos alertando a população sobre as consequências da Reforma. A intenção é construir uma greve geral em conjunto com todos(as) os(as) trabalhadores(as) para barrar a votação da PEC.

A marcha começou no início da tarde e os(as) manifestantes permanecem mobilizados(as) para o ato unificado convocado pelas Centrais Sindicais, marcado para as 18h na Esquina Democrática.

“Não é possível que quem ganha R$ 630, o básico para 20h de professores(as) em nosso estado, seja chamado para salvar a previdência”, afirmou a presidente do CPERS, Helenir Aguiar Schürer. “Cobrem a dívida dos devedores, dos bancos, da JBS, da embaixada americana. E, aqui no estado, cobrem dos poderes que nunca pagaram. O IPE Previdência se sustenta se for pago por todos, e não apenas por nós”, completou.

O projeto apresentado pelo governo Bolsonaro atinge toda a classe trabalhadora, retardando a aposentadoria e reduzindo drasticamente os benefícios. Mas é especialmente brutal com mulheres e educadoras, além de idosos em situação de miséria e trabalhadores(as) rurais.

A proposta também prevê alterações que põem em risco a existência da Previdência Social, a exemplo da capitalização e da retirada das regras da Constituição, facilitando em muito futuras alterações.

Reforma não ataca privilégios

A reforma é brutal com a imensa maioria da população, mas não mexe com os privilégios dos mais ricos.

As contribuições patronais não são alteradas e as isenções tributárias são mantidas (como as do agronegócio).



Políticos(as) que já exercem mandato também ficam de fora das novas regras. Militares, responsáveis por um déficit que cresce mais rápido do que o dos civis, ganham regalias e aumento salarial.

Outras entidades representantes do funcionalismo estadual se somaram à mobilização. Para Maria Helena de Oliveira, diretora do Semapi, apenas a luta unificada pode barrar a Reforma. “Somente juntos conseguiremos evitar que esse projeto nefasto chegue à Câmara. Nós não deixaremos que acabem com a nossa aposentadoria”, enfatizou.

Em Soledade e Santo Ângelo, integrantes da direção central do CPERS realizaram plenárias com a comunidade escolar para explicar as consequências da reforma, além de debater a pauta salarial com a categoria.

 

Confira a mobilização em outras regiões:

São Luiz Gonzaga

Três de Maio

Frederico Westphalen

Lagoa Vermelha

Ijuí

Vacaria

Gravataí

 

São José do Norte

 

Novo Hamburgo

 

Novo Barreiros

 

Taquari

 

Pelotas

 

Passo Fundo

 

Guaíba

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