Divisão do IPE é jogada para reeleger Sartori


O governo Sartori anunciou nesta terça-feira (15) que pretende dividir o Instituto de Previdência do Estado do Rio Grande do Sul (IPE) em duas autarquias independentes. Para justificar a ação, alegou a modernização dos atendimentos. Como sempre, o governo mascara suas verdadeiras intenções, pois com a divisão do Instituto o que ocorrerá será a geração de mais gastos, sem solucionar os problemas atuais. Tudo que não é colocado às claras esconde os verdadeiros objetivos que, para o governo, não convém revelar.
“Os problemas que nós temos hoje não vão se resolver separando em duas instituições. Nós já trabalhamos com essa separação, temos as pessoas especialistas de cada área com a sinergia de usar o mesmo cadastro, os mesmos programas”, afirma Roberto Max Liebstein, presidente do Sindicato dos Servidores do Instituto de Previdência do Estado (Sindipe). Para ele, a “duplicação” do IPE não se justifica.
A intenção do governo é a de criar o IPE Prev, que teria foco exclusivo na previdência dos servidores estaduais, e o IPE Saúde, destinado a gerir os serviços de assistência de saúde dos servidores e beneficiários. “O IPE precisa de uma reestruturação, mas não há necessidade de fazer isso separando o que é hoje. Isso poderia ser feito nas condições atuais, sem aumento de despesas, o que vai na contramão daquilo que o Governo do Estado vinha apregoando”, defende Liebstein.
“O que o governo propõe é a criação de mais uma autarquia, separar o IPE e fazer duas gestões diferentes. Ou seja, ter um novo presidente e uma nova direção, cargos que sabemos que não ganham pouco. E toda aquela discussão que fizeram sobre aumentar a nossa contribuição, alegando que o IPE estava quebrado?  E agora, onde está a quebradeira? Querem fazer uma autarquia para criar cargos de altos salários para oferecer para partidos que possam ajudar a reeleger o governador Sartori. Estão usando o nosso IPE para negociação política. Se o IPE não estava bem financeiramente, o que foi que mudou agora para criar esse trenzinho da alegria de cargos? Não vamos aceitar essa desfaçatez do governo”, afirma a presidente do CPERS, Helenir Aguiar Schürer.

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